Enquanto o Brasil tenta compreender e discutir formas de enfrentar o narcoterrorismo, o cenário político e econômico nacional revela um preocupante descompasso de prioridades.
A mídia, em parte alinhada a discursos lenientes, insiste em relativizar a gravidade da criminalidade organizada, enquanto o governo federal gasta meio milhão de reais para impulsionar nas redes sociais, Facebook e Instagram, campanhas que não apenas criticam a letalidade da recente operação policial no Rio de Janeiro, mas também defendem a PEC que busca submeter à União o controle das forças de segurança estaduais. Trata-se de uma inversão de valores: enquanto a violência e o medo se consolidam nas ruas, o foco institucional recai sobre disputas de poder e narrativas ideológicas.
Ao mesmo tempo, o país amarga perdas significativas no campo econômico. Somente entre agosto e setembro, as regiões Sul e Sudeste perderam relevante quantidade de postos de trabalho, consequência direta do tarifaço imposto pelos EUA, cuja negociação segue paralisada. A crise pode até parecer, mas não é pontual: mais de 8 milhões de CNPJs estão negativados e 78 milhões de brasileiros, correspondendo a 38% da população, vivem endividados. A indústria registra queda de confiança pelo sétimo mês em 2025, e o governo, sem conseguir soluções estruturais, busca compensar suas despesas com uma desesperada corrida para elevar impostos.
A incerteza se aprofunda no campo social: quase 50% da população está inscrita no Cadastro Único como de baixa renda, revelando o empobrecimento do país, e mais de 40% das crianças brasileiras não sabem ler nem escrever, constatação da comprometedora falência educacional. Enquanto isso, setores produtivos, indústria, agronegócio e serviços, vivem apreensivos com os rumos da economia, e o cidadão comum se sente desamparado diante da crescente insegurança.
O país caminha em direção a um ciclo de instabilidade política e econômica, antecipando o clima das eleições de 2026. Independentemente de quem venha a vencer, as perspectivas para 2027 são sombrias, fruto de um modelo de gestão que privilegia a propaganda, o discurso e o poder em detrimento do desenvolvimento.
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