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UM SETE DE SETEMBRO DESENCANTADO

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A crônica de hoje não tem bandeiras, nem marchas, nem o entusiasmo dos desfiles cívicos de antigamente. Tem o peso de uma pergunta que ecoa nas ruas, nas casas e na alma de um país cansado: Independência de quem? Para quem?

O grito de D. Pedro I, à beira do Ipiranga, foi um ato de coragem e indignação. Um rompimento com o passado, uma promessa de um futuro autônomo. Hoje, parece um eco distante, quase irônico, de um país que, 200 anos depois, ainda luta para encontrar sua verdadeira independência.​

O 7 de setembro deixou de ser uma data de celebração para se tornar um espelho, e o que vemos nele é a imagem de uma nação à deriva. O Brasil, um dia um Império promissor, se transformou em um caldeirão de desencanto. O fervor cívico de outrora foi substituído pela desconfiança. As instituições, outrora pilares de nossa democracia, parecem agora servir a propósitos que pouco têm a ver com o bem-estar coletivo. A fé na política, um dia presente, se esvaiu em meio a desmandos e narrativas que, de tão distantes da realidade, chegam a ser ofensivas.​

O país se polarizou em uma disputa vazia e cretina entre ideologias que não dialogam. Esquerda e direita, mais do que conceitos, se tornaram trincheiras onde a razão foi substituída pela paixão cega e pela ofensa. O debate se perdeu, e com ele, a possibilidade de construir um projeto de nação, um rumo para o futuro. Não há um plano de desenvolvimento sustentável, não há uma visão de longo prazo. Há apenas o imediatismo da briga, do ataque, da tentativa de aniquilar o outro.​

E nesse cenário, a grande imprensa, outrora a voz da crítica e da informação, parece, em muitos momentos, se curvar a essas narrativas, tornando-se mais uma peça no tabuleiro desse jogo sujo, comprada e vendida pelo dinheiro dos poderosos. A credibilidade se erode. O poder judiciário, em vez de ser um bastião de justiça, se mostra vulnerável à militância, com decisões que, para muitos, parecem mais ideológicas do que jurídicas, rasgando a Constituição diariamente.​

A Independência ou Morte, o grito de 200 anos atrás, não se aplica mais. O grito de hoje é de silêncio. Um silêncio de perplexidade, de quem não sabe mais em quem acreditar ou para onde ir. O dito Centrão ao invés de ser um ponto de equilíbrio, passou a ser um câncer da política, só visando saciar sua gula degustando o poder com champanhe. É a agonia de um povo que percebe que a verdadeira independência não se conquista em um dia, às margens de um rio, mas sim em um processo contínuo de amadurecimento cívico, de respeito e de construção.

E hoje, a crônica de 7 de setembro é a de um país que, infelizmente, ainda não encontrou seu caminho e muito menos sua INDEPENDÊNCIA.

 

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