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QUE DEMOCRACIA É ESSA?

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A democracia brasileira vive um momento de profunda desconfiança. Aquilo que a Constituição de 1988 consagrou como pilares: cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho, separação entre os poderes, liberdade de expressão e imprensa livre, parece cada vez mais distante.

Há uma desconfortável sensação de que o país está mergulhado em corrupção, percepção de corrosão institucional que não nasce do nada. O Brasil ocupa hoje a 107ª posição entre 182 países no Índice de Percepção da Corrupção, abaixo da média global e da média das Américas. Mais grave que a posição isolada é a constância do problema: desde 2015 o país permanece em elevado patamar de percepção de corrupção, sinalizando incapacidade, ou falta de vontade, para enfrentar o tema com determinação. Para piorar, ao normalizar a corrupção, o tecido democrático tende a se esgarçar.

Adicionalmente, a separação de poderes, concebida como mecanismo de equilíbrio e contenção, parece ter se transformado em um sistema de conveniências cruzadas. Executivo e Legislativo operam sob a lógica das emendas, das negociações orçamentárias e da sobrevivência política; o Senado raramente exerce controle efetivo sobre o Judiciário; e a Suprema Corte, que deveria se limitar à guarda da Constituição, frequentemente assume impróprio protagonismo político e criminal que suscita insegurança jurídica.

No Executivo, a escalada do gasto público convive com sucessivas tentativas de elevação da carga tributária, já entre as mais altas do planeta, sem proporcional retorno social. O chamado arcabouço fiscal, vendido como instrumento para impor disciplina, revela-se o que já se sabia: insuficiente para conter a dinâmica estrutural da expansão de despesas. Enquanto isso, áreas essenciais como educação e saúde permanecem com indicadores insatisfatórios, e decisões regulatórias, como a autorização de cursos superiores (medicina por exemplo) sem adequada qualidade, produzem grande apreensão.

No Legislativo, a centralidade das emendas parlamentares deslocou o foco do interesse público para a disputa distributiva de recursos. O orçamento tornou-se instrumento de poder individual e a política, nesse ambiente, perde dimensão estratégica, reduz-se a negociação permanente e cresce geometricamente a chance de corrupção.

O Judiciário, por sua vez, enfrenta críticas pela ampliação de competências e por decisões que alteram entendimentos consolidados, como por exemplo a execução da pena após condenação em segunda instância. A insegurança jurídica resultante alimenta não somente a sensação, mas a certeza de impunidade e de assimetria entre cidadão comum e agentes poderosos. Decisões judiciais sob lentes políticas vêm deteriorando a confiança institucional.

Outro exemplo, para grande parte da população brasileira a desarticulação da Operação Lava Jato simbolizava o tão aguardado ponto de inflexão. Ela representou um corajoso enfrentamento sistêmico à corrupção. Sua desestruturação, acompanhada da revisão de condenações e da responsabilização de seus agentes, consolidou na opinião pública uma clara percepção de retrocesso. Casos recentes envolvendo grandes instituições financeiras (Banco Master) e autoridades reforçam a narrativa de que escândalos de grande magnitude, nesse caso maior até do que o caso da Lava Jato, revelam inaceitáveis tratativas à luz do dia para serem absorvidos pelo sistema político sem quaisquer consequências proporcionais. É a consolidação da impunidade.

O resultado não poderia ser outro além do desalento cívico. Ética, moral pública e responsabilidade tornaram-se temas inapropriados na arena institucional. Consequentemente, a liberdade de expressão vem sendo frequentemente tensionada por decisões judiciais e por pressões políticas, enquanto o debate público se radicaliza e se fragmenta.

Entretanto, é preciso muita atenção: democracias morrem também por descrédito generalizado. Quando a sociedade passa a não confiar em nenhuma instituição, alcança-se aquela “democracia” que Sócrates temia ao desconfiar do “navio” conduzido por despreparados tripulantes, e que Aristóteles alertava ao tratar das degeneradas formas de governo.

Sem dúvida, a crise atual fragiliza a democracia brasileira. Ainda assim, democracias são capazes de se reformar por dentro: fortalecer mecanismos de controle, garantir transparência real no uso de recursos públicos, reequilibrar a separação de poderes, assegurar liberdade de expressão com responsabilidade e promover educação de qualidade que não forme apenas eleitores, mas essencialmente cidadãos.

Contudo, o atual cenário nacional mostra que o brasileiro está só, que não há a quem recorrer para que as instituições voltem a respeitar seus limites constitucionais, para que a sociedade recupere a exigência ética como valor inegociável e para que a cidadania não aceite o vale-tudo como regra permanente.

Que Deus salve o Brasil!

 

SUGESTÃO DE LEITURA: ESTRATÉGIA EM TEMPO REAL: A NOVA DINÂMICA DA LIDERANÇA EMPRESARIAL: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/estrategia-em-tempo-real-a-nova-dinamica-da-lideranca-empresarial-2/

CARNAVAL COM CONSCIÊNCIA

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Carnaval com Consciência: Pequenas Atitudes que Salvam Vidas


O carnaval é para muitos brasileiros, sinônimo de alegria, liberdade, música e encontros. Mas, por trás da festa, existe uma realidade que não pode ser ignorada: é justamente nesse período que aumentam os casos de desidratação, infecções sexualmente transmissíveis (
ISTs), acidentes de trânsito relacionados ao álcool e intercorrências por exposição prolongada ao sol.

Cuidar da saúde durante o carnaval não significa abrir mão da diversão, e sim garantir que a folia termine com boas lembranças e não em um leito de hospital. Viver um “carnaval com consciência” é um ato de responsabilidade consigo mesmo e com o outro.

A seguir, apresento algumas orientações alinhadas com as recomendações do Ministério da Saúde para que a festa seja plena, segura e, ainda assim, leve.

Hidratação: base da energia e da segurança

As altas temperaturas, a aglomeração e a dança constante favorecem a perda de líquidos e eletrólitos. Associados ao consumo de álcool, esses fatores aumentam o risco de desidratação, mal-estar e até desmaios.

O Ministério da Saúde reforça, em suas campanhas de verão e de grandes eventos, a importância da ingestão regular de água ao longo do dia.

Beba água mesmo sem sentir sede, de forma fracionada.
Intercale bebidas alcoólicas com copos de água.
Sempre que possível, opte também por água de coco ou soluções de reposição eletrolítica.

Pequenos goles constantes valem mais do que grandes quantidades de uma vez só. A hidratação adequada mantém a disposição, ajuda na regulação da temperatura corporal e reduz o risco de intercorrências clínicas.

Uso responsável de álcool: limite que protege

O álcool é presença comum no carnaval, mas seu consumo abusivo está diretamente ligado a acidentes, brigas, relações sexuais desprotegidas, quedas e decisões impulsivas.
O Ministério da Saúde alerta que não existe “uso seguro” de álcool do ponto de vista de risco zero, mas reconhece que reduzir a quantidade e a frequência já diminui significativamente os danos.

Alguns cuidados essenciais:

Não beba em jejum: alimente-se adequadamente antes e durante a folia.
Estabeleça um limite pessoal antes de sair de casa.
Evite misturar diferentes tipos de bebida alcoólica.
Nunca dirija após beber: utilize transporte público, táxi ou aplicativos.

Beber com responsabilidade não é sinal de fraqueza, e sim de maturidade. Preservar sua lucidez é uma forma de autocuidado e proteção à sua integridade física e emocional.

Preservativo: proteção que não tira a graça

O carnaval é também um período de maior interação social e afetiva. Isso pode resultar em relações sexuais casuais, o que, sem o uso de preservativo, aumenta o risco de ISTs, como HIV, sífilis, hepatites virais, entre outras, além de gravidez não planejada.

O Ministério da Saúde, por meio de suas campanhas de prevenção combinada, reforça o uso consistente e correto de preservativos masculinos e femininos como uma das principais estratégias de proteção.

Leve seus preservativos para a folia não dependa da disponibilidade do local.
Lembre-se de verificar a data de validade e a integridade da embalagem.
Use desde o início até o fim da relação sexual.

O uso do preservativo é um gesto de respeito consigo e com o outro. Não impede a espontaneidade, mas garante que os desdobramentos do carnaval não se tornem um problema de saúde a longo prazo.

Consentimento: a regra mais importante da festa

Não há saúde integral sem respeito à integridade física, emocional e sexual do outro. Consentimento é a base de qualquer interação íntima saudável: só há consentimento quando há liberdade, clareza e vontade de ambas as partes.

Campanhas de saúde e de direitos humanos reforçam que:

“Não” é “não”, em qualquer situação e a qualquer momento.
O fato de alguém estar fantasiado, dançando ou bebendo não autoriza toques não desejados.
Consentimento pode ser retirado a qualquer momento: a pessoa pode mudar de ideia e isso deve ser respeitado.

Um carnaval verdadeiramente saudável é aquele em que todos se sentem seguros para dizer “sim” ou “não” sem medo, culpa ou coerção.

Transporte seguro: voltar para casa também faz parte do cuidado

Acidentes de trânsito relacionados ao consumo de álcool, cansaço ou imprudência são um grave problema de saúde pública, especialmente em feriados prolongados.
Dados do Ministério da Saúde reiteram a relação direta entre direção sob efeito de álcool e aumento de óbitos e traumas.

Algumas medidas simples reduzem significativamente esses riscos:

Planeje antecipadamente como irá voltar para casa.
Priorize transporte público, táxis, aplicativos ou caronas combinadas com motoristas sóbrios.
Evite trajetos isolados e horários de maior vulnerabilidade, principalmente ao retornar sozinho(a).

Chegar bem em casa faz parte do sucesso da festa. Todo o cuidado até o fim do percurso importa.

Carnaval com consciência: alegria que também cuida

A missão das campanhas de saúde pública, como as promovidas pelo Ministério da Saúde, não é impedir a festa, mas garantir que ela aconteça com o menor risco possível. A prevenção é sempre o melhor caminho.

Adotar estratégias de cuidado hidratação adequada, uso responsável de álcool, preservativo, respeito ao consentimento, transporte seguro e proteção contra o sol éuma forma de dizer a si mesmo: “Quero estar bem hoje e depois da folia”.

Carnaval consciente não é carnaval menos alegre. É um carnaval em que a alegria não custa a saúde, a dignidade nem a vida.

Que cada um de nós possa ocupar as ruas, os blocos e os encontros com responsabilidade, respeito e cuidado mútuo. Assim, o carnaval cumpre seu papel: celebrar a vida e não colocar essa mesma vida em risco.

1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente.
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília. Sobre álcool e segurança no trânsito
2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente.
Saúde Brasil https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigitel/vigitel-brasil-2006-2023-tabagismo-e-consumo-abusivo-de-alcool/viewseção que trata de acidentes e álcool.
3. BRASIL. Ministério da Saúde.
Cuidados com a saúde no verão. Brasília: Ministério da Saúde, https://www.amrigs.org.br/ministerio-da-saude-alerta-para-doencas-do-verao/
4. BRASIL. Ministério da Saúde.
Campanhas de prevenção de IST/HIV/Aids no Carnaval. Brasília: Ministério da Saúde, diversos anos. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/fevereiro/campanha-de-carnaval-do-ministerio-da-saude-reforca-uso-de-camisinha-na-prevencao-de-doencas-adesao-ao-preservativo-esta-em-queda  Ministério da Saúde).
Eva Costa. Enfermeira Intervencionista I Intensivista I Transição do Cuidado I Mentora de Carreira e Cuidados |

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LinkedIn: Eva Costa

DO HAMBÚRGUER ARTESANAL À INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL JUVENTUDE DO DF SE PREPARA PARA O FUTURO

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Foto: Vanessa Castro

Parceria entre a Secretaria da Juventude do DF e o Senac-DF oferece qualificação em gastronomia e tecnologia, sem custo para os cofres públicos

 

A Secretaria da Juventude do Distrito Federal, sob a liderança do secretário André Kubitschek, realizou dois grandes eventos dentro do projeto “Juventude & Mercado de Trabalho”, em parceria com o Senac-DF, ampliando as oportunidades de qualificação profissional para jovens do DF, sem qualquer custo para os cofres públicos.

O primeiro encontro foi voltado à área de Gastronomia, com foco na prática profissional e no empreendedorismo. Já o segundo teve como eixo central Tecnologia e Inteligência Artificial, abordando competências estratégicas alinhadas às novas demandas do mercado digital.

Ao todo, as duas iniciativas capacitaram mais de 400 jovens, fortalecendo a conexão entre formação prática e as exigências reais do mercado de trabalho.

As atividades incluíram uma Aula Show de Gastronomia, realizada no Brasília Palace Hotel, com demonstração prática de preparo de hambúrguer artesanal completo. Durante a atividade, foram apresentadas técnicas de preparo, aproveitamento integral de alimentos e boas práticas profissionais.

Na área de inovação, a Aula Show de Tecnologia e Inteligência Artificial foi realizada no Kubitschek Plaza Hotel, com foco em engenharia de prompts e no desenvolvimento de habilidades estratégicas voltadas ao novo cenário digital. Ambas as capacitações foram conduzidas por instrutores de referência do Senac-DF.

Para o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, proporcionar vivências reais aos estudantes é fundamental. “Quando o jovem experimenta, na prática, aquilo que aprende em sala de aula, ele amplia sua visão de mundo e fortalece sua confiança. O Juventude & Mercado de Trabalho é exatamente isso: conectar formação, propósito e oportunidades concretas no mercado”, afirmou.

Ao destacar a importância da iniciativa, o secretário André Kubitschek ressaltou que “é dessas oportunidades que podem surgir futuros empreendedores” e reforçou que “quando o poder público se une à iniciativa privada com responsabilidade, quem ganha é a juventude, com mais qualificação, dignidade e portas abertas para o futuro”.

A ação reafirma o compromisso da Secretaria da Juventude com políticas públicas eficientes, responsáveis e orientadas a resultados concretos, demonstrando que é possível ampliar oportunidades e promover capacitação de qualidade sem gerar custos ao contribuinte.



LEIA MAIS SOBRE JUVENTUDE: SECRETARIA DA JUVENTUDE CAPACITA MAIS JOVENS SEM CUSTO AO CONTRIBUINTE https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/secretaria-da-juventude-capacita-mais-jovens-sem-custo-ao-contribuinte/

ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE A AUTONOMIA BARRENSE

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Chegamos ao Carnaval, e ainda que ele tenha se tornado, juntamente com outros eventos festivos, peça central de projeto político por render visibilidade, movimentar pontualmente o comércio e dialogar diretamente com a lógica eleitoral que estrutura a sobrevivência no poder, não há nessa estratégia qualquer anomalia sob a ótica do sistema político tradicional. Afinal, votos são a moeda mais valiosa do jogo. O problema surge quando esse tipo de agenda, episódica por natureza, passa a capturar grande parte da energia criativa e administrativa do município, podendo deslocar para o segundo plano o que realmente estrutura o desenvolvimento e define soluções para os crônicos problemas da cidade.

Essa danosa assimetria entre o longo e o curto prazo vem se naturalizando há décadas como um modus operandi que acaba mantendo os municípios em permanente dependência política.

É possível, inclusive, que o barrense ainda não tenha percebido que essa dependência política de Barra do Piraí, que subordina decisões estruturantes ao calendário eleitoral, tornou-se tão deletéria quanto a dependência fiscal. O município passou a carecer não apenas de recursos; mas, sobretudo de autonomia decisória e, dessa forma, cristalizou-se um ciclo vicioso: o município se acomoda à tutela externa e mitiga sua capacidade de planejar, executar e resolver seus próprios problemas estruturais.

Esse é um dos mais relevantes motivos pelos quais a rodoviária continua incrustrada no centro da cidade, o desabastecimento d’água se perpetua, as enchentes ameaçam anualmente e o ferrovia se mantém dividindo o centro do município.

De tão conhecidos, os entraves se eternizam e acabam formando um padrão. Olhando com um pouco mais de atenção, é possível perceber que Barra do Piraí tornou-se prisioneira de um sistema essencialmente eleitoral, que desestimula a autonomia, dificulta a inovação, impede avanços e banaliza o atraso. O resultado é uma cidade que reconhece seus problemas, mas tem enorme dificuldade em enfrentá-los, especialmente porque suas decisões sofrem considerável condicionamento de interesses externos. Dessa forma, boa vontade e recursos pontuais têm se mostrado insuficientes para alavancar o município.

Adicionalmente, não se trata aqui de negar a importância do Carnaval no calendário festivo e no dinamismo comercial. O desafio, entretanto, é entendê-lo como complemento, não como eixo estruturante de desenvolvimento.

Finalizando, para um município submetido a tamanha dependência, há interessantes alternativas no fortalecimento institucional, na reorganização estratégica e na ousadia política que juntos favoreceriam decisões orientadas para o real interesse do público barrense, aquele que vive no município, sustenta-o com seus impostos e o mantém funcionando com seu trabalho.

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ESTRATÉGIA EM TEMPO REAL: A NOVA DINÂMICA DA LIDERANÇA EMPRESARIAL

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O maior risco estratégico do nosso tempo já não é errar o plano, mas insistir em planejar com modelos concebidos para um mundo que deixou de existir. A aceleração simultânea da geopolítica, da tecnologia e da regulação rompeu a lógica linear que sustentou a gestão empresarial ao longo do século XX.

Nesse novo ambiente, a separação rígida entre quem decide e quem executa tornou-se um gargalo estrutural. Estratégia e operação precisam atuar de forma integrada, em ciclos contínuos de decisão, correção e adaptação. A organização que ainda trata planejamento como um evento anual opera em descompasso com a realidade.

A geopolítica deixou de ser pano de fundo e passou a influenciar diretamente cadeias produtivas, custos, acesso a mercados e domínio tecnológico. Estratégias eficazes já não nascem apenas da análise interna, mas da leitura dos pontos de inflexão globais que redefinem o ambiente competitivo.

Outro deslocamento relevante ocorre no papel do ecossistema organizacional. Colaboradores, parceiros e stakeholders deixam de ser executores para se tornarem cocriadores do posicionamento estratégico. Sem alinhamento do ecossistema, a estratégia perde tração, velocidade e sustentabilidade.

Decisões de alto impacto exigem diagnóstico preciso do ambiente organizacional e do contexto geopolítico. Planejar sem essa leitura amplia riscos invisíveis e reduz drasticamente a capacidade de adaptação em cenários voláteis.

É nesse contexto que se consolida a metodologia desenvolvida pelo Instituto Latino, baseada no Planejamento Estratégico Reverso e na Gestão Reversa. A abordagem inverte a lógica tradicional, modelando a organização a partir do futuro desejado e preparando-a para operar na era da Inteligência Artificial.

Ao substituir modelos estáticos herdados do século XX, a metodologia viabiliza decisões e modelagens em tempo real. O resultado é uma organização mais resiliente, adaptativa e estrategicamente conectada ao novo ciclo econômico global.

Hélio Mendes | Palestrante, consultor empresarial e político.
Autor de Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa.

SUGESTÃO DE LEITURA: HEPATOLOGISA REVELA O QUE CAUSA A CIRROSE https://revistadiaria.com.br/saude/hepatologista-revela-o-que-causa-a-cirrose/

 

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NUTRICIONISTAS EXPLICAM OS BENEFÍCIOS DO SUPLEMENTO NAC PARA O FÍGADO

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Getty Imagens

O NAC pode ajudar o fígado a eliminar substâncias tóxicas, como resíduos metabólicos, medicamentos e álcool

O suplemento NAC, sigla para N-acetilcisteína, é uma substância estudada por ter efeitos antioxidantes e por proteger o fígado contra danos celulares causados por toxinas (como álcool, medicamentos e poluentes), estresse oxidativo e inflamação.

Vindo do aminoácido cisteína, o NAC favorece a produção de glutationa, um dos principais antioxidantes do organismo. A molécula tem um papel central nos processos de desintoxicação feitos pelo fígado, o principal órgão responsável por filtrar substâncias, medicamentos e toxinas do corpo.

O fígado sofre agressões quase a todo momento, seja pelo consumo de álcool, pelo uso frequente de medicamentos, pela exposição a poluentes ou por hábitos alimentares ruins.

Nesse contexto, o NAC contribui na redução do estresse oxidativo — um processo associado aos danos nas células do corpo e ao desenvolvimento de várias doenças hepáticas.

Aumentando a disponibilidade de glutationa com o NAC, o suplemento protege as células do fígado contra inflamações e lesões causadas por toxinas. Essa ação antioxidante também tem impacto na preservação da função das mitocôndrias, as estruturas responsáveis pela produção de energia nas células.

“Os suplementos NAC atuam na proteção dos hepatócitos, na redução da inflamação e no combate ao estresse oxidativo, os principais fatores envolvidos em quadros como a esteatose hepática, a famosa gordura no fígado”, explica a nutricionista Sumaya Aissami.

Principais benefícios do NAC ao fígado

    • Estímulo à produção de glutationa.
    • Auxílio na desintoxicação hepática.
    • Redução do estresse oxidativo no fígado.
    • Proteção das células hepáticas.
    • Apoio na função metabólica do órgão.

Efeito do NAC beneficia outras partes do corpo

Embora o foco das pesquisas sobre o NAC esteja ligado à saúde hepática, outros estudos apontam que os benefícios também vão para outras partes do corpo.

A redução do estresse oxidativo está associada à proteção das células do organismo de uma forma geral, e isso inclui os mecanismos que estão envolvidos no envelhecimento e no desenvolvimento de doenças crônicas.

Além disso, o suplemento também participa de processos importantes para o metabolismo, como a síntese de proteínas e de DNA, que são essenciais para a manutenção e renovação dos tecidos.

Uso do NAC precisa de cuidado e orientação profissional

Mesmo que o suplemento faça bem à saúde, o NAC não substitui tratamentos médicos e nem mudanças de hábitos que são fundamentais para a saúde do fígado, como alimentação saudável, redução do consumo de álcool e controle de doenças metabólicas.

“Há uma banalização perigosa da suplementação. Muitos tomam como se fosse água, sem se dar conta de que estão ingerindo substâncias com efeito farmacológico”, observa a nutricionista Isabela Clerot, de Brasília (DF).

O uso de qualquer suplemento deve ser feito com orientação de um profissional de saúde, principalmente em casos de pessoas que já têm diagnóstico de doenças hepáticas ou fazem uso contínuo de medicamentos. A automedicação pode trazer riscos e mascarar problemas de saúde mais sérios.


ANDRÉ KUBITSCHEK VISITA INSTITUIÇÃO NA CIDADE ESTRUTURAL

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Agenda institucional destacou ações de formação cultural, qualificação profissional e inclusão social voltadas à juventude.

 

O Secretário de Estado da Juventude do Distrito Federal, André Kubitschek, realizou visita institucional ao Instituto Reciclando Sons, na Cidade Estrutural, para conhecer de perto uma iniciativa que há 25 anos transforma vidas por meio da educação, da cultura e da inclusão social.

Fundado em 2001, ao lado do antigo lixão da Estrutural, o Instituto se consolidou como referência no atendimento a crianças, adolescentes, jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade, oferecendo oportunidades reais de formação, acolhimento e desenvolvimento humano.

Ao longo de sua trajetória, mais de 12 mil pessoas foram formadas e cerca de 50 mil atendidas, direta ou indiretamente. Durante a visita, o secretário André Kubitschek conheceu as oficinas de música coral e orquestral, conversou com alunos, educadores e gestores e acompanhou projetos que unem arte, cidadania e geração de oportunidades.

A formação musical, um dos pilares da instituição, já beneficiou mais de 1.800 alunos, fortalecendo vínculos comunitários e promovendo inclusão social. Além da música, o Instituto desenvolve cursos de panificação, confeitaria, empreendedorismo e informática, com foco especial na autonomia econômica de mulheres e jovens.

Na área de gastronomia, mais de mil mulheres já foram capacitadas, ampliando caminhos para o trabalho e a geração de renda. A instituição também mantém ações permanentes de segurança alimentar e atendimento psicossocial, garantindo cuidado, escuta e apoio às famílias da comunidade.

Para André Kubitschek, a visita reforça a importância da presença do poder público nos territórios.

Estar aqui no Instituto Reciclando Sons é ver, na prática, como a política pública ganha sentido quando chega na ponta. Aqui, cultura, educação, cuidado e oportunidade caminham juntos. São 25 anos de um trabalho sério, que transforma vidas e abre caminhos para o futuro. É exatamente esse tipo de iniciativa que a Secretaria da Juventude do DF busca fortalecer, construindo parcerias e ampliando oportunidades para os jovens que mais precisam”, destacou.

A visita reafirma o compromisso da Secretaria da Juventude do DF em dialogar com iniciativas que fazem a diferença na ponta e em fortalecer ações que geram impacto social duradouro e transformador.

 

 

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MÉDICO VASCULAR APONTA O QUE AJUDA A REDUZIR A GORDURA NAS ARTÉRIAS

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Adventtr/Getty Images

A gordura nas artérias pode desencadear condições de saúde. O médico Herik Oliveira explica o que deve ser feito para reverter o quadro

O cirurgião vascular sustenta que a gordura no interior das artérias pode ser melhorada, reduzida e, em alguns casos, revertida por meio de mudanças no estilo de vida associadas ao uso de medicamentos. “Isso inclui fazer uma dieta adequada, de preferência com alimentos ricos em fibras e antioxidantes, além consumir frutas e vegetais”, menciona o expert no tratamento de varizes e lipedema.

Praticar exercício de forma regular, controlar o peso, parar de fumar e regular os níveis de colesterol, triglicerídeos e glicemia também estão entre as medidas que contribuem para melhorar o quadro de gordura nas artérias. “Deve-se tratar doenças crônicas como diabeteshipertensãoobesidade e, também, buscar um acompanhamento médico por precisar fazer o uso de algumas medicações”, indica Herik.

Segundo o cirurgião vascular, os medicamentos prescritos para a aterosclerose são antiagregantes plaquetários e estatinas, com propriedades de diminuir o colesterol ruim, o LDL. O especialista enfatiza que as fórmulas citadas favorecem a redução de placas de gordura nas artérias.

Herik enfatiza que um paciente com gordura nas artérias deve ser orientado por uma equipe médica, o que engloba cardiologista, neurologista e cirurgião vascular.

FONTE/LEIA MAIS: https://www.metropoles.com/colunas/claudia-meireles/medico-vascular-aponta-o-que-ajuda-a-reduzir-a-gordura-nas-arterias |

SUGESTÃO DE LEITURA: OS TEMPOS ERAM OUTROS E OS VALORES TAMBÉM    https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/os-tempos-eram-outros-e-os-valores-tambem/

 

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O NOVO PERFIL DAS CONSULTORIAS: DE ASSESSOR A INTERVENTOR

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Durante muito tempo, experiência foi tratada como diferencial competitivo no mercado de consultorias. Hoje, ela se tornou apenas o ponto de partida. Sem histórico comprovado de entrega, não há discurso capaz de sustentar promessas de resultado. Em um ambiente de negócios cada vez mais instável, a consultoria moderna deixou de ser um apoio periférico para se tornar parte do núcleo de sobrevivência das organizações.

Esse novo perfil exige domínio de temas que antes eram considerados externos ao mundo corporativo. A geopolítica, por exemplo, deixou de ser assunto restrito à diplomacia ou à academia. Tornou-se variável central de competitividade, afetando cadeias de suprimento, investimentos, regulação, tecnologia e segurança energética. Ignorá-la hoje é comprometer decisões estratégicas fundamentais.

Nas consultorias estratégicas, essa mudança impõe uma atuação mais profunda. Não basta dialogar apenas com a alta liderança. É preciso envolver todo o ecossistema do cliente: líderes, equipes, parceiros e stakeholders. A construção de visão de longo prazo precisa estar ancorada na realidade operacional, cultural e política da organização, sob pena de virar apenas um exercício teórico.

Talvez a competência mais desafiadora desse novo perfil seja a capacidade de não se envolver emocionalmente com o processo de mudança. Transformações reais raramente não são  confortáveis. Mudanças incrementais já não resolvem problemas estruturais. Em cenários críticos, é necessário agir com firmeza, assumir riscos e, em alguns momentos, ser impopular. Essa impetuosidade responsável, paradoxalmente, é um dos principais fatores de entrega de resultados consistentes.

No contexto da Inteligência Artificial, essa ruptura se torna ainda mais evidente. Metodologias “enlatadas” do século passado não respondem à complexidade do presente e, em muitos casos, nunca responderam plenamente. O novo modelo de consultoria exige que o cliente deixe de ser espectador e passe a ser coautor do processo de transformação. Sem isso, a adoção de tecnologia se limita a automações superficiais, sem impacto real no modelo de negócio.

Falar em intervenção, portanto, não é exagero. O papel do consultor contemporâneo é intervir no negócio junto com o cliente. Quando essa disposição não existe, não se trata de consultoria estratégica, mas apenas de aconselhamento pontual. Em um mundo de rupturas aceleradas, aconselhar já não é suficiente. É preciso ter coragem para entrar em campo, assumir o jogo e conduzir a transformação até o fim.

 

Hélio Mendes é palestrante, consultor empresarial e político, autor de “Planejamento Estratégico Reverso” e “Gestão Reversa”, curso de conselheiro pelo IBGC e ex-secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia (MG).

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MANGARATIBA RETORNA À CIVILIZAÇÃO

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A recente postura do poder público de Mangaratiba sinaliza, com clareza, uma mudança de paradigma na forma de governar e de compreender o papel do Estado frente à população que vive, trabalha e sustenta o município. Medidas que, em outros tempos, poderiam ser vistas como impopulares ou restritivas, hoje se revelam instrumentos de civilização, equilíbrio e respeito coletivo.

O recente enfrentamento ao abuso na ocupação da praia de Ibicuí foi um marco simbólico e prático. A praia deixou de ser território do descontrole, da privatização ilegal e da degradação do convívio para se tornar um espaço verdadeiramente público, onde lazer, tranquilidade e dignidade passaram a coexistir.

O controle de acesso à Ibicuí, tão esperado pela população, que começa a se desenhar e espera-se não se limite ao período do Carnaval, não se trata de cerceamento, mas de ordenamento, condição indispensável para preservar a qualidade de vida da população local e a sustentabilidade ambiental da região.

Adicionalmente, a decisão de interditar quiosques e atividades comerciais que extrapolam limites sonoros durante a madrugada, recentemente aplicada na orla de Mangaratiba, mas que urge ser também aplicada em Ibicuí, aprofunda essa nova mentalidade administrativa. Não se combate o comércio, o turismo ou o entretenimento; mas se combate o abuso, o desrespeito e a lógica de que o lucro imediato pode se sobrepor ao direito básico ao descanso, à saúde e à tranquilidade de quem acorda cedo para trabalhar e manter a cidade funcionando.

Essas ações revelam algo mais profundo do que simples fiscalização: demonstram a reconstrução do conceito de espaço público como lugar de convivência civilizada, e não de conflito permanente entre interesses privados e direitos coletivos. Em Ibicuí, e, por extensão, em Mangaratiba, ressurge a esperança de que o poder público compreendeu, enfim, que governar é proteger o cidadão comum, aquele que produz, paga impostos e sustenta o município, garantindo-lhe dignidade não apenas durante o dia, mas também no direito elementar ao silêncio, ao repouso e à paz.

Trata-se, portanto, de um avanço institucional que merece reconhecimento: Mangaratiba começa a demonstrar que desenvolvimento não se sustenta com barulho, desordem, lucro fácil ou permissividade, mas sim com organização, planejamento, respeito e civilidade, fundamentos indispensáveis para qualquer projeto sério de prosperidade e qualidade de vida.

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