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O FIO E O MACHADO: A MORTE DE LEON TROTSKY

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​Não foi o acaso. Não foi o tempo. A morte de Leon Trotsky, o idealista, o intelectual, o “primeiro entre iguais” que perdeu a corrida pelo poder, não foi um evento biológico, mas um ato da história.

Sua verdadeira causa de morte não foi um coração que parou de bater, mas um fio ideológico que se rompeu, cortado por um machado de gelo, afiado pelo ódio e pela traição.​ Trotsky era o pesadelo de Josef Stalin.

Enquanto Stalin transformava a revolução em burocracia, e a URSS em uma fortaleza fechada, Trotsky, do exílio, defendia a “revolução permanente”. Seu intelecto afiado e sua oratória incendiária eram uma ameaça constante ao regime stalinista.

A voz de Trotsky, ecoando pelo mundo, era o lembrete de um caminho abandonado, de um ideal traído.​ A perseguição foi incansável. Dezenas de seus familiares e aliados foram caçados, presos e executados. Mas Trotsky, vivendo em sua fortaleza no México, protegido por muralhas e guardas, parecia inatingível.

A lâmina do ditador, porém, não precisava de uma entrada frontal. Ela se infiltrou, como um veneno lento, na forma de um agente.​ Esse agente, Ramón Mercader, um comunista espanhol a serviço de Stalin, não usou uma arma de fogo que faria barulho e alertaria os guardas. Ele usou uma arma mais fria e mais traiçoeira: a confiança.

Fingindo ser um simpatizante de Trotsky, ele se aproximou, conquistou a amizade da sua família, e se infiltrou no círculo mais íntimo do revolucionário. Ele não era um assaltante, mas um falso amigo, que habitava a casa, aguardando o momento certo.​

O momento chegou em 20 de agosto de 1940. Sob o pretexto de mostrar um manuscrito para ser revisado, Mercader entrou no escritório de Trotsky. Enquanto o velho revolucionário se debruçava sobre as páginas, o silêncio do cômodo foi quebrado por um golpe. Não o som de um tiro, mas o impacto surdo de uma picareta de alpinismo, cravada no crânio do homem que sonhava em mudar o mundo.​

A morte não foi instantânea.

Trotsky lutou, gritou, mordeu o assassino. Ele resistiu à morte com a mesma ferocidade com que resistiu à perseguição. Sua agonia durou horas, mas o fim era inevitável. ​A voz de Trotsky não foi silenciada por um debate, nem por uma derrota eleitoral, mas por uma picareta nas mãos de um covarde. Ramon Mercader ficou preso e nunca confessou que trabalhava para o paranoico Stalin.

Stalin perseguiu, matou, prendeu todos os bolcheviques que lutaram na revolução russa que ele achava que seriam seus concorrentes ao poder. Leon Trotsky jamais assinaria o Tratado que Stalin assinou com Hitler dando início a Segunda Guerra Mundial. A sede de Stalin ao poder era maior que o idealismo da revolucao que Leon Trotsky acreditava.

Leon era um orador e um intelectual brilhante, atribudos que Stalin não tinha. Sua morte foi a confirmação de que em regimes totalitários, o debate intelectual não tem lugar; o idealismo é uma doença a ser extirpada. Leon

Trotsky foi assassinado não por sua pessoa, mas por suas ideias, e sua morte foi o epitáfio do idealismo em meio ao pesadelo da revolução.

 

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