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CRESCE O PIB PER CAPITA DE BARRA DO PIRAÍ

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A recente divulgação, pelo IBGE, do PIB per capita dos municípios brasileiros referente a 2023, oferece não só às administrações públicas, mas também à sociedade um instrumento objetivo de avaliação dos esforços realizados e dos resultados alcançados. Trata-se de um dos indicadores mais relevantes da realidade econômica local, ao expressar a média da produção econômica por habitante, permitindo comparar desempenhos, identificar avanços e revelar fragilidades estruturais. Elevados PIB per capita sinalizam emprego, renda média, negócios e qualidade do serviço público.

Nesse contexto, Barra do Piraí apresentou um expressivo crescimento de 65% no PIB per capita entre 2019 e 2023, atingindo a marca de R$ 34.728,89. Resultado digno de registro, sobretudo quando observado no recorte da região Sul Fluminense, aqui considerada pelos municípios de Barra do Piraí, Barra Mansa, Pinheiral, Resende, Vassouras, Valença e Volta Redonda. Nesse grupo, o desempenho barrense só foi superado por Pinheiral, com crescimento de 72%, e Valença, com 70%, o que evidencia incomum esforço econômico, acima da média regional.

Esse avanço contribuiu para reduzir parte do histórico atraso econômico de Barra do Piraí em relação aos municípios vizinhos. Contudo, os números também deixam claro que o progresso foi insuficiente para retirar o município da incômoda última posição regional na produção econômica individual. As diferenças permanecem profundas e, em alguns casos, exorbitantes: cada morador de Resende, por exemplo, gera uma produção econômica 173% superior à do barrense; em Volta Redonda, essa diferença chega a cerca de 70%. São distâncias que não se extinguem apenas com crescimento percentual, pois refletem estruturas produtivas consolidadas, bases industriais distintas e capacidades fiscais desiguais.

Entende-se claramente que essas disparidades não são meramente estatísticas. Elas impactam diretamente a qualidade de vida da população.

Importante registrar que, independentemente de quem esteja à frente da gestão, os resultados econômicos dizem respeito ao município como um todo. Os números não pertencem a governos, mas à cidade. Foi o município que cresceu, ou deixou de crescer, e, em consequência, são seus habitantes que se beneficiam ou sofrem os efeitos da performance alcançada.

Esse retrato é capaz de alicerçar uma avaliação. Reconhecer o avanço é necessário, mas insuficiente. Desafios não faltam. Uma das alternativas poderia ser transformar crescimento relativo em convergência real que rompa o ciclo do atraso produtivo.

Feliz Ano Novo!

 

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