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POR QUE O “COMPASSO DE ESPERA” É O MAIOR RISCO ESTRATÉGICO DAS EMPRESAS

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As organizações estão imersas em um período marcado por incertezas profundas  e é preciso admitir: essa instabilidade não é temporária, é o novo normal. A ordem geopolítica se transformou, novas tecnologias remodelaram cadeias produtivas inteiras e o ambiente econômico se tornou um ecossistema fluido, interconectado e vulnerável a disrupções imprevisíveis. Este é o cenário real das empresas contemporâneas.

Em conversas recentes com empresários de diferentes setores, uma frase tem se repetido com frequência desconfortável: “Estamos em compasso de espera. Está tudo muito instável; não há segurança para planejar ou tomar grandes decisões.”

Trata-se de um equívoco estratégico de grandes proporções.

O ambiente não voltará ao patamar de estabilidade do passado  especialmente no contexto brasileiro. As grandes potências estão retomando práticas de caráter neocolonialista, orientadas pela disputa por sobrevivência e pelo controle de recursos críticos. Nesse cenário, empresas e setores nacionais precisam repensar profundamente seus modelos de negócio, suas estratégias de competição e sua própria compreensão do mundo. Não é uma escolha: é uma exigência permanente.

Os planos estratégicos devem ganhar flexibilidade, capacidade de ajuste contínuo e leitura em tempo real. As equipes, em todos os níveis, precisam mudar sua mentalidade: observar o ambiente externo, interpretar sinais, antecipar movimentos e reagir com agilidade. Organizações presas à lógica rígida do passado caminham perigosamente para a irrelevância.

Ao mesmo tempo, este ambiente oferece uma oportunidade rara: construir modelos organizacionais mais dinâmicos, adaptáveis e globalizados — capazes de prosperar justamente em meio ao caos.

Empresas não foram criadas para operar em condições perfeitas.
Foram criadas para competir, inovar e vencer, independentemente do cenário.

O desafio estratégico do nosso tempo é transformar incerteza em vantagem competitiva.

 

Hélio Mendes: Palestrante, consultor empresarial e político. Autor dos livros Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Conselheiro certificado pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

 

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/cop30-frustrou-a-tentativa-de-protagonismo-ambiental-brasileiro/

COP30 FRUSTROU A TENTATIVA DE PROTAGONISMO AMBIENTAL BRASILEIRO

 

COP30 FRUSTROU A TENTATIVA DE PROTAGONISMO AMBIENTAL BRASILEIRO

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A sucessão de fatos ocorridos no Brasil no dia do encerramento da COP30, em que o Judiciário determinou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro ao mesmo tempo em que ordenou a soltura de empresários envolvidos no escandaloso esquema do Banco Master, amplificou a perplexidade nacional. Mas, paralelamente a perplexidade generalizada, outro revés de grandes proporções se consolidava em Belém do Pará: o fracasso anunciado da 30ª Conferência do Clima.

O evento, que consumiu cerca de R$ 3 bilhões do governo brasileiro, revelou problemas estruturais que destoam completamente do padrão esperado para um fórum global dessa relevância. Alagamentos, quedas de energia, desabastecimento de água e até um incêndio, felizmente sem vítimas, criaram um ambiente de desconforto e instabilidade que em nada contribuiu para a já estressante dinâmica de negociações climáticas internacionais. A sensação de improviso corroeu a credibilidade do país anfitrião perante observadores e delegações estrangeiras.

O esvaziamento político também foi marcante. A ausência dos principais líderes mundiais, especialmente o presidente dos EUA, que sequer enviou representante, e o presidente da China, as duas maiores potências poluidoras do planeta, reduziu drasticamente o potencial de avanços significativos. O recado implícito foi claro: o Brasil não tem capacidade de mobilizar os grandes atores globais em torno da agenda ambiental. Essa limitada influência ficou explícita no destino da proposta brasileira, o chamado “Caminho da Rota” (Road Map). Pouco ou mal articulado, o plano recebeu apoio de apenas 80 dos 200 países presentes e acabou rejeitado na Carta Final, um resultado constrangedor para quem almejava protagonismo.

A busca por aportes internacionais para fundos climáticos, prioridade absoluta dos países em desenvolvimento, também terminou frustrada. Alemanha, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos, por exemplo, recusaram-se a contribuir para o Fundo Florestal. Paradoxalmente, o Brasil, que enfrenta severas restrições fiscais, comprometeu-se com um aporte de US$ 1 bilhão, gesto que, embora simbólico, acentua a disparidade entre ambição diplomática e realidade econômica.

Para completar, a condução da presidência da COP30 foi alvo de duras críticas de diversos países que apontaram desrespeito a procedimentos oficiais e desprezo por contribuições de grupos de trabalho, em benefício de interesses próprios do comitê anfitrião. Em um ambiente tão sensível quanto responsável, a legitimidade processual é tão importante quanto o conteúdo das decisões, e sua fragilização pode comprometer a confiança no resultado final.

Em suma, a COP30 não frustrou expectativas apenas por fatores externos, mas sobretudo pela combinação de frágil coordenação política, precária organização logística e insuficiente capacidade de articulação internacional. Um evento concebido para propagandear a liderança ambiental do Brasil terminou evidenciando justamente o contrário.

 

"As opiniões e os artigos publicados neste site expressam o ponto de vista de seus respectivos autores e colunistas, e não representam, necessariamente, a opinião ou o posicionamento deste portal de notícias. O conteúdo é de inteira responsabilidade de quem o publicou"

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NÃO HÁ ESPAÇO PARA RETROCESSO NA SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

NÃO HÁ ESPAÇO PARA RETROCESSO NA SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

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Criminals in jail concept. Guard officer escorting prisoner to prison room. Vector illustration for jailhouse worker, police investigation, crime, jail security work concepts

A recente divulgação do ranking de segurança pública organizado pelo site MySide, com base em dados oficiais de 2024 do IBGE e do Ministério da Saúde, surge em um momento crucial, justamente quando o Estado do Rio de Janeiro, após anos de hesitação, finalmente ensaia uma reação mais firme contra o avanço do crime organizado, provocando inevitáveis revisões de conceitos e diretrizes por parte das autoridades. Esses números, frios e objetivos, ajudam a iluminar um debate que muitas vezes é obscurecido por narrativas ideológicas ou por análises feitas de longe, sem contato real com a rotina de vulnerabilidade que assola milhões de fluminenses.

O ranking revela que a região Sul é, disparado, a mais segura do Brasil. Em seguida, aparecem Sudeste, Centro-Oeste, Norte e, por último, Nordeste, cujo desempenho é mais que o dobro da taxa registrada pela região Sul. Entre os estados, Santa Catarina, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Goiás e Minas Gerais ocupam as primeiras posições, reforçando a distância entre gestões que tratam a segurança como prioridade de Estado e aquelas que permanecem presas a modelos ineficientes e permissivos.

Um dado particularmente revelador é que as 30 cidades mais seguras do país estão concentradas em apenas três estados: Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. Essa concentração mostra que não se trata apenas de um fenômeno isolado, mas de políticas públicas consistentes, sustentáveis e mantidas ao longo de anos, independentemente de alternâncias políticas. São estratégias continuadas, baseadas em inteligência, integração de forças, investimentos em tecnologia e, o que é essencial, respaldo institucional para enfrentar o crime organizado.

Quando o olhar se volta para o Estado do Rio de Janeiro, a disparidade se torna ainda mais evidente. Petrópolis, a cidade fluminense mais bem colocada, registra cerca de 9 assassinatos por 100 mil habitantes, índice que, embora positivo diante da realidade estadual, ainda está distante das melhores experiências nacionais. Já a cidade do Rio de Janeiro, epicentro da recente crise entre governo estadual e governo federal, apresentou aproximadamente 24 assassinatos por 100 mil habitantes, desempenho equivalente ao de Belém do Pará. Para efeito comparativo, São Paulo capital registrou 13 por 100 mil no mesmo período, praticamente metade do resultado carioca.

Essas estatísticas não são meros números: são termômetros da sensação cotidiana do medo. Elas mostram com clareza para quem governa de gabinete, ou para quem nunca viveu a realidade fluminense, o tamanho da insegurança que atormenta a população. Quem mora no Rio de Janeiro sabe que não se trata de retórica, mas de sobrevivência. Sabe o desespero que é ser obrigado a circular à noite, a escolher horários, trajetos, bairros, e até mesmo hábitos de convivência social com base no risco.

Por isso, diante dessa realidade tão gritante, não há espaço para retrocessos. A população fluminense que trabalha, produz, paga impostos e sustenta a economia do estado não pode, e não aceita, retornar ao antigo modelo leniente, omisso e, muitas vezes, contaminado por práticas corruptas que permitiram ao crime organizado avançar como uma metástase. O momento exige firmeza, coerência e continuidade. Exige políticas que não se curvem a pressões ideológicas, nem a discursos que relativizam o impacto devastador da criminalidade sobre a vida das pessoas.

A reavaliação dos conceitos de segurança pública, portanto, não é apenas necessária. É urgente. E os dados apresentados pelo MySide reforçam que, enquanto algumas regiões e estados avançam de forma consistente, o Rio de Janeiro continua pagando um altíssimo preço por anos de excessiva tolerância.

PECUARISTAS OU PASSAGEIROS DA HISTÓRIA ?

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A urgência de uma estratégia global vencedora

No Brasil, repetimos com frequência a expressão mineira: “não podemos perder o trem”. Simples, direta e profundamente verdadeira, ela sintetiza o risco que setores fundamentais da nossa economia enfrentam hoje e a pecuária talvez seja o exemplo mais evidente.

O mundo mudou. Competitividade, inovação, presença global e leitura geopolítica deixaram de ser diferenciais: tornaram-se pré-requisitos básicospara qualquer cadeia produtiva que pretenda sobreviver. No entanto, parte relevante do setor pecuário permanece em posição de espera, preso a discursos internos e à ilusão de que o futuro pode ser construído com as ferramentas do passado.

É preciso dizer sem rodeios: a agenda do século XXI é global. E não se trata de ambição exagerada; trata-se de reconhecer a realidade. Cadeias produtivas de classe mundial não pedem licença ao governo  elas moldam mercados, constroem ecossistemas competitivos e lideram discussões internacionais com clareza estratégica.

Nos últimos anos, a pecuária brasileira perdeu protagonismo e ficou refém da lógica dos frigoríficos, que se profissionalizaram, internacionalizaram suas operações e consolidaram influência. Eles entenderam o jogo global. Anteciparam movimentos. Ocuparam espaços. Enquanto isso, parte dos pecuaristas adotou uma postura reativa  quando não infantilizada  limitando-se a reclamar do cenário, como bezerros recém-desmamados diante do desconhecido.

É hora de virar a chave.
O caminho não é lamentar.
O caminho é agir.

Isso significa abandonar definitivamente a zona de conforto, fortalecer lideranças, criar organizações com visão internacional e adotar uma estratégia que una inovação, tecnologia, integração das cadeias e presença ativa nos mercados globais.

A pergunta que permanece é simples e decisiva:
seremos protagonistas da história ou apenas passageiros acomodados, assistindo o trem partir mais uma vez?

Hélio Mendes: Palestrante, consultor empresarial e político. Autor dos livros Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Conselheiro certificado pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

GOVERNO FEDERAL AMEAÇA A CADEIA PRODUTIVA DA TILÁPIA

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Fresh raw fish in ice on the counter in a grocery store. Fresh dorado fish on ice at the fish market.

É difícil de acreditar, mas é fato: a proposta da Comissão Nacional de Biodiversidade (CONABIO), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, para incluir a tilápia na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, cria um cenário de insegurança regulatória absolutamente incompatível com a relevância econômica e social dessa cadeia produtiva. Na prática, a proposta equivale a criminalizar um setor estruturado, responsável por milhares de empregos e por movimentar economias inteiras em regiões onde a piscicultura é relevante atividade. A medida, portanto, extrapola a discussão técnica ambiental, ela ameaça diretamente a segurança alimentar e a sustentabilidade econômica de milhões de brasileiros.

Para se ter uma ideia da importância econômica da tilápia para a aquicultura nacional, apenas em 2024, foram produzidas no Brasil cerca de 660 toneladas, quase 70% de toda a produção brasileira de peixes cultivados. Trata-se de um setor robusto, competitivo, com forte potencial de expansão e reconhecido internacionalmente pela qualidade e pela eficiência de seus sistemas de criação. Interditar ou restringir drasticamente sua continuidade, sob a justificativa de supostos impactos ambientais que sequer são consensuais entre especialistas, significa colocar em risco um dos segmentos do agronegócio capazes de gerar valor agregado com baixo impacto territorial.

A situação se torna ainda mais paradoxal quando observamos que, ao mesmo tempo em que se cogita inviabilizar a produção nacional, o próprio governo federal autorizou a importação, por uma determinada empresa, de tilápias do Vietnã, uma espécie que também não é nativa daquele país. Ou seja, adota-se internamente o argumento do risco biológico para barrar produtores brasileiros, enquanto se abre o mercado ao mesmo produto estrangeiro. Difícil encontrar justificativa técnica para essa contradição, que impõe significativos prejuízos econômicos.

Com essa inadequada combinação de decisões, o governo cria imprevisibilidade, elevando riscos, desestimulando investimentos e desorganizando toda a cadeia produtiva. Empresas que dependem de matérias-primas associadas à tilapicultura, por exemplo, podem ser impossibilitadas de financiá-las ou adquiri-las, eliminando qualquer competitividade frente aos concorrentes internacionais.

O resultado é óbvio: enquanto países competidores ampliam suas produções e investem em tecnologias mais eficientes, o Brasil ameaça desmontar o setor responsável pela maior parte de seus peixes cultivados. Estamos diante de incoerentes políticas públicas, desalinhadas da realidade produtiva e completamente dissociadas das necessidades do país.

O debate ambiental é construtivo, indispensável, mas precisa ser conduzido com racionalidade, conhecimento e diálogo com quem produz. Do contrário, corre-se o risco de sacrificar empregos, renda e desenvolvimento sustentável.

"As opiniões e os artigos publicados neste site expressam o ponto de vista de seus respectivos autores e colunistas, e não representam, necessariamente, a opinião ou o posicionamento deste portal de notícias".

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/gastronomia/por-que-colocar-vinagre-na-frigideira-ao-fritar-ovos-e-para-que-serve/

POR QUE COLOCAR VINAGRE NA FRIGIDEIRA AO FRITAR OVOS E PARA QUE SERVE

CONCERTO TRIBUTO AOS HERÓIS NEGROS E DA PERIFERIA.

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Iranildo Moreira, do Azulim, em ação no Tributo - Foto: divulgação

Uma noite de música, memória e identidade no Centro Cultural SESI Taguatinga

“Para ficar na memória”.

Pensando nisso, o Centro Cultural SESI Taguatinga recebe, no dia 20 de novembro, às 19h30, o espetáculo “Tributo aos Heróis Negros e da Periferia”, idealizado pelo Grupo Cultural Azulim, que subirá ao palco ao lado da Orquestra Jovem e da Banda de Música do Sesi-DF. O evento tem classificação livre e entrada gratuita, mediante entrega solidária (detalhes abaixo). Informações no Instagram @gc.azulim

O evento integra o projeto Azulim Para Todos, realizado pelo Grupo Cultural Azulim por meio de um Termo de Fomento da Fundação Palmares, do Ministério da Cultura. A apresentação marca o Dia da Consciência Negra com música, dança e narrativa que revisita trajetórias de figuras históricas e vozes da periferia.

O Azulim, fundado em 1993, chega ao palco com três décadas de atuação contínua no DF, reconhecido por valorizar a cultura afro-brasileira e promover acesso à formação artística nas periferias. “Nossa história não começa na dor, começa na força”, afirma Iranildo Moreira, presidente do grupo e responsável pela direção artística do espetáculo.

O concerto reúne a Orquestra Jovem e a Banda do SESI-DF em um repertório que dialoga com música erudita, popular e ritmos afro-brasileiros. O primeiro ato será interpretado por 30 mulheres da oficina de Dança Terapêutica do projeto.

Um dos momentos mais aguardados será a participação de Saphira, filha do saudoso DJ Jamaika, que cantará uma obra do pai acompanhada pela orquestra e banda — encontro entre gerações, legado e identidade.

Os estudantes da Orquestra Jovem e Banda do SESI-DF participam de programas gratuitos de formação musical promovidos pelo SESI com investimento nacional. Ao todo, 53 jovens da rede pública e do Sesi integram a formação.

Ingressos solidários A entrada é gratuita mediante entrega de um kit de higiene pessoal (desodorante, xampu e condicionador) ou pacote de fralda geriátrica. Os itens serão destinados a instituições sociais pelo Programa Conexão, do Sistema Fibra.

Os ingressos podem ser retirados nas unidades do Sesi Central Park, Gama, Sobradinho e Taguatinga, até o dia do evento. Iranildo Moreira, do Azulim, em ação no Tributo- divulgação.

 

O ANUNCIADO FIASCO DA COP30

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A realização da 30ª Conferência das Partes, a COP30, em Belém do Pará, vem reiterando um cenário que se repete há três décadas: a frustração global diante de um fórum que, apesar de seu peso simbólico, entrega cada vez menos resultados concretos. Em 30 anos de história, a Conferência do Clima acumulou promessas, metas e discursos, mas avançou muito pouco. A própria ineficácia do mecanismo já é reconhecida, não apenas por especialistas, mas também por países que perderam o entusiasmo de participar de um evento que se tornou ritualístico.

O exemplo mais emblemático é o impasse permanente na redução progressiva dos combustíveis fósseis. Trata-se de uma agenda que não avança, e dificilmente avançará, porque esbarra em interesses fundamentais das grandes nações produtoras de petróleo e gás. A transição energética não passa de uma declaração de intenções para aqueles que dependem economicamente desses recursos e não estão dispostos a comprometer suas estruturas produtivas ou receitas fiscais.

Com o tempo, a COP deixou de ser um espaço de robusta negociação e se converteu em evento midiático, um enorme palco destinado à criação, ampliação e disputa de fundos financeiros para apoiar países em desenvolvimento. O debate ambiental dá lugar, gradualmente, à agenda de financiamento. Como consequência, o interesse político e diplomático despencou, a participação encolheu e a disputa por recursos passou a ser o eixo central das conferências. Quanto menos resultados, mais intensa a batalha pelos fundos.

A edição brasileira escancara esse declínio. Mesmo com gastos de organização estimados em cerca de R$ 3 bilhões, de um total de 200 países participantes, apenas 35 líderes mundiais comparecem. A ausência dos chefes de Estado das principais economias do planeta dá a exata dimensão da debandada e esvazia qualquer expectativa de avanços significativos. Um verdadeiro fiasco anunciado.

A escolha brasileira de Belém do Pará como sede, sob o argumento de representar a Amazônia, não produziu o efeito desejado. Ao contrário: expôs ao mundo problemas estruturais de organização, logística precária, preços abusivos e manifestações de grupos indígenas, obviamente, interessados em participar dos fundos. Soma-se a isso o cenário social do próprio estado do Pará: quase metade da população em situação de pobreza, cerca de um terço vivendo abaixo da linha de pobreza, renda média baixíssima e um índice de coleta de esgoto que não chega a 10%. O ambiente causou tamanho desconforto que o chanceler alemão, ao retornar ao seu país, declarou que ele e os jornalistas estavam aliviados por deixar Belém, e que ninguém gostaria de permanecer na cidade. Sinceridade não é crime.

Assim, tudo indica que a COP30 tende a repetir a sina de suas antecessoras: produzirá pouca ou nenhuma evolução concreta nas mudanças climáticas, ampliará o foco quase exclusivo na criação de fundos para países em desenvolvimento, o que, é verdade, representa um ganho para esses beneficiários, e evidenciará a incapacidade brasileira em organizar um evento internacional de grande porte. O resultado esperado, portanto, é a consolidação de mais um capítulo frustrante da longa série de conferências que prometem muito, entregam pouco e reforçam a distância entre o forçado discurso climático e a realidade global.

POR QUE COLOCAR VINAGRE NA FRIGIDEIRA AO FRITAR OVOS E PARA QUE SERVE

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O vinagre é um ingrediente versátil na cozinha, mas você já imaginou que ele poderia ser usado até mesmo no preparo do ovo frito? Venha conferir!

Você já ouviu falar no truque de adicionar um pouco de vinagre na frigideira antes de preparar ovos fritos? Pode parecer estranho à primeira vista, mas esse simples detalhe faz toda a diferença no resultado final. É uma daquelas dicas de cozinha que parecem bobas, mas que transformam o preparo em algo mais prático e com resultado de chef. Entenda a seguir por que esse método funciona e como usá-lo da maneira certa.

O vinagre no ovo frito

Adicionar vinagre à frigideira na hora de fritar ovos tem um efeito químico simples, mas eficaz. O ácido acético presente no vinagre ajuda a coagular as proteínas da clara mais rapidamente, fazendo com que ela fique firme e mantenha o formato ao redor da gema. Isso evita que a clara se espalhe pela frigideira e também reduz o risco de queimar nas bordas antes de o centro cozinhar.

Além disso, o vinagre contribui para uma textura mais delicada e uma aparência mais uniforme, com claras branquinhas e gemas bem destacadas. É um truque prático e barato que deixa os ovos visualmente mais bonitos e com sabor mais suave.

Como fazer

Para usar o vinagre ao fritar ovos, comece aquecendo uma frigideira antiaderente em fogo médio e adicione um fio de óleo ou um pouco de manteiga. Quando estiver quente, coloque cerca de meia colher de chá de vinagre (pode ser branco ou de maçã) e espalhe levemente. Em seguida, quebre o ovo diretamente na frigideira, tomando cuidado para não romper a gema. Deixe fritar normalmente, sem mexer, até atingir o ponto desejado.

O vinagre ajudará a clara a firmar mais rápido e a manter o formato bonito. E não precisa se preocupar: o sabor do vinagre não fica perceptível no resultado final.

O vinagre em outros modos de preparo do ovo

O vinagre também pode ser usado em outros modos de preparo do ovo além da fritura. No caso dos ovos pochê, por exemplo, ele é essencial para que a clara se firme rapidamente em torno da gema, garantindo aquele formato bonito e delicado. Ao cozinhar ovos cozidos, uma colher de vinagre na água ajuda a evitar rachaduras na casca e facilita na hora de descascar. Já em omeletes e ovos mexidos, um pequeno toque de vinagre pode realçar o sabor e deixar a textura mais leve.

Fonte de consulta: https://www.msn.com/pt-br/receitasebebidas/noticias-e-receitas/por-que-colocar-vinagre-na-frigideira-ao-fritar-ovos-e-para-que-serve/ar-AA1Op5Ty?ocid=winp2fptaskbar&cvid=b52b48c9fe004ebdd582dc36c2d4490d&ei=17

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/educacao-e-tecnologia-abrem-caminhos-no-pro-jovem-digital/

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA ABREM CAMINHOS NO PRÓ-JOVEM DIGITAL

O QUE PRECISA EVOLUIR NAS COOPERATIVAS

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Por Hélio Mendes

O ambiente organizacional vive uma fase de mudanças profundas, impulsionadas pela nova geopolítica, pelas transformações tecnológicas e pelas exigências crescentes de competitividade. Nesse contexto, todos os setores estão revendo seus modelos de gestão  e o cooperativismo, apesar de sua força e relevância histórica, também precisa adaptar-se.

Sou cooperado há mais de trinta anos e, como consultor em planejamento e gestão de cooperativas, reconheço a importância e a competência do modelo atual, que foi decisivo para o desenvolvimento de inúmeras regiões e para a inclusão produtiva de milhares de famílias. No entanto, assim como em qualquer organização, chega o momento de promover atualizações que garantam sustentabilidade, transparência e capacidade de resposta ao novo cenário.

A seguir, apresento pontos de reflexão cujo propósito é exclusivamente contribuir para a evolução contínua do setor.

Governança e processos eleitorais

Em algumas cooperativas, o processo eleitoral acaba privilegiando a manutenção no cargo, e não necessariamente a construção de estratégias de longo prazo. Isso pode gerar compromissos que pressionam o modelo de negócios e limitar decisões estruturantes. Para além da representatividade, é fundamental que os eleitos disponham de tempo, preparo técnico e visão sistêmica compatíveis com as responsabilidades que assumem.

Conselho de Administração: presença ativa e técnica

A tradição de compor Conselhos majoritariamente por produtores é um valor do cooperativismo, porém as demandas da governança moderna exigem dedicação, atualização e forte capacidade analítica. Quando o conselheiro não consegue acompanhar o ritmo e a complexidade da agenda, é comum delegar ao executivo responsabilidades que deveriam ser compartilhadas. Governança não se delega: ela se exerce.

Sustentabilidade econômica e eficiência operacional

Algumas cooperativas, especialmente as ligadas ao leite, ainda recorrem a soluções imediatistas, como reduzir o preço pago ao produtor quando as despesas superam as receitas. Sem ações estruturantes de eficiência, essa prática compromete a competitividade e afeta diretamente os cooperados. Outro ponto sensível é manter operações com produtores de baixo volume e longas distâncias, o que aumenta custos e reduz margens. A cooperativa é uma organização econômica e precisa de critérios claros para equilibrar resultados.

Avaliação de desempenho

Ainda é limitada, em muitas cooperativas, a prática de avaliação formal do Conselho, da diretoria e das lideranças internas. Sem métricas, diagnóstico e ritos de revisão, perde-se a oportunidade de corrigir rumos, desenvolver lideranças e fortalecer a governança.

Modernização sem perder a essência

As cooperativas são protagonistas no desenvolvimento regional, especialmente em municípios menores. Foram construídas por pessoas comprometidas, idealistas e visionárias. Atualizar processos não significa romper com essa história ao contrário, preserva-a. Profissionalizar a gestão, adotar boas práticas de governança e buscar eficiência são condições essenciais para garantir que o cooperativismo avance mais forte para as próximas décadas.

Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político. Autor dos livros Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Conselheiro certificado pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

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CLUSTER: GESTÃO E PLANEJAMENTO DE LONGO PRAZO COMO PILARES DA COMPETITIVIDADE

A RECUPERAÇÃO DA CAPACIDADE DE BARRA DO PIRAÍ

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A história recente de Barra do Piraí revela um padrão que, embora politicamente incômodo, é comprovado pelos resultados: ao longo de décadas, administrações sucessivas, legítimas em sua origem, mas limitadas em sua ambição, permitiram que o município fosse deslocado para a periferia econômica e institucional da região Sul Fluminense. Essa constatação não nasce de preferências partidárias, mas da frieza da grande maioria dos indicadores sociais e econômicos. A antiga liderança regional de Barra do Piraí submeteu-se, gradualmente, à estagnação, enquanto cidades vizinhas avançavam com maior velocidade, maior ousadia, maior capacidade de planejamento e de execução.

Consequentemente, o município cresceu menos, diversificou pouco, arruinou a qualidade do ensino público, perdeu a relevância produtiva e ficou para trás no conjunto da região. Em grande medida, isso decorre de uma escolha histórica: a dependência estrutural de repasses federativos e de emendas parlamentares. Ao adotar as emendas como eixo articulador da gestão, abriu-se mão da autonomia do planejamento público. Em vez de o orçamento orientar o futuro, passou-se a cumprir agendas externas, fragmentadas e descontinuadas, que pouco dialogam com um projeto de desenvolvimento de longo prazo.

Hoje, diante de um relevante atraso acumulado, não há espaço para hesitações. O desafio de Barra do Piraí exige não apenas foco, mas pressa, uma pressa qualificada, estratégica e orientada por resultados concretos. Pressa na modernização logística, para integrar o município de forma competitiva à economia regional. Pressa na reconstrução da base produtiva, capaz de gerar riqueza e oportunidades. Pressa na recuperação da qualidade do ensino, que é o alicerce de qualquer transformação sustentável. Pressa na formação de empregos qualificados, que fixem talentos e atraiam novos investimentos. Pressa, sobretudo, na conquista da autonomia financeira, condição indispensável para que a cidade retome as rédeas de seu destino.

Nesse contexto, é preciso distinguir o que anima a população do que transforma a realidade. Shows, eventos, festas e ações de impacto eleitoral entusiasmam os jovens e rendem popularidade, mas não retiram o município da periferia. Da mesma forma, inchar a máquina pública gera apoio eleitoral, porém não cria competitividade nem desenvolve capacidade institucional.

O desafio fundamental é um só: retirar Barra do Piraí da periferia. Isso implica reconstruir a capacidade municipal, entendida como a habilidade de planejar, executar e sustentar políticas capazes de superar obstáculos e alcançar objetivos estratégicos. Sem essa capacidade, qualquer iniciativa isolada será apenas paliativa; com ela, o município pode, finalmente, reencontrar o caminho do desenvolvimento.

A resposta barrense ao futuro depende de uma radical virada. Depende da decisão de substituir o improviso pelo projeto, a dependência pela autonomia, a lentidão pela urgência, e o imediatismo pela visão de longo prazo. Só assim Barra do Piraí deixará de ser espectador, deixará de assistir à evolução dos outros para construir seu próprio caminho.

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EUA REDUZEM PARTE DO TARIFAÇO, MAS NEGOCIAÇÃO NÃO AVANÇA