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ANGOLA: GIGANTE COM PÉS DE BARRO

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​A história de Angola é um épico forjado no fogo da resistência. Do brilho dos reinos bantu, como o do Congo e do Ndongo, à tragédia da escravidão, a terra nunca se dobrou. Por quatro décadas, a rainha Njinga Mbande desafiou a colonização portuguesa com diplomacia e guerra de guerrilha, cravando na memória a chama da soberania.​

Séculos depois, a luta pela independência, liderada pelo MPLA, FNLA e UNITA, culminaria em 1975, mas a liberdade trocou o domínio colonial pela devastação da Guerra Civil. Durante 27 longos anos, o conflito, alimentado pela Guerra Fria, dilacerou a nação. A paz de 2002 veio, finalmente, para que Angola iniciasse sua reconstrução.

​É neste ponto que a crônica ganha seu contraste mais agudo: a alcunha de “Gigante com Pés de Barro”. Angola é uma terra de imensa riqueza, sustentada pelo petróleo, que financiou a reconstrução de Luanda e atraiu gigantes como a China, principal credora e parceira do país. A base econômica, porém, é frágil, pois a dependência quase total do petróleo torna a nação vulnerável a cada queda de preço no mercado global.​

Apesar da riqueza no subsolo, a desigualdade social é gritante. A prosperidade do petróleo concentra-se em uma elite, enquanto a maioria da população — jovem e resiliente — luta por acesso a serviços básicos. O combate à corrupção tornou-se a bandeira do governo pós-2017, numa tentativa de reformar o Estado e buscar a diversificação econômica através da agricultura, mineração e pescas.​

Culturalmente, Angola é indomável. O Português, adotado como língua de união, ressoa com as nuances do Semba e a energia do Kuduro, enquanto escritores como Pepetela usam a palavra para narrar a alma de um povo que soube transformar a língua do colonizador em ferramenta de autoafirmação.

​O futuro de Angola reside exatamente na superação do seu paradoxo. Não basta ter o ouro negro; é preciso que o desenvolvimento seja sustentável, investindo em infraestrutura verde, educação de qualidade e num capital humano que já provou sua capacidad a fragilidade dos seus “pés de barro”.

 

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