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A INFÂNCIA ENTRE TELAS E SILÊNCIOS: UM ALERTA URGENTE

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Por Ana Rebeca Guimarães

Nunca foi tão fácil distrair uma criança — e nunca foi tão difícil escutá-la. O avanço acelerado das telas transformou profundamente a rotina de crianças e adolescentes, mas também escancarou um problema silencioso: o impacto direto e preocupante do uso excessivo de celulares, tablets e computadores na saúde mental dos jovens.

O que antes era entretenimento pontual tornou-se presença constante. Muitas crianças passam horas diante das telas, substituindo o brincar, o diálogo e o convívio familiar por estímulos digitais contínuos. Esse excesso tem contribuído para quadros de ansiedade, irritabilidade, isolamento social, dificuldades de concentração e alterações no sono — sintomas que, não raramente, acabam sendo confundidos ou rotulados de forma precipitada como transtornos neurológicos ou comportamentais.

Diagnósticos equivocados de TDAH e TEA, por exemplo, têm surgido em contextos onde, na verdade, há falta de limites, carência afetiva e ausência de acompanhamento próximo por parte dos adultos. Não se trata de negar a existência desses transtornos, mas de reconhecer que o ambiente em que a criança está inserida influencia diretamente seu comportamento e desenvolvimento emocional.

Outro ponto crítico é a sobrecarga dos pais. Em uma sociedade marcada por jornadas exaustivas de trabalho e múltiplas responsabilidades, muitos responsáveis acabam recorrendo às telas como uma forma de “acalmar” ou “ocupar” os filhos. O resultado é um ciclo perigoso: menos atenção, mais tempo de tela; mais tempo de tela, maior risco de sofrimento emocional.

A infância precisa de presença, não apenas de conexão digital. Crianças precisam de escuta, de limites claros, de afeto, de tempo de qualidade e de experiências reais. As telas, quando usadas sem critério, não educam, não acolhem e não substituem o vínculo humano — pelo contrário, podem ampliar vazios emocionais e comprometer o desenvolvimento saudável.

É urgente que famílias, escolas e poder público assumam essa responsabilidade coletiva. Orientação, informação e políticas públicas voltadas à saúde mental infantil precisam caminhar junto com o incentivo ao uso consciente da tecnologia. Proteger nossas crianças hoje é garantir adultos mais equilibrados amanhã.

O futuro não pode ser apenas uma tela acesa diante de uma infância abandonada ao silêncio. O cuidado começa agora — e começa em casa.

Aderval Andrade que é Articulador Social nas Regiões Administrativas de Ceilândia, Samambaia, Sol Nascente e Pôr do Sol  é  advogado que atua na área da família e faz um alerta firme e responsável aos pais e professores sobre os riscos do uso excessivo das telas na vida de crianças e adolescentes. Ele destaca que a ausência de acompanhamento diário, diálogo e presença afetiva tem levado muitos jovens a desenvolverem problemas emocionais e comportamentais que poderiam ser evitados com maior atenção da família e da escola.

O doutor ressalta que celulares, tablets e computadores, quando usados sem limites, interferem diretamente no desenvolvimento cognitivo, emocional e social, contribuindo para ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração, distúrbios do sono e isolamento. Segundo ele, esses efeitos muitas vezes acabam sendo confundidos com transtornos neurológicos, resultando em diagnósticos equivocados e tratamentos inadequados.

Aderval Andrade enfatiza que o problema não está apenas na tecnologia, mas na falta de tempo de qualidade dedicado às crianças. Pais sobrecarregados e educadores sem o apoio necessário acabam permitindo que as telas ocupem o espaço do diálogo, do brincar e da convivência, fundamentais para uma infância saudável.

O alerta central do texto é claro: acompanhar a rotina dos filhos, impor limites ao uso das telas, fortalecer vínculos afetivos e manter uma escuta ativa são atitudes essenciais para prevenir problemas de saúde mental. Para o doutor, cuidar da infância hoje é investir em adultos mais equilibrados no futuro, e essa responsabilidade deve ser compartilhada entre família, escola e sociedade.

SUGESTÃO DE LEITURA: É PRECISO AMAR AS PESSOAS COMO SE NÃO HOUVESSE ELIÇÕES https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/e-preciso-amar-as-pessoas-como-se-nao-houvesse-eleicoes/

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