O país foi ontem surpreendido por uma inesperada manifestação do Governador do Rio Grande do Sul.
Estado assolado por uma tragédia sem precedentes, com grande parte de sua população desabrigada e com a economia devastada, o chefe do executivo estadual se declarou preocupado com o excesso de doações que prejudicam o comércio local. Esse tipo de raciocínio ocorre sob uma lógica, no mínimo, desumana.
A população afetada pela enchente perdeu tudo, ou quase tudo, e se encontra com um único foco e uma única saída: a reconstrução de suas vidas. Não há espaço para o consumo, da forma que existia antes do dilúvio.
Porém, por conhecer discursos como esse, cada vez mais rotineiros no país, o brasileiro vai ignora-lo, continuar doando e ajudando na reconstrução do Rio Grande do Sul.
E AGORA, JOSÉ?
O que pode fazer um governador temer doações, quando mais seu povo necessita?
José, Repórter Diário Nasceu no ponto central do Brasil. Profissionalizou-se em Brasília/DF. É jornalista desde o século passado.
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