A atual crise financeira enfrentada pelo setor de saúde de Volta Redonda, que chegou ao ponto extremo de reconhecimento de calamidade financeira e discutir a redução dos salários dos profissionais da área, deve servir como um forte alerta ao município de Barra do Piraí. O episódio, além de preocupar pela gravidade, revela o quanto cidades, ainda que com maior dinamismo econômico, podem ser vulneráveis e alcançadas por crises financeiras.
O caso de Volta Redonda impressiona ainda mais quando se observa seu peso econômico na região Sul Fluminense. O município possui um PIB sete vezes superior ao de Barra do Piraí e cinco vezes mais empregos formais, além de um índice de sustentabilidade fiscal significativamente mais alto. Em termos de atividade econômica, os números também são expressivos: apenas entre janeiro e agosto deste ano, Volta Redonda registrou a abertura de quatro vezes mais empresas do que Barra do Piraí. Ainda assim, mesmo com um ambiente de negócios mais robusto e uma arrecadação proporcionalmente mais sólida, o município se vê às voltas com uma crise capaz de comprometer um dos serviços públicos mais essenciais — a saúde.
Essa triste realidade sugere a Barra do Piraí cautela redobrada e rigor fiscal absoluto. Se um município,com a estrutura econômica de Volta Redonda,enfrenta dificuldades para manter o equilíbrio das contas públicas na saúde, o impacto de uma crise semelhante em Barra do Piraí seria potencialmente devastador. O município, com base econômica mais limitada e menor capacidade de geração de receitas, teria margem de manobra muito menor para corrigir eventuais desequilíbrios.
Planejar é a resposta, com priorização da gestão orçamentária, o controle rigoroso dos gastos públicos e a busca por novas fontes sustentáveis de receita, evitando comprometer serviços essenciais e o equilíbrio das contas. O alerta que vem de Volta Redonda é claro: a dificuldade financeira independe do poder econômico.
Para municípios de mais limitada economia, o risco é exponencialmente maior. O exemplo do município vizinho sugere a Barra do Piraí uma postura preventiva, técnica e responsável — sob pena de enfrentar, em proporções provavelmente mais graves, uma crise que consuma não apenas as finanças públicas, mas especialmente o bem-estar da população.
Em tempos de incerteza, a prudência é a melhor política.
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