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O ZÉ GOTINHA EM AÇÃO!

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Por Afonso Celso Candeira Valois.

Sendo ou não da minha área do conhecimento, como é o fundamento deste singelo texto, muitas das vezes eu compilo e adiciono minha grata opinião em artigos que eu considero de realce, respeitando as autorias de base!

Certa vez, uma nobre ex-colega do meu curso de engenharia agronômica contestou! Mas eu retruquei e contínuo com essa persistência, perseverança e determinação, considerando que nem sempre esses artigos de cunho técnico-cientifico estão ao alcance de todas as pessoas interessadas.

É imperativo que a curiosidade das pessoas seja satisfeita, pois “quem não for curioso, não vira a página de um livro e nem lê a próxima linha escrita”! Concordam?

No presente caso, o tema se refere à uma matéria publicada na Revista Pesquisa FAPESP, número 354, agosto 2025, ano 26, páginas 90-93, de autoria da jornalista Suzel Tunes, de título: Vitória Ameaçada- lançada há 70 anos, vacina contra poliomielite evitou milhares de mortes, mas atualmente sua baixa cobertura abre espaço para o retorno da doença!

A sublime façanha é de autoria das seguintes iluminadas pessoas:

1 – Do virologista nova-iorquino Jonas Salk (1914-1995), que desenvolveu um imunizante seguro e eficaz – injetável, feito com um vírus inativado (morto), o que fez dele uma celebridade mundial! A sua fama foi inevitável, mas ele, pasmem, dispensou a fortuna que poderia receber dos “royalties”. Quando foi perguntado quem seria o dono da patente, teria respondido: “O povo, eu diria. Não há patente. Você poderia patentear o Sol?”!

Infelizmente, aqui no Brasil já houve quem quisesse”engarrafar o vento” para tirar proveito escuso! Estão lembrados? Para desparecer um pouco! Mas no caso da vacina do Dr. Salk, no mesmo dia em que os resultados positivos dos testes foram divulgados em 12 de abril de 1995, a sua salvadora vacina foi licenciadas! Dois anos depois, os casos anuais nos Estados Unidos já haviam caído de 58 mil para 5.600, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)!

2 – Em 1961, surgiu uma nova opção de imunizante, a vacina oral, produzida a partir de vírus atenuado, desenvolvida pelo competente microbiologista polonês, naturalizado norte-americano, Dr. Albert Sabin (1906-1993)! Ele também, em um muito feliz gesto humanitário, não concordou em patentear o seu sagrado invento (atualmente existem no Brasil inúmeros laboratórios e clínicas que levam o seu nome, na qualidade de um justo reconhecimento)! A doença atingia principalmente crianças com menos de 5 anos, o que justificava o termo “paralisia infantil”. Mas também atingia adultos!

Em1921, a terrível doença paralisou as pernas de um presidente dos Estudos Unidos, Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), então com 39 anos de idade. Em 1943, a terrível doença matou o filho do Presidente Getúlio Vargas, o Getúlio Vargas Filho, de 23 anos de idade! Antes eram administradas três doses de vacina injetável aos 2,4 e 6 meses, e duas doses de reforço, com a oral, aos 15 meses e 4 anos de idade da criança. Atualmente, está sendo dada apenas uma dose de reforço, aos 15 meses, com a vacina injetável! O objetivo é reduzir a circulação do vírus vivo atenuado, em lugares com baixa cobertura vacinal e risco, aínda que baixo, de que ele sofra mutações genéticas e recupere a virulência!

Em 2024, vários países africanos registraram casos da doença provocada por polivirus circulante derivado de vacina! E quanto ao famoso Zé Gotinha? A substituição das gotas pela injeção não deverá aposentar o Zé Gotinha, mascote das campanhas nacionais de vacinação! Esse personagem criado em 1986 pelo artistas plástico mineiro Darlan Rosa, então funcionário do Ministério da Saúde, nasceu com a sublime missão de popularizar as campanhas contra a pólio, mas acabou se tornando o grande símbolo de todas as vacinas!

O calendário nacional de vacinação contempla 19 vacinas a serem tomadas desde o nascimento de uma criança! Diante de todas essas evidências, não há porquê as diletas mães e país relaxem na vacinação dos seus entes queridos mirins!

Nunca devem deixar “a peteca ou a vacinação cair”!

Afonso Celso Candeira Valois

Engenheiro Agrônomo, mestre em Genética e doutor em Genética. Pós-doutorado na Universidade do Estado do Novo México (EUA) em genética e biotecnologia de plantas. Pesquisador aposentado da Embrapa.

 

 

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PUBLICADO POR: REVISTA DIÁRIA

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