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ENCONTRO AUTOMOTIVO SOLIDÁRIO TERÁ NOVA EDIÇÃO EM BRASÍLIA

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Encontro Automotivo Solidário terá nova edição em Brasília e espera reunir 15 mil pessoas.

Evento no Parque da Cidade mistura cultura automotiva, shows e ação social; edição de 2026 terá camarote inédito voltado ao público adolescente.

Brasília receberá a segunda edição do Encontro Automotivo Solidário, evento que reúne apaixonados por carros personalizados, música e uma proposta social de arrecadação de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade.

A programação está marcada para 14 de março, a partir das 21h, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, no Eixo Monumental. A expectativa da organização é reunir cerca de 15 mil pessoas ao longo da noite.

O encontro combina exposição de veículos modificados, carros rebaixados e modelos personalizados com apresentações musicais que movimentam o público jovem. Entre as atrações confirmadas está o funkeiro MC Ryan SP, além de outros artistas convidados.

A iniciativa tem como proposta unir entretenimento e solidariedade. Durante o evento, o público é incentivado a contribuir com doações de alimentos, que posteriormente são destinadas a ações sociais e famílias em situação de vulnerabilidade.

Para esta edição, uma das novidades é a criação do Camarote Club.Z, espaço pensado especialmente para o público adolescente. O ambiente terá classificação indicativa de 16 anos e contará com estrutura exclusiva dentro do evento.

Segundo o organizador do encontro, a ideia é ampliar o alcance do evento e criar novas experiências para o público.

Desde a primeira edição vimos a força que a cultura automotiva tem em Brasília, focando na experiência do público e sempre mantendo o espírito solidário do evento. São toneladas de alimentos arrecadados todos os anos, doados a instituições” afirma Sidnei Barreto, organizador do Encontro Automotivo Solidário.

Além dos shows, o público poderá circular pela área de exposição para conhecer de perto os veículos que são destaque entre os entusiastas do universo automotivo.

A expectativa é que o evento consolide ainda mais o encontro no calendário de eventos da capital, reunindo fãs de carros, música e iniciativas sociais em um mesmo espaço.

Encontro Automotivo Solidário
Data: 14 de março
Horário: a partir das 21h
Local: Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade – Eixo Monumental, Brasília
Expectativa de público: 15 mil pessoas

BARRA DO PIRAÍ EM TRANSFORMAÇÃO

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Barra do Piraí chega ao seu 136º aniversário em cenário de transformação. Ruas ganharam asfalto novo, escolas foram pintadas, calendário de eventos foi intensificado. Percebe-se mudança, com o sentimento de reorganização administrativa, transmitindo à população a impressão de rumo e comando.

Alguns números do emprego também sugerem avanço pelo saldo positivo de 590 postos em 2025, sinalizando dinâmica em curso, ainda que marcado por oscilações mensais de características sazonais e pela predominância de ocupações de baixa qualificação.

Sem dúvida, é louvável a tentativa de elevar a autoestima do barrense que, provavelmente, se mostra satisfeito com os resultados. Contudo, quando a lente é ampliada, surgem informações e aspectos estruturais que não devem ser ignorados.

O último censo do IBGE mostra Barra do Piraí um município envelhecido, com 14% de sua população acima de 65 anos e razão de dependência em torno de 47%, ou seja, quase cinco dependentes (crianças e idosos) para cada dez pessoas em idade ativa. Configuração demográfica que requer políticas públicas específicas e planejamento de longo prazo, especialmente nas áreas de saúde, assistência social e geração de renda qualificada. Ignorar esse cenário é sinônimo de risco.

O mercado formal de trabalho reforça esse diagnóstico. Barra do Piraí possui cerca de 11 mil empregos com carteira assinada, o que corresponde a apenas 11% da população, com remuneração média em torno de R$ 2 mil, metade da média estadual. Além disso, quase 60% das remunerações estão concentradas nas faixas de menor poder aquisitivo (E e D), o que caracteriza Barra do Piraí como um município estruturalmente pobre, dependente de renda de baixa intensidade econômica.

Consequentemente, a fragilidade se evidencia na forte presença dos programas sociais, levando cerca de 7 mil famílias a dependerem do Bolsa Família, 2,5 mil famílias receberem Auxílio Gás e outros 2,5 mil barrenses se beneficiarem do BPC. Ainda que esses instrumentos almejem proteção social, seus níveis atuais revelam que a economia local não tem sido capaz de gerar autonomia suficiente para sua população. Indicadores que, provavelmente, não devem deixar o barrense satisfeito.

A persistência da insuficiência em quase todos os resultados pode sugerir inexistência de alternativas, entretanto há sim sinais de oportunidades. No final de 2025, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – FIRJAN publicou o estudo “Rio de Futuro”, que analisa caminhos para a reindustrialização fluminense e aponta oportunidades regionais de desenvolvimento. Apesar da constatação de diversos gargalos, o estudo identifica protagonismo industrial do Sul Fluminense, ao reconhecer a região como a segunda maior empregadora do Estado, especialmente no setor de metalurgia, e apresentar potencial para diversificação produtiva em vários segmentos.

Entretanto, ano eleitoral privilegia projetos de visibilidade (basta atentar para a frequência de eventos realizados com recursos públicos), onde o imediato retorno político desloca a inserção do município de forma competitiva na dinâmica regional, com os invisíveis projetos estruturantes. E aí reside o paradoxo. Mesmo em transformação, mesmo em festa, Barra do Piraí permanece na periferia econômica da região. Melhora a fachada, reorganiza serviços, eleva o moral coletivo, mas não estrutura o salto que redefine o destino ao não romper o círculo da baixa produtividade, da dependência assistencial e da limitada capacidade de gerar renda consistente. E não é justo responsabilizar o poder público por esse quadro, afinal ele entrega o que a população deseja.

Ao demandar aparência e eventos festivos, o barrense acaba contribuindo, inadvertidamente, para restringir as chances de o município desocupar a margem da região Sul Fluminense. Mas, se por um acaso a demanda barrense evoluir para autonomia econômica, protagonismo regional e prosperidade sustentada, aí sim o desafio começará.

Que Barra do Piraí alcance o padrão de município desejado pelo barrense!

Luiz Bittencourt

PESSOAS NÃO SÃO COISAS E ORGANIZAÇÕES TÊM PAIXÃO

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“Às vezes tratamos as pessoas como coisas e esperamos que elas se engajem como pessoas.”

A reflexão, citada por Sandro Magaldi em debates sobre liderança e gestão, expõe uma contradição ainda presente em muitas organizações. Embora o discurso corporativo sobre pessoas estejam cada vez mais sofisticado, a prática cotidiana segue, em inúmeros casos, marcada por abordagens mecanicistas e desumanizadas.

A tecnologia, quando mal compreendida ou mal aplicada, tende a agravar esse cenário. Em vez de atuar como instrumento de inclusão, desenvolvimento e ampliação de capacidades, pode reforçar uma cultura de castas: um sistema informal de estratificação no qual apenas alguns grupos têm acesso a capacitação, informação e oportunidades estratégicas. Em muitos contextos, esses investimentos seletivos não são avaliados pela lógica do custo-benefício organizacional, mas por critérios de poder, proximidade ou status.

Não existem organizações de alto desempenho nas quais as pessoas desconhecem o propósito do negócio ou não vivenciam seus valores no dia a dia. Ainda assim, na criação e na expansão de muitas empresas, os elementos culturais e humanos são tratados como aspectos periféricos do projeto estratégico. Trata-se de um erro estrutural. Cultura e crenças moldam comportamentos, orientam decisões e sustentam o engajamento no longo prazo.

Organizações não são entidades frias ou neutras. Elas expressam paixão, ambições, tensões e conquistas por meio das pessoas que as compõem. Esse “estado emocional coletivo” não é abstrato: pode ser observado, medido e gerenciado. Ambientes que cultivam confiança, clareza de propósito e coerência entre discurso e prática constroem vantagem competitiva difícil de ser replicada.

Vivemos em um mundo altamente tecnológico, mas absolutamente dependente de pessoas. Quando os planos estratégicos não são compreendidos em todos os níveis da empresa, e quando a cultura local não é respeitada, o sucesso pleno torna-se improvável. Não por falta de talento ou boa intenção, mas porque ninguém se compromete genuinamente com aquilo que não conhece, não entende ou não sente como seu.

HELIO MENDES

Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político, autor de Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Curso de Conselheiro pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

JOVEM CANDANGO COMEÇA A CONVOCAR JOVENS PARA O PRIMEIRO EMPREGO NO DF

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André Kubitschek, Secretário da Juventude do DF, e juventude do Jovem Candango.

Chamamento de candidatos pré-selecionados marca nova etapa de um dos principais programas de inserção da juventude no mercado de trabalho

 

A Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi) iniciou a convocação dos candidatos pré-selecionados para o Programa Jovem Candango, uma das principais políticas públicas de inclusão produtiva voltadas à juventude do Distrito Federal.

O contato com os participantes está sendo feito por e-mail e WhatsApp, com orientações para o agendamento da entrega da documentação necessária. Por isso, a recomendação é que os candidatos acompanhem atentamente os canais informados no momento da inscrição, verificando também a pasta de spam do e-mail, além de mensagens e chamadas telefônicas.

A campanha de convocação utiliza a mensagem “Convocação iniciada”, alertando os jovens sobre a importância de cumprir os prazos estabelecidos para garantir a continuidade no processo.

Segundo o secretário de Estado da Juventude do Distrito Federal, André Kubitschek, o programa representa mais do que uma oportunidade de trabalho.

O Jovem Candango é uma política pública que transforma realidades, gera perspectiva de futuro e fortalece a juventude do Distrito Federal”, afirma o secretário.

Oportunidade para o primeiro emprego

Executado pela Secretaria da Juventude do DF , em parceria com a Secretaria da Família e com a Renapsi, o programa oferece aprendizagem profissional para estudantes da rede pública, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social.

A iniciativa combina formação teórica e prática, permitindo que os jovens desenvolvam habilidades profissionais enquanto atuam em órgãos públicos do Distrito Federal.

Entre os benefícios oferecidos estão:

    • Bolsa-auxílio

    • Vale-transporte

    • Seguro contra acidentes pessoais

    • Acompanhamento pedagógico

Ao longo dos anos, milhares de jovens brasilienses já foram beneficiados, fortalecendo políticas públicas voltadas à geração de oportunidades, inclusão social e preparação para o mercado de trabalho.

Em caso de dúvidas, os candidatos podem entrar em contato pelo e-mail oficial do programa:
jovemcandango.sejuv@buriti.df.gov.br


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IA COM PROPÓSITO SOCIAL GANHA DESTAQUE EM EVENTO DO SEBRAE NO DF

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Danielle Marques. Imagem JFC

IA com propósito social ganha espaço em evento do Sebrae

Projeto selecionado no Movimente 2026 mostra como tecnologia pode fortalecer redes de apoio e ampliar o acesso à informação.

Brasília vive, nestes dias 3 e 4 de março, um evento dedicado à inovação, ao empreendedorismo e à força das ideias transformadoras. O Movimente 2026, iniciativa promovida pelo Sebrae no Distrito Federal, reúne empreendedoras, especialistas e lideranças em um ambiente voltado à troca de experiências, geração de oportunidades e construção de soluções para desafios contemporâneos.

Mais do que um evento, o Movimente se apresenta como um espaço de conexões. Ao longo da programação, painéis, encontros e apresentações de projetos mostram como tecnologia, criatividade e impacto social podem caminhar juntos na construção de novos caminhos para o empreendedorismo.

Entre as iniciativas selecionadas para ganhar visibilidade no evento está um projeto que nasce justamente dessa convergência entre inovação tecnológica e compromisso social.

Tecnologia com impacto

A Arys.IA foi a única empresa privada entre os projetos de inovação selecionados para o evento, com o DONA – Agente Social de Inteligência Artificial, uma proposta que busca utilizar a tecnologia como ferramenta de orientação e acolhimento social. A iniciativa foi desenvolvida pelas empreendedoras Danielle Marques e Giza Soares, fundadoras da Arys.IA, empresa dedicada à criação de soluções em inteligência artificial voltadas à inovação, comunicação estratégica e impacto social.

Segundo Danielle Marques, a proposta do projeto nasce da necessidade de aproximar tecnologia e cuidado social.

A inteligência artificial pode ser uma ferramenta poderosa para ampliar o acesso à informação e orientar pessoas que muitas vezes não sabem por onde começar a buscar ajuda. A nossa ideia com o DONA é justamente criar uma ponte entre quem precisa de orientação e as redes de apoio disponíveis”, explica.

O projeto parte de uma ideia simples, mas poderosa: usar a inteligência artificial para ajudar pessoas a encontrar informação, orientação e caminhos de apoio em momentos de vulnerabilidade. Em vez de substituir o atendimento humano, a tecnologia atua como ponte, facilitando o acesso a serviços, redes de apoio e direitos.

Inovação que aproxima pessoas

O Movimente 2026 reúne iniciativas que mostram como o empreendedorismo brasileiro tem ampliado seu olhar para além do mercado tradicional. A proposta do evento é estimular negócios liderados por mulheres e projetos capazes de gerar impacto positivo na sociedade.

Nesse contexto, iniciativas como o DONA reforçam uma tendência cada vez mais presente no universo da inovação: a tecnologia aplicada não apenas à eficiência, mas também ao cuidado com as pessoas e ao fortalecimento das políticas públicas.

Para Danielle Marques, a participação no evento representa também uma oportunidade de ampliar o debate sobre o papel social da tecnologia.

Eventos como o Movimente mostram que inovação não é apenas sobre tecnologia de ponta, mas sobre encontrar soluções reais para desafios da sociedade. Quando conseguimos usar inteligência artificial para aproximar pessoas de informação e de direitos, estamos falando de inovação com propósito”, afirma.

A participação da Arys.IA no evento representa um passo importante para ampliar o diálogo sobre o uso da inteligência artificial em soluções de interesse público e social.

Em tempos em que a tecnologia costuma ser associada apenas à produtividade e automação, projetos como esse mostram que inovação também pode significar acolhimento, informação e novas formas de construir redes de apoio.

 


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2026: A REESTRUTURAÇÃO COMO IMPERATIVO ESTRATÉGICO

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O ano de 2025 ficará marcado pelo avanço expressivo das recuperações judiciais, pela consolidação da geopolítica como variável crítica de decisão e pela adoção acelerada da inteligência artificial nas organizações. Em 2026, a aposta central das empresas tende a ser a reestruturação empresarial, com um diferencial relevante: ela deixa de ocupar um papel secundário e passa a constituir um objetivo estratégico permanente.

A reestruturação deixa de ser resposta emergencial a crises pontuais e passa a ser tratada como valor organizacional. Incorpora-se à cultura e orienta decisões em todos os níveis da empresa. Ajustar continuamente modelos de negócio, processos, estruturas e competências torna-se condição para sustentar competitividade em um ambiente marcado por instabilidade geopolítica, disrupção tecnológica e pressão por eficiência.

Com a escalada da inteligência artificial a partir da popularização de soluções como o ChatGPT, tornou-se viável, em nova escala, o retorno da lógica de reengenharia proposta por Michael Hammer nos anos 1990. A diferença é que, agora, o redesenho radical de processos encontra base tecnológica capaz de reduzir tempo, custo e fricção para o cliente de forma sistemática e contínua.

A IA passa a assumir atividades repetitivas e parte relevante da criação de conteúdo, análises e rotinas operacionais, liberando pessoas e lideranças para decisões de maior valor agregado. Cresce rapidamente o número de organizações que aplicam inteligência artificial de forma transversal, integrando a tecnologia a todas as áreas do negócio, do planejamento à operação.

Nas consultorias estratégicas, esse avanço impõe uma mudança estrutural de posicionamento. Serviços antes prescritivos tendem a ser internalizados pelos próprios clientes, apoiados por plataformas de IA e analytics. Isso desloca o papel das consultorias para frentes de maior valor: inovação estratégica, colaboração na construção de novos modelos de negócio e leitura intersetorial dos mercados, apoiadas por vivência internacional e capacidade sistêmica de interpretação do ambiente global.

Em 2026, reestruturar não será exceção, mas regra. A competitividade pertencerá às organizações que transformarem a reestruturação contínua em competência central, combinando tecnologia, visão estratégica e capacidade permanente de adaptação.

 

Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político, autor de Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Curso de Conselheiro pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

SUGESTÃO DE LEITURA: SEMELHANÇAS ENTRE LANÇAR FOGUETES E FORMAR MÉDICOS  https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/semelhancas-entre-lancar-foguetes-e-formar-medicos/

A INFÂNCIA ENTRE TELAS E SILÊNCIOS: UM ALERTA URGENTE

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Por Ana Rebeca Guimarães

Nunca foi tão fácil distrair uma criança — e nunca foi tão difícil escutá-la. O avanço acelerado das telas transformou profundamente a rotina de crianças e adolescentes, mas também escancarou um problema silencioso: o impacto direto e preocupante do uso excessivo de celulares, tablets e computadores na saúde mental dos jovens.

O que antes era entretenimento pontual tornou-se presença constante. Muitas crianças passam horas diante das telas, substituindo o brincar, o diálogo e o convívio familiar por estímulos digitais contínuos. Esse excesso tem contribuído para quadros de ansiedade, irritabilidade, isolamento social, dificuldades de concentração e alterações no sono — sintomas que, não raramente, acabam sendo confundidos ou rotulados de forma precipitada como transtornos neurológicos ou comportamentais.

Diagnósticos equivocados de TDAH e TEA, por exemplo, têm surgido em contextos onde, na verdade, há falta de limites, carência afetiva e ausência de acompanhamento próximo por parte dos adultos. Não se trata de negar a existência desses transtornos, mas de reconhecer que o ambiente em que a criança está inserida influencia diretamente seu comportamento e desenvolvimento emocional.

Outro ponto crítico é a sobrecarga dos pais. Em uma sociedade marcada por jornadas exaustivas de trabalho e múltiplas responsabilidades, muitos responsáveis acabam recorrendo às telas como uma forma de “acalmar” ou “ocupar” os filhos. O resultado é um ciclo perigoso: menos atenção, mais tempo de tela; mais tempo de tela, maior risco de sofrimento emocional.

A infância precisa de presença, não apenas de conexão digital. Crianças precisam de escuta, de limites claros, de afeto, de tempo de qualidade e de experiências reais. As telas, quando usadas sem critério, não educam, não acolhem e não substituem o vínculo humano — pelo contrário, podem ampliar vazios emocionais e comprometer o desenvolvimento saudável.

É urgente que famílias, escolas e poder público assumam essa responsabilidade coletiva. Orientação, informação e políticas públicas voltadas à saúde mental infantil precisam caminhar junto com o incentivo ao uso consciente da tecnologia. Proteger nossas crianças hoje é garantir adultos mais equilibrados amanhã.

O futuro não pode ser apenas uma tela acesa diante de uma infância abandonada ao silêncio. O cuidado começa agora — e começa em casa.

Aderval Andrade que é Articulador Social nas Regiões Administrativas de Ceilândia, Samambaia, Sol Nascente e Pôr do Sol  é  advogado que atua na área da família e faz um alerta firme e responsável aos pais e professores sobre os riscos do uso excessivo das telas na vida de crianças e adolescentes. Ele destaca que a ausência de acompanhamento diário, diálogo e presença afetiva tem levado muitos jovens a desenvolverem problemas emocionais e comportamentais que poderiam ser evitados com maior atenção da família e da escola.

O doutor ressalta que celulares, tablets e computadores, quando usados sem limites, interferem diretamente no desenvolvimento cognitivo, emocional e social, contribuindo para ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração, distúrbios do sono e isolamento. Segundo ele, esses efeitos muitas vezes acabam sendo confundidos com transtornos neurológicos, resultando em diagnósticos equivocados e tratamentos inadequados.

Aderval Andrade enfatiza que o problema não está apenas na tecnologia, mas na falta de tempo de qualidade dedicado às crianças. Pais sobrecarregados e educadores sem o apoio necessário acabam permitindo que as telas ocupem o espaço do diálogo, do brincar e da convivência, fundamentais para uma infância saudável.

O alerta central do texto é claro: acompanhar a rotina dos filhos, impor limites ao uso das telas, fortalecer vínculos afetivos e manter uma escuta ativa são atitudes essenciais para prevenir problemas de saúde mental. Para o doutor, cuidar da infância hoje é investir em adultos mais equilibrados no futuro, e essa responsabilidade deve ser compartilhada entre família, escola e sociedade.

SUGESTÃO DE LEITURA: É PRECISO AMAR AS PESSOAS COMO SE NÃO HOUVESSE ELIÇÕES https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/e-preciso-amar-as-pessoas-como-se-nao-houvesse-eleicoes/

SEMELHANÇAS ENTRE LANÇAR FOGUETES E FORMAR MÉDICOS

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Terceirização não é virtude nem vício. É instrumento. Porém, pode se transformar em uma danosa distorção quando é pensada exclusivamente como mecanismo de redução de custos, e não como estratégia para ampliar eficiência e garantir qualidade. A diferença entre sucesso e fracasso da terceirização está no rigor do controle e no compromisso com o resultado.

Essa diferença pode ser percebida em uma entrevista publicada nesse domingo pelo Estadão com um pesquisador brasileiro da National Aeronautics and Space Administration (NASA), ao revelar que a maior parte dos lançamentos da agência é realizada por empresas privadas contratadas. Resta óbvio que não se trata apenas de economizar recursos públicos em um modelo de terceirização que permite distribuir riscos, agregar cérebros e acelerar soluções tecnológicas. Empresas como a SpaceX e a Boeing, por exemplo, assumem etapas críticas do processo, sob contratos rígidos, metas claras e implacável controle de qualidade.

A NASA não terceiriza responsabilidade. Terceiriza execução. A responsabilidade pelo resultado permanece integralmente pública. Cada componente, cada teste, cada protocolo é submetido a rigorosas auditorias e certificações. O fracasso, em um lançamento espacial, não significa apenas prejuízo financeiro; significa risco à vida humana e à reputação científica. Por isso, a terceirização só funciona porque há governança técnica, critérios objetivos e compromisso institucional com excelência.

Nesse mesmo domingo, outra reportagem do Estadão expôs, em contrapartida, um outro modelo de terceirização: o das escolas médicas brasileiras, das quais cerca de 80% estão na iniciativa privada. Aqui, o panorama crítico para o ensino médico no Brasil, recentemente divulgado pelo Enamed, sinaliza que a lógica predominante é outra. A acelerada expansão de cursos atendeu a demanda do mercado de estudantes, que podem pagar mensalidades elevadas e desejam o diploma, mas grande parte deles deixam a exigência de qualidade em segundo plano. O resultado não poderia deixar de ser preocupante.

A diferença essencial entre os dois casos, NASA e o Estado brasileiro que outorga os cursos de medicina, está na gestão e no controle de qualidade. Na cadeia espacial, o “cliente final”, a sociedade, é protegido por filtros técnicos rigorosos. Na cadeia da formação médica brasileira, o “cliente final”, a população, não tem a devida proteção pelo risco da inapropriada aferição. Risco esse nada simbólico ao se traduzir em diagnósticos equivocados, tratamentos inadequados e mortes evitáveis.

Nesse caso, há uma evidente dicotomia entre dois mercados que envolvem a formação médica. O mercado educacional pode se satisfazer com a atual qualidade do produto, enquanto o mercado da saúde, na ponta final da cadeia (a população), exige real competência. A compatibilização dessas duas pontas depende exclusivamente do Estado. É ele quem autoriza cursos, define critérios, avalia desempenho e tem a prerrogativa de fechar portas à mediocridade. Da mesma forma que a NASA, o Estado não terceiriza responsabilidade. Terceiriza a formação médica. A responsabilidade pela qualidade do produto, os profissionais, permanece com o Estado.

Por outro lado, obter lucro não é pecado. Ao contrário, pode ser motor de inovação e expansão de oferta. O pecado está em dissociar lucro de qualidade. A experiência da NASA demonstra que é possível harmonizar interesse privado e excelência técnica, desde que o ente público exerça plenamente sua função reguladora e fiscalizadora.

Portanto, a diferença entre a NASA e o Estado brasileiro é exclusivamente gerencial. Não se trata de incapacidade congênita, mas de prioridade política. Se uma agência pública consegue terceirizar com eficiência porque exige resultado, controla a qualidade e pune falhas, o Estado brasileiro também pode fazê-lo na formação médica, estabelecendo rigorosas avaliações nacionais, ampliando inspeções, vinculando autorização de funcionamento a concretos indicadores de desempenho e impedindo que o despreparo chegue ao mercado.

No geral, há entendimento de que terceirizar é transferir tarefas. Porém quando o compromisso com a qualidade e com o resultado é inegociável, o modelo prospera. De outra forma, quando o foco exclusivo é a expansão numérica ou o imediato retorno financeiro, o risco é transferido na cadeia e recai sobre a sociedade.

Fica claro que a distorção não é inerente à terceirização. É consequência da ausência de compromisso com a qualidade e com o resultado e, portanto, há solução para a terceirização brasileira.

SUGESTÃO DE LEITURA: QUEM FICARÁ COM O VALOR DO CAFÉ. A BATALHA QUE AMAEAÇA AS COOPERATIVAS https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/quem-ficara-com-o-valor-do-cafe-a-batalha-que-ameaca-as-cooperativas/

ORIENTAÇÕES PARA TRANSITAR COM SEGURANÇA NO DF

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No final de semana, mais de 1.300 pessoas receberam orientações sobre como transitar de forma segura no DF | Foto: Divulgação/Detran-DF

Mais de 1,3 mil pessoas recebem orientações para transitar com segurança no Distrito Federal

Ações educativas do Detran-DF no fim de semana ocorreram em Arapoanga, Asa Sul, Candangolândia, Lucio Costa, Recanto das Emas e Vicente Pires

Por: Agência Brasília* | Edição: Carolina Caraballo

Entre sexta-feira (27/2) e domingo (1º), as equipes de educação do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) prestaram orientações sobre como transitar de forma segura a 1.330 pessoas. As atividades educativas abordaram temas como trânsito na volta às aulas, travessia segura na faixa, ingestão de bebida alcoólica e direção, transporte de pets, cuidados com os pneus e circulação pelas vias a pé, de bicicleta e em automóveis.

No final de semana, mais de 1.300 pessoas receberam orientações sobre como transitar de forma segura no DF | Foto: Divulgação/Detran-DF

Arapoanga

Na Administração Regional de Arapoanga, o Detran-DF abordou cerca de 440 pessoas que participavam da 69ª edição do GDF Mais Perto do Cidadão, realizada na sexta-feira e no sábado. O público recebeu orientações sobre o comportamento adequado ao circular pelas vias públicas, de carro, de bicicleta ou a pé. A ação contou com intervenção artística dos MCs do Trânsito Seguro, palestra e entrega de material educativo.

Asa Sul e Candangolândia

Também na sexta, os educadores do Detran-DF realizaram a blitz educativa Volta às Aulas na Asa Sul, alcançando 120 condutores e pedestres, que foram orientados sobre os cuidados ao circular próximo a escolas e dentro dos veículos de transporte escolar. No mesmo dia, o Café na Faixa ocorreu na Candangolândia, na sexta-feira, com palestras sobre condutas adequadas na travessia de pedestres e prevenção de sinistros para 120 pessoas.

A 2ª Cãominhada do Recanto das Emas reuniu 140 participantes

Lúcio Costa

Ainda na sexta, à noite, os bares do Setor Lucio Costa, no Guará, receberam o Rolê Consciente. Nessa ação, foram abordados aproximadamente 400 frequentadores, com palestra educativa, intervenção artística dos Repentistas do Trânsito Seguro e entrega de material com informações sobre a prevenção da ingestão de bebida alcoólica por quem vai dirigir.

Recanto das Emas

A atividade mais curiosa do fim de semana foi com tutores de animais de estimação, durante a 2ª Cãominhada do Recanto das Emas, no sábado. O Detran-DF proferiu palestra e distribuiu material com orientações sobre o transporte seguro de pets para 140 participantes do evento.

Vicente Pires

No domingo, em Vicente Pires, 110 condutores — especialmente ciclistas e motociclistas entregadores por aplicativo — aprenderam como cuidar dos pneus de seus veículos e a importância de que suas condições sejam checadas diariamente para a segurança viária.

Por: Agência Brasília* | Edição: Carolina Caraballo | Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF)


SUGESTÃO DE LEITURA: É PRECISO AMAR AS PESSOAS COMO SE NÃO HOUVESSE ELEIÇÕES https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/e-preciso-amar-as-pessoas-como-se-nao-houvesse-eleicoes/

10 MIL VAGAS NO QUALIFICA DF

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Inscrições para 10 mil vagas do QualificaDF são prorrogadas até sexta-feira (6). Programa do GDF oferece qualificação profissional em diversas áreas, com foco na inserção de trabalhadores no mercado de trabalho.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) prorrogou o prazo de inscrições do chamamento público destinado ao preenchimento de 10 mil vagas no programa Qualifica DF. Os interessados terão até sexta-feira (6) para garantir participação na iniciativa, que oferece oportunidades de qualificação profissional em diversas áreas.

O programa integra as ações do GDF voltadas à ampliação do acesso à capacitação profissional, com foco na inserção e reinserção de trabalhadores no mercado de trabalho.

Por: Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo | Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF)


SUGESTÃO DE LEITURA: PARCERIA GARANTE EVENTO PARA 200 JOVENS, SEM CUSTO PARA OS COFRES PÚBLICOS https://revistadiaria.com.br/distrito-federal/juventude/parceria-garante-evento-para-200-jovens-sem-custo-para-os-cofres-publicos/