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FLAGRANTE É O ABANDONO DE IBICUÍ

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Ibicuí já foi sinônimo de refúgio. Um lugar onde o descanso, o convívio familiar e a relação respeitosa com a belíssima natureza definiam a identidade da praia e de seus moradores. Hoje, porém, o que se vê é a erosão silenciosa, e persistente, dessa vocação, substituída por uma desordem administrativa que cobra seu preço mais alto exatamente de quem sempre sustentou a localidade: o habitante de Ibicuí.

O sentimento predominante entre os moradores é o de abandono histórico. Décadas de negligência se materializam na precariedade dos serviços básicos: insuficiente coleta de lixo, inexistência de posto administrativo da prefeitura, quedas frequentes de energia e completa ausência do poder público no ordenamento do espaço urbano e costeiro. A praia, que é um bem público por definição constitucional, foi progressivamente privatizada por meio de loteamentos irregulares e da ocupação ilegal da faixa de areia, convertendo direito coletivo em negócio privado.

A apropriação do espaço público por cadeiras e guarda-sóis instalados ainda ao amanhecer ultrapassa o detalhe incômodo e se transforma em mecanismo de exclusão. Restringe a circulação, intimida moradores, elimina a concorrência e impõe preços artificialmente elevados, criando uma dinâmica predatória que degrada o cotidiano local e distorce a economia da praia. O resultado é a mercantilização de um espaço que deveria ser democrático, acessível e ordenado pelo interesse público.

O caos se intensifica pela absoluta falta de controle de acesso à localidade. Em dias de calor, Ibicuí se torna refém da desorganização: garagens bloqueadas, lixo espalhado, conflitos banais e um ambiente de tensão permanente, tudo isso potencializado pelo descontrole oficial. Não se trata de rejeição ao visitante, mas da constatação de que sem gestão, planejamento e fiscalização, o turismo deixa de ser vetor de desenvolvimento e passa a ser fator de degradação social e ambiental.

Contudo, o aspecto mais grave talvez seja o esgotamento da esperança. O morador de Ibicuí já não enxerga solução, tampouco prazo para o fim da negligência. Quando o poder público se ausenta por tanto tempo, instala-se a descrença, corroendo qualquer perspectiva de futuro.

Ibicuí não é apenas mal administrada; está abandonada à própria sorte. Transformou-se, assim, em uma praia sem perspectiva, onde o passado contrasta dolorosamente com o presente e onde o futuro provavelmente continuará refém da omissão.

Diante desse crítico cenário, a necessidade de uma imediata intervenção administrativa é incontestável.

 

 

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/cresce-o-pib-per-capita-de-barra-do-pirai/

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