A competitividade atualmente está diretamente relacionada à capacidade de antecipar tendências e incorporar o futuro ao presente.
Tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, estão transformando radicalmente os processos, possibilitando a criação de novos modelos de gestão e negócios. A cultura linear está sendo substituída por uma cultura exponencial, enquanto cadeias produtivas globais estão se remodelando para permitir parcerias estratégicas em diversos países. A velocidade de comunicação proporcionada pela internet reforça ainda mais esse movimento.
Nesse contexto, torna-se possível aplicar uma lógica reversa: ao invés de esperar pelo futuro, podemos antecipá-lo e trazê-lo para o presente. Os modelos tradicionais de planejamento estratégico, criados na década de 1960, baseavam-se em projeções distantes como: “Em 2030, seremos uma das principais empresas do nosso setor”. Hoje, o cenário permite afirmar: “Seremos, nos próximos 12 a 24 meses, aquilo que antes estava previsto para os próximos 10 anos”.
Essa abordagem exige muito mais do que vontade. É necessário planejamento estruturado, equipes preparadas e coragem para romper constantemente com a cultura vigente.
A competitividade atual não se limita a compreender o que o cliente consome ou deseja. Ela envolve também a capacidade de prever o que ele ainda não sabe que vai querer. Um exemplo claro é o carro elétrico: enquanto muitos consumidores sequer conheciam suas vantagens, empresas chinesas acreditaram na tendência antes dos concorrentes e trouxeram uma visão de futuro para o presente. O mesmo aconteceu com o comércio eletrônico, que desestruturou grande parte do varejo tradicional ao antecipar comportamentos e hábitos de consumo.
Competir, hoje, é ser capaz de realizar agora o que o mercado só esperaria ver no futuro. É transformar visão em ação, com estratégia, agilidade e inovação contínua.