Nem sempre foi assim, mas hoje em dia autoridades falam o que querem. Fazem o que querem. Quando, eventualmente, ocorre alguma reação poderosa, essas mesmas autoridades transferem despudoradamente para o setor privado e para a população (atores que efetivamente fazem o país) o ônus de suas atitudes. Modelo: eu faço e você paga.
A retórica eleitoral da “humilhação” ou da “soberania” não permite a conjugação do verbo recuar. Recuar nem pensar! Ato considerado vergonhoso, ainda que implique em colocar em risco a economia da nação.
Na busca por saída honrosa, o governo brasileiro tem procurado socorro nos países dos BRICS, sem encontrar ressonância. China, Índia, Indonésia, África do Sul, entre outros, estão individualmente em negociação ou já firmaram acordo com os EUA. Improvável que um grupo informal se manifeste coletivamente sobre medida imposta pela nação economicamente mais poderosa.
Assim, o mercado brasileiro recebeu de presente e tem hoje nas mãos uma bomba de efeito retardado que não desenhou, não produziu, transformada rapidamente em seu maior problema.
A imposição, pelos EUA, de uma tarifa adicional de 40% é atualmente inegociável por decisão unilateral das autoridades brasileiras, que não se dispõem a reavaliar conceitos, a rever decisões, a aceitar divergências.
Sabemos, ainda, que as provocações partiram daqui motivo pelo qual as causas do tarifaço não estão nos EUA. Estão aqui no Brasil.
Sem explícito apoio internacional, as autoridades brasileiras instituíram o paliativo Programa de Contingências, com a finalidade de manter artificialmente a competitividade de alguns produtos pela compensação tributária ou pelo instrumento do subsídio, decisão que produz alívio temporário, mas onera o contribuinte.
Assim, diante de tanta incerteza, o pragmatismo sugere para a indústria exportadora brasileira a maximização na captação dos recursos ofertados pelo Programa de Contingências.
Mesmo porque não há solução à vista.
![]()
"O conteúdo deste artigo reflete apenas a opinião do autor e não necessariamente as opiniões do Portal REVISTA DIÁRIA - seus editores e colaboradores - que não se responsabiliza por qualquer dano ou erro que possa surgir do uso das informações apresentadas neste artigo. Ao acessar e ler este artigo, você concorda em que REVISTA DIÁRIA não se responsabiliza por quaisquer danos diretos, indiretos, acidentais ou consequentes que possam surgir do uso das informações contidas neste artigo. Você concorda que é responsável pelo uso que fizer destas informações e que o blog não tem qualquer responsabilidade por qualquer erro, omissão ou imprecisão."
![]()
REVISTA DIÁRIA | www.revistadiaria.com.br | contatorevistadiaria@gmail.com
Participe do Grupo de Whatsapp da Revista Diária, recebendo e enviando seus bons artigos e matérias veradeiras. Clique no Link para entrar no grupo: https://chat.whatsapp.com/LEpbmCGGiBwG4aozdEceor?mode=ac_t
SUGESTÃO DE LEITURA: O MUNDO ESTÁ ACABANDO E A CULPA É NOSSA https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/o-mundo-esta-acabando-e-a-culpa-e-nossa/