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A CADEIA PRODUTIVA DO CAFÉ BRASILEIRO NO NOVO CENÁRIO GLOBAL

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A cadeia produtiva do café brasileiro vive um momento decisivo de transformação estratégica.

Durante décadas, o país estruturou sua atuação com foco em escala, volume e baixo custo, enquanto a maior parte do valor agregado era capturada fora de suas fronteiras. Esse modelo, embora eficiente em termos produtivos, limitou o protagonismo brasileiro nas etapas mais rentáveis da cadeia.

O cenário global, entretanto, mudou de forma significativa. Países que historicamente compraram o café brasileiro muitos deles hoje em declínio econômico ou em processo de reposicionamento estratégico  construíram marcas fortes, indústrias sofisticadas e poder econômico relevante sem cultivar um único pé de café. A assimetria entre quem produz e quem captura valor tornou-se cada vez mais evidente.

O Brasil, maior produtor mundial, reúne atualmente atributos raros no contexto internacional: escala produtiva, qualidade reconhecida, sustentabilidade ambiental e ampla capacidade de expansão. Ainda assim, grande parte do valor permanece concentrada nas mãos de grandes players globais de torrefação, distribuição e comercialização, reproduzindo um modelo de “colonialismo produtivo” incompatível com as exigências do século XXI.

A produção cafeeira brasileira é moderna, intensiva em tecnologia e socialmente relevante. Ela gera empregos, renda, arrecadação de impostos e sustenta economias regionais inteiras. Além disso, a formação de clusters produtivos indica uma mudança cultural em curso, criando as bases para um novo posicionamento estratégico do setor no mercado global.

O próximo passo é claro e inadiável: avançar na industrialização, agregar valor ao produto e construir marcas brasileiras com presença global. Com um mercado interno robusto e liderança consolidada nas exportações, o Brasil reúne todas as condições para comandar essa transição.

Mais do que produzir café, chegou o momento de liderar a cadeia produtiva, redefinindo seu papel no comércio internacional e superando definitivamente a herança histórica de apenas servir aos interesses de outros.


Hélio Mendes |
Palestrante, consultor empresarial e político. Autor de Planejamento Estratégico Reversoe Gestão Reversa. Conselheiro formado pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

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