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SINTOMAS DA ECONOMIA BRASILEIRA NESSE ANO ELEITORAL

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Não há nenhuma dúvida de que a economia brasileira atravessa um período nada confortável, com clara manifestação no cotidiano das empresas. Os números falam por si. O ano de 2025 se encerrou com cerca de 5.700 pedidos de recuperação judicial no país, crescimento próximo de 25% em relação a 2024, sinalizando ambiente de negócios não somente desafiador, mas essencialmente hostil. E os primeiros movimentos de 2026 indicam que a tendência persiste, ganhando contornos preocupantes.

O mecanismo  de renegociação de dívidas ultrapassou os limites setoriais e passou a ser sistêmico, alcançando conglomerados de grande porte. O pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, envolvendo a renegociação de aproximadamente R$ 65 bilhões, o maior processo desse tipo já registrado no país, ilustra a magnitude das pressões financeiras enfrentadas até mesmo por empresas consolidadas. Situação semelhante também se reflete na renegociação de R$ 4,5 bilhões pelo grupo Pão de Açúcar, movimento que acende um sinal de cautela no setor supermercadista.

O setor siderúrgico, por sua vez, perde competitividade e resulta na Companhia Siderúrgica Nacional, CSN, ícone da industrialização brasileira, registrando relevante queda de caixa e astronômica dívida líquida, a exigir reorganização na estrutura do grupo.

O fenômeno é ainda mais devastador. O agronegócio também enfrenta um período de tensão. Em 2025 foram aproximadamente dois mil pedidos de recuperação judicial no setor, crescimento de 56% em relação ao ano anterior, com maior incidência em estados como Mato Grosso, Goiás e Paraná. O quadro é especialmente sensível porque o agronegócio tem sido um dos principais sustentáculos do saldo comercial brasileiro.

Esse ambiente adverso é consequência de uma combinação de fatores. A elevada taxa de juros administrada pelo Banco Central do Brasil, que encarece o crédito e pressiona o fluxo de caixa das empresas, ao mesmo tempo em que surgem sinais de desaceleração da atividade econômica, queda nos preços internacionais de commodities e persistência do chamado “Custo Brasil”, formam o conjunto de entraves estruturais que acabam por encarecer a produção e reduzir a competitividade nacional.

Ainda que governança corporativa continue sendo um elemento determinante para evitar crises empresariais e que empresas bem estruturadas tendam a antecipar problemas e preservar sua saúde financeira, organizações com gestão qualificada também podem ser afetadas por um ambiente macroeconômico deteriorado, sobretudo quando o consumo interno perde vigor.

Nesse ponto algumas políticas públicas entram no jogo. A expansão de programas assistenciais, quando descolada de estratégias de estímulo à produção e ao crescimento econômico, aliada ao descontrole nos gastos públicos afetam o real poder de compra da população e, por consequência, a própria dinâmica do mercado.

Portanto, sintomas como juros elevados, baixa produtividade, carga regulatória pesada, insegurança jurídica, carga tributária e fragilidade fiscal se unem para gerar esse cenário de crise em que vive a economia brasileira, com estímulos à expansão de mecanismos de sobrevivência empresarial, como recuperações judiciais e massivas renegociações de dívidas.

E o risco não só se intensifica, como produz imprevisibilidade, quando o país entra em ciclos políticos marcados por forte apelo eleitoral, como em 2026.

As perspectivas não são boas!

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