Canoenses perplexos despedem-se de seus pertences que foram levados, sem permissão, pelas águas dos rios gravataí, jacuí e sinos.
A força da natureza invadiu a cidade encontrando pela frente: excesso de lixo, bocas de lôbo entupidas, drenagem insuficiente, ocupação indevida do solo, deixando o município 60% submerso.
Avenidas, casas, apartamentos, bairros inteiros, foram “engolidos” por águas sujas e fétidas, deixando marcas n’alma dos canoenses que jamais serão esquecidas.
O Hospital de Pronto Socorro – HPS, no bairro Mathias Velho, teve toda sua parte térrea “engolida” pela enchente. Com histórico de atendimento precário à população, perdeu o que ainda restava: instalações físicas, equipamentos, insumos e medicamentos. Prejuízo de R$ 70 milhões.
Saldo: mortes, destruição e cerca de 180 mil pessoas atingidas. Tragédia pré-anunciada. Dias e noites que pareciam não ter fim.
JANEIRO DE 2025
Nova gestão assume o comando da cidade, encontrando uma administração municipal em situação de quase penúria. Caixa da prefeitura zerado, falta de investimentos. Casas destruídas. Desemprego.
Sistema de saúde do município a mínguas. Hospitais e postos de atendimento sem insumos, medicamentos, salários atrasados. Dívida de cerca de R$ 400 milhões.
Estamos falando de Canoas, município do Rio Grande do Sul, cerca de 360 mil habitantes (terceiro PIB do estado) cuja população teve seus bens ceifados pela enchente, há menos de 01 ano, e que agora clama por dignidade.
Airton Sousa, Prefeito e Rodrigo Busato, Vice.
A ORDEM É RECONSTRUIR
A determinação é para todas as secretarias do município. Reedificar o que foi destruído.
Secretários Municipais moldam suas pastas adaptando-as à realidade atual. Após quase cem dias de gestão, período insuficiente para corrigir o desequilíbrio financeiro recebido da administração anterior, o novo governo começa a tomar forma.
Saúde, segurança, meio ambiente, infraestrutura, dentre outras áreas, geridas por gente experiente, técnica e comprometida com o atendimento e a qualidade de vida do seu povo.
Hoje, a passos de galope, como uma campeã que conquista o local mais alto do pódio, Canoas se reergue com foco claro na correção, prevenção e desenvolvimento das áreas mais afetadas pela tragédia.
Com uma dívida sem igual deixada pela administração passada – cerca de R$ 400 milhões – os novos gestores da saúde estão criando um sistema mais robusto, capaz de lidar com crises futuras, garantindo o atendimento de qualidade a todos os canoenses.
Ainda que as dívidas da gestão passada estejam consumindo grande parte dos recursos que suportariam a recuperação do município, agigantando os esforços de toda a estrutura municipal, a ordem é pagar os salários atrasados dos médicos que ainda não receberam os salários devidos do ano de 2024 (o que já está sendo feito), priorizar a recuperação dos hospitais e postos de atendimento, equipando-os e repondo os insumos e medicamentos que não existiam.
Profissionais da área de saúde, incluindo médicos, enfermeiros e gestores especializados, participam deste processo de reconstrução e revitalização dos serviços de saúde, garantindo que as unidades não apenas sejam restauradas, mas modernizadas e ampliadas para melhor atendimento a população.
Além disso, a recuperação da infraestrutura de drenagem e o reforço da rede de serviços básicos, estão em andamento com obras que visam prevenir futuras enchentes. As ruas que foram severamente danificadas estão sendo recuperadas, casas destruídas reconstruídas e entregues à população e as escolas, que também foram comprometidas pela enchente, estão sendo restauradas para que as crianças continuem seus estudos com segurança.
A força outrora galopante, quase moribunda em cima de um telhado, ilhado pelas águas invasoras e perversas, está firme e forte.
Com resiliência, foco e determinação, a nova gestão acelera a cada dia demonstrando que, apesar dos desafios, a cidade e seu povo têm uma capacidade inesgotável de se reerguer.