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NÃO HÁ ESPAÇO PARA RETROCESSO NA SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

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A recente divulgação do ranking de segurança pública organizado pelo site MySide, com base em dados oficiais de 2024 do IBGE e do Ministério da Saúde, surge em um momento crucial, justamente quando o Estado do Rio de Janeiro, após anos de hesitação, finalmente ensaia uma reação mais firme contra o avanço do crime organizado, provocando inevitáveis revisões de conceitos e diretrizes por parte das autoridades. Esses números, frios e objetivos, ajudam a iluminar um debate que muitas vezes é obscurecido por narrativas ideológicas ou por análises feitas de longe, sem contato real com a rotina de vulnerabilidade que assola milhões de fluminenses.

O ranking revela que a região Sul é, disparado, a mais segura do Brasil. Em seguida, aparecem Sudeste, Centro-Oeste, Norte e, por último, Nordeste, cujo desempenho é mais que o dobro da taxa registrada pela região Sul. Entre os estados, Santa Catarina, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Goiás e Minas Gerais ocupam as primeiras posições, reforçando a distância entre gestões que tratam a segurança como prioridade de Estado e aquelas que permanecem presas a modelos ineficientes e permissivos.

Um dado particularmente revelador é que as 30 cidades mais seguras do país estão concentradas em apenas três estados: Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. Essa concentração mostra que não se trata apenas de um fenômeno isolado, mas de políticas públicas consistentes, sustentáveis e mantidas ao longo de anos, independentemente de alternâncias políticas. São estratégias continuadas, baseadas em inteligência, integração de forças, investimentos em tecnologia e, o que é essencial, respaldo institucional para enfrentar o crime organizado.

Quando o olhar se volta para o Estado do Rio de Janeiro, a disparidade se torna ainda mais evidente. Petrópolis, a cidade fluminense mais bem colocada, registra cerca de 9 assassinatos por 100 mil habitantes, índice que, embora positivo diante da realidade estadual, ainda está distante das melhores experiências nacionais. Já a cidade do Rio de Janeiro, epicentro da recente crise entre governo estadual e governo federal, apresentou aproximadamente 24 assassinatos por 100 mil habitantes, desempenho equivalente ao de Belém do Pará. Para efeito comparativo, São Paulo capital registrou 13 por 100 mil no mesmo período, praticamente metade do resultado carioca.

Essas estatísticas não são meros números: são termômetros da sensação cotidiana do medo. Elas mostram com clareza para quem governa de gabinete, ou para quem nunca viveu a realidade fluminense, o tamanho da insegurança que atormenta a população. Quem mora no Rio de Janeiro sabe que não se trata de retórica, mas de sobrevivência. Sabe o desespero que é ser obrigado a circular à noite, a escolher horários, trajetos, bairros, e até mesmo hábitos de convivência social com base no risco.

Por isso, diante dessa realidade tão gritante, não há espaço para retrocessos. A população fluminense que trabalha, produz, paga impostos e sustenta a economia do estado não pode, e não aceita, retornar ao antigo modelo leniente, omisso e, muitas vezes, contaminado por práticas corruptas que permitiram ao crime organizado avançar como uma metástase. O momento exige firmeza, coerência e continuidade. Exige políticas que não se curvem a pressões ideológicas, nem a discursos que relativizam o impacto devastador da criminalidade sobre a vida das pessoas.

A reavaliação dos conceitos de segurança pública, portanto, não é apenas necessária. É urgente. E os dados apresentados pelo MySide reforçam que, enquanto algumas regiões e estados avançam de forma consistente, o Rio de Janeiro continua pagando um altíssimo preço por anos de excessiva tolerância.

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