A reorganização das relações comerciais globais implementada pelos EUA trouxe sérias ameaças para a indústria brasileira, sinalizando gravíssimas consequências a médio e longo prazos, a exigir esforços e imediata solução.
Ainda que haja injustificadas explicações, há também evidente desproporcionalidade na dosagem (50%) da tarifa imposta ao Brasil quando comparada às participações comerciais de ambos os países.
Os EUA são o segundo mais importante parceiro comercial do Brasil, participando com 12% do comércio total (exportação + importação) brasileiro, ranking liderado pela China com 24%.
Já para os EUA, os principais parceiros comerciais são México, Canadá, China, Alemanha e Japão, com o Brasil participando em somente 2% do comércio total estadunidense. Mesmo considerando mercados de dimensões muito distintas, a participação proporcional dos EUA é o sêxtuplo da participação brasileira. Comercialmente, os EUA são muito mais importantes para o Brasil, do que o Brasil para os EUA.
Assim, a calibragem tarifária para o Brasil não se alicerça nas questões econômicas e recepciona destrutivas divergências, completamente alheias à relação comercial. Estamos diante de uma indesejável mistura, de uma indevida invasão a causar danos possivelmente irreparáveis, sem que até agora ações efetivas tenham sido tomadas para evita-los.
A economia e a indústria nacionais estão sendo penalizadas por problemas que não produziram, o que as incapacita de oferecer solução. Fossem os limites do imbróglio ditados pelo mercado, as conversas, as negociações já teriam sido levadas a cabo.
Não faz sentido para a sociedade brasileira o fato de os responsáveis pelas causas da excessiva dosagem tarifária não demonstrarem sequer intenção de negociar a solução. Limitam-se a inócuos discursos críticos.
A indústria brasileira paga por problemas que não causou.
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