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OS TEMPOS ERAM OUTROS E OS VALORES TAMBÉM

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Os tempos eram outros. E essa constatação não nasce de um saudosismo vazio, mas da memória viva de quem foi criança quando a infância tinha cheiro de rua, som de risadas e limites claros.

Eu era levado, tocava o terror. Mas não havia maldade no coração. Era travessura própria de quem ainda aprendia a viver em sociedade. Sempre fui assim.

Apanhei do meu pai e da minha mãe. Confesso. Hoje, essa frase causa espanto. Surgem discursos, processos e julgamentos públicos. Naquele tempo, porém, havia correção, havia limites e havia valores. Não se tratava de violência, mas de responsabilidade e respeito: ensinar que toda ação tem consequência.

Na escola, o patriotismo fazia parte da rotina. Antes da primeira aula, hasteávamos a bandeira do Brasil e cantávamos o Hino Nacional. Aprendíamos, desde cedo, que o país, a família e o respeito vinham antes de tudo. Não era retórica; era prática cotidiana.

Respeitar pai e mãe era regra fundamental. Cuidar dos irmãos, especialmente dos mais novos, era dever natural. E pedir a bênção não era formalidade, mas sinal de reconhecimento e hierarquia afetiva.

“Benção, mãe. Benção, pai. Benção, vó. Benção, vô.”

A infância acontecia nas ruas: no bete improvisado, na bolinha de gude, bate bola, garrafão, queimada, finca, carniça, corredor, no pique-esconde até o anoitecer, no “pêra, uva, maçã ou salada mista” e na escalada rápida em árvores para catar manga. Hoje, quase nada disso existe. A infância mudou; ou foi roubada.

As telas assumiram o comando. Celulares e internet passaram a orientar comportamentos, desejos e valores. O olhar foi substituído pela tela. O convívio, pelo virtual. O silêncio das casas deixou de ser descanso para se tornar ausência.

Também mudaram as referências culturais. Não assistimos mais a Rin-Tin-Tin, Batman, O Gordo e o Magro ou Jeannie é um Gênio. Programas simples, mas carregados de ensinamentos sobre amizade, lealdade, justiça e coragem. Valores ensinados sem gritos ou discursos.

O mundo mudou. Mudou rápido demais.

Hoje, o cenário preocupa. Filhos batem em pais. Irmãos se voltam uns contra os outros. A autoridade foi substituída pelo medo, e o diálogo, pelo confronto. Muitos que não aprenderam limites agora ultrapassam todos eles. Muitos que não apanharam da vida passaram a bater na família, nas pessoas e na sociedade.

O mundo tornou-se estranho, confuso e distante da essência. Ainda assim, a espiritualidade não dorme. Ela observa, cobra e ensina.

Sigo mantendo meus princípios. Eles não se negociam, não se adaptam a modismos e não se perdem com o tempo. São herança, caráter e escolha diária.

Talvez o que falte ao mundo não seja mais tecnologia, mas regeneração. Quem sabe inventem uma inteligência artificial regenerativa. Se vier, eu me especializo. Porque regenerar valores, consciência e humanidade talvez seja o maior desafio do nosso tempo.

E, ao fechar os olhos para dormir, apesar de tudo, ainda sonho com alegrias.

Porque acredito.
Porque confio.
Porque sei:

O Senhor é conosco.


SUGESTÃO DE LEITURA: CAPACITAÇÃO PARA JOVENS SEM CUSTO PARA OS CONTRIBUINTES: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/secretaria-da-juventude-capacita-mais-jovens-sem-custo-ao-contribuinte/


 

Aluizio Torrecillas
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