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ONU AOS 80 ANOS: A AGONIA DA ENTIDADE

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Em 2025, a Organização das Nações Unidas – ONU chega aos seus 80 anos de existência.

Criada em 1945, logo após os horrores da Segunda Guerra Mundial, a ONU nasceu com o nobre objetivo de promover a paz, a cooperação internacional e o multilateralismo como forma de evitar novas catástrofes globais. Durante décadas, cumpriu um papel de mediação política, coordenou ações humanitárias e ofereceu fórum para a diplomacia mundial. Oito décadas depois, a entidade não mais responde às urgências e transformações da sociedade global.

Observa-se uma instituição envelhecida, lenta, burocrática e incapaz de acompanhar as revoluções que forjaram o século XXI. A ONU, que deveria ser espaço de convergência, tornou-se palco de disputas de poder entre as grandes potências, incapaz de mediar conflitos complexos como a guerra na Ucrânia, o colapso no Oriente Médio ou as tensões no Indo-Pacífico. A paralisia é visível: o Conselho de Segurança, com sua estrutura anacrônica, tornou-se irrelevante diante de crises globais.

A erosão da relevância da ONU também está ligada à transformação tecnológica. O mundo atual é conduzido por dinâmicas digitais, inteligência artificial, big data, fluxos financeiros em tempo real e cadeias produtivas globais que escapam do controle das estruturas diplomáticas tradicionais. A velocidade das mudanças torna o modelo multilateral da ONU não só lento, mas principalmente, obsoleto. Enquanto empresas de tecnologia moldam a vida de bilhões de pessoas diariamente, a ONU se confina a discursos cerimoniais e resoluções simbólicas, sem qualquer força prática para regular, influenciar ou mesmo dialogar com as novas forças que regem o planeta.

A consequência é clara: o multilateralismo, base da ONU, agoniza e leva consigo a entidade. Em vez de buscar consensos globais, os países passaram a se articular em blocos regionais, acordos bilaterais e parcerias temáticas muito mais eficazes do que o peso morto da instituição. O espaço de negociação migrou para outras arenas — G20, União Europeia, Asean, entre tantas — que hoje têm maior capacidade de gerar resultados concretos.

O aniversário de 80 anos da ONU ocorre em melancólica celebração. A entidade que já simbolizou esperança universal hoje caminha para a irrelevância. Sua morte, no sentido político, lenta e gradual já está decretada pela realidade: o mundo não precisa mais da ONU em sua forma atual. Ou a instituição passa por uma reforma estrutural radical, capaz de refletir os novos equilíbrios de poder e incorporar as revoluções tecnológicas, ou se tornará apenas um símbolo histórico.

O que resta é um organismo cuja voz já não ecoa.

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