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SEJUVE CONTRIBUI PARA UM DISTRITO FEDERAL MELHOR

O fato de cerca de 80% das famílias brasileiras estarem endividadas e metade da população adulta se encontrar inadimplente, com restrições em cadastros como SPC Brasil e Serasa, revela um quadro preocupante que alcança diretamente o desempenho da economia nacional. Sem dúvida, essa realidade compromete o consumo, reduz a capacidade de investimento das famílias, fragiliza o comércio e, inevitavelmente, limita a geração de empregos.

Esse cenário é consequência. Ele está profundamente associado ao ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, instrumento necessário para conter a inflação, que, por sua vez, encontra forte pressão no desequilíbrio fiscal persistente e na descontrolada expansão dos gastos públicos. Com a dívida pública se aproximando da perigosa faixa de 80% do PIB, o país passa a conviver com um ciclo vicioso que compromete o presente e ameaça o futuro.

É justamente nesse contexto que ganha enorme relevância a iniciativa conduzida pela Secretaria de Juventude do Distrito Federal – SEJUVE, sob a liderança do jovem Secretário André Kubitschek. Ao promover encontros e seminários voltados à educação financeira de jovens da capital da República, a SEJUVE adota uma abordagem estruturante e estratégica, ao atuar na raiz do problema, formando cidadãos mais conscientes sobre planejamento financeiro, consumo responsável e organização de renda.

Essa iniciativa se destaca por ser incomum no ambiente político nacional, onde predominam ações de apelo eleitoral, de curto prazo e baixo impacto estrutural. A educação financeira, ao contrário, produz efeitos duradouros, capazes de transformar comportamentos familiares, fortalecer a cultura de responsabilidade econômica e reduzir a vulnerabilidade social ao longo do tempo.

Mais do que ensinar a controlar despesas, políticas públicas dessa natureza vão mais longe e contribuem para formar uma geração preparada para lidar com crédito, poupança, investimento e planejamento de vida. Além de um efeito ainda mais profundo, pois cidadãos financeiramente conscientes tendem a exigir governos igualmente responsáveis.

Portanto, a inédita experiência da SEJUVE merece ser observada com atenção e replicada em outras regiões. Afinal, um povo educado financeiramente constrói instituições mais sólidas, exige equilíbrio fiscal e contribui para a saúde econômica do Distrito Federal e do país.

 

Luiz Bittencourt – Eng. Metalúrgico/UFF; M. of Eng./McGill University/Montreal/Canadá; Pós-graduado em Comércio Exterior/Universidade Mackenzie/SP; Especialista em Comércio Exterior e Agronegócios. Consultor em Relações Institucionais.

 

SUSGESTÃO DE LEITURA: CEILÂNDIA 55 ANOS https://revistadiaria.com.br/distrito-federal/ceilandia-55-anos/