O mundo político adoeceu. Mas o mais grave é que estamos adoecendo com ele.
Vivemos um tempo em que a política deixou de ser um meio para o bem comum e se transformou em um campo de batalha para o ego ferido das pessoas.
O debate público já não gira em torno de soluções. Gira em torno de vingança, de revanche, de humilhação. A disputa se tornou emocional, passional, quase tribal.
Não há mais adversários. Só inimigos. Não há mais diálogo. Só gritos. Não há mais nação. Só torcidas.
De um lado, os que tiveram um presidente preso por acusações de corrupção. Do outro, os que agora assistem o algemamento e à possível prisão de outro presidente acusado por tentativas de golpe de estado.
Ambos os lados clamam por justiça.
Mas, na verdade, o que querem não é justiça. É apenas que o outro também sofra. Não querem reparação. Querem vingança. E vingança não cura. Apenas perpetua a doença.
Na verdade, os verdadeiros presos somos nós que estamos nos envolvendo em ciclos de ódio.
Este texto não é um tribunal. Não cabe aqui julgar quem é culpado ou inocente. A questão maior é: por que estamos odiando tanto?
Por que estamos transformando nossas frustrações pessoais em combustível para guerras políticas que, no fundo, não nos pertencem?
Perdemos a referência do que é essencial. Substituímos valores por narrativas. Trocamos o amor ao próximo pela idolatria a figuras públicas. Nos tornamos apóstolos de políticos, e não de ideias e de Jesus Cristo. E o pior, esquecemos que todos nós, de direita, centro ou esquerda, somos passageiros nessa vida.
Do outro lado da existência, não seremos cobrados por qual partido optamos. Seremos questionados pelo quanto amamos, pelo quanto fomos justos, pelo quanto construímos ou destruímos.
O mundo está carente e precisando de Deus; com urgência!
Não de um “deus” político, seletivo, que justifica nossos ódios. Mas de um Deus que nos lembre que não há evolução possível sem humildade, empatia, amor e perdão.
É hora de se curar!
A cura da política começa com a cura das pessoas. E a cura das pessoas começa com a reconexão com algo maior que nós mesmos.
Estamos tentando vencer as batalhas erradas. A verdadeira vitória está em silenciar o ódio e lembrar que, no fim, só a família, os amigos, a solidariedade e o amor, ficarão no alto do podium.
Deste mundo, nada levaremos.
Política, bens materiais, vaidades, corpo bonito. Cargos, bundas e peitos empinados, não nos acompanharão além-túmulo.
Tudo isso e muito mais, irão virar “restos”, assim como copos usados e vazios, farelos de comida, papéis amassados, contas pagas ou penduradas, ou mesmo conversas jogadas fora que, muitas vezes, deixamos na mesa dos bar.
Tudo irá para o lixo!
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