O mutirão de atendimentos de saúde gratuitos no Canoas Shopping ocorreu neste sábado e domingo (23), das 8 às 17 horas. A ação promovida pela ONG SAS Brasil com a Prefeitura de Canoas atenderá pacientes que aguardavam por atendimentos em dermatologia (clínica e cirúrgica) e oftalmopediatria.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), foram encaminhados 420 pacientes da fila do sistema de saúde da cidade. Na área de dermatologia clínica e cirúrgica, foram realizadas consultas, exames clínicos e cirurgias com foco na retirada de lesões suspeitas de câncer de pele.
Já na área de oftalmopediatria foi feita a realização de exames de visão, consultas oftalmológicas e doação de óculos para crianças de 0 a 14 anos que já passaram pela triagem do Programa Saúde nas Escolas.
“Essa ação faz parte do projeto “Ver Magia”, da SAS Brasil, ele surgiu a partir das enchentes de maio de 2024. Atuamos em diversas regiões do País com atividades estruturantes para levar profissionais de diferentes especialidades médicas. A ideia é contribuir na redução das filas de pacientes, em especial, do SUS”, explica a coordenadora de comunicação da SAS Brasil, Ana Beatriz Arruda.
Ana destaca a importância de um atendimento com elementos lúdicos para as crianças. “Na área de oftalmologia, foram atendidas crianças de 0 a 14 anos. Trouxemos os exames com nomes especiais: teste das letrinhas, caverna mágica, gotinha mágica, entre outros. Quanto mais o paciente se sentir à vontade, menor será o medo da avaliação médica.”
A entrega dos óculos gratuitos será feita em até 60 dias, enfatiza a coordenadora. “Todas as crianças puderam escolher a armação de que mais gostaram. Tudo sem custo, desde o exame até a confecção do óculos. Todos os serviços da SAS Brasil contam com voluntários e empresas parceiras, que possibilitam fornecer óculos, por exemplo.”
A ação no Canoas Shopping reuniu cerca de 70 profissionais. “Na última quarta e quinta-feira também realizamos a ação em Eldorado do Sul. Ao todo, entre Canoas e Eldorado do Sul, foram realizados cerca de 2000 atendimentos.”
Primeiro óculos
Devido à ausência de um oftalmopediatra na ação realizada em Eldorado do Sul, alguns atendimentos foram transferidos para Canoas. Foi o caso da filha da Camila Rocha, a pequena Alice, 8 anos, que consultou pela primeira vez com um oftalmopediatra neste sábado (22).
“Somos de Eldorado do Sul. A Alice foi encaminhada pela escola. Ela estava apresentando dificuldade para enxergar o quadro“, conta Camila.
Outras demandas e atividades
A iniciativa também contou com demandas espontâneas, ou seja, sem a necessidade de agendamento prévio para atendimento psicológico.
O evento também contou com a distribuição de autotestes de HIV, preservativos e lubrificantes, testagem rápida de infecções sexualmente transmissíveis, auriculoterapia, Reiki, aromaterapia, musicoterapia, cadastro e atualização do CadÚnico, emissão de atestado de hipossuficiência e informações.
Para muitos, a política é um território exclusivo dos políticos, a ponto de ser tratada como profissão e até herança familiar – algo que não deveria ocorrer. Se seu propósito é o bem comum, então afeta a todos e deve ser responsabilidade coletiva, não privilégio de poucos.
Quem pensa o contrário não consegue construir uma estratégia global, pois esta nasce do macroambiente — influenciado por fatores econômicos, políticos, sociais, ambientais e tecnológicos. No topo desse jogo, poucos comandam a geopolítica: os verdadeiros donos do mundo.
Nesse cenário nebuloso, os lobistas desempenham um papel-chave. No Brasil, a lei sobre lobby foi aprovada, mas não regulamentada, pois os próprios parlamentares assumiram essa função — um “pequeno desvio de atribuição” que compromete a transparência.
Brasília, há tempos, tornou-se uma ilha da fantasia: partidos alugam suas pautas, o Congresso opera como um grande sindicato, e o presidente, um velho sindicalista, troca votos por emendas nem sempre alinhadas com os interesses dos eleitores.
Para construir uma estratégia empresarial eficaz, é preciso visão política — algo que as universidades não ensinam. Isso lembra o livro do jornalista Joelmir Beting, Na Prática a Teoria é Outra (1973), que já denunciava a política brasileira como um campo dominado por teóricos desconectados da realidade. Nada mudou.
Para se tornar um estrategista pleno, é essencial estudar e apreciar a política. Não se trata de algo novo, mas exige vivência, leitura e conhecimentos que não são ensinados nas universidades, com regras que variam conforme a situação.
“Minha alma canta/Vejo o Rio de Janeiro/Estou morrendo de saudade/Rio seu mar, praias sem fim/Rio você foi feito pra mim…”
Manhã ensolarada e os raios de sol vão beijando as nuvens colorindo a Cidade Maravilhosa. As mulheres nas praias se sentem que são a garota de Ipanema. Na famosa Rua Barata Ribeiro em Copacabana, os restaurantes como o tradicional Cervantes, aberto em 30 de julho de 1955 por Hamuss Zalman, vão servindo os melhores sanduíches na cidade cheia de encantos mil.
Meu irmão Roy, no auge da sua juventude, vai vivendo no universo carioca estudando Educação Física na Universidade Gama Filho. Adorava assistir aos domingos o campeonato de futebol de areia na Rua Figueiredo Magalhães no Bairro de Copacabana, um verdadeiro caldeirão do Diabo, onde o lendário time do Juventus do temido zagueiro Pinduca, um dos primeiros lutadores de “Vale Tudo” do Rio de Janeiro, impunha respeito nos adversários.
O jogo entre Juventus X Real Constant do craque Geraldo Gancho e do vigoroso zagueiro Paulo Romero. Os zagueiros Huck e Cajinho eram uma dupla de craques. O Habilidoso e craque Armando (in memorian) e a disposição de Marco Otávio encantavam meu irmão Roy.
Era um confronto de gigantes, como uma final de Copa do Mundo. O Paulo Cesar Cajú e Carlos Alberto Pintinho representava a raiz do futebol brasileiro. Gênios da Bola me dizia Roy. O samba de Monarco e Walter Rosa vai saindo na batida do Pandeiro do Roy: “tudo que quiseres lhe darei oh flor/ menos meu amor“… Domingo tem Zico no Maracanã.
Renan, o Pelé do Futvoley
O Futvoley do craque Renan, considerado o Pelé desse esporte e que possui uma beleza plástica indescritível, vai se misturando com as pipas que vão sambando no ar. O craque Magal, também considerado o Pelé do futebol de areia, embeleza esse cenário nas praias cheias de encanto e de amor. A bola em seus pés deixava a vida mais bela. Seu time no futebol de areia era o temido Chelsea com o zagueiro Parrumba. A saudade vai queimando como o sol e ela deixa sempre um caminho pra voltar.
A nobreza de uma Porta Bandeira se fundem na elegância de um Mestre Sala ao som da bateria de Padre Miguel. Roy já falava, lá nos idos dos anos 70, um vôley jogado com os pés. Ninguém acreditava e por fim ele fez um torneio de Futvoley no Prudenshopping, aqui na nossa aldeia sagrada, fazendo uma quadra de areia e trouxe o amigo Renan e Magal. Foi um torneio histórico que introduziu o futvoley na região da Alta Sorocabana.
Os personagens do cotidiano carioca são Sui Generis. Um deles é o icônico Cicero “Boca Livre” que me foi apresentado pelo meu irmão na quadra do Salgueiro; que figura. Nunca pagou um centavo nas festas lendárias do famoso Chico Recarey. Entrava nos bares e no calor carioca pedia uma garrafa de água e saia normalmente sem pagar. O garçom saia do bar para cobra-lo e ele na maior cara de pau respondia: “Água vem da natureza”. Está ai a explicação da origem que Cícero ganhou merecidamente a alcunha de “Boca Livre”.
Magal, o Pelé do futebol de areia
Entre esse universo dos amigos do Roy, relembro do Criollo, o típico carioca da gema, e também um apaixonado pelo futvoley, sendo um do precursores do futvoley junto com o Pará. Roy estava no apartamento do Criollo assistindo o Globo Esporte. Criollo está na sacada olhando o movimento nas ruas. De repente ele fala: Roy vem rápido aqui. Roy, Roy.. que foi? Vem cá rápido. Ué o que está acontecendo? Vem cá rápido pô. Roy levanta do sofá e vai até a sacada. Que foi? Criollo ainda surpreso diz: olha aquele malandro lá embaixo. Roy presta mais atenção e vê vários pombos passeando na calçada e um cara com uma mochila nas costa. O que é que tem. Pô, Roy, presta atenção. Olha a rapidez desse malandro. Roy se inclina na sacada para ver melhor o que o Criollo estava observando. O tal malandro armava uma armadilha para os pobres pombinhos. Um barbante camuflado funcionava como uma armadilha mortal. Na hora que os pombinhos colocavam um de seus pezinhos no pequeno círculo do barbante, o malandro numa rapidez incrível de um de The Flash, puxava e os colocava na mochila. Que rapidez. Criollo fazia parte de uma parada que protegia os animais e ficou indignado com essa atitude covarde desse tal malandro. Puto da vida continuou: Roy, o FDP só pega as pombinhas brancas e deixa as pombinhas de cor cinza e as marronzinhas. O que será que esse vagabundo vai fazer com as pombinhas brancas? Malandro que é malandro é igual bicho selvagem, qualquer barulho ele vaza. E foi o que aconteceu. Criollo desceu rapidamente pelo elevador mais indignado que um flamenguista quando perde um jogo de goleada para o Vasco da Gama. Mas o malandro já tinha vazado. Chega no porteiro pedindo uma explicação e dando dura: Pô, Genivaldo você não viu esse vagabundo pegando as pombinhas? Que vagabundo? Pô meu irmão, acorda, o cara estava pegando as pombinhas e só pegava as pombinhas brancas. O que será que ele vai fazer com elas? Genivaldo que veio da Paraíba fugindo da miséria responde: Oh Criollo se tá doidão? O cara pega as pombinhas para comer. Nunca comeu pombinha não? Criollo fica com uma cara de espanto, olha pro Roy e diz: “Roy o porteiro tá na parada“. E o carioca vai vivendo o domingo feliz.
“Há os que vão pra mata Pra cachoeira ou pro mar Mas eu que sou do samba Vou pro terreiro sambar Oh, vem amor…“
Saiba o que é saliva doce e o que ela revela sobre sua saúde bucal.
Alteração no paladar pode estar associada a fatores hormonais, doenças metabólicas e problemas gastrointestinais
Sentir um gosto doce na boca sem ter consumido açúcar pode parecer inofensivo, mas essa sensação, conhecida como saliva doce, pode estar ligada a diferentes fatores, desde alterações metabólicas até problemas gastrointestinais. Embora, na maioria das vezes, não seja um sintoma preocupante, é importante saber quando procurar ajuda médica.
A dentista Ianara Pinho explica que a saliva doce pode estar relacionada a diversas condições e, em alguns casos, pode ser um sinal de alerta. “A alteração no paladar pode ter causas simples, como mudanças hormonais ou o uso de determinados medicamentos, mas também pode indicar problemas mais sérios, como diabetes ou infecções”, afirma.
Principais causas:
Diabetes e hipoglicemia: Alterações nos níveis de glicose no sangue podem afetar a composição da saliva e alterar a percepção do paladar.
Problemas gastrointestinais: O refluxo gastroesofágico pode modificar a composição dos fluidos bucais e provocar um gosto adocicado.
Infecções respiratórias e doenças virais: Algumas infecções, como gripes e até mesmo a dengue, podem causar mudanças temporárias no paladar. Isso ocorre devido à resposta do organismo à infecção e ao impacto que essas doenças têm sobre o sistema nervoso.
Alterações hormonais e uso de medicamentos: Mudanças hormonais, como as que ocorrem na gravidez, podem influenciar o paladar.
Quando se preocupar?
Em muitos casos, a saliva doce desaparece espontaneamente. No entanto, é fundamental buscar orientação médica caso a sensação persista por vários dias ou venha acompanhada de outros sintomas, como boca seca, sede excessiva, fadiga, tontura ou alterações no apetite.
“Se a saliva doce se tornar frequente e vier acompanhada de outros sinais, é essencial procurar um profissional de saúde para uma avaliação mais detalhada. Um diagnóstico precoce pode evitar complicações futuras”, enfatiza a especialista.
O acompanhamento com especialistas é indispensável para garantir a saúde bucal e geral. Se você notou mudanças persistentes no seu paladar, agendar uma consulta pode ser o primeiro passo para identificar a causa e iniciar um tratamento adequado.
Estamos precisando de um Elon Musk e de um departamento de eficiência governamental no Brasil para reduzir o tamanho do Estado.
Temos um excesso de regulamentação, e o momento para mudanças é agora: estamos com novos prefeitos, novas tecnologias e, no horizonte, as eleições para a escolha de um novo Congresso e de um novo Presidente da República.
Fala-se muito sobre o estrago que a corrupção causa ao país, mas se esquece que governos ineficientes provocam danos ainda maiores à população. Afinal, são eles os responsáveis pelas atividades mais essenciais, como segurança, saúde, educação e infraestrutura. Além disso, ainda se aventuram na administração de empresas estatais que, muitas vezes, se tornam verdadeiros cabides de emprego.
Durante o governo do presidente João Figueiredo, foi criado o Ministério da Desburocratização, que existiu de 1979 a 1986. O ministro nomeado foi Hélio Beltrão, uma pessoa séria e idealista. Tivemos a oportunidade de acompanhá-lo em uma visita à fábrica da Souza Cruz, hoje BAT, em Uberlândia. Ele ficou impressionado com a indústria durante a visita. Beltrão demonstrou que a burocratização vinha desde a Proclamação da República e era um dos maiores entraves ao desenvolvimento do país. Entre seus feitos, conseguiu criar os Juizados de Pequenas Causas e o Estatuto da Microempresa, deixando um importante legado.
A última tentativa significativa nessa direção ocorreu durante o governo Bolsonaro, com destaque para o ministro da Economia, Paulo Guedes. No entanto, as mudanças duraram pouco. Com a eleição do presidente Lula, voltamos ao que era antes: mais ministérios, mais cargos, mais impostos e mais Brasília, em detrimento dos municípios — tudo isso com o consentimento da maioria dos nossos representantes.
Precisamos ter esperança de que os novos prefeitos tenham sabedoria e coragem para promover mudanças. Eles precisam compreender que o setor produtivo, especialmente o agronegócio, não conseguirá continuar carregando um Estado grande e ineficiente como tem feito até hoje.
No entanto, isso não acontecerá se as lideranças e a população não começarem a cobrar mudanças efetivas.
O vídeo do jovem Nikolas Ferreira sobre o PIX é uma verdadeira obra de arte. O Deputado Federal provocou a maior intervenção digital da história politica brasileira e talvez mundial. Aguardemos o posicionamento do Guinness Book, o livro dos recordes.
A VERDADE É UNÂNIME
Seu vídeo simples, a custo zero e de chinelo teve mais de 300 milhões de visualizações. A Havaianas deveria contrata-lo como garoto propaganda da marca. Com maestria, Nikolas provocou um feito inédito. Conseguiu unir as opiniões de todas as culturas ideológicas, da direita, centro e da esquerda.
MESTRE DA COMUNICAÇÃO
Ele desenhou em palavras o que todo brasileiro queria ler, ver e ouvir. O Deputado dono de uma oratória inteligente e popular fala o que o povo entende. É um verdadeiro artista da comunicação. Assista no Instagram dele, por exemplo, seu incentivo a possível candidatura a presidência do cantor sertanejo Gustavo Lima, em 2026. Um show de avaliação e opinião.
DIFERENÇA ENTRE COMPETÊNCIA E O RIDÍCULO
Seu discurso espontâneo tem tom, dom e as cores da nova geração de políticos. Com esta verdade em tempo real escancarada nas redes sociais, a vaca da intenção da Receita de bisbilhotar quebrando o sigilo bancário do pobre trabalhador, foi para o brejo. O videoclip do Banco Central veiculado para justificar a medida e denunciar quem era contra, virou meme.
TRUM, O EXTERMINADOR DO FUTURO
Na arena da comunicação dos fatos, alguns conhecidos da velha imprensa, financiada pelo sistema, estão difamando o parlamentar mineiro. Estes Pinoquios da comunicação perderam a noção do ridículo. Este janeiro será inesquecível. Um brinde a Verdade, aos 40 anos de Rock in Rio e a posse de Trump, o Exterminador do Futuro da Cultura Woke.
O Governo brasileiro está preparado para negociar com os Estados Unidos? Não!
Sun Tzu afirmou em A Arte da Guerra:
“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.”
É necessário adotar uma visão pragmática. O governo Lula não demonstra pleno conhecimento sobre si mesmo e tampouco sobre seus interlocutores. O cenário atual é de uma disputa que vai além da esfera econômica. O presidente enfrenta dificuldades para articular negociações com o Congresso Nacional, encontra-se refém do Supremo Tribunal Federal e lida com uma avaliação desfavorável. No contexto do comércio exterior, o Brasil mantém um papel secundário.
Na diplomacia, o ministro das Relações Exteriores tem sido ofuscado por Celso Amorim, cujo papel tem sido mais político do que técnico. A diplomacia exige profissionalismo e neutralidade, atributos que se perdem quando há um viés militante. Além disso, declarações que poderiam ser interpretadas como bravatas não fazem parte de um discurso diplomático adequado para um chefe de Estado. Diante desse cenário, o setor privado pode ser a melhor alternativa para conduzir as negociações, ainda que sua participação nas discussões estratégicas do país tenha sido limitada.
A postura adotada pelo presidente Lula nas relações internacionais tem sido marcada por alinhamentos ideológicos que contrastam com as tradições diplomáticas brasileiras e norte-americanas. O apoio a adversários políticos de Trump, a demora no reconhecimento do novo governo dos Estados Unidos e a aproximação com regimes como China, Venezuela e Cuba representam desafios que podem gerar consequências negativas para o Brasil.
Enquanto isso, Trump tem seguido exatamente o que prometeu. Com uma equipe bem estruturada, objetivos claros e poder de execução, seu governo demonstra preparo e estratégia. A conjuntura global não se trata apenas de negociações comerciais, mas de uma disputa de poder em novos formatos. O Brasil, por sua vez, precisa reavaliar sua posição se deseja obter vantagens nesse cenário.
O aumento de empresas em recuperação judicial reflete a dinâmica contemporânea do mercado e não deve ser visto como um estigma, mas como uma etapa a ser enfrentada com ética e profissionalismo. Quando bem conduzida, a recuperação judicial pode até fortalecer a reputação da empresa, demonstrando resiliência diante de adversidades econômicas.
Essa alternativa se torna eficaz quando realizada com transparência e o genuíno propósito de viabilizar a continuidade das operações. Embora muitos empresários inicialmente enxerguem o processo como um fracasso pessoal, é fundamental compreender que ele representa o início de uma nova trajetória.
Nossa experiência mostra que a maioria das empresas supera essa fase. O primeiro passo é preparar a liderança, garantindo equilíbrio emocional, e elaborar um plano estratégico sólido focado na reestruturação e renegociação de dívidas. Decisões racionais fortalecem a credibilidade diante de “stakeholders” internos e externos, transformando a recuperação judicial em uma oportunidade de reinvenção organizacional.
Com uma equipe alinhada e um plano bem estruturado, o processo formal pode ser iniciado junto à justiça. Um administrador judicial supervisionará as negociações com credores, garantindo transparência. A comunicação clara durante a assembleia de aprovação do plano reforça a confiança e o comprometimento de todas as partes.
Quando bem planejada e gerenciada, a recuperação judicial beneficia governo, credores, funcionários e a própria empresa. Além de evitar o encerramento das atividades, ela preserva empregos, reestrutura passivos e devolve competitividade ao negócio. Deve ser vista como uma oportunidade de superação, não como uma ameaça irreversível.
Entrevista com Prof. Hélio Mendes, Consultor Empresarial e Político.
Prof. Hélio Mendes é consultor empresarial e político, com ampla experiência como ex-funcionário do Ministério das Relações Exteriores, atuação em multinacionais, com cursos de conselheiro pelo IBGC e em Geopolítica pelo Instituto de Política de Paris, além de ter sido secretário municipal em Uberlândia.
Qual é o panorama atual da geopolítica global?
Novos atores emergem no cenário global enquanto a tecnologia redefine as relações internacionais. A inteligência artificial promete transformar não apenas as empresas, mas também a dinâmica geopolítica. Nos próximos anos, acordos entre potências como EUA e China podem lembrar o pós-Segunda Guerra, onde hegemonias moldaram o mundo. Por trás do visível, interesses ocultos continuam a ditar o rumo global.
Quem controla o cenário global e por que a geopolítica é vista como um jogo?
Além das grandes potências, ONGs, grupos religiosos, mídias, conglomerados e até o crime organizado têm ganhado relevância. A geopolítica é um jogo de poder e influência, com uma nova ordem ideológica: os EUA ajustam sua estratégia, enquanto a China amplia sua presença via BRICS. Um acordo de “ganha-ganha” entre ambas não está descartado, deixando os demais em desvantagem.
Qual o impacto dessas mudanças para nações e empresas?
A globalização, impulsionada pela tecnologia, reduziu o poder tradicional dos Estados e de organismos como a ONU. Isso exige que governos e empresas adotem uma nova visão estratégica para se adaptarem a um cenário global em constante transformação.
Como você avalia o Brasil e suas empresas?
O Brasil enfrenta desafios como o analfabetismo funcional, a dependência de tendências externas e a escassez de multinacionais de grande porte. O sistema universitário negligência a geopolítica, um conhecimento essencial tanto para empresas quanto para governos que precisam se preparar para mudanças globais. Além disso, as empresas nacionais ainda planejam considerando apenas o cenário setorial, quando as grandes transformações vêm da geopolítica.
Qual sua avaliação sobre Donald Trump e o impacto para o Brasil?
Donald Trump adota uma estratégia focada em conter a influência chinesa e reforçar a liderança global dos EUA. Seu governo, com uma abordagem centrada em interesses econômicos e geopolíticos, ainda não definiu com clareza a relação com o Brasil. No campo político, há pontos de inflexão devido a divergências ideológicas entre os dois governos. Caso o Brasil continue concedendo privilégios estratégicos à China, não se pode descartar eventuais retaliações por parte dos EUA.