A Tempestade da IA: Pequenas, Médias e Grandes Empresas Sob Risco
Após a euforia inicial gerada pelo ChatGPT, é evidente que ele trouxe uma nova realidade, especialmente para o mundo corporativo. A inteligência artificial (IA) se tornou a principal tecnologia, prometendo transformar diversos setores, mas também intensificando a concorrência e a concentração econômica. Isso ocorre porque a utilização plena da IA exige investimentos robustos, algo que nem todas as empresas conseguem acompanhar.
A estratégia das grandes corporações neste campo é agressiva e, de certo modo, assustadora. Oferecem versões gratuitas da tecnologia, mas as mais avançadas são pagas e demandam conhecimentos técnicos específicos e profissionais qualificados. As grandes empresas que agirem rapidamente terão uma vantagem significativa.
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Por outro lado, as médias e pequenas empresas enfrentam desafios ainda maiores. Sem os recursos necessários para competir nesse novo cenário, precisarão, no mínimo, de um especialista em IA e de alianças estratégicas com grandes fornecedores ou clientes. No Brasil, onde o agronegócio é forte, uma possível solução seria o fortalecimento das cooperativas, mas estas precisam evoluir além do perfil atual para enfrentar os desafios da IA.
HÉLIO MENDES
Hélio Mendes é autor de “Planejamento Estratégico Reverso” e “Marketing Político Ético”. Ele atua como consultor de empresas e já foi secretário de planejamento e meio ambiente na cidade de Uberlândia/MG. Além disso, é palestrante em cursos de pós-graduação e na Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, além de membro do Instituto SAGRES – Política e Gestão Estratégica Aplicada, em Brasília.
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