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A CORDA NO PESCOÇO DE 70%

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O Nó Cego da Dívida e a Crise de Sobrevivência do CNPJ.​

A frieza dos números é implacável. Eles não sentem, não choram, apenas desenham o cenário. E o cenário econômico brasileiro em 2025, olhando para o que se acumulou até aqui, é de um aperto que se alastra do CPF ao CNPJ, exigindo uma reflexão profunda sobre o nó que atamos.​

A Tempestade Perfeita no Mundo Corporativo​

O indicador que mais ecoa neste início de ano é o aumento vertiginoso nos pedidos de recuperação judicial. Um salto de 30% não é apenas estatística; é o grito de socorro de milhares de empresários que, após tentarem de tudo, veem na Justiça a última tábua de salvação contra a falência. É a formalização de que a circulação de capital parou, que os prazos de pagamento esticaram ao limite do insustentável.

​O impacto é generalizado.

Para se ter ideia da dimensão, o Brasil contabiliza hoje cerca de 8 milhões de empresas inadimplentes. Esse exército de CNPJs no vermelho significa fornecedores que não recebem, empregos em risco e, em última instância, uma redução brutal na capacidade produtiva e de investimento do país. A inadimplência empresarial é um freio de mão puxado na economia.​

O Peso da Dívida Sobre os Cidadãos

​Se a situação é crítica no âmbito corporativo, a realidade das famílias brasileiras não fica atrás. A dívida virou a norma, não a exceção. Impressionantes 70% da população brasileira está endividada. Esse dado é a prova cabal de que a renda média não acompanha mais o custo de vida, forçando o brasileiro a se socorrer no crédito para fechar as contas básicas – seja no cartão, no crediário ou no cheque especial.​

O perigo reside na espiral

A dívida gera juros, os juros corroem a renda e a renda comprometida diminui o poder de compra. Com menos gente comprando, o comércio vende menos, as empresas faturam menos e, “voilà”, a crise da inadimplência empresarial se retroalimenta. O cidadão endividado não é só um problema social; é um vetor de recessão.​

O Motor do Estado e a Realidade Fiscal​

Neste cenário de apertos, é fundamental desmistificar a figura do governo. O Estado não é uma fonte inesgotável. É preciso martelar: o governo não fabrica dinheiro. Sua existência e capacidade de investimento – em saúde, educação, segurança e infraestrutura – dependem integralmente da receita. E essa receita tem um nome: impostos.

​No Brasil, a máquina pública se move com uma carga tributária que representa cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa fatia colossal da riqueza nacional é o que mantém o país funcionando. Quando as empresas quebram ou deixam de pagar, e as pessoas consomem menos por estarem endividadas, a arrecadação cai. É um ciclo vicioso: menos atividade econômica gera menos impostos, o que limita o governo a investir e estimular a própria economia.​

O dilema é perverso

Cobrar mais impostos em uma economia enfraquecida pode estrangular as empresas que lutam para sobreviver. Mas a inação fiscal pode levar ao descontrole das contas públicas, minando a confiança e elevando juros. Uma narrativa de desconfiança e cautela. Aumentar a arrecadação para o Estado é vital, mas só será sustentável se vier do crescimento, e não apenas do aumento de alíquotas. Para isso, o Brasil precisa desesperadamente de um sopro de confiança que desendivide as famílias, dê fôlego às empresas e, finalmente, permita que os 40% do PIB em impostos se traduzam em serviços públicos de qualidade e investimentos estratégicos.​

É preciso encarar os números com a seriedade que eles exigem. A recuperação judicial, a inadimplência e o endividamento em massa não são problemas isolados; são sintomas de que a corrente sanguínea da economia está congestionada. O cinto está apertado, e a única forma de soltá-lo é através de políticas que priorizem a descompressão do crédito e o incentivo real à atividade produtiva. Não existe uma bala de prata para matar esse monstro da ineficiência que o País se encontra. O Brasil precisa de mudancas profundas. Um ciclo de simplificação (Tributária), eficiência (Estado) e previsibilidade (Política/Jurídica). Sem esses pilares, as empresas continuarão sucumbindo e o cidadão seguirá refém dos juros altos e da voracidade em recolher impostos de um Estado ineficiênciente, caro e corrupto.​

 

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