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A CORDA NO PESCOÇO DE 70%

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O Nó Cego da Dívida e a Crise de Sobrevivência do CNPJ.​

A frieza dos números é implacável. Eles não sentem, não choram, apenas desenham o cenário. E o cenário econômico brasileiro em 2025, olhando para o que se acumulou até aqui, é de um aperto que se alastra do CPF ao CNPJ, exigindo uma reflexão profunda sobre o nó que atamos.​

A Tempestade Perfeita no Mundo Corporativo​

O indicador que mais ecoa neste início de ano é o aumento vertiginoso nos pedidos de recuperação judicial. Um salto de 30% não é apenas estatística; é o grito de socorro de milhares de empresários que, após tentarem de tudo, veem na Justiça a última tábua de salvação contra a falência. É a formalização de que a circulação de capital parou, que os prazos de pagamento esticaram ao limite do insustentável.

​O impacto é generalizado.

Para se ter ideia da dimensão, o Brasil contabiliza hoje cerca de 8 milhões de empresas inadimplentes. Esse exército de CNPJs no vermelho significa fornecedores que não recebem, empregos em risco e, em última instância, uma redução brutal na capacidade produtiva e de investimento do país. A inadimplência empresarial é um freio de mão puxado na economia.​

O Peso da Dívida Sobre os Cidadãos

​Se a situação é crítica no âmbito corporativo, a realidade das famílias brasileiras não fica atrás. A dívida virou a norma, não a exceção. Impressionantes 70% da população brasileira está endividada. Esse dado é a prova cabal de que a renda média não acompanha mais o custo de vida, forçando o brasileiro a se socorrer no crédito para fechar as contas básicas – seja no cartão, no crediário ou no cheque especial.​

O perigo reside na espiral

A dívida gera juros, os juros corroem a renda e a renda comprometida diminui o poder de compra. Com menos gente comprando, o comércio vende menos, as empresas faturam menos e, “voilà”, a crise da inadimplência empresarial se retroalimenta. O cidadão endividado não é só um problema social; é um vetor de recessão.​

O Motor do Estado e a Realidade Fiscal​

Neste cenário de apertos, é fundamental desmistificar a figura do governo. O Estado não é uma fonte inesgotável. É preciso martelar: o governo não fabrica dinheiro. Sua existência e capacidade de investimento – em saúde, educação, segurança e infraestrutura – dependem integralmente da receita. E essa receita tem um nome: impostos.

​No Brasil, a máquina pública se move com uma carga tributária que representa cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa fatia colossal da riqueza nacional é o que mantém o país funcionando. Quando as empresas quebram ou deixam de pagar, e as pessoas consomem menos por estarem endividadas, a arrecadação cai. É um ciclo vicioso: menos atividade econômica gera menos impostos, o que limita o governo a investir e estimular a própria economia.​

O dilema é perverso

Cobrar mais impostos em uma economia enfraquecida pode estrangular as empresas que lutam para sobreviver. Mas a inação fiscal pode levar ao descontrole das contas públicas, minando a confiança e elevando juros. Uma narrativa de desconfiança e cautela. Aumentar a arrecadação para o Estado é vital, mas só será sustentável se vier do crescimento, e não apenas do aumento de alíquotas. Para isso, o Brasil precisa desesperadamente de um sopro de confiança que desendivide as famílias, dê fôlego às empresas e, finalmente, permita que os 40% do PIB em impostos se traduzam em serviços públicos de qualidade e investimentos estratégicos.​

É preciso encarar os números com a seriedade que eles exigem. A recuperação judicial, a inadimplência e o endividamento em massa não são problemas isolados; são sintomas de que a corrente sanguínea da economia está congestionada. O cinto está apertado, e a única forma de soltá-lo é através de políticas que priorizem a descompressão do crédito e o incentivo real à atividade produtiva. Não existe uma bala de prata para matar esse monstro da ineficiência que o País se encontra. O Brasil precisa de mudancas profundas. Um ciclo de simplificação (Tributária), eficiência (Estado) e previsibilidade (Política/Jurídica). Sem esses pilares, as empresas continuarão sucumbindo e o cidadão seguirá refém dos juros altos e da voracidade em recolher impostos de um Estado ineficiênciente, caro e corrupto.​

 

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METANOL, ÓBITOS E ROMBO BILIONÁRIO

METANOL, ÓBITOS E ROMBO BILIONÁRIO

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As recentes mortes causadas por consumo de bebidas adulteradas com metanol acenderam um alerta para muito além do campo da saúde pública. Os trágicos episódios evidenciam um grave problema estrutural no país: a expansão do mercado ilegal de produtos, que não apenas coloca vidas em risco, mas também representa um gigantesco entrave econômico.

Segundo dados de 2024, elaborados pela Associação de Combate à Falsificação – ABCF, as atividades ilícitas envolvendo contrabando, descaminho, pirataria e falsificação geraram prejuízos de R$ 471 bilhões para a economia nacional. O número é expressivo e supera o orçamento anual de diversos ministérios essenciais, como Saúde ou Educação.

O caso das bebidas adulteradas é apenas a ponta do iceberg de um sistema que movimenta mercadorias sem qualidade, sem segurança e sem qualquer tipo de controle sanitário ou fiscal. Da falsificação de medicamentos à venda de cigarros ilegais, passando por eletrônicos e vestuário, o mercado paralelo cresce alimentado pela fragilidade da fiscalização, pela alta carga tributária sobre produtos formais e pelo poder das organizações criminosas.

No setor de bebidas, os impactos vão muito além da concorrência desleal. Estima-se que 30% das bebidas alcoólicas consumidas no Brasil têm origem ilícita, afetando não apenas a arrecadação de impostos, mas também a credibilidade de empresas sérias, geradoras de empregos e renda.

As mortes por metanol escancaram o efeito mais perverso desse comércio criminoso: a perda de vidas humanas.

Especialistas defendem que o enfrentamento ao mercado ilegal exige um conjunto de medidas articuladas. Entre elas, o reforço da fiscalização nas fronteiras, maior integração entre órgãos de segurança, campanhas de conscientização ao consumidor e, sobretudo, políticas que reduzam a atratividade da ilegalidade, seja pela simplificação tributária ou pela ampliação da competitividade dos produtos formais.

Enquanto isso não ocorre, o país segue acumulando prejuízos bilionários e vítimas fatais de uma prática que corrói a economia, destrói cadeias produtivas legítimas e ameaça diretamente a saúde da população.

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RAPPER HUNGRIA INTERNADO, ÁLBUM DE TAYLOR SWIFT: CONFIRA OS HIGHLIGHTS E AS CURTAS DO DIA

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Separamos a seguir, acontecimentos recentes que agitaram o mundo do entretenimento, gastronomia e política. Confira:

Rapper Hungria é internado por suspeita de bebida adulterada

Hungria

O rapper Hungria, de 34 anos, foi internado em Brasília nesta quinta-feira (2) após apresentar sintomas compatíveis com intoxicação por metanol.

Segundo a assessoria, ele bebeu vodca na casa de amigos em Vicente Pires (DF) e teria sido o único a consumir a bebida. O cantor deu entrada no hospital com dor de cabeça, náuseas, vômitos, visão turva e acidose metabólica. Transferido para a UTI, passou por hemodiálise de precaução, conforme orientação médica. O caso está em investigação, e os médicos acompanham a evolução do quadro.

The Life of a Showgirl: que horas sai álbum de Taylor Swift no Brasil

O 12º álbum de Taylor Swift será lançado nesta sexta-feira (3/10)

Taylor Swift lança na madrugada desta sexta-feira (3/10) o 12º álbum de estúdio dela. O trabalho, intitulado de The Life of a Showgirl, promete ser mais parecido com outros projetos de pop da cantora e deixou os fãs muito empolgados com o lançamento.

Com 12 faixas, o álbum será lançado às 1h da madrugada pelo horário de Brasília. O anúncio foi confirmado pela própria Taylor, que compartilhou datas e horários de lançamentos de ações do novo álbum. Assim que for lançado, The Life of a Showgirl está disponível em todas as plataformas de áudio.

Entre as músicas que integram o álbum está a canção com o mesmo nome do álbum e que terá colaboração de Sabrina Carpenter.

Veja a lista completa: The Fate of Ophelia \ Elizabeth Taylor \ Opalite \ Father Figure \ Eldest Daughter \ Ruin the Friendship \ Actually Romantic \ Wi$h Li$t \ Wood \ CANCELLED! \ Honey \ The Life of a Showgirl (feat. Sabrina Carpenter). Além do lançamento, a cantora também preparou um evento cinematográfico para os fãs.

O Taylor Swift: The Official Release Party of a Showgirl será lançado nos cinemas em vários países e conta com uma experiência de 1h30 com materiais exclusivos dos bastidores e o clipe do primeiro single The Fate of Ophelia.

Fonte: Camila Germano | https://www.metropoles.com/entretenimento/musica/the-life-of-a-showgirl-que-horas-sai-album-de-taylor-swift-no-brasil

Em breve, novidade no Terraço Shopping (entre Sudoeste, Cruzeiro e Octogonal). O American Prime Steak House, restaurante casual, vai dedicar seu happy hour das 17h às 22h, todas as quintas-feiras, às mulheres – com direito a brinde especial. Mais detalhes em breve.

Ontem, pelas redes sociais, acompanhamos a entrega de um vinho de rótulo especial de Paulo Octávio, presidente do PSD/DF, ao ex-presidente José Sarney, em comemoração aos 50 anos da Paulo Octávio.

A bebida adulterada virou tema preocupante. O consumidor fica sem saber em quem confiar. Muitos fornecedores não são fiscalizados de perto e, em meio à crise, reduzir custos parece ter virado regra. A recomendação é simples: frequentar apenas lugares de confiança. Quanto aos falsificadores — e também quem compra e estoca —, só resta defender punições severas. Em tempo: no Distrito Federal, há casos de intoxicação por metanol que não estão sendo divulgados. Estão brincando de esconde-esconde com a saúde pública.

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40 ANOS DE DE VOLTA PARA O FUTURO E SHOW DO VITOR KLEY: CONFIRA OS HIGHLIGHTS DO DIA

RECORDAR É VIVER

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Foto Pixabay.com

Comecei minha aventura nos jornais por volta dos 16 anos. Gostava de ler, escrever, produzir – e o jornalismo me tocou fundo.

Morava na 302 Sul e, ao lado, na Comercial da 503, funcionava a gráfica do Diário de Brasília. Foi lá que conheci o saudoso Ivo Borges, diretor do jornal. Frequentava a gráfica quase todos os dias e, ao perceber minha curiosidade pela diagramação e pelas máquinas que imprimiam as edições, ele me sugeriu cobrir os eventos que aconteciam na capital, concedendo-me minha primeira oportunidade na mídia.

Pouco tempo depois, fui descoberto por Tânia Marcolini — que me fez brilhar os olhos pelo jornalismo — e que me apresentou a Oliveira Bastos, então editor do Correio Braziliense. Assim nasceu a página Viver Jovem, onde eu cobria os eventos da juventude brasiliense. Dentro dela, editava a coluna DROPS, de propriedade do jornal, trazendo notas rápidas, diretas e acompanhadas de fotos. Na coluna sempre improvisava um texto, um artigo ou uma recordação cujo tema se destacava.

Na mesma época, conquistei um espaço aos sábados no jornal da TV Brasília – Canal 6, junto a Márcia Ferreira, Celso e Álvaro. Apresentei o programa Artes e Espetáculos, com entrevistas e pautas culturais. Eram cinco minutos de paixão na tela da TV — e eu mesmo participava de toda a produção e edição. Época de ouro da nossa juventude no Distrito Federal. Tempos saudosos.

Trago essa lembrança porque, a partir de hoje, lanço no Portal Revista Diária matérias diversificadas e, em seguida,  a coluna HIGHLIGHTS, relembrando os “drops” de antigamente.

A ideia é resgatar aquele formato de outrora, agora em diagramação renovada. E deixo aqui o convite: enviem suas sugestões de pauta.

Espero que todos gostem da leitura, na próxima postagem.

@aluizio.torrecillas

40 ANOS DE DE VOLTA PARA O FUTURO E SHOW DO VITOR KLEY: CONFIRA OS HIGHLIGHTS DO DIA

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Separamos a seguir, acontecimentos recentes que agitaram o mundo do entretenimento. Confira:

De Volta para o Futuro ganha sessões especiais em comemoração aos 40 anos

Por Thiago Jedi

Em 25 de Dezembro de 2025, o clássico De Volta para o Futuro completou 40 anos desde sua estreia em 1985 no Brasil , consolidando-se como uma das obras mais icônicas da cultura pop.

Para marcar o aniversário, eventos especiais estão sendo programados ao redor do mundo. Em Los Angeles, uma exibição ao ar livre do filme foi acompanhada por uma réplica funcional do DeLorean, enquanto no Brasil, cinemas em São Paulo e Rio de Janeiro promoveram sessões comentadas. Fãs também se mobilizam nas redes sociais com a hashtag #BackToTheFuture40, compartilhando memórias e homenagens.

Dirigido por Robert Zemeckis e produzido por Steven Spielberg, o filme não apenas revolucionou o gênero de ficção científica, mas também conquistou corações com sua mistura única de aventura, humor e nostalgia.

A história de Marty McFly (Michael J. Fox), um adolescente que viaja no tempo a bordo do lendário DeLorean movido a plutônio, cativou o público com sua trama envolvente e personagens inesquecíveis, como o excêntrico Dr. Emmett “Doc” Brown (Christopher Lloyd). O filme, que arrecadou mais de 380 milhões de dólares em bilheteria mundial, foi um marco por sua abordagem criativa às viagens temporais, inspirando debates sobre paradoxos e linhas do tempo.

Quatro décadas depois, De Volta para o Futuro permanece relevante. Suas previsões futurísticas, como hoverboards e tênis que se amarram sozinhos, continuam a inspirar inovações tecnológicas.

A trilogia, que inclui as sequências de 1989 e 1990, também é celebrada por sua trilha sonora vibrante, com destaque para “The Power of Love”, de Huey Lewis and the News. “É um filme que transcende gerações”, diz Ana Clara Souza, presidente de um fã-clube brasileiro dedicado à trilogia.

“A mensagem sobre moldar o próprio futuro continua ressoando.” Enquanto o DeLorean segue como símbolo de aventura, De Volta para o Futuro prova que algumas histórias são, de fato, atemporais. no segundo pragrafo tem q inserir as datas muda o título para de volta para o futuro ganha sessões especiais em comemoração aos 40 anos.

Thiago Jedi

SHOW EXCLUSIVO DE VITOR KLEY AGITA A RÁDIO METRÓPOLES

Toninho Pop, Solano Reis e equipe comandaram, ontem, 30 de setembro, o especial acústico para a Rádio Metróles FM, na cobertura do Centro Empresarial Varig. Sucesso de apresentação e público. O show foi comandado pelo cantor Vitor Kley. Em sua passagem por Brasília Kley concedeu uma entrevista especial para os ouvintes da Radio.

 

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PAULA BELMONTE VOTA CONTRA PROPOSTA DO EXECUTIVO DO DF QUE MEXE NA RENTABILIDADE DO IPREV

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Paula Belmonte | Crédito da foto: Luís Tajes

Projeto foi aprovado nesta terça-feira a toque de caixa, uma semana após chegar à Casa, sem debates com a sociedade civil

A segunda vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Paula Belmonte (Cidadania) votou contra a proposta do Poder Executivo do DF que pretende utilizar a rentabilidade do Fundo Garantidor do Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev) do DF para faltas de recursos da entidade e pagar folhas de pagamento de aposentados e pensionistas, especialmente das Secretarias de Saúde e Educação. O projeto de lei complementar nª 82/2025 foi aprovado na noite desta terça-feira.
No texto enviado, o GDF propõe a utilização de até 100% dos rendimentos mensais do Fundo Solidário Garantidor (FSG) para pagar aposentadorias e pensões já a partir deste ano. Esta seria uma das soluções – a de curto prazo – para garantir a liquidez necessária para cobrir o déficit, que é estimado em R$ 617 milhões até novembro de 2025. O projeto proíbe o uso do valor principal do fundo, permitindo apenas a utilização dos rendimentos.
Que Casa Legislativa é essa, que representa a população, e só está representando um governador que está querendo pegar o dinheiro do Iprev sem autorização? Essa proposta tira a segurança dos aposentados de recebimentos futuros e nós queremos garantir esses pagamentos. Há uma inversão de valores aqui. As pessoas contribuíram para esse recebimento. Esse dinheiro é dos aposentados”, destacou Paula Belmonte.
Ela alertou para reiteradas falas do líder do governo, deputado Hermeto (MDB), sobre possibilidade de faltar pagamento a servidores. “Ouvi o líder do governo que pode deixar de pagar servidores. Significa que o GDF está entrando no vermelho. Temos que utilizar a Casa Legislativa para acompanhar o orçamento”, registrou a deputada.
O projeto também cria uma nova fonte de receita para o futuro, visando instituir, de forma temporária e excepcional, uma Contribuição Extraordinária Patronal. Essa contribuição será paga pelo governo e incidirá sobre a folha de pagamento das Secretarias de Saúde e Educação – as áreas que mais impactam o déficit previdenciário. A criação desta nova receita visa garantir a sustentabilidade do sistema a longo prazo e ajudar a equilibrar as contas da previdência. A alíquota e a duração dessa contribuição serão definidas posteriormente por um regulamento, com base em estudos atuariais.

Açodamento

Segundo a parlamentar, que presidiu a Comissão de Fiscalização e Controle da Casa por dois anos, período durante o qual acompanhou de perto a situação da instituição, “houve desfalque no Iprev” por má gestão e a proposta visa “tapar esses buracos”. “A situação não está transparente. A base do governo está dizendo sobre um possível atraso [de pagamento] dos servidores, mas esse atraso é por incompetência de alguns presidentes que houve”, afirmou a deputada.
O texto chegou à CLDF em 23 de setembro e, no dia seguinte, houve uma tentativa de votação, mas deputados contrários – como Paula – conseguiram adiar a análise. Contudo, a parlamentar destacou que o adiamento não basta, uma vez que não houve consulta, nem oitiva de representantes dos beneficiários. “É importante mostrar que não está havendo uma discussão ampla. Essa Casa é local de participação popular”.

Créditos extraordinários

A deputada manifestou preocupação ainda com a votação de uma liberação de mais de R$ 80 milhões de créditos à Lei Orçamentária Anual do DF. Isso porque, do montante, R$ cerca de R$ 5 milhões destinam-se a eventos que já ocorreram. A proposta foi aprovada por 14 votos a favor e 6 contrários.
Para Paula, faltou “transparência” na tramitação da proposta. “Essa situação deixa a todos nós constrangidos. Temos uma votação de vários créditos, inclusive para atender associações e institutos que atendem crianças e adolescentes, e por isso eu votei a favor do projeto, mas com uma preocupação muito grande. porque ele não trata apenas dos eventos que já ocorreram, mas porque não está claro para nós quais eventos já foram executados e o que não foi. Estou votando a favor, porque há outros créditos juntos, mas eu veria como um gesto de boa vontade do governo mandar um novo projeto detalhando essa proposta”, ressaltou Paula.
A deputada seguiu enfatizando o papel fiscalizatório dos parlamentares: “A transparência é uma obrigação desta Casa. Nós somos fiscalizadores. É para a população que temos que responder”.

 

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ARRUDA: ELEGÍVEL OU NÃO?

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O ambiente político do Distrito Federal foi sacudido ontem, 29 de setembro, pela sanção presidencial da Lei Complementar nº 219/2025 e o frisson se estende até hoje, pela dúvida remanescente se os vetos recuperam ou não a elegibilidade do ex-governador José Roberto Arruda.

Sancionada pelo Presidente da República no limite do prazo legal, a Lei chegou ao Diário Oficial com importantes vetos que rapidamente se transformaram em combustível para uma nova batalha política. O ponto central é a possível exclusão de dispositivos que haviam sido incluídos e aprovados pelo Senado Federal, restabelecendo condições que impactam diretamente a elegibilidade de alguns políticos, entre eles o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

A tendência, no entanto, é que, mantida a inelegibilidade, o Senado derrube os vetos presidenciais, especialmente aqueles relacionados ao prazo de retorno da elegibilidade. A Casa Legislativa, afinal, não apenas aprovou os dispositivos em questão, como também os introduziu na redação final da norma. É um gesto de afirmação política e institucional que, se concretizado, devolverá a Arruda o direito de concorrer novamente.

É evidente que o episódio traduz desencontro de conveniências entre Executivo e Legislativo. Ao sancionar a lei com vetos, o Presidente sinaliza cautela política e jurídica, ainda que temporária, mas o Senado, com poder e disposição para reverter essa decisão, reforça sua autonomia e coloca em evidência o impacto que a decisão terá, sobretudo, na arena política do Distrito Federal.

Ainda que a inelegibilidade tenha sido preservada, o movimento final do Senado Federal abrirá um novo e imprevisível cenário no Distrito Federal. Arruda, detentor de um relevante capital eleitoral construído ao longo de sua trajetória, tem condições reais de alterar a lógica sucessória do GDF. Sua entrada no jogo eleitoral forçará potenciais candidatos a reavaliarem estratégias, alianças e até mesmo a manutenção de suas próprias candidaturas.

O rearranjo, sem dúvida, será imediato. Candidaturas tidas como competitivas podem perder força diante do peso político e da memória eleitoral do ex-governador, levando partidos a redesenhar planos e buscar novas coligações.

Se confirmada a atual elegibilidade ou em breve conquistada pela derrubada dos vetos, a eleição para o GDF entrará em um novo patamar de disputa, com Arruda reposicionado com protagonismo no tabuleiro.

ARRUDA VOLTA A SER ELEGÍVEL

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ANÁLISE DA NOTÍCIA

Arruda volta a ser elegível e pode disputar as eleições de 2026

O cenário político do Distrito Federal ganhou novos contornos com a promulgação da Lei Complementar nº 219/2025, que altera prazos e regras de inelegibilidade previstos na Lei Complementar nº 64/1990 (Lei das Inelegibilidades). As mudanças impactam diretamente a situação jurídica do ex-governador José Roberto Arruda, tornando-o apto a disputar as eleições de 2026.

A principal alteração: contagem a partir da condenação colegiada

Uma das mudanças mais relevantes trazidas pela nova lei está na alínea “l” do §1º do artigo 1º. A partir de agora, o prazo de inelegibilidade para condenados por órgãos colegiados passa a contar da data da condenação pelo tribunal, e não mais da publicação do trânsito em julgado ou do cumprimento da pena.

Na prática, isso antecipa o início da contagem e, consequentemente, permite que diversos políticos já tenham cumprido o período de inelegibilidade antes do próximo pleito. Arruda se enquadra justamente nesse caso, já que suas condenações em segunda instância ocorreram há mais de uma década.

Unificação do prazo: 12 anos para improbidade conexa

Outra mudança crucial foi a inclusão dos parágrafos 4º-D e 4º-E, que unificam em 12 anos o prazo de inelegibilidade para ações de improbidade administrativa quando estas estiverem conexas a ilícitos eleitorais. Essa alteração dá maior segurança jurídica ao processo, evitando a sobreposição de prazos que, em alguns casos, resultava em inelegibilidades indefinidas.

Assim, no caso de Arruda, que enfrentou processos por improbidade conexos, a unificação significa que o prazo máximo de afastamento já se encontra esgotado.

Impacto imediato no cenário político

Com a vigência da Lei Complementar nº 219/2025, Arruda aparece juridicamente livre para registrar sua candidatura nas eleições de 2026. A confirmação de sua elegibilidade abre espaço para um possível retorno ao centro da disputa política no Distrito Federal, reacendendo debates sobre sua força eleitoral e sobre a recepção de seu nome pelo eleitorado.

Assim, como Arruda não possui condenações criminais, as ações de improbidade administrativa eram o único impedimento para sua elegibilidade. Com a unificação do prazo em 12 anos trazida pelos novos dispositivos legais, esse obstáculo deixou de existir, já que o período máximo de inelegibilidade já se encontra cumprido.

Conclusão

A promulgação da Lei Complementar nº 219/2025 reposiciona Arruda no tabuleiro político. Com prazos de inelegibilidade ajustados e já cumpridos, o ex-governador poderá pleitear um novo mandato em 2026, cabendo agora ao eleitor decidir se deseja ou não reconduzi-lo à vida pública.

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/matheus-leitao/arruda-volta-a-ser-elegivel-e-pode-disputar-as-eleicoes-de-2026-no-df/

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RAIO-X PREOCUPANTE: CINCO GRANDES MUNICÍPIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E DOIS MUNICÍPIOS DA COSTA VERDE APRESENTAM BAIXA QUALIDADE DE VIDA

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O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025 trouxe um retrato duro e nada conveniente para o estado do Rio de Janeiro: cinco grandes municípios do estado estão entre as 10 piores em qualidade de vida no Brasil, a saber Duque de Caxias, Belford Roxo, São Gonçalo, Nova Iguaçu e Campos dos Goytacazes.

Esse resultado preocupa e acende um sinal vermelho sobre desigualdade territorial, eficácia da gestão pública e fragilidade das políticas sociais no estado. Revela, por exemplo, que a Baixada Fluminense e parte do Norte Fluminense acumulam déficits em saneamento e saúde, descompasso entre arrecadação e investimento social, insuficiente infraestrutura e insegurança pública.

O diagnóstico do IPS expõe também problemas na região da Costa Verde, onde dois municípios ocupam posições críticas no ranking estadual de qualidade de vida: Mangaratiba em 86º lugar e Paraty em 87º, últimos lugares em um estado que possui 92 municípios.

O caso de Mangaratiba é particularmente grave: além da baixa colocação na qualidade de vida, o município figura em último lugar no ranking de desempenho fiscal da região Sul Fluminense, segundo o IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal). Ou seja, além da precariedade social, há sinais evidentes de desequilíbrio fiscal e deficiente capacidade de gestão — um alerta duplo para o futuro da cidade.

O IPS Brasil 2025 coloca o Estado do Rio de Janeiro diante de um dilema: ou continua permitindo que problemas estruturais se agravem em cidades estratégicas, ou inicia um ciclo de reformas urbanas, sociais e fiscais capaz de recuperar prosperidade e qualidade de vida.

Adicionalmente, o alerta é contundente: além de cinco grandes municípios do estado se posicionarem entre os dez piores do Brasil em qualidade de vida, a região da Costa Verde, com as avaliações de Mangaratiba e Paraty, amarga colocações quase finais no ranking estadual, sendo que Mangaratiba ainda carrega o estigma de pior gestão fiscal da região Sul Fluminense. O recado é claro: sem políticas regionais integradas e foco em eficiência fiscal e social, o estado do Rio de Janeiro seguirá produzindo estatísticas preocupantes no lugar de progresso.

 

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UM FENÔMENO PERIGOSO COMEÇOU NOS OCEANOS: CIENTISTAS ESTÃO SOANDO O ALARME

O CHEFÃO INVISÍVEL

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O Chefão Invisível: Semion Mogilevich e a Geopolítica do Crime​

 

Na vastidão fria da história criminal, existem rostos que estampam manchetes, e depois, há Semion Mogilevich. Ele não tem a aura de Al Capone, nem a notoriedade midiática de Pablo Escobar. Sua força reside justamente na ausência de um rosto público, no murmúrio temido que se propaga nos corredores do poder global, e não nas vielas da periferia. Ele é o fantasma que preside a mesa da alta criminalidade, o chefão invisível de uma organização que chamamos, por conveniência, de Máfia Russa.​

A crônica de Mogilevich não é escrita com sangue derramado em tiroteios de rua, mas com tinta indelével nos contratos bilionários e nos balanços de empresas fantasmas. Seu império não foi erguido com metralhadoras, mas com a precisão cirúrgica da fraude corporativa e a engenharia financeira da lavagem de dinheiro. Ele percebeu, antes de muitos, que o século XXI exigiria um criminoso de colarinho branco e mente de estrategista militar.

​O que o torna o “criminoso mais perigoso” não é a crueldade (embora ela fosse um subproduto necessário), mas a escala da sua infiltração. Enquanto as agências de segurança se concentravam nos cartéis de drogas e nos terroristas, Mogilevich estava em Budapeste, em Tel Aviv, ou, mais perigosamente, em Moscou, tecendo a teia que ligava o submundo aos escalões mais altos do governo e da economia.​

Sua obra-prima, talvez, tenha sido a silenciosa tomada de controle de setores estratégicos. Pense no gás natural do Leste Europeu: uma commodity vital, uma alavanca geopolítica de poder que ele manipulava como se fosse um jogo de xadrez pessoal. Com um exército de oligarcas, juízes e políticos comprados, ele transformou empresas estatais em caixas eletrônicos privadas e rotas de tráfico em artérias comerciais legítimas. Ele soube usar a desordem pós-soviética não para roubar relógios, mas para roubar a própria estrutura do Estado.

​É por isso que as instituições mais poderosas do mundo – o FBI, a CIA, a Europol – sussurram seu nome com uma mistura de respeito e frustração. Ele esteve na lista dos Dez Mais Procurados do FBI, acusado de orquestrar um esquema de fraude que custou milhões a investidores americanos. Mas a caça nunca chegou ao fim.​

A crônica de Semion Mogilevich é, em última análise, uma lição amarga sobre o poder contemporâneo. O homem que nunca puxou o gatilho, que nunca foi formalmente julgado, que continua livre apesar da caça internacional, é a prova viva de que o maior poder do crime reside na invisibilidade e na conexão direta com o poder legítimo.​

Ele não é apenas um criminoso; ele é um erro de sistema. E o silêncio ao redor de seu nome é o seu maior troféu, a crônica realista do criminoso que venceu.​

O que o fato de ele nunca ter sido capturado ou julgado revela sobre as agências de segurança ou sobre a natureza do crime organizado moderno?

 

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DO AMOR DA “ANISTIA” AO ÓDIO DO “SEM ANISTIA”.