IMPACTOS ESTADUAIS DO COVID-19

Algumas autoridades estaduais e a imprensa em geral iniciam, com estardalhaço, a divulgação de uma nova onda de Covid-19 no país e no mundo.
Analisando gráfico do comportamento diário internacional da contaminação pelo vírus, pode-se afirmar:
CASOS DIÁRIOS DE COVID-19 POR MILHÃO DE HABITANTES

Nova onda de Covid-19 se limitou ao Reino Unido, aos EUA e está se dissipando na Suécia. Nos outros países considerados, as alterações foram mínimas, não chegando a caracterizar nova onda.
As curvas apresentadas pelo Brasil e pelo mundo mostram claramente estabilização, sem qualquer desvio que indique a existência de uma nova onda.
Analisando o impacto do vírus no Brasil, até 06 de janeiro de 2021, o Covid-19 contaminou 3,7% da população brasileira.
Avaliando alguns estados da federação, verifica-se que, mais uma vez, os números absolutos induzem a análise equivocada.
São Paulo, por exemplo, estado com maior número de casos, possui somente 3,2% da população contaminada, enquanto o Distrito Federal, com um sexto dos casos de São Paulo, alcança 8,5% de seus habitantes contaminados. As estratégias de combate ao vírus certamente terão distintos planejamentos.
Entre os estados considerados no quadro abaixo, a contaminação atingiu mais fortemente o Distrito Federal e os estados de Santa Catarina e Mato Grosso.
CASOS DE COVID-19 EM ESTADOS SELECIONADOS
| ESTADO | CASOS (MIL) | POPULAÇÃO (MILHÕES) | CASOS/POPULAÇÃO (%) |
| SP | 1.501 | 46 | 3,2% |
| MG | 566 | 12 | 4,7% |
| SC | 506 | 7 | 7,2% |
| RS | 465 | 11 | 4,2% |
| RJ | 448 | 17 | 2,6% |
| PR | 430 | 11 | 3,9% |
| GO | 313 | 7 | 4,4% |
| DF | 255 | 3 | 8,5% |
| AM | 207 | 4 | 5,1% |
| MT | 184 | 3 | 6,1% |
| BRASIL | 7.873 | 212 | 3,7% |
Contudo, sendo um vírus de alto contágio, os padrões de contaminação não deveriam surpreender. Mesmo com a elevadíssima eficiência brasileira (97%) de recuperação dos infectados, a ocorrência de óbitos, essa sim, causa real impacto em todos.
O tratamento de informações relativas dos óbitos, mostra com clareza que os diversos estados brasileiros conseguem administrar com sucesso o combate ao Covid-19.
Começa com o índice de recuperação dos contaminados pelo vírus no Brasil que é excelente. 97,5% dos contaminados se recuperam.
ÓBITOS DE COVID-19 EM ESTADOS SELECIONADOS
| ESTADO | ÓBITOS (MIL) | ÓBITOS/CASOS (%) | ÓBITOS/ HABITANTES (%) |
| SP | 47 | 3,1% | 0,1% |
| MG | 12 | 2,1% | 0,05% |
| SC | 5 | 0,9% | 0,07% |
| RS | 9 | 1,9% | 0,08% |
| RJ | 26 | 5,8% | 0,1% |
| PR | 8 | 1,8% | 0,07% |
| GO | 7 | 2,2% | 0,1% |
| DF | 4 | 1,5% | 0,1% |
| AM | 5 | 2,4% | 0,1% |
| MT | 4 | 2,1% | 0,1% |
| BRASIL | 198 | 2,5% | 0,09% |
De todos os estados avaliados, o Estado do Rio de Janeiro apresenta a mais baixa performance (94,2%) na recuperação de infectados. Não surpreende.
Os óbitos por Covid-19 alcançaram, até ontem, 0,09% da população brasileira. Entre os estados em pauta, Minas Gerais obteve o melhor resultado, com os óbitos por Covid-19 se limitando a 0,05% dos mineiros. A seguir vêm os estados da região sul, Santa Catarina (alta contaminação e baixa letalidade), Paraná e Rio Grande do Sul, com óbitos por Covid-19 representando 0,07% e 0,08% de cada população.
Passados 11 meses abrigando a mais destruidora “pandemia” do século, estados apresentam contaminação que alcançam 8% de suas populações, mas as piores performances estaduais não ultrapassam óbitos que representam 0,1% de suas populações.
Os números e os gráficos revelam que não há nova onda por aqui e que o vírus tem baixíssima letalidade.
2021 está só começando. Vamos desligar a TV, higienizar, trabalhar e produzir.
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