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A CERTIDÃO DE NASCIMENTO TORTA

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Vinte e um de abril. Vinte e dois de abril. A data pouco importa. É um detalhe insignificante, um rabisco na certidão de nascimento de um país que já veio ao mundo com as pernas em falso.

 

O Brasil, essa terra de cores vivas e alma opaca, nasceu torto. Não foi um erro, mas uma escolha.

A corrupção, que hoje nos assombra como um fantasma cotidiano, não é uma doença, mas o coração do sistema, a semente plantada no primeiro contato entre o nativo e o colonizador.​

A troca de um pedaço de pau-brasil por um espelho foi o nosso primeiro grande negócio. Um escambo desigual, onde a beleza e a riqueza foram trocadas por um reflexo vazio. Aquele espelho não nos mostrou quem éramos, mas o que os outros queriam que fôssemos. E nós, seduzidos pelo brilho da futilidade, aceitamos a barganha.

A corrupção, então, não veio de fora; ela se infiltrou, cresceu e se tornou o sangue que corre nas veias do poder.​

E nossa Democracia? É a grande farsa, o espetáculo bem montado que o povo assiste, aplaude, e para o qual paga o ingresso mais caro: sua dignidade. Os palcos são os gabinetes, os parlamentos, os tribunais. Os atores, sempre os mesmos, trocam de máscara, de discurso e de partido, mas o roteiro permanece inalterado.

O populismo, como um veneno lento, entorpece a massa, enquanto a elite se deleita com os frutos da desigualdade. A voz do povo, que deveria ser o pilar do sistema, é apenas um eco distante, abafado pelo ruído do dinheiro e das promessas vazias. A miséria de muitos continua sendo a felicidade de poucos. E o voto continua sendo mal aproveitado preso na ignorância, nas emoções e no assistencialismo.​

Nossas instituições? Ah, elas são a pior parte da peça. A fachada de mármore esconde o interior corroído. Se você tiver a coragem de colocar o dedo, sentirá o gosto horrível de pus, o cheiro pútrido da falência moral. A Justiça, que deveria ser cega, tem a visão seletiva, enxergando apenas o que lhe convém.

A educação, que deveria ser a luz, é o quarto escuro onde se esconde a ignorância. A Saúde, a última trincheira, está pedindo socorro, mostrando a face mais cruel do abandono.​ E assim seguimos …

Uma nação de braços abertos, mas de bolsos vazios. Uma terra de paraíso, com um inferno social. O Brasil não é um país do futuro. É um país que, desde o seu nascimento, se recusa a confrontar seu passado.

Uma crônica sem heróis, onde a única certeza é a amargura de saber que a mentira e a corrupção não estão apenas nos livros de história, mas nas veias do nosso tempo. A revolução seria o sistema Federalista onde cada Estado seria o capitão da sua alma e dono do seu destino e o Brasil sairia dessa total e fétida dependência de Brasília.

Alguns versos da música, O que Será, de Chico Buarque continuam atemporais, pena que ele não vive o que canta ou que escreve:

“O que será que será?

Que todos os avisos não vão evitar

Porque todos os risos vão desafiar

Porque todos os sinos irão repicar

Porque todos os hinos irão consagrar

E todos os meninos vão desembestar

E todos os destinos irão se encontrar

E mesmo o Padre Eterno que nunca foi lá

Olhando aquele inferno vai abençoar

O que não tem governo nem nunca terá

O que não tem vergonha nem nunca terá

O que não tem juízo”….

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