Início Site Página 33

A CRESCENTE DESAPROVAÇÃO DO GOVERNO LULA III

0

A CRESCENTE DESAPROVAÇÃO DO GOVERNO LULA III

A divulgação nesta quarta-feira, 25 de junho, da pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas confirma o que já se sabe há algum tempo: a avaliação do Governo Lula III vem apresentando sistemática queda na sua aprovação.

A pesquisa entrevistou 2020 eleitores por todo o país, em 162 municípios no período de 18 a 22 de junho de 2025.

A fotografia atual divulgada pela pesquisa, mostra rejeição por 56,7% dos brasileiros e uma aprovação por 39,8% dos pesquisados.

Contudo, avaliando a performance do Governo Lula III ao longo do tempo, percebe-se que, a partir do primeiro ano de mandato, a maioria da população brasileira já enxergava o desempenho do governo como ruim ou péssimo.

DESEMPENHO DO GOVERNO LULA III AO LONGO DO MANDATO

Fonte: Paraná Pesquisas

Com doze meses de mandato, a avaliação ruim/péssima passou a superar a avaliação ótimo/bom. A partir daí o desempenho do Governo só fez despencar, segundo avaliação do eleitor brasileiro, chegando ao estágio atual ruim/péssimo aproximando-se da faixa de 50%.

Esse desastroso desempenho, sem dúvida, impulsionou a desaprovação popular.

DESAPROVAÇÃO DO GOVERNO LULA III AO LONGO DO MANDATO

Fonte: Paraná Pesquisas

Em que pese ter obtido relevante aprovação em agosto de 2023 (oito meses de mandato), o governo perdeu performance e já no primeiro ano (janeiro de 2024) amargou empate entre aprovação e desaprovação e, a partir daí, a rejeição se acelerou, chegando a junho de 2025 (dois anos e meio de mandato) com quase 60% (56,7%) de desaprovação.

Somente eleitores da região Nordeste aprovam o Governo Lula III, ainda que por margem estreita, enquanto todas as outras regiões do país o desaprovam.

O resultado não surpreende.

As decisões governamentais, especialmente na área econômica, chamando a atenção para o perigoso descontrole nas despesas, têm se mostrado equivocadas, exigindo, por exemplo, manutenção de elevada taxa de juros. Apoio a governos totalitários, além das arestas não mitigadas com o setor agronegócio, esteio da economia e do comércio exterior nacional, contribuíram para essa responsável avaliação popular.

REVISTA DIÁRIA | www.revistadiaria.com.br | contatorevistadiaria@gmail.com

DANOSA ASSIMETRIA BRASILEIRA

0

DANOSA ASSIMETRIA BRASILEIRA

No início do mês, a Revista Diária comentou sobre a deformação construída na representatividade política nacional, onde as regiões Norte e Nordeste do Brasil, com 35% da população e 19% de contribuição no PIB nacional, representam 42% na Câmara dos Deputados e 59% no Senado Federal. Desequilíbrio tendencioso que, estimulado por ações protecionistas, acaba por debilitar economias regionais.

A desproporcional e injusta representação nas casas legislativas brasileiras tem sido incapaz de promover resultados compensatórios para a região Norte e Nordeste.  22% das carteiras brasileiras de trabalho assinadas e 58% dos beneficiários do Programa Bolsa Família são as entregas que a região Norte e Nordeste consegue oferecer.

Contudo, a deformada representatividade política também tem sido capaz de desenhar uma outra fonte de assimetria de relevante impacto na economia nacional e no desenvolvimento das regiões: os repasses federais para os estados, que nada mais são do que retornos dos impostos gerados em seus territórios.

A região Norte e Nordeste, maior representação política no Congresso Nacional, é a única a ganhar recursos. Seu retorno representa 145% dos impostos que consegue arrecadar.

Todas as outras regiões perdem.

A região Centro-Oeste perde 39%, a região Sudeste perde 69% e a região Sul perde 78% do que arrecada. As três regiões juntas perdem 61%.

Significa dizer, por exemplo, que a região Sul ao arrecadar R$ 100,00, recebe de retorno R$ 22,00. É surreal, tanto quanto injusto, especialmente quando por razões de intempéries, como atualmente, a região Sul, ao necessitar usar seus próprios recursos, fique à mercê da boa vontade política e da burocracia do serviço público para receber da União o que dela deveria ser por direito.

INDICADORES REGIONAIS DO PAÍS

Popula-

ção

PIB

Casa

Baixa

Casa

Alta

Carteira

Assinada

Bolsa

Família

Retorno

Imposto

Norte e

Nordeste

35%

19%

42%

59%

22%

58%

145%

Centro-

Oeste,

Sudeste

Sul

 

65%

 

81%

 

58%

 

41%

 

78%

 

42%

 

39%

Fonte: IBGE, CAGED, Câmara dos Deputados, Senado Federal, Confaz

A assimetria brasileira existe, é exagerada e não tem compensado a expressiva perda das regiões produtoras que sustentam o país.

REVISTA DIÁRIA | www.revistadiaria.com.br | contatorevistadiaria@gmail.com

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/a-deformada-representatividade-brasileira/

A DEFORMADA REPRESENTATIVIDADE BRASILEIRA

PL MIRA HEGEMONIA NO DF COM DOIS SENADORES E O GOVERNO, EM 2026

0

PL mira hegemonia no DF com dois senadores e o governo em 2026

O PL caminha para ter dois senadores em 2026 representando o Distrito Federal. O atual senador Izalci Lucas vai contribuir com a eleição de Michelle Bolsonaro e, com isso, fortalecer o partido. Michelle também vai ajudar na campanha de Izalci, reforçando a dobradinha dos dois nomes mais fortes da sigla no DF.

O partido aposta no crescimento da direita e no fortalecimento do bolsonarismo na capital. Michelle Bolsonaro transferiu seu título para o Distrito Federal e já conta com a simpatia de líderes religiosos, grupos conservadores e, principalmente, do eleitorado feminino é líder nas pesquisa para o Senado.

Izalci é senador em exercício, foi deputado distrital, secretário de Ciência e Tecnologia do DF. Homem simples, mineiro como JK, tem se destacado no combate à corrupção e conhece profundamente o Distrito Federal.

Nos bastidores, também se discute a possibilidade de Izalci sair candidato ao governo do Distrito, devido ao seu conhecimento da gestão pública local, abrindo vaga para que outro nome do PL concorra ao Senado. Com isso, o PL, além de ter duas presenças no Senado, poderia conquistar também o governo do Distrito, algo possível em razão do crescimento do partido e do desgaste do governo federal em todas as áreas.

A expectativa é que a dobradinha entre Michelle e Izalci lidere com folga as intenções de voto e consolide o PL como a maior força política da capital e mais ainda se eleger alguém do partido para governador do DF.

Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político, autor dos livros Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Conselheiro certificado pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.
"O conteúdo deste artigo reflete apenas a opinião do autor e não necessariamente as opiniões do Portal REVISTA DIÁRIA, que não se responsabiliza por qualquer dano ou erro que possa surgir do uso das informações apresentadas neste artigo. Ao acessar e ler este artigo, você concorda em que REVISTA DIÁRIA não se responsabiliza por quaisquer danos diretos, indiretos, acidentais ou consequentes que possam surgir do uso das informações contidas neste artigo. Você concorda que é responsável pelo uso que fizer destas informações e que o blog não tem qualquer responsabilidade por qualquer erro, omissão ou imprecisão."

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/quem-e-o-verdadeiro-lider-na-sua-empresa/

QUEM É O VERDADEIRO LÍDER NA SUA EMPRESA?

CENÁRIO GEOPOLÍTICO JUNHO/2025: ALERTA MÁXIMO PARA AS EMPRESAS

0

Orientação para o Planejamento Estratégico – Junho/2025 – Cenário Geopolítico: Alerta Máximo para Empresas.

O cenário geopolítico global em 2025 exige atenção redobrada das empresas.

O prolongado conflito entre Ucrânia e Rússia mantém a Europa em alerta e compromete cadeias de suprimentos de energia e grãos.

No Oriente Médio, o confronto entre Irã e Israel aumentou o preço do petróleo e elevou os custos logísticos, afetando diretamente setores como transporte, indústria e varejo.

Reposicionamento das Potências: EUA e China

Nos bastidores, os Estados Unidos, sob nova gestão, adotam uma postura mais intervencionista, autorizando ações militares no Oriente Médio e reforçando sanções contra o Irã.

Enquanto isso, a China expande sua influência econômica e firma acordos bilaterais com a Rússia e países do Golfo, promovendo o uso do yuan no lugar do dólar. Esse movimento pode impactar os fluxos financeiros e cambiais globais.

Fragmentação Econômica e Ameaças Digitais

Esses movimentos sugerem uma fragmentação da ordem econômica internacional.
dólar ainda é dominante, mas surgem alternativas.

O risco cibernético também cresce, com empresas dos EUA e seus aliados sob ameaça de ataques patrocinados por Estados.

Impactos Diretos para Empresas

    •  Alta nos custos deenergia,frete e seguro internacional.
    • Volatilidade cambial e necessidade de hedge financeiro.
    • Aumento do risco regulatório em comércio exterior.
    • Pressão sobre margens operacionais.
    • Crescimento da demanda por segurança digital.

Recomendações Estratégicas

    1. Reavaliar fornecedores e rotas logísticas.
    2. Investir em proteção cambial e geopolítica.
    3. Fortalecer a cibersegurança e planos de continuidade.
    4. Acompanhar movimentos regulatórios e diplomáticos.
    5. Considerar múltiplos cenários no planejamento 2025–2027.

Conclusão

Empresas preparadas serão mais resilientes diante das incertezas que marcam este novo ciclo global.

 

Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político. Autor dos livros Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Conselheiro certificado pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.
REVISTA DIÁRIA | www.revistadiaria.com.br | contatorevistadiaria@gmail.com

MEDICAMENTO USADO PARA INSÔNIA É OPÇÃO PROMISSORA CONTRA ALZHEIMER

0
Imagem Pixabay
Imagem Pixabay

Um medicamento usado para tratar a insônia é apontado como uma opção promissora contra o Alzheimer.

 

Em um estudo pré-clínico, pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, descobriram que o lemborexant é capaz proteger o cérebro de camundongos contra o acúmulo da proteína tau — relacionado à doença neurodegenerativa.

Sabendo da conexão entre o Alzheimer e o sono de má qualidade, os pesquisadores resolveram investigar um medicamento depressor do sistema nervoso central. Os resultados foram publicados no fim de maio,na revista científica Nature Neuroscience.

O lemborexant foi aprovado em 2019 como um tratamento eficaz para a insônia, pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de remédios nos EUA. No Brasil, ele segue em análise pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2022.

O fármaco já foi considerado o melhor remédio para problemas do sono. Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostrou que ele tem o melhor perfil de eficácia, aceitabilidade e tolerabilidade após uma ampla revisão de estudos sobre 36 medicamentos realizados ao longo de 40 anos.

O acúmulo de proteínas beta-amiloide e a tau é apontado como um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do Alzheimer. Os medicamentos destinados ao tratamento da doença em estágio inicial atuam especificamente contra a beta-amiloide.

O neurologista David Holtzman, um dos autores do novo estudo, aponta que os remédios disponíveis ajudam, mas não conseguem retardar tanto a doença quanto a ciência gostaria. Por isso, a equipe de pesquisa focou na outra proteína.

Em testes com camundongos, os cientistas da Universidade de Washington perceberam que o lemborexant melhorou a qualidade do sono e reduziu os níveis anormais da proteína tau no cérebro dos animais.

Fonte de pesquisa: https://www.instagram.com/p/DLIcPUYPI0O/?igsh=Nm02andsNWE4NmJ2

REVISTA DIÁRIA | www.revistadiaria.com.br | contatorevistadiaria@gmail.com

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/saude/alimentos-que-detonam-a-saude-do-figado/

ALIMENTOS QUE DETONAM A SAÚDE DO FÍGADO

AS ORGANIZAÇÕES SEPARAM A CABEÇA DO CORPO – E DA REALIDADE

0

As organizações separam a cabeça do corpo — e da realidade

 

Planejamento sem conexão com a execução

As organizações têm separado a cabeça do corpo quando elaboram o Plano Estratégico sem ouvir aqueles que vão executá-lo, assim como seus clientes e fornecedores. Isso se agrava ainda mais devido à fraca conexão entre o planejamento e o modelo de gestão, criando um efeito dominó indesejável e ineficiente. No passado, esse modelo funcionava, mas o mundo atual exige outra dinâmica.

Falta de propósito e comunicação interna

A maioria dos funcionários não sabe qual é o propósito da organização onde trabalha, muito menos onde ela quer chegar. Os setores não se integram, funcionam como silos, muitas vezes competindo entre si. Com o tempo, os gerentes adotam posturas corporativistas, enfraquecendo ainda mais a sinergia organizacional.

Ensino desconectado da prática

Nas faculdades de Administração, essa realidade também se repete. Há pouca conexão prática entre as disciplinas. São raros os professores que trocam experiências entre si. Cada um atua isoladamente, como num time onde cada jogador joga por conta própria, sem estratégia coletiva. Além disso, muitas teses de pós-graduação — inclusive financiadas com recursos públicos — apresentam baixo custo-benefício.

Uma nova abordagem: Planejamento Estratégico Reverso

A metodologia do Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa propõe uma mudança concreta neste cenário. Seu diferencial está no DNA: o uso da Inteligência Artificial e a inspiração nas organizações exponenciais. Trata-se de um modelo que conecta propósito, execução, inovação e adaptabilidade, promovendo alinhamento estratégico real.

Livro e curso disponíveis

O livro Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa será lançado brevemente na Amazon. A metodologia também se transformou em um curso exclusivo para gestores, promovido pelo Instituto Latino.

Hélio Mendes – Palestrante, consultor empresarial e político, autor dos livros Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Conselheiro certificado pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG.

 

 

 

"O conteúdo deste artigo reflete apenas a opinião do autor e não necessariamente as opiniões do Portal REVISTA DIÁRIA, que não se responsabiliza por qualquer dano ou erro que possa surgir do uso das informações apresentadas neste artigo. Ao acessar e ler este artigo, você concorda em que REVISTA DIÁRIA não se responsabiliza por quaisquer danos diretos, indiretos, acidentais ou consequentes que possam surgir do uso das informações contidas neste artigo. Você concorda que é responsável pelo uso que fizer destas informações e que o blog não tem qualquer responsabilidade por qualquer erro, omissão ou imprecisão."

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/medida-provisoria-pretende-compensar-ineficiencia-da-saude-municipal/

MEDIDA PROVISÓRIA PRETENDE COMPENSAR INEFICIÊNCIA DA SAÚDE MUNICIPAL

O XADREZ SOMBRIO DE AGOSTO

0

O Xadrez Sombrio de Agosto

Agosto de 1953 não chegou ao Irã com a doçura esperada do fim do verão. Em Teerã, a temperatura subia não só pelo sol a pino, mas pela tensão palpável que pairava no ar.

A Operação Ajax não era um segredo para os envolvidos, mas para a maioria dos iranianos, seria um tremor súbito, um golpe que viria do nada e mudaria o curso de sua nação para sempre.

Mohammed Mossadegh, o primeiro-ministro, era um gigante. Não pela estatura física, mas pela ousadia de sua visão: nacionalizar a Companhia Anglo-Iraniana de Petróleo (AIOC). Era um ato de soberania, um clamor por justiça econômica contra décadas de exploração.

A Grã-Bretanha, que via sua galinha dos ovos de ouro escorregar pelas mãos, não aceitaria tal afronta. E os Estados Unidos, emergindo como potência global e obcecados pela Guerra Fria, não viam com bons olhos um governo que parecia flertar com a instabilidade – ou, pior, com influências soviéticas.

Nos bastidores, o jogo de xadrez era intenso. Agentes da CIA e do MI6, com nomes e missões duplos, teciam a teia da conspiração. Dinheiro trocava de mãos em becos escuros, jornais eram subornados para publicar notícias difamatórias contra Mossadegh, e multidões eram organizadas, algumas pagas, outras genuinamente mobilizadas pelo descontentamento fomentado. A retórica anti-Mossadegh ecoava nas mesquitas, nos mercados, nos cafés. Diziam que ele era um tirano, que levaria o Irã à ruína, que não respeitava o Xá.

O Xá Mohammad Reza Pahlavi, um monarca jovem e indeciso, estava no centro da tormenta. Ele oscilava entre a lealdade a Mossadegh, seu primeiro-ministro legalmente eleito, e a pressão das potências ocidentais que viam nele a peça-chave para restaurar seus interesses. Aos seus ouvidos, sussurravam que Mossadegh era uma ameaça à própria monarquia, ao seu poder, à sua vida.

O primeiro movimento, um decreto do Xá demitindo Mossadegh, fracassou. O povo, ainda fiel ao carismático primeiro-ministro, saiu às ruas em apoio. Parecia que Ajax havia falhado. O Xá, em pânico, fugiu para o Iraque e depois para Roma, um rei exilado antes mesmo de seu reino cair.

Mas os conspiradores não desistiram. Os dias seguintes foram um turbilhão de desinformação, caos e manipulação. Agentes da CIA, com o auxílio de generais iranianos leais ao Xá, orquestraram protestos e contra-protestos. Bandidos contratados se misturavam a civis, criando tumulto, provocando a polícia, pintando um quadro de anarquia. A mensagem era clara: Mossadegh era incapaz de controlar o país.

A peça final do tabuleiro foi o Exército. No dia 19 de agosto, sob o comando de generais leais ao Xá e com o apoio logístico e financeiro ocidental, tanques e tropas marcharam sobre Teerã. Houve resistência, é claro. Civis e militares leais a Mossadegh lutaram bravamente, mas a força era esmagadora. O palácio de Mossadegh foi bombardeado, as ruas se transformaram em campo de batalha. O sonho de um Irã independente, livre das amarras estrangeiras, estava sendo esmagado sob as esteiras dos tanques.

Mossadegh foi preso, julgado e condenado à prisão domiciliar, onde viveria até sua morte, um símbolo trágico da resiliência e da derrota. O Xá retornou em triunfo, restaurado ao poder com o beneplácito de Washington e Londres. A monarquia seria fortalecida, e o petróleo iraniano voltaria a fluir, mas sob novas condições, mais favoráveis aos interesses ocidentais.

A Operação Ajax foi um sucesso para quem a orquestrou. Mas para o Irã, foi uma cicatriz profunda. A ferida da intervenção estrangeira, da desconfiança na democracia e da sensação de que seu destino era manipulado por potências distantes. Essa ferida, ainda hoje, ecoa nas complexas relações do Irã com o Ocidente, um lembrete sombrio de um agosto fatídico em que o xadrez da geopolítica se jogou com vidas e nações como peças.

Persio Isaac

"O conteúdo deste artigo reflete apenas a opinião do autor e não necessariamente as opiniões do Portal REVISTA DIÁRIA, que não se responsabiliza por qualquer dano ou erro que possa surgir do uso das informações apresentadas neste artigo. Ao acessar e ler este artigo, você concorda em que REVISTA DIÁRIA não se responsabiliza por quaisquer danos diretos, indiretos, acidentais ou consequentes que possam surgir do uso das informações contidas neste artigo. Você concorda que é responsável pelo uso que fizer destas informações e que o blog não tem qualquer responsabilidade por qualquer erro, omissão ou imprecisão."

 

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/beneficiarios-do-bolsa-familia-ultrapassam-em-17-o-numero-de-carteiras-assinadas-nas-regioes-norte-e-nordeste/

BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA ULTRAPASSAM EM 17% O NÚMERO DE CARTEIRAS ASSINADAS, NAS REGIÕES NORTE E NORDESTE

A NOVA GEOPOLÍTICA: O MUNDO TEM NOVOS DONOS

0

A Nova Geopolítica: O Mundo Tem Novos Donos

A geopolítica, tradicionalmente fundamentada na relação entre geografia e política, visava atender os interesses dos Estados-nação, especialmente pela expansão territorial. Esse modelo predominou até a queda do Muro de Berlim. No entanto, o cenário global mudou drasticamente, e os Estados-nação perderam a exclusividade do poder.

Historicamente, o Estado sucedeu a monarquia, assumindo o controle das políticas internas e externas. Hoje, porém, novos atores – como grandes corporações, ONGs, mídias, religiões e o crime organizado – desempenham papéis decisivos no destino do mundo, enquanto o Estado enfrenta uma crise de relevância, enfraquecido em sua função central. A democracia, por sua vez, está fragilizada, demandando esforços para sua recuperação.

Esses novos protagonistas, antes subordinados aos Estados, agora ocupam posições de destaque, moldando a nova geopolítica. Esse cenário exige uma visão parcial e adaptada, pois as dinâmicas de poder são mais fragmentadas e diversificadas.

Um exemplo notável é a ascensão de Donald Trump. Para se eleger, precisou alinhar-se aos interesses das grandes corporações. Caso isso se confirme, sua atuação se limitará a ser um porta-voz dos “novos donos do poder”, evidenciando a crescente influência desses atores no cenário global.

"O conteúdo deste artigo reflete apenas a opinião do autor e não necessariamente as opiniões do Portal REVISTA DIÁRIA, que não se responsabiliza por qualquer dano ou erro que possa surgir do uso das informações apresentadas neste artigo. Ao acessar e ler este artigo, você concorda em que REVISTA DIÁRIA não se responsabiliza por quaisquer danos diretos, indiretos, acidentais ou consequentes que possam surgir do uso das informações contidas neste artigo. Você concorda que é responsável pelo uso que fizer destas informações e que o blog não tem qualquer responsabilidade por qualquer erro, omissão ou imprecisão."

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/a-visao-maquiavelica-da-politica-realismo-cru-e-a-natureza-humana/

A VISÃO MAQUIAVÉLICA DA POLÍTICA: REALISMO CRU E A NATUREZA HUMANA

REVISTA DIÁRIA | www.revistadiaria.com.br | contatorevistadiaria@gmail.com

DO ORÁCULO DE DELFOS AO ORÁCULO DA PRAÇA DOS TRÊS PODERES

0
Imagem Pixabay

Do Oráculo de Delfos ao Oráculo da Praça dos Três Poderes

Era uma vez, num tempo em que a poeira da história ainda se assentava sobre as sandálias dos homens, os destinos das nações eram tecidos em fios de mistério e divindade. Reis e imperadores, com suas coroas pesadas e seus olhares inquietos, não se atreviam a mover um dedo sequer sem antes curvar-se diante dos oráculos. A fumaça do incenso subia aos céus, as pitonisas entravam em transe, e das profundezas de Delfos ou de qualquer outro templo sagrado, a voz dos deuses ecoava, definindo guerras, pactos e o pão de cada dia. A palavra divina era lei, inquestionável, o norte absoluto para o leme da vida pública.

Então, Roma, em sua sagacidade e sua ânsia por ordem, deu um passo ousado. Cansada da ambiguidade dos augúrios e da volubilidade dos presságios, a Urbe Eterna decidiu que o destino deveria ser forjado pelas mãos humanas.

Nasceu a política, com seus senadores eloquentes, suas assembleias barulhentas e seus debates infindáveis. O poder de decidir migrou dos céus para as ruas, das nuas divindades para os homens engravatados (ou, à época, togados). E assim foi, por séculos e séculos, a política, em sua essência democrática, mesmo com seus tropeços e suas tiranias, manteve-se como o palco onde os destinos das nações eram traçados por aqueles a quem o povo, de alguma forma, conferia esse direito.

Pulamos alguns milênios e desembarcamos no Brasil. Aqui, onde o tempo parece ter seu próprio ritmo e a lógica, às vezes, decide tirar férias, a tradição democrática parece ter sido virada do avesso do avesso. Se antes os oráculos eram o único farol, e depois a política assumiu a primazia, no Brasil de hoje, testemunhamos um fenômeno curioso e, para alguns, alarmante. A caneta que outrora era dos representantes eleitos, das assembleias que deveriam refletir a vontade popular, parece ter escorregado para outras mãos.

Eis que surge, no cenário político brasileiro, um novo oráculo. Não mais um templo em ruínas ou uma sacerdotisa em êxtase, mas sim um tribunal, e mais especificamente, um de seus ministros. O Supremo Tribunal Federal, em particular sob a liderança do Ministro Alexandre de Moraes, parece ter assumido o papel de definidor dos destinos da nação, um verdadeiro oráculo maior. Decisões que antes seriam fruto de debates no parlamento, de acordos entre as forças políticas, ou de plebiscitos que sondassem o humor do povo, agora emanam, muitas vezes, de monocráticas sentenças.

É uma inversão irônica da história.

Enquanto a humanidade avançava da crença cega nos desígnios divinos para a racionalidade da política, o Brasil parece trilhar um caminho em que a política é eclipsada por uma instância que se autoproclama a voz derradeira. O que era um avanço da autonomia humana na tomada de decisões, parece ter se transmutado numa nova forma de oráculo, onde a palavra final não vem dos deuses, nem dos eleitores, mas de um poder que se julga acima dos demais.

A poeira da história continua a se assentar, mas, no Brasil, ela parece cobrir os princípios mais elementares da democracia, enquanto a nação aguarda, com apreensão, os próximos vereditos do seu “oráculo” contemporâneo.

 

Persio Isaac
"O conteúdo deste artigo reflete apenas a opinião do autor e não necessariamente as opiniões do Portal REVISTA DIÁRIA, que não se responsabiliza por qualquer dano ou erro que possa surgir do uso das informações apresentadas neste artigo. Ao acessar e ler este artigo, você concorda em que REVISTA DIÁRIA não se responsabiliza por quaisquer danos diretos, indiretos, acidentais ou consequentes que possam surgir do uso das informações contidas neste artigo. Você concorda que é responsável pelo uso que fizer destas informações e que o blog não tem qualquer responsabilidade por qualquer erro, omissão ou imprecisão."

SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/a-visao-maquiavelica-da-politica-realismo-cru-e-a-natureza-humana/

A VISÃO MAQUIAVÉLICA DA POLÍTICA: REALISMO CRU E A NATUREZA HUMANA

POR QUE DEVEMOS ELIMINAR O DIMINUTIVO NA COMUNICAÇÃO?

0

E aí, quem quer marcar um cafezinho comigo essa semana? Pra gente trocar uma figurinha sobre comunicação? Quem sabe sai um projetinho? Ideinha boa, não?

 

Por Rodrigo Barnabé

Hoje eu venho aqui pra te alertar de uma coisa que nem sempre prestamos atenção. O uso dos diminutivos pode parecer inofensivo na comunicação. Mas comunica muito mais do que você imagina.

Na comunicação empresarial, principalmente, cada palavra carrega um peso. E quando você reduz verbalmente o tamanho daquilo que propõe, inconscientemente reduz o valor percebido pelo seu interlocutor. Diminutivo transmite hesitação, insegurança, falta de autoridade. Como esperar que levem seu projeto a sério se você mesmo o apresenta de forma acanhada, espremida, achatada?

Agora pense nessas situações: você chega no médico e ele diz que vai te dar “um remedinho”. Ou um investidor ouvindo que sua ideia é só “um negocinho”. Soa pouco confiável. Pouco profissional. Pouco tudo.

No meio corporativo, em que a clareza é um ativo muito valioso, a forma como você se posiciona verbalmente importa — e muito. Diminutivos disfarçam o protagonismo e sabotam as suas decisões. Uma comunicação forte exige assertividade, objetividade e firmeza.

Isso não significa ser duro, ríspido ou impessoal. Pelo contrário, significa ser direto e reto. Consciente da força da sua fala. Quem ocupa espaços de liderança precisa aprender a nomear suas ideias com grandeza, sem medo de parecer ambicioso.

? Insight: Comece a prestar atenção em como você fala de si, dos seus projetos e das suas conquistas. Se você diminui com palavras o que construiu com tanto esforço, está educando o outro a te enxergar menor do que você é.

Fonte: https://www.linkedin.com/in/rodrigobarnabe?miniProfileUrn=urn%3Ali%3Afsd_profile%3AACoAAANvA88BU_MrrusJEjoowIIeIkBdcxJ95C8&lipi=urn%3Ali%3Apage%3Ad_flagship3_feed%3BQqnHQAloTJ2dEDCUsWCEBg%3D%3D

https://comuniquemelhor.com.br/
REVISTA DIÁRIA | www.revistadiaria.com.br | contatorevistadiaria@gmail.com