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BRASIL E ESTADOS UNIDOS: CONVERSA CORDIAL, RESULTADO NULO

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A tão esperada conversa telefônica entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, realizada, por mais incrível que possa parecer, por iniciativa da Casa Branca, terminou sem avanços concretos sobre o chamado tarifaço, que vem prejudicando as exportações brasileiras e tensionando a relação comercial entre os dois países. Foram trinta minutos de diálogo diplomático, mas sem conteúdo prático.

O Brasil não apresentou uma proposta estruturada e, ao fim, o único resultado efetivo foi a definição de interlocutores: o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rúbio — conhecido pela postura dura em negociações internacionais — e o vice-presidente Geraldo Alckmin, encarregado de representar o Brasil nas próximas conversas.

A ausência de uma proposta brasileira clara reforça a percepção de que o governo ainda tem dificuldades em definir uma estratégia para lidar com o tarifaço. Ao se limitar a pedir o fim das tarifas, a revisão de sanções contra autoridades nacionais e a convidar o presidente norte-americano para a COP30, o Brasil demonstrou mais interesse em manter o diálogo aberto do que em apresentar alternativas concretas. A postura cordial e diplomática foi mantida, mas faltou substância técnica e estratégica.

Por outro lado, a escolha de Marco Rúbio como interlocutor sinaliza que os Estados Unidos pretendem conduzir as discussões com firmeza e foco em resultados favoráveis aos seus interesses. Rúbio, senador influente e figura de linha dura em temas econômicos e de segurança, dificilmente fará concessões sem contrapartidas robustas.

Assim, o balanço da conversa é, até aqui, nulo e, portanto, desfavorável ao Brasil. O país mantém a iniciativa política no campo simbólico — com o convite à COP30 e a defesa do multilateralismo —, mas sai sem nenhum avanço econômico real. Se não houver uma preparação técnica consistente e uma estratégia de negociação sólida, as futuras reuniões entre Alckmin e Rúbio tendem a ser árduas e pouco produtivas, mantendo o tarifaço como um obstáculo duradouro à competitividade brasileira.

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