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ONDE O NÓ APERTA

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​A gente assiste a esses noticiários e pensa: “Onde foi que a corda arrebentou?”. A morte brutal do delegado, um homem que dedicou a vida a combater o crime, é um nó que aperta a garganta de qualquer um. É a prova mais crua de que, nessa guerra, a linha de frente está desprotegida e os bandidos não estão só de um lado.​

A pergunta que ecoa na cabeça é: quem é o verdadeiro bandido? A gente tem a imagem clássica do criminoso: o Fernandinho Beira-Mar, o Marcola, os que controlam o tráfico e o crime organizado com as mãos sujas de sangue. Eles são o mal visível, a face que assusta e domina as manchetes. Mas e quando a maldade se veste de toga? Quando o crime se senta em uma cadeira de poder, com a lei na mão e a caneta para assinar sentenças?​

A CNJ investiga sete tribunais, um número que, por si só, já é um soco no estômago. Sete cortes de justiça, que deveriam ser a última esperança do cidadão, sob suspeita de venderem a justiça. A notícia é grave, mas a reação é ainda mais revoltante. Desembargadores que, em vez de enfrentar a prisão, são afastados, aposentados compulsoriamente e seguem recebendo uma aposentadoria gorda.​

E aí a gente se depara com a maior distorção do sistema. O bandido de fuzil rouba, mata e cumpre pena – ou, pelo menos, deveria. Já o bandido de terno, que vende a justiça e solta os de fuzil, não só escapa da cadeia, como ainda é premiado com um salário vitalício, pago com o dinheiro da população. Isso não é só impunidade. Isso é uma bofetada na cara de quem acredita em honestidade e trabalho.​

Essa crônica é sobre o contraste. O sangue do delegado no asfalto e a caneta que assina a aposentadoria do desembargador. É sobre a fragilidade de quem está na linha de frente e a blindagem de quem está no topo da pirâmide. É a história de um país onde a balança da justiça não está só torta, ela está à venda. E enquanto a impunidade tiver preço e for garantida por quem deveria combatê-la, o nó na garganta da sociedade não vai se desatar.

 

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SUGESTÃO DE LEITURA:  O TRIPÉ DO SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES  https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/o-tripe-do-sucesso-das-organizacoes/

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