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PRESIDENTE PRUDENTE E O VAZIO DAS LIDERANÇAS

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Presidente Prudente vive uma contradição que já não dá mais para ignorar: nunca houve tantos cargos, partidos e discursos, e nunca foi tão evidente a ausência de liderança. A política local se move, mas não avança. Funciona no piloto automático, administrando o presente e empurrando o futuro para a próxima eleição.

por Fábio Nougueira

O que se repete é um ciclo de coadjuvantes. Políticos habilidosos nos bastidores, eficientes na manutenção de alianças e na sobrevivência partidária, mas pouco dispostos a assumir riscos reais. Liderar, porém, é outra coisa. Liderança exige direção, decisão e coragem para contrariar interesses quando o consenso vira desculpa para a paralisia. Em Prudente, escolhe-se pouco. Empurra-se muito.

As siglas se alternam, os rostos se repetem, as promessas ganham nova embalagem, mas o enredo permanece o mesmo. O projeto estrutural fica sempre para depois. Enquanto isso, a cidade cresce, os problemas se acumulam e a política perde densidade e relevância social.

É nesse cenário que o debate sobre liderança precisa ser feito com honestidade. Este é um momento que pede menos cálculo e mais apresentação. Fábio Sato surge, aqui, como uma opção real para ocupar esse vazio. Não como mais um nome disponível no tabuleiro, mas como alguém que pode romper a lógica do coadjuvantismo e assumir protagonismo político.

Sato reúne atributos que hoje fazem falta: capacidade de diálogo, agilidade política e condições de transitar entre forças distintas sem perder identidade. Prudente não precisa de mais um operador do sistema; precisa de alguém disposto a liderar um projeto, assumir escolhas e dar direção.

Ser líder hoje não é gritar mais alto nem performar para redes sociais. É escutar melhor, construir pontes e entregar sentido. Gestão sem visão vira burocracia; visão sem diálogo vira isolamento. O equilíbrio entre essas duas dimensões é exatamente o que falta à política local.

A crise de liderança não é apenas partidária; é urbana. Ela se manifesta em projetos que não saem do papel, debates rasos e talentos que desistem da vida pública por falta de propósito. Quando a política engasga, a cidade inteira paga a conta.

Há também um vazio narrativo evidente. O eleitor não vota apenas em nomes ou siglas; vota em histórias coerentes. Narrativa não é retórica vazia, é a capacidade de explicar de onde se vem, onde se está e para onde se quer ir. Sem isso, sobram campanhas genéricas e promessas descartáveis.

Presidente Prudente não carece apenas de novos nomes, mas de liderança com sentido. Fábio Sato pode ser essa alternativa, desde que assuma o papel que o tempo exige. O tempo das frases vazias passou. Agora, ou a política local se reinventa, ou continuará falando sozinha — enquanto a cidade espera.

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