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A relação entre a Odebrecht e a Petrobrás com relação aos interesses da Braskem estavam complicadas.

O Presidente da Petrobrás José Eduardo Dutra, ex Senador pelo PT de Sergipe, queria que a Petrobrás não fosse prejudicada para satisfazer os interesses da Odebrecht. Emílio Odebrecht recorreu a Lula que já era o Presidente do Brasil, e cobrou dele os compromissos feitos para o grupo na campanha política: “Presidente, a diretoria da Petrobrás e o PT estão nos boicotando”. Emílio seguia pleiteando o socorro estatal por causa do individamento da Odebrecht.

A Petrobrás fornecia a Nafta e propeno, matérias primas usada no setor petroquímico, entre outros insumos e recebia o pagamento em duas semanas. Na prática, a estatal financiava a Braskem, que contava com esse prazo na gestão do fluxo de caixa. O individamento da Braskem era em dólar e a moeda americana teve alta complicando ainda mais o caixa da Braskem. Ali que se concentrava os maiores conflitos entre os executivos da Braskem e da Petrobrás.

Lula disse que não haveria retrocesso no seu governo, e que o setor seria comandado por agentes privados, exatamente como havia prometido para Emílio. Mas a estatal agia como um organismo independente resistindo toda vez que um governante tentava colocar seus interesses à frente dos da empresa. Emílio dizia: “A Petrobrás pode aumentar sua participação, desde que não seja majoritária. Dutra e seu grupo, só queria injetar investimentos na Braskem se fosse para a Petrobrás ter mais participação e poder”. Dutra queria que a Petrobrás tivesse seu braço petroquímico como tem todas as petroleiras no mundo. Lula tinha outros interesses que combinavam com Emílio Odebrecht. Os conflitos continuavam.

O Ministro da Casa Civil, José Dirceu deu uma sugestão a Alexandrino Alencar, diretor institucional da Braskem. “Procure o Janene, com ele dá pra conversar“. José Mohamed Janene era Deputado Federal pelo Paraná e presidia a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, responsável por revisar leis para o setor e fiscalizar estatais, como as poderosas Eletrobras e Petrobrás. Foi eleito pelo PPR de Paulo Maluf e integrava a base política de FHC. Logo após a vitória de Lula o partido bandeou para o lado de Lula e mudaram o nome do partido para PP. Apoiaram Lula mas exigiram cargos.

Janene era ambicioso e queria cargos mais altos para comandar. Explicaram os conflitos para Janene e pediram que esse jogo duro do Diretor de Abastecimento da Petrobrás, Rogério Manso, teria que acabar. Se ele colocasse um aliado no lugar de Manso a Odebrecht poderia contar que teria um parceiro fiel na Petrobrás. Janene junto com os Deputados Pedro Corrêa e João Pizzolati, ambos do PP, se encontraram com Manso no centro do Rio de Janeiro, na Petrobrás.

José Mohamed Janene era um homem truculento e com ele não tinha rodeios e já foi logo no papo reto: “O PP apoia o governo Lula e queremos a lista de todas as empresas que fazem negócio com a Petrobrás“. Rogerio Manso ficou enrusbecido e disse: “Não vou entregar lista nenhuma e podem voltar para casa e dizer pra quem mandou os senhores aqui que não vai rolar nada“. O trio saiu revoltado, procuraram Zé Dirceu e pediram a cabeça de Rogério Manso. Se quisessem o apoio do seu partido teria que demitir Rogério Manso. Zé Dirceu entendeu o recado e só tinha uma pessoa para resolver esse impasse: Lula.

Lula nunca foi inocente e muito menos bobo, havia tempo que estavam pedindo a cabeça de Manso. Chamou o Presidente da Petrobrás José Eduardo Dutra e disse: “Dutra, se Paulo Roberto Costa (apadrinhado de Janene) não estiver nomeado, demito todos os conselheiros da Petrobrás, pois era tradição na estatal passar pelo Conselho qualquer nomeação“. Lula sabia e deu sua ordem.

Em 14 de maio de 2004, Paulo Roberto da Costa foi nomeado diretor de abastecimento da Petrobrás. José Mohamed Janene chamou Alexandrino Alencar e disse: “Agora tenho meu cara lá. Podemos conversar“.

O resto da história todos conhecem.

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