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A FRIEZA DOS NÚMEROS: POR QUE A ECONOMIA FALA MAIS ALTO QUE IDEOLOGIAS

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Por: Pérsio Isaac

Em um mundo onde discursos inflamados e ideologias nacionalistas parecem disputar cada centímetro quadrado do noticiário, há uma força silenciosa e implacável que move as engrenagens da geopolítica: a economia.

E quando falamos em economia, o gigante indiscutível é, sem sombra de dúvida, os Estados Unidos. Enquanto muitos se perdem em bravatas e malabarismos retóricos, os números falam por si, com uma frieza que desarma qualquer arroubo nacionalista.

Pense nisto: o Produto Interno Bruto (PIB) americano orbita a estratosférica marca de 29.17 trilhões de dólares. Para colocar em perspectiva, a segunda maior economia do mundo, a China (18.80 trilhões de dólares), está significativamente abaixo desse valor. Agora, adicione a isso o fato de que os EUA importam o equivalente a 14% a 15% do seu PIB anualmente. Isso significa aproximadamente 14% do comércio mundial, 3.5 trilhões de dólares.

Para termos uma idéia da magnitude dessa força econômica, a cada ano, eles compram do mundo o equivalente a um pouco mais do PIB inteiro da França (3.16 trilhões de dólares). Sim, uma França por ano.

Diante de tal magnitude, qualquer tentativa de enfrentar essa locomotiva econômica com meros “instrumentos circenses” – leia-se, discursos vazios e posturas desafiadoras – se mostra, no mínimo, ingênua.

Países como o Brasil, que, para se ter uma ideia, exportam para os EUA cerca de 41 bilhões de dólares por ano, o que representa apenas 1,17% das importações americanas, compreendem a complexidade dessa relação. Não é uma questão de submissão, mas de pragmatismo.

A verdade é que a força econômica dos Estados Unidos transcende governos, ideologias e até mesmo presidentes. É um sistema robusto, com um mercado consumidor gigantesco e uma capacidade de inovação sem paralelos. Essa resiliência econômica permite que os EUA mantenham sua influência global, ditando, em grande parte, o ritmo do comércio internacional e as regras do jogo geopolítico.

Bravatas e discursos nacionalistas podem inflamar plateias e preencher manchetes, mas são os números frios da balança comercial e a escala de consumo que realmente comandam as decisões.

A geopolítica, no fundo, é um jogo de interesses onde o poderio econômico e militar dos Estados Unidos é uma carta praticamente imbatível. E, por mais que se tente ignorar, a realidade é que não há como enfrentar um gigante desses.

A economia, com sua lógica implacável, é o maestro que rege a orquestra global, e os EUA, com sua imponência financeira, são o primeiro violino.

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