CRÔNICA
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No tabuleiro da nação, as peças se movem sob o manto pesado de um discurso que ecoa há décadas: a soberania nacional. Uma palavra de peso, que evoca bandeiras, hinos e um sentimento de pertencimento. Mas, sob a retórica grandiosa, o que realmente se esconde?
A crônica de nossa época, se escrita com a caneta da honestidade, revela não um escudo contra ameaças externas, mas uma cortina de fumaça que ofusca as mazelas internas.
A narrativa do “nós contra eles” é o motor principal dessa engrenagem. Ela simplifica problemas complexos, cria inimigos invisíveis e, o mais perigoso de tudo, desvia o olhar dos desafios reais. Enquanto a atenção se volta para disputas geopolíticas e ameaças fabricadas, o país sangra em suas feridas mais profundas.
O déficit público monumental, uma espada de Dâmocles sobre a cabeça das futuras gerações, é empurrado para a sombra. Os prejuízos bilionários das estatais, que deveriam servir ao povo, evaporam-se em ineficiência e corrupção, mas são defendidos como pilares da tal soberania.
E o que dizer do escândalo do INSS? A máquina de aposentadoria, que deveria ser um porto seguro para milhões de brasileiros, se desfaz em fraudes e falhas estruturais, enquanto a lentidão da justiça permite que a impunidade se instale.
A falta de uma ação judicial séria e contundente não é um descuido, mas um sintoma da paralisia que atinge o sistema. Neste cenário, a figura de autoridades, como o Ministro Alexandre de Moraes, emerge com um discurso de valentia, uma retórica de “leão sem dentes” que, embora possa agradar a alguns, não resolve as questões de fundo.
A Lei Magnitsky, mencionada como uma afronta à nação, na verdade, se dirige a indivíduos, não ao país. A interpretação errônea ou deliberadamente distorcida de tais fatos alimenta a narrativa de perseguição e fortalece a ideia de um cerco internacional, quando o problema, mais uma vez, reside em ações pessoais e não em um complô contra o Brasil.
A falta de união e a desmoralização do STF são reflexos claros dessa polarização. A alta corte, que deveria ser a guardiã da Constituição, se fragmenta em disputas internas e ideológicas, perdendo sua credibilidade e sua capacidade de agir como um poder moderador.
Por fim, a liderança política, com o Presidente Lula à frente, mantém um discurso que soa vazio e anacrônico, preso a ideias do passado que não oferecem soluções para os problemas do presente.
A grande imprensa, em vez de questionar e investigar, muitas vezes se alinha, consciente ou inconscientemente, a essa narrativa, perpetuando mentiras e alimentando a confusão.
Nesse “país do futuro”, a crônica de hoje é um retrato de um presente preso em suas próprias contradições. As grandes mazelas políticas, financeiras e sociais estão todas ali, à vista de quem quiser ver.
Mas, enquanto o espetáculo da soberania nacional mantiver a plateia distraída, o verdadeiro palco da nação continuará a ser palco de uma peça que, a cada dia, se torna mais trágica.
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