O ano era 1914. A Europa, uma caldeira fervente prestes a explodir, e no meio do furor, um homem se destacava. Não por ser um general, mas pela força de sua pena e o poder de sua voz.
Benito Mussolini era um nome em ascensão no Partido Socialista Italiano, um jornalista brilhante, com uma oratória que hipnotizava as massas. Sua vida era dedicada à causa proletária, sua voz, um eco dos anseios da classe trabalhadora. Ele era um homem do povo, para o povo. Mas a guerra mudou tudo.
Enquanto a maioria dos socialistas defendia a neutralidade da Itália, Mussolini clamava por intervenção. Acreditava que o conflito poderia ser o catalisador para uma revolução. Essa divergência o colocou em rota de colisão com o próprio partido. A lealdade que antes dedicava à causa socialista, agora se voltava para um nacionalismo fervoroso. O resultado foi inevitável e brutal: ele foi expulso do Partido Socialista. Esse rompimento foi o ponto de virada. A partir desse momento, ele não olhou mais para trás. Abandonou as ideias de luta de classes e abraçou a luta da nação.
Com o fim da guerra, a Itália estava em ruínas, a economia em colapso e o sentimento de humilhação e frustração era generalizado. O terreno estava fértil para uma nova ideologia.Mussolini, com sua visão de mundo transformada, fundou o movimento Fascista. A retórica que antes usava para defender o proletariado, agora usava para exaltar a nação, a ordem e o poder. Sua oratória, mais afiada do que nunca, prometia restaurar a glória da Itália, eliminar o caos e a corrupção. As camisas negras, seus seguidores, impunham o medo, o silêncio e a ordem.
Em 1922, a Marcha sobre Roma selou seu destino e o da Itália. Milhares de fascistas marcharam sobre a capital, e o rei, temeroso de uma guerra civil, o nomeou primeiro-ministro. A partir daí, o jornalista brilhante e orador talentoso, se transformou no Duce. O poder que antes buscava para o povo, agora era concentrado em suas mãos. E a Itália, antes caótica e fragmentada, se tornou, sob o seu comando, um país dominado pela vontade de um só homem.
Aquele jornalista brilhante, que um dia foi expulso por suas ideias, se tornou o arquiteto de uma ditadura que ecoaria por décadas.
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