O modelo de planejamento estratégico concebido no século XX, que por décadas orientou empresas e organizações, não atende mais à realidade atual. Ele morreu. Vários fatores explicam essa transformação:
Globalização e geopolítica dinâmica: No século XXI, não é possível planejar com uma visão setorial isolada. A nova geopolítica afeta todos os mercados constantemente, exigindo uma abordagem mais ampla e adaptável.
Tecnologia e redes sociais: A aceleração tecnológica substituiu estruturas organizacionais lineares por modelos exponenciais, tornando obsoletos os métodos tradicionais de planejamento.
Inteligência Artificial e novos paradigmas: A IA não impacta apenas estratégias, mas redefine modelos de negócios, setores inteiros e até a educação fundamental e universitária, além da gestão pública.
O planejamento Estratégico tradicional, ainda adotado por muitas organizações, é elaborado em ambientes fechados por grupos homogêneos e corporativistas, com uma visão limitada, restrita ao setor e ao contexto interno. Nessas circunstâncias, as sessões de brainstorming acabam se tornando meras terapias de grupo, sem impacto real nos resultados.
A nova abordagem, baseada no Planejamento Estratégico Reverso (PER) e na gestão reversa, inverte essa lógica. O planejamento operacional e estratégico precisa partir de uma visão global. As ações devem ser definidas e ajustadas de fora para dentro, focando na maximização da rentabilidade e eliminando distrações.
As novas tecnologias permitem antecipar o futuro e atualizar estratégias em tempo real. A cultura reversa impõe um novo modelo de gestão: a reengenharia e a criação de novos negócios não são mais exclusividade da diretoria, mas responsabilidade de todos os envolvidos, pois a informação está acessível e tudo está interconectado.
Adianto que a situação do Prefeito Airton permanece inalterada após a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), conforme esclarecimentos que passarei a informar sobre o caso que se arrasta desde 2007.
Airton é réu em um processo que o acusa de supostas irregularidades na condução de um processo licitatório, que, em tese, configurariam infrações à legislação de improbidade. Importante ressaltar que ele nunca foi acusado de atos de corrupção ou enriquecimento ilícito.
A sentença de primeira instância estabelece que quaisquer consequências relativas aos direitos políticos de Airton só serão aplicáveis após o trânsito em julgado da ação, isto é, quando não houver mais possibilidade de recurso em nenhuma esfera judicial. Neste contexto, o Ministério Público tem exercido pressão sobre o STJ, buscando a celeridade no julgamento dos recursos apresentados pela defesa de Airton, os quais, por sua vez, impedem que a ação transite em julgado.
A preocupação central do Ministério Público reside na prescrição do caso, que está prevista para ocorrer no próximo dia 26 de outubro. Apesar de os recursos interpostos em Brasília não possuírem efeito suspensivo, tal característica se torna irrelevante, uma vez que a sentença já determina que os efeitos só se manifestarão após o trânsito em julgado da ação.
É crucial distinguir entre o trânsito em julgado recursal e o trânsito em julgado da ação, uma vez que o STJ pode reconhecer que não cabe mais recurso naquela Corte, porém não tem autoridade para decidir sobre recursos referentes a outras Cortes, como o Supremo Tribunal Federal (STF).
Em relação à decisão do Tribunal de segundo grau, Airton já recorreu tanto ao STJ quanto ao STF. A decisão mais recente, proferida em um contexto de Embargos Declaratórios e Agravos Internos, foi resultado de uma complexa sequência de recursos — cinco ao todo — que, embora não tenham efeito suspensivo, continuam a obstruir o trânsito em julgado da ação.
Até o presente momento, o Acórdão do STJ referente ao recurso de hoje não está disponível, mas sabe-se que o recurso não foi conhecido. A defesa de Airton ainda pode recorrer novamente ao STJ e ao STF, onde um recurso extraordinário interposto em 12 de janeiro de 2019 permanece sem trânsito em julgado.
Diante do cenário atual, é evidente que ainda há espaço para novos recursos, e o processo está longe de chegar ao fim, enquanto a data da prescrição se aproxima rapidamente. Após uma intensa e inútil repercussão nas redes sociais, o resumo é que nada mudou e nem mudará tão cedo. Depois da tão aguardada terça-feira por alguns, virá apenas a quarta-feira, com absolutamente tudo igual no Executivo da cidade.
Em um tempo em que o futebol era dominado por cartolas e o passe do jogador era praticamente um escravo do clube, um homem ousou desafiar o sistema. Afonsinho, um meia-esquerda talentoso e intelectualizado, não se conformava com a exploração dos jogadores e lutou por seus direitos.
Nascido em 1947, Afonsinho iniciou sua carreira no Botafogo, onde se destacou por sua habilidade e visão de jogo. No entanto, sua personalidade contestadora e sua recusa em se submeter às regras impostas pelos dirigentes o colocaram em conflito com o clube.
Em 1971, Afonsinho tomou uma atitude revolucionária: entrou na justiça para obter o passe livre, um direito que na época era impensável. A batalha judicial foi longa e árdua, mas Afonsinho não desistiu. Ele queria ter o direito de escolher onde jogar.
A vitória de Afonsinho nos tribunais abriu um precedente importante para o futebol brasileiro. Pela primeira vez, um jogador havia conquistado o direito de se desvincular de um clube sem precisar da autorização dos dirigentes. A conquista de Afonsinho representou um marco na luta pela liberdade dos jogadores e inspirou outros atletas a buscarem seus direitos.
Além de sua luta pelo passe livre, Afonsinho também se destacou por sua postura crítica em relação ao futebol e à sociedade. Ele não se calava diante das injustiças e sempre defendeu seus ideais.
Afonsinho encerrou sua carreira em 1981, mas seu legado no futebol brasileiro permanece vivo. Ele foi um jogador que driblou o sistema e mostrou que é possível lutar por seus direitos e por um futebol mais justo.
LEGADO
Pioneirismo: Afonsinho foi o primeiro jogador brasileiro a conquistar o passe livre na justiça, abrindo caminho para outros atletas lutarem por seus direitos.
Coragem: Ele enfrentou a ditadura militar e os poderosos cartolas do futebol em busca de seus ideais.
Inteligência: Afonsinho era um jogador culto e politizado, que usava sua voz para defender suas convicções.
Inspiração: Sua história inspira jogadores e cidadãos a lutarem por seus direitos e por um mundo mais justo.
Afonsinho, o jogador que driblou o sistema, é um exemplo de coragem, inteligência e luta por um ideal. Sua história nos lembra que é possível transformar a realidade e construir um futuro melhor.
O silêncio ecoa nos tabuleiros do mundo, um silêncio que reverbera a partida de um mestre, um cavaleiro que dançou com as peças e desafiou o destino. Boris Spassky, o campeão mundial de xadrez, partiu, deixando um legado de genialidade e elegância que transcende o esporte.
A Elegância de um Campeão
Spassky não era apenas um enxadrista; ele era um artista do tabuleiro. Seu estilo clássico e universal, sua capacidade de se adaptar a qualquer oponente, o tornaram um dos maiores de todos os tempos. Ele não buscava apenas a vitória, mas a beleza do jogo, a harmonia das peças em movimento.
O Duelo do Século
Sua partida contra Bobby Fischer em 1972, na Islândia, foi mais do que um confronto esportivo; foi um duelo de titãs, um símbolo da Guerra Fria, um evento que parou o mundo. Spassky, o campeão soviético, enfrentou o gênio americano, o excêntrico desafiante. A vitória de Fischer quebrou a hegemonia soviética, mas Spassky não se deixou abater. Ele manteve a dignidade, a elegância, o respeito pelo jogo.
Além do Tabuleiro
Spassky era um homem de cultura, um apreciador da arte e da literatura. Sua paixão pelo xadrez era apenas uma faceta de sua personalidade rica e complexa. Ele viveu intensamente, com altos e baixos, mas sempre com a cabeça erguida.
O Legado de um Mestre
Boris Spassky deixa um legado imortal. Seu nome estará sempre ligado à história do xadrez, à partida do século, à elegância e à genialidade. Ele nos ensinou que o xadrez é mais do que um jogo; é uma arte, uma ciência, uma forma de expressão.
Um Adeus ao Cavaleiro
Seu tabuleiro está vazio, mas suas partidas serão eternas. Seu legado inspirará gerações de enxadristas, que buscarão a beleza e a profundidade do jogo que você tanto amou.
Curiosidades:
* Boris Spassky faleceu recentemente, no dia 27 de fevereiro de 2024, aos 88 anos. * Spassky foi o décimo campeão mundial de xadrez, título que conquistou em 1969. * Sua partida contra Bobby Fischer em 1972 é considerada um dos maiores eventos da história do xadrez. * Spassky era conhecido por seu estilo de jogo universal, sua capacidade de se adaptar a diferentes oponentes. * Além do xadrez, Spassky era um apreciador da arte e da literatura.
Administrações públicas carregam triste sina: são constantementeresponsabilizadas por incompetências anteriores.
É o atual caso do município de Canoas, na Grande Porto Alegre.
A gestão municipal passada negligenciou de tal forma o serviço de saúde, que deixou como legado uma gigantesca dívida com as três unidades hospitalares, Hospital Universitário, Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Pronto Socorro de Canoas.
A escassez de recursos transferida para os hospitais pela administração anterior gerou atrasos trabalhistas que estão sendo corrigidos gradativamente pela atual gestão, ao mesmo tempo em que entrega eliminação de filas de mamografia, de cateterismo e de consultas, além da modernização do modelo de gestão.
Dessa forma, correções da desastrada herança estão sendo realizadas em tempo recorde (ainda não se completaram os cem primeiros dias da atual administração municipal), com reconhecido aumento da eficiência e normalização dos serviços de saúde do município.
A importância da área de Recursos Humanos nas organizações aumenta significativamente com a Inteligência Artificial, mais do que em outras áreas. Partimos das seguintes premissas:
A Inteligência Artificial está, de fato, transformando os modelos de negócios em uma dimensão nunca vista. Destacam-se aspectos como escalabilidade, precisão e automação, o que exige um novo perfil de colaboradores, demandando melhor seleção, aprendizado contínuo e adaptações em tempo real.
No entanto, o maior desafio até o momento são os vieses, ou seja, os erros cometidos pela IA. Ela não é 100% confiável
nem totalmente transparente, podendo amplificar falhas. Para corrigi-los, é necessário o envolvimento de pessoas, pois elas possuem habilidades que a IA ainda não tem, apesar de alegar possuir, como criatividade, flexibilidade e empatia. Isso exigirá uma nova modelagem do RH, que terá como aposta a criação de um ambiente organizacional voltado para o aprendizado contínuo.
Diante dessas premissas, mais importante do que saber formular um bom prompt é saber corrigir os vieses da IA, uma tarefa que depende essencialmente de pessoas. Nesse contexto, a área de Recursos Humanos passa a ter um papel ainda mais estratégico dentro das organizações, pois o uso pleno da IA depende diretamente dela. Assim como as demais áreas, o RH também precisará de uma nova estruturação para competir e se adaptar a esse novo cenário corporativo.
Festival Multicultural de Cinema – FEMUCINE retorna para sua 3ª edição em Sobradinho
O Festival Multicultural de Cinema – FEMUCINE está de volta para sua 3ª edição, trazendo quatro dias de intensa programação a partir da próxima quarta-feira, 19 de março.
Realizado no Teatro de Sobradinho, a programação inclui mostra competitiva de curtas-metragens, mostra infantil e inclusiva, mostra de videoclipes, exposição de artes visuais, feira de arte e apresentações musicais. No total, 16 filmes disputam os prêmios de melhores curtas-metragens concedidos pelo júri técnico e júri popular, além de duas menções honrosas. A entrada é gratuita.
Financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), o festival busca dar visibilidade às histórias, lutas e tradições de diferentes territórios, tanto urbanos quanto rurais. A edição deste ano tem como temática “Mitakuye Oyasin – Por todas as nossas relações”, inspirado na sabedoria indígena Lakota, convidando o público a refletir sobre a interdependência que nos conecta enquanto seres que compartilham o mesmo planeta.
Criado e produzido pela Artha Produções, o FEMUCINE teve sua estreia em 2018 e chega a sua 3ª edição com ainda mais vigor. Mais do que um festival de cinema, o evento se expande para celebrar diversas expressões culturais, promovendo atividades que integram o audiovisual a outras linguagens artísticas. Além das mostras cinematográficas, o festival investe em ações culturais voltadas à comunidade, levando exibições e diálogos com realizadores para escolas públicas, aproximando crianças e jovens do universo cinematográfico.
Com o compromisso de fortalecer a arte periférica, o FEMUCINE destaca e valoriza as narrativas de mulheres, negros e LGBTQIA+, dando visibilidade a histórias de resistência, afeto e identidade. “O FEMUCINE vai além do cinema: ele conecta diferentes formas de expressão. Temos shows, exposições, feira de artesanato e gastronomia, além da Mostra de Videoclipes, que evidencia como a música e o cinema se complementam e se impulsionam mutuamente”, destaca Janaína Montalvão, idealizadora do festival.
Entre as atrações musicais estão os artistas locais Gabriel Werta, Micélia, Jope Chaves e a banda 3 de Kopas. Confira abaixo a lista de curtas-metragens que competem no Festival Multicultural de Cinema – FEMUCINE: 152 AB – Direção: Daniel Jaber e Jelton Oliveira / ÁGUAS – Direção: Raylson Chaves / DEIXA – Direção: Mariana Jaspe / FIRMINA – Direção: Izah Neiva / FOSSILIZAÇÃO – Direção: João Folharini / JAVYJU BOM DIA – Direção: Kunha Rete e Carlos Eduardo Magalhães / KM 100 – Direção: Lucas Ribeiro / MAPUTO – Direção: Lucas Abrahão / NEM TUDO SÃO ROSAS – Direção: Vinícius Pinheiro / OS DONOS DO SEGREDO – Direção: George Mauro e Larissa Sátiro / PEDAGOGIAS DA NAVALHA – Direção: Colle Christine, Alma Flora e Tiana Santos / PÉ DE CHINELO – Direção: Cátia Cardoso / PUPÁ – Direção: Osani / SAGRADA TRAVESTI DO EVANGELHO – Direção: Júlia F. Cândida / SERTÃO 2138 – Direção: Deuilton B Junior / TUDO QUE IMPORTA – Direção: Coraci Ruiz.
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Créditos Gabriel Bags
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SERVIÇO: Festival Multicultural de Cinema – FEMUCINE | Dias: 19, 20, 21 e 22 de março | Confira a programação completa e horários de cada dia na página das nossas redes sociais: @femucine | Local: Teatro de Sobradinho | Entrada gratuita | Site Oficial: FEMUCINE.COM.BR
Divulgação: Assessoria de Imprensa – Trapézio Comunicação
Publicado por REVISTA DIÁRIA – www.revistadiaria.com.br
Paulo César Caju um nome que ecoa nos gramados e na memória do futebol brasileiro. Um jogador que não se contentava com o óbvio, que desafiava as convenções dentro e fora de campo.
Sua irreverência era sua marca registrada, um estilo de vida que o acompanhou desde os tempos de garoto nas ruas do Rio de Janeiro até os holofotes dos estádios.
Em campo, Caju era um show à parte. Sua habilidade com a bola era inegável, um talento nato que o permitia driblar, passar e chutar com maestria. Mas o que o diferenciava dos demais era sua ousadia, sua capacidade de inventar jogadas inesperadas, de desafiar a lógica do jogo. Ele não se importava com os olhares críticos, com os comentários maldosos. Sua alegria era contagiante, um sorriso que iluminava o campo e contagiava a torcida.
Fora de campo, Caju também não se escondia. Suas declarações polêmicas, suas opiniões contundentes, sua vida boêmia. Ele não se encaixava nos padrões, não seguia as regras. Ele era um espírito livre, um rebelde que se recusava a ser domesticado.
Caju era um artista da bola, um poeta do futebol. Sua irreverência era sua forma de expressão, sua maneira de desafiar o sistema, de mostrar que o futebol podia ser mais do que um jogo, podia ser uma forma de arte, uma manifestação de liberdade. Seu legado é controverso, mas inegável. Ele dividiu opiniões, gerou polêmicas, mas também encantou e inspirou.
Caju foi um jogador que marcou época, um personagem que se tornou lenda. Sua irreverência na bola e na vida o transformou em um símbolo de um futebol mais livre, mais criativo, mais humano. Seu grande jogo foi e ainda é suportar a mediocridade e viver além da compreensão dos tolos.
Paulo Cesar Caju envolvida na sua indignação e na sua visão de mundo escreveu num artigo da Revista Placar essas frases: “Não há dúvida, sou um dinossauro, meu mundo não existe mais. Corrupção, ganância, dinheiro, pandemia, guerra, descontrole total. Preciso de paz, amor e justiça para sobreviver“.
Muitas empresas subestimam o valor de um planejamento estratégico sólido e da liderança forte. Como resultado, muitas operam abaixo do seu potencial e se conformam com uma rentabilidade mediana.
Isso ocorre especialmente em setores de baixa competitividade, onde o planejamento tem um horizonte limitado, geralmente de apenas duas safras. A previsibilidade mínima permite decisões eficazes, mas a parte comercial acaba dominada por grandes grupos, como ocorre com o leite, a soja e outros segmentos do agronegócio. Predomina a mentalidade de “porteira para dentro”, limitando a visão estratégica.
Um planejamento estratégico bem estruturado é indispensável. Ele proporciona uma visão ampla e de longo prazo, ajudando a evitar ameaças e aproveitar oportunidades. Muitas empresas entram em recuperação judicial por falta de planejamento e liderança, caindo no conhecido dilema do “sapo na panela”, sem perceber o perigo até ser tarde demais.
O planejamento guia todas as decisões, desde a estruturação do conselho administrativo até a compra de equipamentos. Ele deve garantir a competitividade do negócio, e não apenas validar ideias da gestão. Sem ele, a empresa navega sem direção, dependendo apenas da sorte.
Com as novas ferramentas de análise e inteligência artificial, antecipar o futuro se tornou viável. Recursos financeiros não faltam para quem tem planejamento, equipe qualificada e liderança visionária. O exemplo de Donald Trump, que implementou grandes mudanças em apenas 43 dias, ilustra como uma liderança determinada pode transformar organizações. Vivemos um novo mundo empresarial, e é essencial repensar a modelagem das empresas para se manter competitivo.
SUGESTÃO DE LEITURA: https://revistadiaria.com.br/artigos-e-opiniao/o-que-governos-empresarios-e-cidadaos-devem-aprender-com-donald-trump/
Especialista em medicina do esporte alerta sobre sobrecarga extrema no músculo
Praticar treinos intensos forçando a musculatura e não respeitar os limites do corpo, tem elevado casos de rabdomiólise, uma condição séria que pode causar insuficiência renal. Ocorre o escurecimento da urina e dores musculares intensas, a doença é resultado da destruição das fibras musculares, que liberam substâncias tóxicas na corrente sanguínea.
Segundo Pedro Ribeiro, ortopedista e especialista em medicina do esporte, a rabdomiólise acontece quando há uma sobrecarga extrema no músculo, seja por exercícios extenuantes, traumas ou até mesmo por desidratação severa. “O problema está no excesso e na falta de preparo, quando o músculo sofre uma lesão grave, ele libera mioglobina, que pode sobrecarregar os rins e comprometer o funcionamento do organismo“, explica.
Sintomas
Os principais sintomas incluem dores musculares intensas, fraqueza, inchaço e urina com coloração escura, semelhante ao refrigerante de coca-cola. Em casos mais graves, a condição pode levar a arritmias cardíacas e à morte.
“Se após um treino intenso a pessoa apresentar dores musculares desproporcionais, fadiga extrema ou urina escura, é imprescindível o atendimento médico imediato para evitar complicações“, alerta o ortopedista.
O que causa a rabdomiólise?
A condição pode ser desencadeada por diversos fatores, sendo os mais comuns:
Exercícios físicos extenuantes sem preparo adequado
Desidratação severa
Uso de suplementos sem orientação médica
Exposição a altas temperaturas durante os treinos
Doenças metabólicas ou uso de certos medicamentos
Para evitar a rabdomiólise é necessário se atentar aos limites do corpo, se as dores forem mais intensas que o normal, deve-se suspender o exercício físico de imediato. “Aumentar a intensidade dos exercícios acontece de forma gradual, entre as pausas, o recomendado é manter-se hidratado e permitir que o corpo descanse nos treinos“, ressalta o ortopedista.
O diagnóstico da rabdomiólise é feito por meio de exames laboratoriais, como a dosagem de creatina quinase (CK) e a detecção da mioglobina na urina. O tratamento depende da gravidade do caso, mas costuma incluir hidratação intensa para evitar danos renais. Em situações mais severas, pode ser necessária a realização de hemodiálise.
O especialista em medicina do esporte orienta equilibrar o esforço com o descanso, sem levar o corpo ao extremo. “É fundamental o acompanhamento durante a prática de atividades físicas, e respeitar os limites do corpo. Forçar demais pode resultar em problemas sérios, como a rabdomiólise, e com surgimento de qualquer dos sintomas, procurar orientação médica”.