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O INSTITUTO LATINO E A GESTÃO DO FUTURO

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O Instituto Latino e a Gestão do Futuro

Por Hélio Mendes

Em um mundo em constante transformação, manter-se à frente das demandas do mercado tornou-se um desafio para empresas, universidades e consultorias. Atento a essa nova realidade, o Instituto Latino dá um passo à frente e apresenta seu novo formato de consultoria, uma proposta que une inovação, estratégia e tecnologia para promover a verdadeira transformação nas organizações.

Uma nova abordagem para um novo mundo

As consultorias tradicionais já não são suficientes para responder à velocidade e à complexidade do cenário atual. Por isso, o Instituto Latino reformulou completamente sua metodologia, com o propósito de atender não apenas a uma nova fase da administração, mas a um novo paradigma empresarial  global, digital e geopoliticamente interdependente.

A nova consultoria adota uma abordagem exclusiva, sustentada pela Inteligência Artificial e por análises geopolíticas. Hoje, esses dois elementos são considerados mais determinantes do que a própria economia. Essa visão integrada é essencial para líderes que ocupam posições estratégicas e precisam tomar decisões rápidas, embasadas e orientadas para o futuro.

O que o Instituto Latino oferece às organizações

    1. Planejamento Estratégico Reverso:
      Pesquisas estratégicas servem como base para a criação ou atualização do planejamento, seja da empresa como um todo ou de áreas específicas.
    2. Gestão e Estrutura Organizacional:
      Adequação da estrutura e das equipes, alinhando-as ao novo modelo de gestão proposto e ao planejamento estratégico.
    3. Pesquisas Inovadoras:
      Desenvolvimento de estudos aplicando Inteligência Artificial e metodologias exclusivas, que superam os formatos tradicionais.
    4. Conselho de Administração:
      Atuação como Conselheiro Independente, com foco em estratégia, governança e avaliação de desempenho de executivos e times.
    5. Cursos In Company:
      Programas personalizados baseados no livro Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa, combinando diagnóstico estratégico, capacitação e mudança cultural.

Pensar diferente, agir com inteligência

O Instituto Latino propõe uma nova forma de pensar e agir estrategicamente mais ágil, inteligente e conectada ao cenário global.

Essa é uma consultoria que não apenas analisa o presente, mas antecipa o futuro.

 

Hélio Mendes

Hélio Mendes. Palestrante, consultor empresarial e político. Autor do livro Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Conselheiro formado pelo IBGC e Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

Obs: O portal Revista Diária – www.revistadiaria.com.br – é parceiro do Instituto Latino

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FUTURO EM CONTA: SECRETARIA DA JUVENTUDE DO DF APOSTA EM EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA TRANSFORMAR GERAÇÕES

SUL, CENTRO-OESTE E SUDESTE TENTAM MANTER A FORÇA DE TRABALHO

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SUL, CENTRO-OESTE E SUDESTE TENTAM MANTER A FORÇA DE TRABALHO

 

A cultura da dependência tem se tornado um dos grandes entraves ao desenvolvimento do Brasil. Embora o país tenha avançado em diversas áreas, observa-se uma crescente tendência política ao assistencialismo, transformando o que deveria ser uma política de transição (o apoio social emergencial) em um mecanismo permanente de sustentação de votos e de imobilização econômica. Essa mentalidade, que confunde inclusão social com dependência estatal, enfraquece o espírito produtivo e retarda o progresso.

Entretanto, o contraste entre os estados brasileiros revela que há caminhos diferentes sendo trilhados. Avaliações de desempenho demonstram que os estados das regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste (à exceção do estado do Rio de Janeiro) figuram entre os dez com menor percentual de beneficiários do Bolsa Família. Santa Catarina, por exemplo, lidera o ranking, com apenas 7,08% da população incluída no programa. São Paulo e Paraná aparecem em seguida, com 12,59% e 12,72%, respectivamente.

Rio Grande do Sul aparece a seguir com 13,01%, Distrito Federal em quinto lugar com 13,70%, Goiás com 16,80%, Mato Grosso com 16,88%, Minas Gerais com 17,77%, Mato Grosso do Sul com 17,78% e por último, em décimo lugar, o Espírito Santo com 18,51%.

Esses números não caíram do céu. Eles refletem políticas de incentivo à produção (industrial, agroindustrial e de serviços), que criam oportunidades reais de emprego e renda. O estímulo à autonomia do cidadão e ao fortalecimento do setor produtivo substitui o assistencialismo por dignidade, e a dependência por participação ativa na construção do progresso.

Não faz sentido que regiões insistam em políticas anti-produtivas, oferecendo o conforto ilusório da dependência enquanto minam a força criativa da população. O verdadeiro caminho para o desenvolvimento está na valorização do trabalho, da qualificação e do empreendedorismo, pilares que libertam o cidadão da tutela estatal e o colocam no centro da construção de um futuro sustentável.

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BOLSA FAMÍLIA ABRIGA CERCA DE UM TERÇO DA POPULAÇÃO DA REGIÃO SUL FLUMINENSE

CENTRO-OESTE TENDE A ELEGER SENADO CONSERVADOR

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CENTRO-OESTE TENDE A ELEGER SENADO CONSERVADOR

A recente pesquisa eleitoral do Real Time Big Data revela um cenário claro e coerente com a identidade política e econômica do Centro-Oeste: a consolidação de uma tendência conservadora nas intenções de voto para o Senado Federal. Alterações podem ocorrer ao longo do processo eleitoral, mas a fotografia inicial revelada pelas pesquisas é bastante clara. Entre os oito candidatos que lideram as pesquisas nos estados da região, três são do PL, dois do MDB, dois do União Brasil e um do PSD, todos partidos de perfil predominantemente moderado à direita. Ainda que inesperadas variações possam ocorrer, o conjunto se apresenta com alinhamento à direita.

Mais do que a sigla partidária, o que se destaca é o perfil dos candidatos. Nomes que lideram as pesquisas como Michelle Bolsonaro, no Distrito Federal; Gustavo Gayer, em Goiás; e Reinaldo Azambuja, em Mato Grosso do Sul, personificam o discurso conservador que tem forte ressonância entre os eleitores do Centro-Oeste. Essa é uma região marcadamente produtora, protagonista do agronegócio e defensora de valores ligados à propriedade, à família e à livre iniciativa, pilares da agenda conservadora.

Diante desse contexto, é provável que o conservadorismo eleitoral se intensifique na medida em que se aproximam as eleições. É público e notório que o eleitor da região Centro-Oeste tem forte identificação com candidatos que representam estabilidade, segurança econômica e apoio ao setor produtivo.

Não são esperadas grandes surpresas quanto ao perfil das escolhas para o Senado Federal, devendo a região reafirmar nas urnas seu papel como bastião do conservadorismo político no Brasil contemporâneo.

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“As opiniões e os artigos publicados neste site expressam o ponto de vista de seus respectivos autores e colunistas, e não representam, necessariamente, a opinião ou o posicionamento deste portal de notícias. O conteúdo é de inteira responsabilidade de quem o publicou”

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FUTURO EM CONTA: SECRETARIA DA JUVENTUDE DO DF APOSTA EM EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA TRANSFORMAR GERAÇÕES

FUTURO EM CONTA: SECRETARIA DA JUVENTUDE DO DF APOSTA EM EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA TRANSFORMAR GERAÇÕES

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Lançamento do Programa Futuro em Conta. André Kubitschek, Secretário da Juventude do DF, palestra para os 200 Jovens na abertura do Workshop de Educação Financeira. Foto: Rayra Paiva

Futuro em Conta: Secretaria da Juventude do DF aposta em educação financeira para transformar gerações

A Secretaria da Juventude do Distrito Federal, sob a liderança do secretário André Kubitschek, deu um importante passo ao estruturar e lançar o Projeto Futuro em Conta — uma iniciativa que se consolida como exemplo prático de política pública moderna, voltada para resultados concretos e construída em parceria com o setor privado, sem a utilização de recursos públicos. Trata-se de um formato inovador e, acima de tudo, responsável.

O projeto tem como objetivo disseminar entre os jovens brasilienses o entendimento de que a boa administração financeira é um dos pilares da liberdade e da prosperidade. Ao incentivar o empreendedorismo desde cedo, o Futuro em Conta planta as sementes de uma geração mais consciente, preparada para criar oportunidades, e não apenas aguardá-las.

Em evento realizado no dia 24 de outubro de 2025, no Brasília Palace Hotel, o projeto foi inaugurado com um Workshop de Educação Financeira para Jovens, reunindo cerca de 200 participantes oriundos de ONGs e escolas públicas do DF. O encontro proporcionou um ambiente de aprendizado, inspiração e troca de experiências, mostrando que o conhecimento é, de fato, o mais poderoso instrumento de transformação social.

Iniciativas como essa revelam o dinamismo da recém-criada Secretaria da Juventude, que vem consolidando um novo ciclo de políticas públicas voltadas à autonomia, ao protagonismo e à capacidade produtiva da juventude candanga. Ao fomentar o desenvolvimento pessoal e econômico dos jovens, o órgão abre caminho para a construção de uma cultura de progresso duradoura no Distrito Federal.

Em tempos em que o endividamento e a falta de planejamento financeiro afetam milhões de brasileiros, investir na educação financeira da juventude é investir no futuro do país. O exemplo do Distrito Federal merece ser seguido.

 

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A SOMBRA LONGA DA OMISSÃO: HERÓIS, VÍTIMAS E O PREÇO DA CORAGEM

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A Sombra Longa da Omissão: Heróis, Vítimas e o Preço da Coragem

​A notícia fria não consegue dimensionar o abismo. Não consegue pesar a dor. O assassinato do Delegado Dr. RUI não foi apenas a morte de um homem; foi o assassinato de uma certeza, a certeza de que a lei, no final, prevaleceria. Sua partida é o atestado de óbito de uma segurança que há muito se esvaiu das mãos do Estado.​

Anos e anos de omissão. Essa é a verdadeira manchete que deveria gritar nos jornais. O crime organizado não brota da noite para o dia como um cogumelo venenoso; ele é cultivado na negligência, regado pela vista grossa e adubado pela cumplicidade silenciosa do poder. Durante décadas, assistimos ao seu crescimento, ignorando os sussurros que viraram gritos, os becos que viraram quartéis, e a lei que, na prática, se ajoelhou para o dinheiro ilícito. O Dr. RUI FERRAZ FONTES (IN MEMORIAM) é a prova trágica de que, quando o Estado recua, quem avança é a barbárie.

​E agora, o ciclo da ameaça se repete com uma frieza nauseante. As descobertas de atentados contra a vida de dois luminares, o Dr. LINCOLN GAKIYA e o Dr. ROBERTO MEDINA, ecoam não como avisos, mas como sentenças adiadas. Eles são a elite da inteligência, a retaguarda que insiste em manter a linha de frente de pé. São a personificação da dedicação obstinada: a bússola moral em um mar de corrupção e medo.​

Mas a crônica se impõe, não apenas para lamentar a tragédia consumada ou a tragédia anunciada, mas para questionar o amanhã. O amanhã desses homens.​

E quando eles se aposentarem, como ficará suas vidas?​

Essa é a pergunta que o Estado tem que responder. O herói fardado, ou de distintivo na mão, tem um prazo de validade para a sociedade e, invariavelmente, para o inimigo que combateu.

​Enquanto estão na ativa, com a proteção (ainda que insuficiente) de seus cargos, são Heróis. Eles são a referência de justiça, o símbolo de uma luta desigual travada em nome de milhões que dormem tranquilos. Recebem medalhas, discursos e o respeito de quem entende a guerra que travam.​

Mas a aposentadoria não é um descanso; é um exílio. É o momento em que o Estado, que deveria ser seu guardião eterno, retira a escolta e o colete, deixando-os à mercê. O crime organizado não se aposenta, não esquece, e não perdoa o dano que esses homens causaram ao seu império.​

Ao se aposentar, o Dr. LINCOLN e o Dr. MEDINA correm o risco de se tornarem Vítimas. Vítimas da ingratidão da máquina pública, vítimas da fragilidade de um sistema que lhes exigiu tudo — a juventude, a paz, a segurança da família — e que, no fim, lhes oferece apenas a solidão de uma vida vigiada.

​O verdadeiro dilema moral desta crônica é que, para esses homens, a linha entre herói e vítima é tênue e cruel. Eles não escolheram a covardia; optaram pela honra. E a honra, neste país, muitas vezes vem com um preço de sangue.​O legado do Dr. RUI, e a persistência do Dr. LINCOLN e do Dr. MEDINA, deve ser o estopim de uma revolta cívica. Não podemos aceitar que nossos melhores servidores públicos sejam tratados como peças descartáveis em um tabuleiro de xadrez onde o adversário tem cartas marcadas.

​São heróis por tudo que fizeram e ainda fazem. Mas serão vítimas se permitirmos que a sombra da omissão estatal — que criou e alimentou o monstro do crime organizado — os alcance no silêncio de seus lares. A dívida que a nação tem com eles não se paga com pensão, mas com a garantia de que a justiça que defenderam continuará os protegendo até o último de seus dias.

 

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A JAULA DOURADA DA ILUSÃO

ONDE OS EMPRESÁRIOS ERRAM

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Por que o maior erro das organizações é ignorar a mudança mais importante — a cultural

Errar faz parte do processo de aprendizado das organizações. Crescemos mais com os erros do que com os acertos.

No entanto, há um tipo de erro recorrente  e grave  entre empresários: negligenciar a transformação cultural.

A maioria reconhece que o mundo muda rapidamente, mas falha em planejar a mudança que sustenta todas as outras: a mudança de mentalidade e comportamento das pessoas. São elas que, em última instância, promovem a inovação, a eficiência e o avanço estratégico.

Como evidência, observa-se que grande parte dos colaboradores desconhece a visão de futuro da empresa  o “para onde estamos indo” , bem como sua missão e os valores que deveriam guiar o cotidiano organizacional. Isso demonstra o quanto muitas organizações ainda operam no automático, reativas, apenas respondendo a crises ou à queda de rentabilidade.

Por outro lado, organizações de alto desempenho cultivam a cultura da antecipação. Planejam, monitoram e evoluem continuamente. Em treinamentos e consultorias, costumo sugerir um exercício simples: filmar um setor da empresa e repetir a gravação 90 dias depois. Se as imagens forem idênticas, algo está errado não houve evolução.

Recentemente, li em uma revista de bordo da Azul que a BYD registra, em média, 45 novas patentes por dia. Isso significa que seus produtos estão em constante transformação. E as empresas brasileiras? Quantas patentes registram por ano?

A resposta não é apenas um número — é um espelho da cultura organizacional. Em um mundo cada vez mais dinâmico, mudar deixou de ser uma escolha. Transformar-se passou a ser questão de sobrevivência.

 

Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político. Autor do livro Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Conselheiro formado pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

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APOSTAS E TRIBUTOS: O RISCO DE O ESTADO PERDER O PRÓPRIO JOGO

APOSTAS E TRIBUTOS: O RISCO DE O ESTADO PERDER O PRÓPRIO JOGO

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Vivian Maria Caxambu Graminho

Por Vivian Graminho

As apostas de quota fixa se consolidaram como um dos setores mais dinâmicos da economia digital. O mercado global já movimenta mais de US$ 100 bilhões e pode ultrapassar US$ 280 bilhões até 2035. No Brasil, o avanço foi acelerado pela regulamentação da Lei 14.790/2023, que instituiu regras de compliance, integridade e proteção ao consumidor. Apenas no primeiro semestre deste ano, o setor arrecadou R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos.

Mais do que números, esses recursos têm destino concreto e impacto social. Parte significativa da arrecadação é direcionada a políticas públicas essenciais — como o fomento ao esporte, o turismo, a seguridade social e a segurança pública. Em 2025, por exemplo, cerca de R$ 2,1 bilhões oriundos das apostas foram repassados a essas áreas, fortalecendo programas sociais e contribuindo para a manutenção de serviços que chegam diretamente à população. Ou seja, o setor de apostas não representa apenas uma nova frente econômica: ele já atua como um aliado na melhoria de políticas públicas e na geração de benefícios concretos à sociedade brasileira.

Menos de dois anos da promulgação da lei, porém, já está instalada a discussão de elevação das alíquotas, criação de novas contribuições e até de possível cobrança retroativa de tributos de empresas que operavam antes da regulamentação. O movimento acende um sinal de alerta. Sob o argumento da “necessidade fiscal”, o risco é transformar um marco regulatório moderno em um terreno instável, minando a confiança de investidores e o potencial de arrecadação futura.

O aumento da tributação de 12% para 18% sobre a receita bruta — somado à possível criação da CIDE-Bets — ameaça a viabilidade de um setor que ainda busca equilíbrio. Mais grave é a proposta de cobrança retroativa, estimada em R$ 12 bilhões. Além de juridicamente indefensável, ela viola princípios constitucionais da anterioridade e da segurança jurídica. Em um país que historicamente sofre com instabilidade regulatória, tal medida sinaliza incerteza e desestimula investimentos.

A experiência internacional confirma o risco. Países que adotaram políticas fiscais agressivas — como Holanda, Suécia e Alemanha — enfrentaram queda na arrecadação e aumento da participação do mercado ilegal. No Reino Unido, 28% dos apostadores afirmaram que migrariam para plataformas não reguladas caso os impostos subissem. O recado é claro: tributar mal pode significar arrecadar menos.

No Brasil, o setor já convive com uma carga tributária efetiva próxima de 42%. O acréscimo de novos encargos tornaria o ambiente de negócios quase inviável, comprometendo empregos, patrocínios esportivos e investimentos em inovação e segurança. O efeito confiscatório é real: quando o tributo ultrapassa o limite da razoabilidade, destrói a base que deveria sustentar.

É preciso compreender que o desafio não está em arrecadar mais, mas em arrecadar melhor. A tributação deve ser calibrada, previsível e constitucionalmente segura, capaz de incentivar a permanência das empresas no mercado regulado e de garantir receitas estáveis ao Estado.

O Brasil tem diante de si uma escolha decisiva. Pode consolidar um setor legal, competitivo e capaz de financiar políticas públicas — ou repetir o erro de outros países, sufocando o mercado formal e fortalecendo o ilegal. A ânsia arrecadatória pode ser, paradoxalmente, a jogada que faz o Estado perder o próprio jogo.

Vivian Maria Caxambu Graminho – Doutora em Direito pela UFRGS. Coordenadora de Pesquisa de Direito Digital do LabSul.

RESSUREIÇÃO DE BARRA DO PIRAÍ?

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Sem sombra de dúvida, Barra do Piraí mudou da água para o vinho. O município, que por anos carregou o peso de uma estrutura econômica e social fragilizada, vive hoje um ambiente dinâmico, articulado e ativo na busca por recursos públicos. Esse novo cenário traduz para o barrense uma esperança há muito desconhecida.

Durante décadas, Barra do Piraí acumulou um conjunto de legados extremamente negativos que atravessaram gestões e marcaram profundamente áreas essenciais como economia, saúde, educação e segurança. O descontrole fiscal, a precariedade do sistema de saúde, os baixos índices educacionais, a insegurança e o desemprego formaram um quadro desafiador que empurrou o município para as últimas posições em quase todos os indicadores regionais. Saúde caótica, déficit previdenciário, ensino em padrão de reprovação no IDEB, baixíssima média salarial, crescimento vegetativo do PIB, êxodo de jovens, para citar apenas algumas “pérolas” do legado.

Esse complexo passivo histórico não nasceu de uma única administração, mas de uma soma de omissões e descontinuidades que limitaram a capacidade de reação da cidade.

Entretanto, o que se observa agora é um vigor administrativo inédito. A gestão atual demonstra um nível de atividade rara na história recente do município, marcada por uma incansável peregrinação em busca de recursos públicos e oportunidades. O resultado é um ambiente político e técnico mobilizado, voltado para o saneamento das contas, a reorganização da máquina pública e a retomada do crescimento.

Ainda que seja impossível enfrentar simultaneamente todos os problemas acumulados ao longo de décadas, o movimento atual indica um caminho de reconstrução. As ações articuladas, o diálogo com diferentes esferas de governo e o esforço para restabelecer a credibilidade institucional começam a gerar resultados perceptíveis e, sobretudo, resgatar a autoestima da população.

Barra do Piraí, enfim, enxerga uma luz no fim do túnel. A cidade vive, inegavelmente, um novo ciclo de esperança, e, desta vez, com fundamentos reais para acreditar que o futuro pode ser diferente.

 

Luiz Bittencourt

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MIGRAÇÃO INTERNA BRASILEIRA IMPACTA A REGIÃO FLUMINENSE

A QUINTA DOS INFERNOS

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A Quinta dos Infernos.​

O Brasil começou sua história oficial com um apelido cruel: “Quinta dos Infernos”. Essa alcunha, que ecoava nos salões da metrópole, definia a colônia não como um paraíso, mas como um rincão distante, violento e, pior, a quinta mais importante, aquela que vinha depois das prioridades. Era a terra do degredo, da extração frenética e da elite predatória que aqui se instalou.​

Essa gênese é a chave para entender por que, séculos depois, o Brasil ainda se sente um projeto em eterna construção, um presente desconectado de seu passado e um futuro que insiste em não chegar. A primeira fundação do Brasil foi a do saque. O ciclo do pau-brasil, do ouro, da cana-de-açúcar – toda a riqueza foi construída sobre a extração brutal, a escravidão e a completa ausência de um projeto nacional que fosse além do lucro imediato para a coroa e seus intermediários. O vício da corrupção não é uma doença moderna; ele é a própria argamassa da nação. A malandragem e o “jeitinho” nasceram como estratégias de sobrevivência contra um sistema que só funcionava para quem estava no topo, e viraram, com o tempo, a própria estrutura de poder.​

O Presente Desconectado (O Labirinto): A Independência e a República vieram, mas a matriz do poder não mudou. Trocamos a coroa pelo “coronelismo”, e depois, pelas oligarquias e tecnocracias. A grande tragédia do presente é a falta de identidade e de um projeto comum. O abismo social, a glorificação da esperteza em detrimento da ética, e a inversão de valores (onde o honesto é “trouxa”), são apenas ecos da Quinta dos Infernos.

O “Brasil parou de evoluir” porque a energia nacional se consome na luta cíclica contra os mesmos vícios coloniais: o clientelismo, o patrimonialismo e a corrupção institucionalizada. Estamos presos num labirinto onde a cada esquina encontramos a mesma sombra do passado.​

O Futuro Inalcançável (A Miragem): A miragem do “país do futuro”, popularizada por Stefan Zweig, é a grande ironia brasileira. O futuro é sempre adiado porque o país se recusa a confrontar seu passado de forma genuína. A conexão entre a riqueza histórica e a miséria atual é cortada. Enquanto a energia nacional for canalizada para combater a corrupção e desmantelar estruturas viciadas, em vez de construir um projeto educacional e sustentável de longo prazo, o futuro será apenas uma promessa bonita, mas vazia, escrita nas areias de um país que ainda não se entende como nação.​

O Brasil continua sendo, simbolicamente, a “Quinta dos Infernos”: uma terra de enorme potencial, mas eternamente consumida pelos vícios de sua fundação, onde o passado, o presente e o futuro seguem em trincheiras separadas, aguardando um herói que não virá, pois o herói necessário é a conexão cívica e moral de todo o seu povo.

 

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A JAULA DOURADA DA ILUSÃO

NÃO FIQUE PRESA PELO MEDO: QUANDO A CÂMARA PRECISA OUVIR A PRÓPRIA CAMPANHA

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“Não fique presa pelo medo”: quando a Câmara precisa ouvir a própria campanha.

Nova campanha publicitária da CLDF contra a violência feminina levanta questionamentos sobre coerência, já que a deputada Paula Belmonte é alvo de ataques por enfrentar denúncias de assédio no Legislativo.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal lançou uma nova campanha institucional para combater a violência contra a mulher. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a TV Distrital e a Procuradoria Especial da Mulher, da qual a deputada distrital Paula Belmonte é a atual procuradora, tem como objetivo incentivar denúncias e reafirmar o compromisso da Casa com a pauta feminina. A mensagem central da campanha é forte e direta: “Não fique presa pelo medo!”.

Nos corredores da política, no entanto, o lançamento despertou reações e comentários. Isso porque, ironicamente, a própria deputada que lidera a Procuradoria tem sido alvo de ataques e tentativas de deslegitimação dentro da Mesa Diretora da Câmara. Paula Belmonte vem enfrentando, há meses, uma sequência de manobras políticas após sua atuação em casos de denúncias de assédio envolvendo um colega parlamentar.

O contraste entre a mensagem institucional e o tratamento dado à deputada tem chamado atenção. Enquanto a campanha prega coragem e proteção às mulheres que enfrentam abusos e intimidações, dentro da própria Casa a postura da parlamentar tem sido alvo de resistência e retaliação.

O episódio levanta uma reflexão necessária sobre coerência, práticas internas e o real compromisso da instituição com as causas que divulga. Discurso de conveniência? É inegável que campanhas de enfrentamento à violência são fundamentais e cumprem papel pedagógico importante.

No entanto, quando as mensagens públicas não encontram respaldo nas atitudes internas das próprias instituições, o risco é transformar causas legítimas em discursos de conveniência. A defesa das mulheres exige não apenas campanhas publicitárias, mas também coerência política e respeito a quem, de fato, tem coragem de romper o silêncio.

A coincidência de tempos – entre o lançamento da campanha e os episódios de perseguição política contra Paula Belmonte – pode soar até como um recado ambíguo. De um lado, o discurso de proteção; de outro, a prática da intimidação.

No fim das contas, a pergunta que fica é simples e incômoda: será que a Câmara Legislativa está realmente disposta a enfrentar o medo, inclusive o medo de encarar a própria contradição?

 

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O BODE E A FUGA: CRÔNICA DE UM JURISTA CANSADO