Brasília já foi exemplo nacional de respeito às faixas de pedestres. Hoje, atravessar a rua na capital é sinônimo de medo. Mesmo com a mão erguida e o sinal claro, muitos motoristas e motociclistas ignoram a lei, transformando o que deveria ser um espaço de segurança em risco constante.
Os números confirmam o retrocesso: em 2024, mais de 7.800 infrações foram registradas contra condutores que não pararam para pedestres. Em 2025, só nos primeiros meses, já são mais de 1.700 casos. À noite, a situação se agrava: faixas apagadas, iluminação precária e desatenção tornam a travessia ainda mais perigosa.
Pedestres estendem a mão, esperam os veículos pararem e, mesmo assim, correm riscos reais. Em um caso recente, presenciei um quase atropelamento causado por um motociclista que, trafegando entre dois carros, ignorou completamente a presença do pedestre. Um cenário infelizmente comum em Brasília.
O que vemos:
Carros que param parcialmente ou param apenas quando “dá tempo”.
Motociclistas que trafegam entre os carros e desrespeitam o momento da travessia.
À noite, a situação piora: baixa visibilidade, faixas apagadas e desatenção aumentam o risco.
O Código de Trânsito é claro: a prioridade é do pedestre. Mas a prática mostra que a fiscalização falha e a impaciência no trânsito pesam mais que a vida humana.
Brasília precisa retomar o respeito ao pedestre. Mais que pintar faixas, é preciso iluminá-las, fiscalizar de fato e educar motoristas. A vida que atravessa a rua vale mais que qualquer pressa.
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