A célebre frase de Henry Ford — “Os clientes podem ter o carro da cor que quiserem, desde que seja preto” — refletia uma era em que a concorrência era mínima e o foco estava na eficiência e na redução de custos. Esse modelo, no entanto, não se sustenta mais. Hoje, estamos em um mercado global, hipercompetitivo, marcado por rupturas constantes e pelo consumidor no centro das decisões.
As novas cadeias produtivas
A China redesenhou cadeias inteiras de produção, alterando fluxos globais. Já a BMW utilizou gêmeos digitais no metaverso para planejar a fábrica do futuro ainda no presente — um verdadeiro exemplo de planejamento reverso. Em contrapartida, setores no Brasil, especialmente os de commodities, continuam operando sob a lógica fordista: produzem em massa sem considerar o cliente final.
A lógica invertida do valor
As empresas que rompem com esse modelo tradicional e colocam o cliente no centro conseguem criar valor real. Ao inverter a lógica — produzindo a partir das necessidades e expectativas do consumidor — alcançam resultados mais consistentes e sustentáveis.
O futuro das empresas
Para se manterem relevantes, as organizações precisam deixar de ser estruturas isoladas. O desafio é se tornarem ecossistemas vivos, movidos por propósito, inteligência de dados e experiência do cliente. Nesse novo cenário, eficiência continua importante, mas não substitui a centralidade do consumidor e a capacidade de adaptação constante.
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De 22 a 31 de agosto /08, Gama sediará o 12º FESTINECO – Festival de Teatro de Bonecos. Serão 50 espetáculos e uma exposição, com participação de grupos da Argentina, Espanha, Turquia e México, além de companhias locais e do PR, SP, RS e RN. Tudo em espaços culturais, escolas públicas, teatros e ruas.
O espetáculo será aberto a todos os públicos, com libras e audiodescrição.
O produtor-executivo do evento, Marco Augusto de Rezende, afirma que nos dias 26 e 27 de agosto, dentro da programação, será realizado o Encontro Nacional de Organizadores de Festivais e Mostras de Teatro de Bonecos do Brasil.
“Será um espaço de articulação, troca de experiências e construção coletiva de estratégias para fortalecer o setor“, explica Marco Augusto, que também é bonequeiro, ator e diretor teatral.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA
22/08 – Sexta-feira
Escolas Escola Classe 01 – 8h30 e 16h – Mamulengo Josivan de Daniel – “As Aventuras de Baltazar” – RN
Centro de Ensino Médio 01 – 11h e 14h – Cia. Sombras Chinas de Valeria Guglietti – “No Toquen Mis Manos” – Espanha
Abertura18h
Cortejo de Abertura – Entrada do Gama rumo ao Espaço Voar (Concentração em frente ao IFB)- Espaço Voar – Palco Planador
19h – Dança dos Mamulengos – “O Amor, o Malvado e a Rabeca” – DF
20h – Festa de abertura da exposição de bonecos
23/08 – Sábado
Espaço Voar 16h e 18h – Cemal Fatih Polat – “World Stars Show” – Turquia Espaço Voar – Palco Planador
17h – Circo Boneco e Riso – “A Vingança de Cassimiro Coco” – DF
19h – Mamulengo Querenutem – “O Amor, o Malvado e a Rabeca” – DF
20h – Forró “Botando Boneco”
24/08 – Domingo
Espaço Voar 16h e 18h – Companhia Saltimbanquis – “El Horrible” – Argentina Espaço Voar – Palco Planador
17h e 19h – Cia. Mosaico Cultural – “Lampião e Maria Bonita” – SP
25/08 – Segunda-feira
Escola Classe 02 – 8h30 e 16h – Bagagem Cia. de Bonecos – “Brasília – Uma História” – DF
Escola Classe 10 – 11h e 13h30 – Mamulengo Presepada – “Vida de Mamulengo” – DF
26/08 – Terça-feira
Espaço Voar – 8h30 e 16h – Tato Criação Cênica – “Entre Janelas” – PR
Escola Classe 12 – 11h e 13h30 – Mamulengo Alegria – “O Casamento de Chiquinha” – DF
Espaço Voar 19h – Encontro de Organizadores de Festivais de Teatro de Bonecos
27/08 – Quarta-feira
Escolas Escola Classe 09 – 8h30 e 16h – Grupo Pilombetagem – “Benedito e o Boi Pintadinho” – DF
Escola Classe 18 – 11h e 13h30 – Mamulengo Ditas Bendizidas – “O Romance da Rosadeira” – DF
Espaço Voar 19h – Encontro de Organizadores de Festivais de Teatro de Bonecos
28/08 – Quinta-feira
Escolas Escola Classe 15 – 8h30 e 16h – Mamulengo Fuzuê – “A Chegança da Burrinha Calunga” – DF
Escola Classe 14 – 11h e 13h30 – Mamulengo Sem Fronteiras – “Exemplos de Bastião” – DF Rodoviária do Gama
16h e 17h – As Caixeiras Cia. de Bonecas – “Trilogia dos Afetos” – DF
18h – Voar Teatro de Bonecos – “Adivinha Adivinhão” – DF
29/08 – Sexta-feira
Escolas Escola Classe 16 – 8h30 e 16h – Companhia Inventor de Sonhos – “Bendito os Beneditos” – GO
Escola Classe Ponte Alta Sul – 11h e 13h30 – Mamulengo Lengo Tengo – “Ventrilocados / Brincadeira de Babau” – DF
Rodoviária do Gama – 17h – Coletivo Casa Moringa – “Vereda dos Mamulengos” – DF
18h – Circo Boneco e Riso – “A Vingança de Cassimiro Coco” – DF
30/08 – Sábado
Espaço Voar – 16h e 18h – Circo de Bonecos – “Circo de Coisas” – SP
17h e 19h – Cia. Ángeles de Trapo – “Lemba” – Espanha
O Festival de Teatro de Bonecos do Gama, décima segunda edição, é um evento tradicional na cidade, baseado na vocação cultural da cidade do Gama que possui vários grupos de teatro de bonecos.
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ESPETÁCULOS INTERNACIONAIS
• El Horrible – Argentina • Lemba – Espanha • World Stars Show – Turquia • No Toquen Mis Manos – Espanha • Cuentos Cortos Amistades Largas – México
ESPETÁCULOS NACIONAIS
• Circo de Coisas – São Paulo • Lampião e Maria Bonita – São Paulo • Entre Janelas – Paraná • As Aventuras de Baltazar – Rio Grande do Norte • Bonecrônicas – Rio Grande do Sul
ESPETÁCULOS LOCAIS (DF)
• Trilogia dos Afetos • Dança dos Mamulengos: O Amor, o Malvado e a Rabeca • Contos da Terra Vermelha • Vida de Mamulengo • Bendito os Beneditos • A Chegança da Burrinha Calunga • Brasília – Uma História • Vereda dos Mamulengos • O Casamento de Chiquinha • Ventrilocados / Brincadeira de Babau • Benedito e o Boi Pintadinho • O Romance da Rosadeira • Exemplos de Bastião • A Vingança de Cassimiro Coco
Realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab-DF), o projeto é fruto de parceria entre o Instituto Voar Cultural, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (SECEC-DF) e o Ministério da Cultura.
DIVULGAÇÃO: Jorn. MARCOS LINHARES
PUBLICAÇÃO: REVISTA DIÁRIA | ALUIZIO TORRECILLAS
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A eleição de 2026 no Brasil se desenha, de fato, como um cenário complexo e com potencial para ser um dos mais polarizados de nossa história recente.
Não se trata apenas de uma disputa entre partidos, mas de uma batalha de narrativas, valores e identidades. A análise realista e concreta do pleito passa por entender a profundidade dessas forças em jogo.
Uma Eleição Ideológica por Natureza.
A polarização ideológica que vimos em 2018 e 2022 não é um fenômeno passageiro, mas uma tendência que se aprofundou. A eleição de 2026 será, sim, essencialmente ideológica. A disputa não se dará apenas em torno de propostas econômicas ou sociais, mas de visões de mundo.
De um lado, teremos um polo que defende a intervenção estatal, políticas de inclusão e uma agenda progressista de costumes. Do outro, um campo que valoriza o liberalismo econômico, o conservadorismo social e a defesa de pautas identitárias ligadas à família e à religião.
O centro político, que tradicionalmente buscava um caminho alternativo, está fragmentado e sem uma liderança forte para disputar o eleitorado mais ideologizado. O debate, portanto, será menos sobre “o que fazer” e mais sobre “quem somos”.
A identidade do eleitor, seu pertencimento a um grupo social ou ideológico, será o principal motor de engajamento e de voto.
O Efeito Trump e a Influência do Populismo.
O chamado “Efeito Trump” não é uma novidade, mas uma força consolidada na política brasileira. Ele se manifesta em quatro pilares principais:
Comunicação Direta: O uso massivo de redes sociais para falar diretamente com a base, sem a mediação da imprensa tradicional. Isso constrói um sentimento de pertencimento e lealdade.
Ataque ao “Sistema”: Uma retórica constante de combate às instituições (mídia, Judiciário, academia) vistas como inimigas do povo e da liberdade.
Guerra Cultural: A elevação de temas de costumes (gênero, liberdade de expressão, pautas religiosas) ao centro do debate político, mobilizando eleitores por meio de valores e emoções, não apenas de razão.
Nacionalismo Populista: Um discurso que coloca o país e seu povo contra “inimigos” internos e externos, prometendo restaurar a “glória” nacional.
Esse estilo de fazer política já é a norma para a direita brasileira e será o principal motor de sua campanha. O efeito não se limita a um único candidato, mas molda o comportamento e a estratégia de todos os atores políticos.
Os Cenários em Jogo
A grande questão de 2026, que definirá a dinâmica da eleição, é a presença ou não de Jair Bolsonaro no pleito.
Cenário 1: Bolsonaro Candidato
Caso o ex-presidente consiga reverter as decisões que o tornaram inelegível, a eleição será uma repetição, em altíssima voltagem, do que se viu em 2022.
Polarização Extrema: O debate se dará em torno da gestão atual de Lula e do legado de Bolsonaro. A máquina do governo defenderá seus resultados, enquanto a oposição martelará nas crises e promessas não cumpridas.
Voto Consolidado: Lula e Bolsonaro, com suas bases de apoio fidelíssimas, entrariam na disputa com um patamar de votos já definido, tornando a conquista do eleitor “indeciso” ou de centro o principal objetivo.
Crescimento do Terceiro Voto: Candidatos de centro teriam pouquíssimo espaço, mas poderiam atrair eleitores cansados da polarização, com a possibilidade real de um primeiro turno com mais de dois candidatos competitivos. No segundo turno, no entanto, a tendência de uma nova eleição “Lula x Bolsonaro” seria a mais provável.
Cenário 2: Bolsonaro Fora da Disputa
Este é o cenário mais imprevisível e que pode dar um novo rumo à política brasileira.
Disputa na Direita: O eleitorado bolsonarista, que é grande e fiel, se tornaria o “prêmio” da eleição. A corrida para herdar esse capital político já começou, com nomes como Tarcísio de Freitas (governador de São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás) buscando viabilizar suas candidaturas. Há também a possibilidade de Michelle Bolsonaro se candidatar, dividindo as forças do campo.
Fragmentação ou Unidade: A grande incógnita é se um desses nomes conseguirá unir o eleitorado da direita em torno de si. Se a fragmentação prevalecer, o campo da esquerda teria uma vantagem estratégica. Se, por outro lado, uma figura se consolidar como o principal herdeiro do “bolsonarismo” (especialmente com o apoio de Bolsonaro), o cenário pode se assemelhar ao da polarização, mas com um novo rosto.
Oportunidade para a Terceira Via: Sem a figura de Bolsonaro, um candidato de centro teria mais espaço para se apresentar como uma alternativa à polarização. No entanto, ele teria o desafio de conquistar tanto a direita moderada quanto o centro-esquerda, um feito que se mostrou impossível nas últimas eleições.
Em suma, as eleições de 2026, independentemente de quem estiver no páreo, serão um retrato fiel da nossa sociedade. Uma disputa que reflete não apenas a escolha por um líder, mas por um futuro.
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George Orwell não escreveu A Revolução dos Bichos como uma fábula sobre o passado, mas como um manual de sobrevivência para o futuro.
O livro, com seu título original Animal Farm, conta a história de animais que se rebelam contra seus opressores humanos, sonhando com uma utopia de igualdade e liberdade. Mas a utopia, como uma promessa de político em palanque, logo se esfarela. E se olharmos com atenção para o nosso quintal, veremos que a fazenda de Orwell não é tão distante assim. Ela é, na verdade, um retrato sombrio e familiar da nossa paisagem política brasileira.
A revolta começa, como em tantas histórias, com o povo cansado. O fazendeiro Sr. Jones era a velha ordem, a corrupção visível, a opressão descarada. Sua queda, na crônica de Orwell, é o clamor popular que se transforma em grito.
No Brasil, essa queda já teve diversos nomes: foi o “fora isso, fora aquilo”, a “faxina ética”, a “mudança radical”. O povo acreditou que a hora da redenção tinha chegado. E a nova elite, a dos “quatro pés”, tomou o poder com promessas de um mundo onde todos seriam iguais. Mas o poder tem um efeito corrosivo.
Os porcos, que lideraram a revolução, logo revelaram sua verdadeira natureza. A máxima “quatro pernas bom, duas pernas ruim” foi alterada sutilmente para “quatro pernas bom, duas pernas melhor”. E é aqui que a analogia se torna dolorosamente precisa. No nosso canteiro de obras, as promessas de austeridade e de combate à corrupção se transformam em privilégios para a nova casta.
Os novos “salários” e “aposentadorias” são a prova de que a igualdade foi a primeira mentira a ser reescrita. O idealismo dos slogans populares se esvai, dando lugar a uma retórica vazia que justifica o injustificável.O moinho de vento, a grande promessa de prosperidade da fazenda, é a metáfora perfeita para nossos projetos megalomaníacos. Ele é construído e derrubado, mas o povo continua a trabalhar sem ver os benefícios.
Assim são as nossas obras, os planos econômicos, as reformas. São construídos sobre a suor e o sacrifício de Boxer, o cavalo incansável que só sabia dizer “eu vou trabalhar mais”. Ele representa o povo brasileiro, o trabalhador que acredita, que se mata de trabalhar pelo bem maior, até que, quando não é mais útil, é descartado ou esquecido. E enquanto os porcos controlam a narrativa, culpando um inimigo invisível, a ovelha segue balindo “quatro pernas bom”, sem questionar.
O velho jumento Benjamim vê tudo com um cinismo cansado, sabendo que as coisas nunca mudam, que “a vida continua a mesma”. Ele é a figura do intelectual desiludido, que entende o jogo, mas se recusa a participar ou a lutar. No final da história, a cena é de uma crueldade poética.
Os animais, do lado de fora da casa da fazenda, olham os porcos e os humanos sentados à mesa, brindando. Eles não conseguem mais diferenciar quem é quem. E assim, a utopia morre, não com uma bala, mas com um brinde.
A revolução, que nasceu do desejo de justiça, se tornou um espelho da própria opressão que derrubou. E nessa fazenda-Brasil, o show continua, com novos personagens, mas com o mesmo jugo da opressão de sempre.
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Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, já alertava: nenhuma organização sobrevive sem um método de gestão claro e estruturado. Ao longo das últimas décadas, dois modelos se destacaram mundialmente: o Grid Gerencial, que impulsionou produtividade e lucratividade, e a Administração por Objetivos (APO), que fortaleceu o alinhamento estratégico das empresas. Ambos marcaram presença na minha experiência como administrador na Souza Cruz-ABT e em consultorias empresariais.
A fragmentação dos modelos atuais
Com o avanço da tecnologia, as empresas evoluíram em processos, mas a gestão de pessoas e os modelos administrativos permanecem fragmentados. Hoje, predominam metodologias setoriais e modismos passageiros, que não oferecem a solidez necessária para enfrentar o cenário global competitivo e em constante transformação.
Um novo sistema gerencial nasce
Em setembro, será lançado um livro que apresenta um novo sistema gerencial, também base de um curso executivo. Inspirado no Grid e na APO, o modelo propõe a Gestão Reversa como a “alma gêmea” do Planejamento Estratégico Reverso uma metodologia criada na era da Inteligência Artificial e das organizações exponenciais.
Trata-se de uma verdadeira virada de chave para empresas que desejam competir com mais velocidade, clareza e adaptação no cenário atual.
Para quem é destinado
O livro é voltado a empresários, conselheiros, CEOs, executivos de alta gestão e líderes públicos. Ele apresenta duas metodologias autorais, desenvolvidas dentro do universo da IA e fundamentadas na nova geopolítica. O propósito é claro: apoiar a repaginação das organizações diante de modelos que já não respondem às exigências do presente.
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A reorganização das relações comerciais globais implementada pelos EUA trouxe sérias ameaças para a indústria brasileira, sinalizando gravíssimas consequências a médio e longo prazos, a exigir esforços e imediata solução.
Ainda que haja injustificadas explicações, há também evidente desproporcionalidade na dosagem (50%) da tarifa imposta ao Brasil quando comparada às participações comerciais de ambos os países.
Os EUA são o segundo mais importante parceiro comercial do Brasil, participando com 12% do comércio total (exportação + importação) brasileiro, ranking liderado pela China com 24%.
Já para os EUA, os principais parceiros comerciais são México, Canadá, China, Alemanha e Japão, com o Brasil participando em somente 2% do comércio total estadunidense. Mesmo considerando mercados de dimensões muito distintas, a participação proporcional dos EUA é o sêxtuplo da participação brasileira. Comercialmente, os EUA são muito mais importantes para o Brasil, do que o Brasil para os EUA.
Assim, a calibragem tarifária para o Brasil não se alicerça nas questões econômicas e recepciona destrutivas divergências, completamente alheias à relação comercial. Estamos diante de uma indesejável mistura, de uma indevida invasão a causar danos possivelmente irreparáveis, sem que até agora ações efetivas tenham sido tomadas para evita-los.
A economia e a indústria nacionais estão sendo penalizadas por problemas que não produziram, o que as incapacita de oferecer solução. Fossem os limites do imbróglio ditados pelo mercado, as conversas, as negociações já teriam sido levadas a cabo.
Não faz sentido para a sociedade brasileira o fato de os responsáveis pelas causas da excessiva dosagem tarifária não demonstrarem sequer intenção de negociar a solução. Limitam-se a inócuos discursos críticos.
A indústria brasileira paga por problemas que não causou.
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SUGESTÃO DE LEITURA: AUTORIDADES FAZEM E O MERCADO PAGA
Tainá Monteiro, 35 anos, fingia ser cliente e, pelo WhatsApp, fazia os pedidos em nome de terceiros. Ela foi presa após comprar R$ 9 mil em uma farmácia com comprovantes falsos de Pix - (crédito: Material cedido ao Correio)
Golpes virtuais, prejuízos reais: saiba como se proteger de fraudes eletrônicas
Engenharia social e vazamento de dados alimentam fraudes no país. Por trás de aparelhos eletrônicos, criminosos usam informações pessoais para enganar as vítimas. Especialistas detalham as fraudes mais comuns e dão dicas de como se proteger.
Por mais de dois meses, uma farmácia de manipulação no Noroeste foi alvo de uma golpista que, com comprovantes falsos de Pix, conseguiu levar produtos no valor de R$ 9 mil. Tainá Monteiro Neves, 35 anos, fingiu ser cliente e, pelo WhatsApp, solicitava os pedidos em nome de terceiros. O crime foi descoberto após uma investigação interna na empresa. A fraude é mais uma no leque de golpes que começa no ambiente virtual, onde a agilidade das transações e a dificuldade de rastreamento favorecem a ação de estelionatários.
O alvo de Tainá eram garrafas térmicas de uma marca renomada — a unidade custa de R$ 200 a R$ 400. Para driblar a conferência de pagamentos, ela usava nomes e telefones diferentes nos pedidos pelo WhatsApp, inclusive, o dela mesma.
A estratégia de pagamentos era calculada. “Quando a compra é via Pix, usamos uma plataforma para enviar um link, por meio do qual o cliente paga e podemos verificar. Mas ela, como tinha a chave do nosso Pix, enviava o comprovante falso antes mesmo de as funcionárias enviarem o link de pagamento. Então, tínhamos a crença de ser cliente antiga”, relatou, ao Correio, a dona da farmácia, Flávia Ribeiro.
O setor financeiro da empresa descobriu um padrão e constatou a fraude. O caso foi registrado na polícia em 23 de julho. Na semana passada, Tainá tentou aplicar o golpe novamente, para obter três garrafas. Ao ir buscá-las, foi presa em flagrante. “Acionamos a polícia e achávamos que ela tinha descoberto, pois não respondia às mensagens e estava demorando a aparecer. Mas deu certo”, contou Flávia.
A ficha criminal da golpista inclui 13 ocorrências semelhantes. Entre elas, um golpe aplicado em uma clínica de estética do Lago Sul, onde fez procedimentos de R$ 35 mil sem pagar. Apesar disso, a Justiça concedeu a liberdade a Tainá e impôs medidas cautelares.
Golpe em expansão
Casos como esse se multiplicam no país e atingem vítimas de todas as idades, sobretudo idosos. O delegado-chefe da Delegacia de Combate aos Crimes Cibernéticos (DRCC), João Guilherme, explica que a engenharia social adotada pelos criminosos — narrativas elaboradas para enganar — é carregada de emoção, recheada de detalhes e convincente. “No golpe do WhatsApp, por exemplo, o estelionatário cria um perfil falso e se passa por um familiar para pedir dinheiro. A vítima, acreditando estar ajudando um parente em apuros, transfere quantias elevadas que dificilmente serão recuperadas.”
De acordo com o investigador, criminosos têm usado o chamado sistema VoIP (Voz sobre IP), tecnologia capaz de fazer chamadas telefônicas usando a internet em vez das linhas telefônicas tradicionais. “Eles colocam o número da própria vítima, ou de um banco, no caso do golpe da central de atendimento, por exemplo, e conseguem ludibriar”, destaca.
As investigações também se concentram no combate à matéria-prima dos golpes: o vazamento de dados pessoais. Há plataformas clandestinas que vendem informações confidenciais, como CPF, RG, nomes e telefones de familiares. “As pessoas físicas tendem a ser o alvo dos estelionatários, porque conseguir os dados é mais fácil, embora pessoas jurídicas também sofram com esse tipo de crime”, acrescenta.
Alisson Possa, professor de direito digital do Ibmec Brasília, explica a evolução dos golpes virtuais, que combinam o uso de dados pessoais com a conquista da confiança, fazendo as vítimas acreditarem que estão em contato com uma empresa real. “Os golpes mais famosos envolvem contatos via WhatsApp ou ligação telefônica, nas quais os criminosos se passam por empresas famosas e, com base em informações reais, induzem as vítimas a realizarem transferências e pagamentos. Outro golpe famoso são as ‘ofertas imperdíveis’ por redes sociais ou e-mail, nas quais o consumidor é direcionado a um site que replica exatamente a empresa/marca original, sendo induzido a fazer compras falsas.”
Saída
Após o golpe, a empresária Flávia Ribeiro padronizou o serviço via Pix. “Agora, só efetuamos a venda dessa forma quando a nossa funcionária envia o link de pagamento ao cliente”, afirma. O protocolo é o mesmo adotado por Victor Melo Bijos, 29, dono da Pure Pizza, no Guará 2, para evitar possíveis golpes.
O empresário trabalhava somente com delivery e não tinha um sistema que garantisse a segurança para pagamentos via Pix. A partir de 2022, com a abertura da loja física, optou pelo investimento de R$ 399 mensal. “O sistema que uso só autoriza o pedido após a transação pelo link. Conseguimos ver a entrada do dinheiro na hora. Não vejo como um gasto, mas como investimento. Coloquei para não correr o risco de não receber”, afirma.
O professor Alisson dá algumas dicas. Uma delas é estar atento a qualquer tentativa de cobranças via WhatsApp ou ligação. “O ideal é sempre buscar a empresa diretamente por meio dos sites ou aplicativos oficiais para verificar a veracidade das cobranças. Para os golpes de sites falsos, é importante verificar se o endereço do site é realmente o oficial.” Ao perceber que caiu em uma armadilha, o primeiro passo, segundo ele, é entrar em contato com o banco para relatar o caso e solicitar a devolução dos valores transferidos para o suposto golpista, além de registrar o boletim de ocorrência.
Três perguntas para
Marco Tulio Castro, advogado especialista em direito digital e sócio do WCW Advogados Associados
1. Quais são os principais crimes previstos no Código Penal e no Marco Civil da Internet que se aplicam aos golpes virtuais mais comuns?
Existem vários crimes que podem ser caracterizados nos golpes virtuais mais praticados no Brasil atualmente (perfis falsos no WhatsApp; phising por e-mail e SMS; promoções falsas em redes sociais; falso suporte técnico etc.), dependendo da situação concreta. Podemos mencionar estelionato; invasão de dispositivo informático, se houver invasão de conta/dispositivo para obter dados; falsa identidade, se existir uso de nome ou identidade alheia para obter vantagem; falsificação de documento particular e furto mediante fraude com uso de dispositivo eletrônico ou informático. O Marco Civil da Internet, como o próprio nome estabelece, não prevê crimes específicos, mas estabelece responsabilidades e obrigações aos agentes econômicos que utilizam a internet.
2. Quando um golpe acontece, quais provas digitais têm mais peso jurídico para responsabilizar o autor?
É fundamental que as provas digitais sejam coletadas de forma a garantir a sua integridade. Alguns exemplos de provas que possuem elevado valor jurídico em discussões sobre golpes virtuais são registro de acesso a aplicações (logs) e registros de conexão à internet, que podem ser solicitados com fundamento no Marco Civil da Internet. A realização de uma ata notarial (documento lavrado por um tabelião, que descreve um determinado conteúdo digital) pode ser extremamente útil em casos dessa natureza.
3. Quais medidas a vítima pode adotar para aumentar as chances de recuperar valores — e quando isso é possível?
A vítima deve ter cuidado para preservar as provas, realizar o mais rapidamente possível uma comunicação ao banco, serviço ou operadora envolvidos, bem como realizar um registro de ocorrência.
Artigo – Celular: amigo íntimo, perigo oculto
Sabe aquele aparelhinho que usamos todos os dias? O nosso melhor amigo, que não largamos por nada. Sim, acertou! O nosso celular virou o fiel escudeiro, nosso “bom-dia” pioneiro. Ao despertar, a primeira consulta a aplicativos de mensagens é para ele, antes mesmo de cumprimentar quem dormiu ao nosso lado. Mas, ironicamente, não cuidamos muito bem do nosso amiguinho digital.
É como ter um carro de luxo e nunca fazer a revisão. Não atualizamos seu “cérebro” (o sistema operacional), somos desleixados com a segurança, deixando-o desprotegido (com senhas frágeis, por exemplo) e não aplicamos as “vacinas” periodicamente (aplicativos de antivírus).
E tem mais: tudo que falamos no dia a dia pode ficar registrado ali. Sim, ele nos “escuta” e nos direciona a acessar informações baseado no que ele ouviu. Você comenta sobre uma preferência por hambúrgueres e, dias depois, ele já te bombardeia com anúncios de lanchonetes próximas, como se tivesse lido sua mente. Ele “ouviu” sua conversa e determinou sua preferência.
Sabendo de toda essa vulnerabilidade e da nossa falta de atenção, o crime organizado tem se aproveitado. Roubos de dados que comprometem nossas informações pessoais e financeiras são uma realidade brutal. É um fato: nos últimos anos, bilhões de reais foram roubados de contas correntes de pessoas físicas por meio de fraudes digitais, muitas delas realizadas via WhatsApp. A vítima, acreditando estar ajudando um ente querido em apuros, na verdade está sendo enganada por um fraudador. A manipulação emocional é a ferramenta.
O cidadão deve estar atento aos golpes digitais. Para isso, é crucial seguir algumas práticas que podem blindar você de boa parte desses riscos. Preste atenção a estas dicas essenciais: senhas fortes, duplo fator de autenticação, desconfie de ligações e mensagens, tenha cuidado com links e promoções milagrosas e siga as recomendações de atualização do sistema operacional do seu celular e dos aplicativos. O “inocente” celular, que nos acompanha em cada passo, pode se tornar, sem a devida atenção, a porta de entrada para esses perigos. Sua segurança digital começa e termina com você. Desconfie, eduque-se e proteja seu melhor amigo.
Eduardo Nery, CEO da Every Cybersecurity e especialista em proteção de dados
Mesmo sendo superado pela China na liderança das importações de produtos brasileiros, o mercado dos EUA possui uma característica que faz muita diferença: agregação de valor.
A China é o principal parceiro comercial do Brasil importando commodities, enquanto os EUA importam produtos manufaturados, o que significa para a indústria nacional exportar tecnologia e empregos. Produtos esses que são vendidos e não comprados, constituindo um mercado extremamente difícil de conquistar. Se perdê-lo é um desastre de elevadíssimo custo, reconquistá-lo será uma proeza.
Esse é o ponto nevrálgico não percebido pelo governo. Ao se utilizar de provocações direcionadas ao público doméstico, o governo contamina as relações entre os dois países e se recusa a construir condições favoráveis para a manutenção desse mercado crucial pela indústria exportadora nacional.
Abrir outros mercados não é ação corriqueira, nem imediata, especialmente para produtos manufaturados, vários deles customizados.
Para piorar, as atitudes do governo brasileiro têm sido diametralmente opostas às expectativas dos exportadores quanto à preservação do mercado dos EUA. Medidas paliativas, até agora avaliadas pelo governo como salvadoras, não compensam a perda desse mercado.
O programa de socorro, nomeado Brasil Soberano, e apresentado com pompa e circunstância, é sem dúvida necessário e bem-vindo nesse cenário de Armagedom. Porém, a realidade crua mostra que o tarifaço já está em pleno vigor retirando competitividade dos produtos brasileiros, enquanto o Programa Brasil Soberano, ao carecer de definição de critérios, condições e taxas de juros, não tem prazo para entrar em operação, criando insegurança ao manter desprotegida a indústria exportadora.
O tempo avança, soluções são deliberadamente evitadas, o cenário se deteriora, ao mesmo tempo em que verdadeiros interesses nacionais, como investimentos e empregos, caminham para o cadafalso.
A conta virá elevada!
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SUGESTÃO DE LEITURA: AUTORIDADES FAZEM E O MERCADO PAGA
O pulmão de um ex-fumante se regenera? Conheça as etapas pelas quais o corpo passa ao se livrar do tabaco
Não tem discussão sobre isso: parar de fumar é uma das melhores decisões que se pode tomar em prol da saúde. De modo geral, todo o organismo se beneficia do fim desse vício – e os pulmões, diretamente impactados por cada cigarro aceso, são os primeiros a se valer da suspensão. Mas reverter o quadro de “ser fumante” leva tempo, muito tempo.
Quanto custa seu cigarro?
O pulmão, resiliente, começa a se curar do fumo em questão de dias. Segundo pesquisas, dentro de algumas horas sem receber a fumaça e suas toxinas, o pulmão é capaz de começar a se recobrar.
Mas se regenerar completamente do tabaco? Isso depende do tempo de tabagismo e do grau de lesões que podem ter se instalado no pulmão. Quanto mais tempo o indivíduo foi fumante, pior, claro.
Acontece que o hábito de fumar paralisa e eventualmente destrói parte da mucosa dos pulmões, enfraquecendo esse mecanismo de proteção natural – e aumentando a probabilidade de infecção.
Os danos mais comuns são o desenvolvimento de bronquite, bronquiolite e enfisema – além do câncer. A bronquite, que é a inflamação das vias aéreas mais centrais, e a bronquiolite, inflamação das pequenas vias aéreas, melhoram muito assim que o indivíduo para de fumar – e podem ser totalmente revertidas no intervalo de dois a cinco anos após a cessação do tabagismo.
“Já o enfisema, que é a destruição dos alvéolos, é irreversível”, explica a pneumologista Elnara Márcia Negri, especialista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Embora os pulmões danificados nesse nível não possam se recuperar totalmente, parar de fumar ainda é a melhor maneira de limitar ainda mais a deterioração.
Alívio imediato
A ação do cigarro é um gatilho tão grave para o corpo quanto sua suspensão traz benefícios rápidos: dois dias depois de parar de fumar, o corpo está completamente livre de nicotina e de monóxido de carbono. E os nervos, responsáveis por olfato e paladar, se reavivam – fazendo a comida ficar mais saborosa, por exemplo.
Pouco tempo depois, novas melhorias: em um estudo publicado há alguns anos na revista médica “Respirology”, especialistas já notavam que 15 dias depois de cessado o tabagismo, os cílios e flagelos recuperavam suas funções. Isso explicaria, por exemplo, que boa parte dos ex-fumantes para de tossir e de sentir pigarro já nos primeiros dias depois de parar de fumar.
De uma a duas semanas depois de parar com o cigarro, o pulmão irritado já consegue diminuir o número de células produtoras de muco, desbloqueando a passagem de ar e regulando a quantidade de saliva produzida, por exemplo.
Por volta de três meses sem tabaco, os seios da face estarão mais limpos e respirar é claramente mais fácil. Esse, porém, é um momento crucial do processo, quando muitas pessoas param definitivamente e outras passam pela tentação de voltar.
Para os resistentes, vai valer a pena: em 12 meses sem cigarro, o risco de ter uma doença cardíaca já reduz bastante. Outra boa notícia: após 5 anos, a probabilidade de sofrer um derrame é tão baixa quando a de um não-fumante.
A má notícia? “Além de um enfisema pulmonar, irreversível, o cigarro pode induzir o aparecimento de câncer no pulmão, bexiga, boca, esôfago, estômago e outros tipos até 10 a 15 anos depois que uma pessoa parou de fumar”, diz Elnara.
Passado esse período, mais de uma década depois do último cigarro ou similar, é que um ex-fumante volta a ter a saúde comparada a de outra pessoa qualquer. Daí a suspensão do tabaco ser aquele desafio que, pensando bem, nunca deveria ter sido necessário.
Como são feitos os nuggets? Veja a verdade por trás do alimento.
Os nuggets de frango são um dos aperitivos mais populares no mundo, muitas vezes cercados por mitos. Entre as principais dúvidas está a crença de que são feitos de pintinhos triturados. Na realidade, a produção desses alimentos segue normas rigorosas e práticas industriais responsáveis.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) no Brasil estabelece padrões rigorosos para a produção de nuggets, garantindo que sejam seguros para o consumo.
O processo de produção dos nuggets
Desde o início dos anos 2000, empresas como a Sadia e o McDonald’s investem em inovações e atendem aos regulamentos para proporcionar produtos de qualidade. As carnes são selecionadas e passam por processos controlados de produção, que garantem a segurança alimentar.
Os nuggets são compostos principalmente por filé de frango, representando cerca de 50% da mistura, além de pele de frango e/ou gorduras adicionais. Adicionalmente, são usados ingredientes como proteínas vegetais, amido e especiarias para garantir sabor e textura.
Na etapa de empanamento, a massa passa por uma cobertura de farinha de trigo, ovos e pão ralado, o que contribui para a textura crocante. Os nuggets são então pré-cozidos em altas temperaturas para assegurar a segurança alimentar e congelados rapidamente para preservação do sabor e textura.
Segurança alimentar no processo
Após o empanamento e pré-cozimento, os nuggets são congelados para garantir maior durabilidade e preservação de qualidade. Este processo é essencial para manter a integridade do produto até que chegue ao consumidor final.
Outro ponto a se considerar, é que a informação de que os nuggets são injetados com hormônios é infundada. Na verdade, o crescimento dos frangos é resultado de melhoramento genético e nutrição adequada.
O uso de hormônios seria impraticável e desnecessário, pois exigiria aplicação individual, o que não é viável em escala de produção comercial. As normas brasileiras proíbem essa prática desde 2004.