- PUBLICIDADE -

O CRISTIANISMO PRIMITIVO DE JESUS CRISTO

- PUBLICIDADE -

As sandálias gastas de Jesus Cristo ressoavam pelas estradas poeirentas da Galileia, um eco distante do que se tornaria o cristianismo. A fé, naquela época, não se erguia sobre templos de mármore, mas sobre o chão batido, sob o céu estrelado. As palavras de Jesus, como sementes, germinavam em corações sedentos por esperança, não em manuscritos empoeirados.

O cristianismo primitivo era um rio caudaloso de amor e compaixão, vertendo sobre os marginalizados, os doentes, os desesperados. A fé não se media pela ostentação de vestes douradas, mas pela entrega desinteressada ao próximo. Os milagres não eram espetáculos pirotécnicos, mas o abraço acolhedor, o pão compartilhado, o perdão que libertava.
Jesus, o carpinteiro de Nazaré, não ergueu catedrais, mas pontes entre os homens. Seus apóstolos, pescadores e coletores de impostos, não portavam báculos dourados, mas a força da fé que transformava vidas. A mensagem era simples, mas revolucionária: amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo.
O tempo, porém, teceu fios complexos na tapeçaria do cristianismo. A fé, outrora vibrante e pulsante, foi aprisionada em dogmas e rituais. As instituições religiosas, como mercadores gananciosos, transformaram a fé em produto, a salvação em mercadoria. A verdade, outrora cristalina, tornou-se um labirinto de interpretações, onde cada um se perde em seus próprios dogmas.
Hoje, os templos se erguem como arranha-céus, ostentando a riqueza que contrasta com a pobreza que os cerca. As palavras de Jesus, outrora brasa ardente, foram transformadas em mantra repetido, sem vida, sem alma. A fé, outrora farol na escuridão, tornou-se um negócio lucrativo, onde a salvação se compra e se vende.
O cristianismo primitivo, esse rio caudaloso de amor e compaixão, parece ter secado. Resta-nos, talvez, a esperança de que a semente plantada por Jesus Cristo ainda germine em alguns corações, florescendo em gestos de amor e compaixão, como um oásis em meio ao deserto da fé mercantilizada.

 

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/bebeto-a-poesia-do-gol/

BEBETO: A POESIA DO GOL

- PUBLICIDADE -

Últimas notícias

Notícias Relacionadas