Nas redes sociais, principalmente nos grupos de whatsapp, tornou-se rotina o ataque duro e impiedoso. Quando o assunto é política, ofensas, disseminação de ódio e até ameaças passaram a integrar o cotidiano de muitos grupos. O debate perdeu qualidade; o respeito, medida; e a divergência, civilidade.
As pessoas já não se escutam. Já não se respeitam. E, em muitos casos, parecem não temer o amanhã, como se as palavras não deixassem marcas, como se a intolerância não cobrasse seu preço.
“É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã” é o verso eternizado por Renato Russo na canção Pais e Filhos. A mensagem permanece atual: antes de qualquer disputa, está a condição humana.
Quando a política se transforma em ódio, ela deixa de cumprir seu papel público e passa a corroer os vínculos que sustentam a vida em sociedade. Divergir é legítimo. Desumanizar, não.
Sem respeito, não há democracia madura. Sem empatia, não há futuro sustentável. Amar as pessoas, apesar das diferenças, apesar das eleições, é um ato de responsabilidade coletiva.
Porque, se não houver respeito entre os homens, pode ser que o amanhã (aquele que acreditamos garantido) simplesmente não seja.
“É preciso amar as pessoas como se não houvesse eleições”
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Defensor do diálogo como princípio civilizatório. “Conflitos se resolvem com pontes, não com muros.”
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