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ARRUDA: ELEGÍVEL OU NÃO?

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O ambiente político do Distrito Federal foi sacudido ontem, 29 de setembro, pela sanção presidencial da Lei Complementar nº 219/2025 e o frisson se estende até hoje, pela dúvida remanescente se os vetos recuperam ou não a elegibilidade do ex-governador José Roberto Arruda.

Sancionada pelo Presidente da República no limite do prazo legal, a Lei chegou ao Diário Oficial com importantes vetos que rapidamente se transformaram em combustível para uma nova batalha política. O ponto central é a possível exclusão de dispositivos que haviam sido incluídos e aprovados pelo Senado Federal, restabelecendo condições que impactam diretamente a elegibilidade de alguns políticos, entre eles o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

A tendência, no entanto, é que, mantida a inelegibilidade, o Senado derrube os vetos presidenciais, especialmente aqueles relacionados ao prazo de retorno da elegibilidade. A Casa Legislativa, afinal, não apenas aprovou os dispositivos em questão, como também os introduziu na redação final da norma. É um gesto de afirmação política e institucional que, se concretizado, devolverá a Arruda o direito de concorrer novamente.

É evidente que o episódio traduz desencontro de conveniências entre Executivo e Legislativo. Ao sancionar a lei com vetos, o Presidente sinaliza cautela política e jurídica, ainda que temporária, mas o Senado, com poder e disposição para reverter essa decisão, reforça sua autonomia e coloca em evidência o impacto que a decisão terá, sobretudo, na arena política do Distrito Federal.

Ainda que a inelegibilidade tenha sido preservada, o movimento final do Senado Federal abrirá um novo e imprevisível cenário no Distrito Federal. Arruda, detentor de um relevante capital eleitoral construído ao longo de sua trajetória, tem condições reais de alterar a lógica sucessória do GDF. Sua entrada no jogo eleitoral forçará potenciais candidatos a reavaliarem estratégias, alianças e até mesmo a manutenção de suas próprias candidaturas.

O rearranjo, sem dúvida, será imediato. Candidaturas tidas como competitivas podem perder força diante do peso político e da memória eleitoral do ex-governador, levando partidos a redesenhar planos e buscar novas coligações.

Se confirmada a atual elegibilidade ou em breve conquistada pela derrubada dos vetos, a eleição para o GDF entrará em um novo patamar de disputa, com Arruda reposicionado com protagonismo no tabuleiro.

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