Carregando agora

O “NÓS CONTRA ELES” PRECISA ACABAR

O ódio, a vingança, a intolerância e a tentativa de transformar adversários em inimigos precisam acabar. Uma sociedade não pode considerar normal a banalização do crime, a desvalorização da família, a perda de referências morais ou a imposição de ideias sem espaço para o diálogo e o respeito às diferenças.

Por: Luiz Eduardo Loureiro

A alternância do poder, por si só, não resolverá esses problemas. O que precisamos é de uma mudança de postura, de consciência e de compromisso com o futuro do Brasil.

Usar a mentira para ludibriar as pessoas, manipular palavras e distorcer a realidade tornou-se uma estratégia perigosa. Quando se procura classificar todos os adversários como inimigos da educação, da ciência e do meio ambiente, enquanto se ignora ou se relativiza a conduta de aliados envolvidos em práticas autoritárias, violentas ou criminosas, é hora de parar e refletir.

Que país estamos escolhendo construir?

Podemos acreditar em uma educação que não reconheça a importância da família e o direito dos pais de participarem da formação moral de seus filhos? Queremos professores comprometidos com o conhecimento, o pensamento crítico e a liberdade intelectual, ou uma educação submetida a qualquer forma de doutrinação?

Queremos uma ciência voltada à preservação da vida, à inovação e ao bem-estar da sociedade, ou instituições que se afastem de sua finalidade pública?

Queremos proteger o meio ambiente sem ignorar a realidade de ribeirinhos, pequenos produtores e pessoas que dependem dos recursos naturais para sobreviver? A preservação ambiental precisa caminhar junto com alternativas econômicas, dignidade e condições reais de sustento para essas populações.

Defender esses princípios não significa negar a importância da educação, da ciência ou da proteção ambiental. Significa exigir responsabilidade, equilíbrio e respeito à realidade de todos os brasileiros.

Não podemos construir uma sociedade sólida sem reconhecer a importância da família, sem transmitir valores morais, sem cultivar a fé de cada um, o amor, a honestidade e a dignidade humana. Precisamos preservar a liberdade de pensar, questionar e produzir, sempre com responsabilidade e respeito aos direitos do próximo.

A liberdade não pode ser confundida com a ausência de limites éticos; a igualdade não pode servir de pretexto para apagar diferenças legítimas; e a fraternidade não pode ser reservada apenas àqueles que pensam como nós.

Liberdade, Igualdade e Fraternidade precisam deixar de ser apenas palavras bonitas e voltar a orientar nossas atitudes.

Já não basta discutir se somos de direita ou de esquerda. O que realmente importa é saber quais ideias defendemos, quais resultados entregamos e quais valores estamos dispostos a preservar. O problema começa quando a disputa pelo poder se torna mais importante do que o compromisso com o país.

O Brasil não precisa de governantes empenhados em manter a população dividida. Precisa de lideranças capazes de apresentar propostas, respeitar as leis, combater a corrupção, promover oportunidades e assumir responsabilidades. Precisa de cidadãos que não abram mão de suas convicções, mas que também saibam respeitar quem pensa diferente.

A Pátria não pertence a um partido, a um grupo ideológico ou a um governante. Pertence a todos nós.

Que possamos superar a política do ressentimento, abandonar a busca permanente por culpados e recuperar o sentido do compromisso coletivo. Que a divergência produza ideias, que o debate construa soluções e que o poder seja exercido como instrumento de serviço, jamais como finalidade pessoal.

O Brasil merece mais do que a perpetuação de disputas. Merece um projeto de Nação fundamentado na responsabilidade, na justiça, na dignidade humana e no respeito à família.

Não queremos um Brasil de nós contra eles. Queremos um Brasil de todos, com liberdade para pensar, coragem para mudar e fraternidade para construir.

Que a ORDEM e o PROGRESSO deixem de ser apenas palavras inscritas em nossa bandeira e se tornem compromissos reais com o presente e o futuro da Pátria.

 

Luiz Eduardo Loureiro é Engenheiro Civil, Advogado, Escritor, Empresário e Grande Inspetor Geral da Maçonaria – GOB.

 


Sugestão de leitura:    DEUS É AMOR: UMA ORAÇÃO PELO BRASIL


DEUS É AMOR: UMA ORAÇÃO PELO BRASIL