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A UM PASSO DA ETERNIDADE

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Em 1951, Frank Sinatra leu o romance de enorme sucesso, A Um Passo da Eternidade, do escritor James Jones. 

Se identificou e sentiu uma grande empatia pelo personagem, o soldado Angelo Maggio.

Maggio era um ítalo-americano magro e malandro do Brooklyn. No livro, o personagem era um cara infeliz e que bebia afogando suas mágoas nos copos de Whisky, criticando o poder com piadas.

Sinatra se identificou porque ele próprio se sentia bastante infeliz. Seus discos não estavam vendendo mais. Se empenhou sem limites para ter esse papel no filme baseado nesse livro. Enviou uma enxurrada de telegramas para a Columbia Pictures propondo que ele seria o ator perfeito para esse personagem.

Problemas vocais e financeiros o atormentavam. A Receita Federal estava na sua cola. Tinha abandonado a mulher com 3 filhos para ficar com a bela Ava Gardner. Sua imagem foi crucificada e devastada por causa disso.

A Metro-Goldwyn-Mayer extinguira seu contrato. A Columbia Records e seu agente profissional, a Music Corporation of América, iriam dispensá-lo também. Frank Sinatra não era mais um produto vendável. Em Hollywood, um mundo empresarial é de um “darwinismo” implacável.

Começou a viver o ostracismo. “Nem Jesus Cristo conseguiria ressuscitar nesta cidade” disse o agente Irving “Swifty” Lazar. Jesus talvez não mas Sinatra, sim! Ele, além de um enorme talento para cantar, tinha talento também para atuar como ator de cinema. Era carismático e um grande narrador. O papel de Angelo Maggio era perfeito para ele.

Existe uma versão nessa conquista que o poderoso mafioso Sam “Money” Giancana o ajudou para conquistar esse personagem. A Máfia tinha simpatias por Sinatra.

Ele conseguiu o papel e sua decadente carreira mudou drasticamente quando ele ganhou o Oscar interpretando Angelo Maggio. O filme foi um enorme sucesso com Burt Lancaster e Debora Kerr nos papéis principais.

O Icônico beijo que Burt Lancaster dá em Debora Kerr, na praia, está imortalizado na história do cinema. Foi o terceiro filme de maior bilheteria nos Estados Unidos no ano de seu lançamento, 1953. Recebeu 13 indicações do Oscar e ganhou 8 prêmios importantes. Frank Sinatra estava certo. O personagem foi feito para ele. “Os fins justificam os meios.

Dali em diante, sua carreira novamente deslanchou e o mundo inteiro estaria mudando novamente para Frank Sinatra. O “Blue Eyes” estava de volta.

SUGESTÃO DE LEITURA

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A UM PASSO DA ETERNIDADE

MILLOR E A BRIGA COM CHICO BUARQUE

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No Programa Roda Viva de 1989 o entrevistado era Millôr Fernandes.

Millôr foi um desenhista, humorista, dramaturgo, escritor, poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

Conquistou notoriedade por suas colunas de humor gráfico em publicações como Veja, O Pasquim e Jornal do Brasil.

O jornalista Augusto Nunes faz uma pergunta: “Millôr temos muitos telespectadores que querem saber o porquê que você brigou com Chico Buarque de Holanda“. Millôr muito tranquilo responde que não brigou com Chico Buarque. Explicou que não gostaria de falar muito desse assunto para não causar polêmica desnecessária e que, o assunto, poderia tornar “fofocas” sem conteúdo.

Ele apenas respondeu com uma frase: “EU NÃO ACREDITO EM IDEALISTAS QUE LUCRAM COM SEU PRÓPRIO IDEAL“.

SUGESTÃO DE LEITURA

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EMPRESAS BASEADAS NA EXPERIÊNCIA DE GESTORES, E NÃO NA METODOLOGIA DE GESTÃO

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Em um mundo cada vez mais globalizado e repleto de incertezas, muitas empresas ainda se apoiam exclusivamente na experiência de seus gestores, sem adotar uma metodologia gerencial.

Essa prática limita a exploração do potencial organizacional e, em momentos de crise, expõe as empresas a riscos significativos. A gestão baseada apenas na experiência tende a atuar de forma reativa, resolvendo problemas de curto prazo sob a aparência de um planejamento estratégico, cujo horizonte raramente ultrapassa um ano.

Em um mundo cada vez mais globalizado e repleto de incertezas, muitas empresas ainda se apoiam exclusivamente na experiência de seus gestores, sem adotar uma metodologia gerencial estruturada. Essa prática limita a exploração do potencial organizacional e, em momentos de crise, expõe as empresas a riscos significativos. A gestão baseada apenas na experiência tende a atuar de forma reativa, resolvendo problemas de curto prazo sob a aparência de um planejamento estratégico, cujo horizonte raramente ultrapassa um ano.

Uma visão centralizada em um único líder pode até funcionar em setores de baixa concorrência e profissionalismo limitado, mas está longe de garantir competitividade global. Para alcançar um desempenho sustentável, as empresas precisam de uma metodologia de gestão ancorada na cultura organizacional e em um planejamento estratégico reverso. Essa abordagem estabelece objetivos claros, metas pragmáticas e indicadores de desempenho capazes de medir resultados internos e externos.

Algumas organizações avançadas vão além, desenvolvendo áreas de inteligência competitiva para monitorar o macroambiente, identificar pontos de inflexão, oportunidades e ameaças. Sem essa visão estratégica, nem o Conselho de Administração nem a equipe executiva terão clareza sobre o caminho a seguir.

Diante das transformações econômicas e sociais, especialmente em nosso país, as empresas precisam revisar seus modelos de gestão. É fundamental adotar metodologias sólidas que transcendam a experiência individual dos gestores e sistemas operacionais engessados, focando tanto na eficiência quanto na eficácia. A combinação de uma metodologia de gestão robusta e uma área de inteligência competitiva é essencial para alcançar resultados consistentes em um mercado global cada vez mais dinâmico.

 

Hélio Mendes

SUGESTÃO DE LEITURA:

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UNIVERSIDADES E GRANDES EMPRESAS PRECISARÃO REPENSAR SUAS PRÁTICAS

O PADRINHO

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O PADRINHO

Amerigo Bonasera, um imigrante italiano, agente funerário bem sucedido, estava na Terceira Vara Criminal de Nova York, clamando e desejando por justiça.

Ele acreditava nos valores democráticos da América. Sua bela filha estava no hospital, com um fio metálico unindo o maxilar quebrado. Dois rapazes de cabelos engomados, cortado à escovinha e rostos bem-barbeados, agiram como animais selvagens e por sorte não molestaram sua filha sexualmente.

Para sua surpresa e indignação, o Juiz condenou esses dois pulhas a três anos de reclusão, com suspensão da sentença. Alegou que eram de boas famílias e tinham ficha limpa. Um ódio tremendo, uma rigorosa frustração e um gosto de fel na sua boca, sentindo o peso da injustiça.

Os pais desses playboys estavam sorrindo, rodeando seus filhinhos queridinhos. Os dentes de Amerigo estavam firmemente cerrados quando viu os sorrisos dos dois rapazes saindo do tribunal. Não disse uma palavra apertando o lenço nos seus lábios de ódio. Queria justiça mas ela decepcionou. Disse com a voz rouca: “Vocês vão chorar como eu chorei“. Um forte desabafo de um pai revoltado. Ele confiara na lei e na ordem. Pensou e disse para sua esposa: “Para conseguirmos justiça temos que ir, de joelhos, pedir para Don Corleone“.

O agente funerário fora convidado para o casamento de Connie Corleone, filha do Don. Sua mulher era amiga da mulher de Don, Constanza Corleone. Só por isso ele foi convidado. Pessoalmente, Amerigo Bonasera não gozava de nenhuma simpatia por parte do Don. Não abraçou e nem apertou a mão de Bonasera. Disse: “Todos nós sabemos o que aconteceu com sua filha. O que eu puder fazer por você, basta dizer. A minha esposa é madrinha de sua filha“.

Bonasera nunca chamara o Don de Padrinho. Amerigo Bonasera fechou os olhos e relatou toda a sua frustração com relação a justiça. “Porque você foi a polícia? Porque não veio a mim“?, Disse Don Corleone.

Você nunca me convidou para tomar um café na sua casa. Tinha receio de devesse alguma coisa a mim? Eu não queria me meter em problemas”, disse timidamente Bonasera.

Você acha que os Estados Unidos são um paraíso? Que é um lugar inofensivo? Você achava que nunca iria precisar de mim? Afinal a polícia, a justiça iria proteger você e sua família de quaisquer infortúnio? E agora você vem até mim exigindo que eu faça justiça. Não me oferece sua amizade e nem seu respeito. E vem no casamento da minha filha me pedir para matar dizendo: Pago o que pedir. Isso é uma maneira muito desrespeitosa“.

Eu só queria que minha filha fosse americana e o País fosse bom comigo“.

Ótimo! Então não tem o que reclamar. O juiz já decidiu. Leve flores e uma caixa de bombom para sua filha. Ela ficará contente. Afinal foram dois rapazes fogosos e um deles é filho de um político importante. Esqueça isso, Amerigo. Sei que és um homem honesto, mas a vida é cheia de desventuras. Reconheço que sempre desprezou minha amizade“.

Bonasera pediu novamente que Don fizesse a justiça. Olho por olho. “Que eles sofram o que minha filha está sofrendo“. Amerigo Bonasera beijou a mão de Don Corleone como sinal de respeito oferecendo sua lealdade e amizade. “Um dia vou te pedir um favor e espero que esse dia nunca chegue” disse Don a Bonasera.

Don Corleone chama Tom Hagen, seu “consigliere” e pede para ele chamar Pete Clemenza, um dos fiéis caporegime, para cuidar do caso de Bonasera.

Não quero sangue, não somos assassinos. Faça valer a justiça do nosso jeito“.

O temido Luca Brasi iria cuidar dos dois engomados rapazes. A morte seria o melhor para eles do que o cruel castigo que iriam sofrer.

 

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PENSEM NAS CRIANÇAS

PENSEM NAS CRIANÇAS

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PENSEM NAS CRIANÇAS

 

A miséria continua sendo um grande mercado para coletar mão de obra fácil. No Afeganistão são içados da sarjeta, e são internados numa madrassa, internato corânico de orientação extrema.

A seita Wahabi do Islã é a mais severa e intolerante de todas. Os meninos e meninas não são criados para nenhuma habilidade, a não ser para recitar o Corão. São incapazes de conseguir empregos. Nunca tiveram um lar e nem tempo para sonhar.

Para a grande maioria, o importante é atender qualquer missão que o chefe de seu clã queira realizar. E na grande maioria das vezes são missões suicidas.

Nas montanhas do Waziristão do sul, ao longo da fronteira do Paquistão com o Afeganistão uma comitiva da elite do Al-Qaeda se reúne em torno do líder maior, Osama Bin Laden. Quatro jovens paquistaneses fanáticos da tribo Waziris foram selecionados para uma missão suicida. Foram tranformados em homens-bombas. Foram até uma mesquita local para rezar. Acreditavam serem os Cavalos de Deus. Todos possuem um fanatismo extremo.

Desde suas pobres infâncias frequentavam mesquistas extremistas ouvindo pregadores fanáticos. Cerca de 6 mil meninas e adolescentes estudam na madrassa, que foi estabelecida por dois mulás do Talibã, influentes na região de Kunduz no Afeganistão.

No dia 7 de julho de 2005, quatro jovens detonaram mochilas carregadas de explosivos no centro de Londres. Cinquenta e duas pessoas morreram, cerca de setecentas ficaram feridas e pelo menos cem pessoas foram mutiladas.

A cabeça vazia é a oficina do diabo. A miséria continua sendo um campo fértil para o tráfico, para o crime organizado e para o terrorismo.

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FÚRIA!

FÚRIA!

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FÚRIA

 

Sessenta entidades importantes empresariais, junto com a Igreja Católica e a classe média apoiaram ativamente o dito golpe de 1964.

O medo do comunismo e a chamada Guerra Fria endureceram o coração da América Latina. “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás“. Que frase poética. Atribuíram a Che Guevara, mas ele nunca disse nada parecido. Mas Mito é Mito. Segue o jogo.

A sociedade brasileira achou que com a redemocratização, o paraíso nasceria nos horizontes perdidos. O arco íris iria reaparecer. Novos sonhos para sonhar e novas canções para cantar. Não iríamos mais caminhar contra o vento, sem lenço, sem documento. Amanhã será outro dia.

Uma ilusão que com o tempo mostrou-se amarga e azeda. Nossa tão sonhada Democracia caminha aos trancos e barrancos. Nossa classe política desencanta. A desesperança e o pessimismo são como esperanças perdidas nos corações partidos pelas desilusões.

As liberdades individuais e de expressão vivem com medo e aprisionadas. A ditadura do judiciário é cruel. Infelizmente o STF liderado por um ser supremo, rasga a Constituição sem pudor ao seu bel prazer.

É proibido proibir como disse a canção de Caetano Veloso no seu movimento tropicalista contra a ditadura. Oh, Caetano cadê você? Cadê sua voz tropicalista. Avisa o Gil que o sonho não acabou. Oh, Chico Buarque sai do seu apartamento em Paris e vem para a Mangueira sambar. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer, lembram desses versos de Vandré?

Os políticos do passado continuam no comando. Os mais vivos continuam governando os menos vivos. Corruptos comandam o país. Candidatos com condenações são diplomados, chancelados por Juízes eleitorais premiando o absurdo. Continuamos esperando Godot? As pessoas aplaudem sem saber o que está em jogo. Não é somente a vitória eleitoral que está sendo avaliada, mas sim os valores éticos e morais.

Homens como Sobral Pinto não existem mais. Temos que nos embebedar de virtudes. Somos todos torcedores de um jogo sujo e indecente. Somos todos corruptos? Os fins continuam justificando os meios? Foi escrito por Maquiavel no seu livro, o Príncipe, nos anos de 1530.

A natureza humana continua ainda cínica, ambiciosa, covarde e hipócrita? “Esquecem mais facilmente a morte de um pai do que aquele que lhe tomam um bem” (Maquiavel).

O dólar nas alturas, os juros altíssimos, a economia engessada, a Lei Rouanet nas mãos da Máfia do Dendê. O Estado paquitérmico continua taxando com seu apetite voraz para arrecadar cada vez mais, sustentando sua elite, as benesses, numa fome arrecadatória sem limites e sem uma lógica econômica e social. A miséria de muitos continua sendo a felicidade de poucos.

O que nós somos? Aonde está nossa fúria? Nossa indignação fica valente somente nas discussões virtuais? As passeatas fizeram efeito? Pobres coitados que somos. Aplaudindo o que? Defendendo o que? Asdrubal cadê o trombone? Precisamos de mais som punk. Precisamos tomar mais Whisky em copos de plástico e cuspir fogo. Cadê os Mutantes?

Cadê a rapaziada que amava os Beatles e os Rolling Stones? Precisamos do Led Zepellin e o som furioso do baterista John Boham. Sentimos falta do balanço da voz de Wilson Simonal e o swingue de Jorge Ben. Cadê o Trem das Onze de Adoniran Barbosa? Cadê o Rock and Roll? Cadê Noel Rosa, Pixinguinha, Nelson Cavaquinho e Cartola?

O mundo ficou por demais politicamente correto e se tornou um babaca muito chato. Que saudades do Dzi Croquettes sob o comando do bailarino Lennie Dale. Contra-cultura total. O visual exuberante e chocante na voz aguda de Ney Matogrosso no seu sangue latino dos Secos e Molhados. Você não soube me amar como cantava a Blitz.

Ideologia eu quero uma pra viver como bem cantou Cazuza. Temos que continuar vivendo iguais aos Nossos Pais? Belchior já nos avisou que nossos ídolos ainda são os mesmos. Elis já cantou Gracias a La Vida de Violetta Parra e Los Hermanos de Athaulpa Yupanqui:

Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar
Y una hermana muy hermosa
Que se llama
Libertad“.

Será que ainda temos tesão para continuar? Não temos mais vinte anos. A juventude de hoje olha o mundo na tela de um celular. Continuamos pedindo para o Pai afastar o cálice? Nossa fúria era livre, indomável relacionada ao amor, a liberdade, a irreverência e cheia de sonhos para sonhar.

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta.
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta.
Pai,
Afasta de mim esse cálice
Afasta de mim esse cálice
Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue…”

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O IRLANDÊS

UNIVERSIDADES E GRANDES EMPRESAS PRECISARÃO REPENSAR SUAS PRÁTICAS

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Imagem gerada por IA

Universidades e grandes empresas precisarão repensar suas práticas

Vivemos um novo momento na história da administração. Como professor de Teoria Geral da Administração (TGA) por anos em uma universidade federal e depois em uma faculdade particular, observei que o estudo da história da administração como escola se estagnou na década de 1960. Desde então, surgiram enfoques e metodologias passageiras, muitos dos quais são apenas modismos.

As organizações criadas no século passado, com raras exceções, e até algumas deste século, ainda focam mais na eficiência do que na eficácia, mais no ambiente interno do que no externo, mais no setor específico do que no macroambiente, e mais nas fronteiras nacionais do que no mercado global. Muitas empresas e faculdades de negócios seguem esse modelo, desvalorizando a geopolítica e a formação de lideranças globais, que exigem experiência internacional e não apenas leitura de livros.

No século XXI, independentemente do porte, as empresas precisarão mudar sua mentalidade, pois a concorrência se tornou global. Marcas tradicionais estão perdendo mercados, e tecnologias disruptivas estão desintegrando empresas seculares. Um exemplo recente está nas montadoras de veículos, nas plataformas de varejo e no ensino a distância.

Há um consenso de que não vivemos mais uma nova era organizacional, mas um novo mundo. Não é mais viável trabalhar em um formato linear. As tecnologias permitem o reversotrazer o futuro para o presente.

Organizações que se limitarem à melhoria contínua enfrentarão grandes dificuldades para se manter no mercado. É necessário adotar múltiplas visões e romper com modelos criados no século passado. Nenhuma instituição está isenta — desde universidades até grandes empresas. Será indispensável repensar práticas, combater o excesso de regras e evitar que certificações exigidas por clientes transformem gestores em “escravos” burocráticos, inibindo a criatividade e promovendo uma verdadeira “comoditização organizacional”.

Para que as empresas criem um círculo virtuoso, os gestores devem ter coragem e estar dispostos a adotar mudanças radicais. Recomendo implementar um programa de incentivo, no qual todos os funcionários que apresentarem ideias disruptivas sejam premiados com um bônus equivalente a cinco salários.

Hélio Mendes

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GRUPO ALGAR: UM EXEMPLO DE PLANEJAMENTO DE LONGO PRAZO

ENTREVISTA COM O SENADOR CARLOS VIANA

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Senador Carlos Viana (Podemos-MG)

ENTREVISTA COM O SENADOR CARLOS VIANA (PODEMOS-MG)

O Senador Carlos Viana é reconhecido como um dos mais preparados do Congresso Nacional. Fluente em quatro idiomas, possui experiência como executivo de uma empresa multinacional e é pós-graduado em gestão pública. Conta com apoio de diversos segmentos, especialmente o dos evangélicos, devido à sua religiosidade e à defesa dos valores tradicionais. Destaca-se por seu perfil de estadista.

 

  1. REVISTA DIÁRIA: Senador, vivemos tempos difíceis no Brasil. A população parece cada vez mais dividida, manipulada por posições extremas. Como político de centro, mas não do centrão, como o senhor analisa essa situação?

Resposta: O extremismo não tem feito bem à política e ao país. Infelizmente, nós temos nos últimos anos, possivelmente nas últimas duas décadas, o crescimento desses posicionamentos radicais que pioraram e muito o convívio político em nosso país. E, a meu ver, o que nós precisamos é voltar ao diálogo. Nós precisamos revalorizar o respeito entre as diferenças e tratar a política como um campo onde se busca consenso naquilo que é possível.

Infelizmente eu não vejo ainda anúncio nas próximas eleições, principalmente na próxima, para a Presidência da República, que escaparemos dessa questão apenas de direita extrema e esquerda extrema.

Nós ainda teremos uma disputa ideológica e partidária muito profunda, mas depois, eu entendo que os brasileiros aprendem com a realidade e vão se tornando sábios à medida que as experiências vão acontecendo e, naturalmente, buscando os resultados.

Eu confio no futuro, mas ainda prevejo que teremos em boa parte, disputas extremadas que, volto a dizer, não fazem bem ao nosso país.

  1. REVISTA DIÁRIA: O mundo tem registrado o crescimento de políticos populistas e a redução do número de estadistas. Com isso, a qualidade da política tem se deteriorado. Na sua visão, como seria possível reverter esse processo?

Resposta: A questão do populismo sempre foi um problema. Isso não é de agora. Veja, por exemplo, as ditaduras, o nazismo, o fascismo na Itália, homens que usaram do sentimento do medo das pessoas, da indignação da maioria de uma população e transformaram isso em um poder ditatorial que infelizmente levou o mundo a guerras e a destruição dos povos. E não é privilégio de países com menos renda ou países mais pobres.

A Alemanha, por exemplo, antes da 2º Guerra Mundial, era um país de doutores, mestres, engenheiros e arquitetos que com o advento do nazismo, foram à guerra em uma vingança do passado. O populismo nazista levou um país educado à destruição completa.

Agora, nós aqui no Brasil, temos assistido esse tipo de comportamento na política por meio de redes sociais.

As redes, que são ferramentas novas, são uma novidade no mundo da política e na vida das pessoas. Chegaram muito rapidamente a cada um por meio dos telefones celulares, mexeu com a vida de cada pessoa, de cada brasileiro, de cada morador no mundo, que não é um problema só nosso, e essas redes sociais trouxeram com elas: desafios, mistérios, enigmas que nós estamos solucionando aos poucos sobre os efeitos no dia a dia das pessoas, os efeitos da política.

Alguns nós já podemos perceber. As redes sociais são locais férteis para os populistas que enganam as pessoas com falsas promessas e com falsa rapidez na solução de problemas que a gente leva décadas para resolver. Problemas graves como a sociedade brasileira vivem não se resolvem em rede social ou em conversa de boteco, se resolvem com diálogo político, com planejamento e, infelizmente, nós temos percebido que o populismo apenas muda de cara e de plataforma ao longo da história da humanidade.

  1. REVISTA DIÁRIA: O senhor representa Minas Gerais no Congresso, um estado com 853 municípios, muitos dos quais enfrentam sérias dificuldades financeiras. A tese de “Mais Brasil, menos Brasília” ainda não se concretizou. Como reverter esse modelo centralizador?

Resposta: “A tese Mais Brasil menos Brasília” é uma tese liberal sustentada pelo ex-presidente Bolsonaro, que eu concordo plenamente. Eu tenho muitas críticas ao Bolsonaro na ação dele como presidente, mas nas questões de alinhamento econômico eu caminho “par e passo” com a política anterior.

Um problema que eu percebo também é que a maioria dos municípios brasileiros não trabalha com planejamento. Os municípios, eles recebem os recursos, gastam os recursos em questões imediatas, mas não trabalham com orçamentos, não trabalham com projetos mais aprofundados, detalhados, porque o dinheiro continua existindo de uma maneira ou de outra. E em Brasília ele é liberado, desde que os ministérios estejam devidamente equipados com projetos bem feitos.

A meu ver, antes de nós falarmos em mais recursos para os municípios, nós temos que falar de mais profissionalização das administrações municipais.

  1. REVISTA DIÁRIA: As perspectivas econômicas para os próximos dois anos não são animadoras. Será necessário agir com inteligência e coragem. Como Senador, quais ações o senhor pretende adotar para enfrentar esses desafios?

Resposta: As perspectivas econômicas, dentro da visão de quem já viu o Brasil em várias crises, realmente preocupa. Esses dois anos de governo Lula e do PT, a questão dos gastos não teve a importância necessária. A meu ver, não recebeu a atenção devida dos ministros da área econômica. E agora nós estamos em um momento de muita insegurança, o dólar subindo muito, os investimentos parando, a saída de dinheiro do país com muita rapidez.

Tudo isso é fruto de um cenário de instabilidade. Mas isso muda muito rapidamente também. Ano que vem é um ano em que nós teremos muito dinheiro circulando , por ser pré eleitoral. É um ano em que se gasta muito e se busca resolver as questões do país ou pelo menos dar uma visibilidade maior ao governo.

A minha posição é muito clara: voto a favor do corte de gastos, voto a favor do equilíbrio das finanças e já votei contra a chamada “PEC do Teto de Gastos”, que aumentou em quase R$ 70 bilhões a possibilidade do governo usar o orçamento.

Eu sou um político que gosto da previsibilidade, do planejamento, da transparência, para que as pessoas possam saber o que está acontecendo, os geradores de emprego e renda também poderem ter a noção de que futuro os espera.

Esse momento de turbulência não faz bem ao Brasil e eu espero que passe breve.

 

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RENTABILIDADE: O PILAR DE UMA GESTÃO SUSTENTÁVEL

O ANO NOVO COMEÇA QUANDO VOCÊ QUER

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Desenhos poéticos. Imagens construídas por palavras filtradas do inconsciente. Tradução simultânea do espírito indomável dos povos do interior Paulista.

O caipira é sossegado porque leva a sério a filosofia de Sócrates: “Tome cuidado com o vazio de uma vida ocupada demais”. Ele valoriza o agora, o hoje, porque um dia tudo virá saudade. De Matão?

FAÇA A DIFERENÇA FAZENDO DIFERENTE

Neste mundo há de chorar uma dor por uma paixão sem fim. Ipê Amarelo se destaca na Mata verde. Árvore que não anda em bando como andorinha. Espora batida no corpo do pensamento lateral. Pense laçar novas soluções e possibilidades com criatividade para qualquer tipo de problema. Sinueiro da inovação. Líder de tropa ama problema. Componente que instiga na busca de soluções.

CAMINHANDO ENTRE IDEIAS

Não estacione no mata burro do comum, busque as diferentes formas de ver as coisas. E se tivesse feito como nunca fez? Chance de nota máxima no quesito brilhantismo genial. Salto quântico da mente fora da caixa. Boa ideia é igual a touro bom que pula rodado. Resgate de memórias esquecidas em antigas broacas. As maiores invenções surgiram de uma breve caminhada no parque. Do Peão? Sim, porquê não?

PERGUNTA IDIOTA

Explore um novo jeito de fazer e questione suposições ao mesmo tempo. A pergunta mais idiota do mundo é a que você não fez. Seja aberto as novas abordagens de temas tradicionais. Seja curioso. Pergunte. Duvide das atitudes que todo mundo toma como certas. Não espere o passar das festas natalinas para colocar seu plano em prática. O sucesso só vem antes do trabalho, no dicionário.

O ano novo começa no dia e mês que você dá o primeiro passo rumo a realizar seus sonhos.

Abraços Cavalares
Marcelo Murta

SUGESTÃO DE LEITURA

MARCELO MURTA: LIÇÕES QUE APRENDI ANTES DO NATAL

O IRLANDÊS

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O IRLANDÊS

Francis Joseph Sheeran, conhecido como o Irlandês, ganhou a amizade e a confiança do mafioso Russel Bufalino. O poderoso lider sindical, Jimmy Hoffa já tinha ouvido falar do Irlandês através de Bufalino.

Na sua primeira conversa com Hoffa por telefone ele ouviu essa expressão: “Eu ouvi dizer que você pinta casas” — um código da máfia que quer dizer “eu ouvi dizer que você mata pessoas” (“pintar” faz referência a espalhar sangue). E se tornaram grandes amigos.

Jimmy Hoffa comandava o “International Brotherhood of Teamsters” com mais de 2 milhões de caminhoneiros. Uma figura muito influente como Presidente desse importante sindicato. Hoffa não gostava da Familia Kennedy. Robert Kennedy, era o poderoso Ministro da Justiça no governo de JFK e fazia pesadas investigações contra a Máfia e Hoffa.

Os mafiosos Carlos Marcelus, Salvatore Trafficante e Sam “Money” Giancana, tinham feito um acordo com o pai de JFK, Joe Kennedy, para elegê-lo Presidente dos Estados Unidos. O acordo é para deixar os negócios da Máfia em paz. Esse acordo estava sendo quebrado com a atitude de Robert Kennedy.

Há uma teoria que Hoffa, a Máfia e o Irlandês participaram do assassinato de JFK. Hoffa e Sherran eram muito próximos. Mas Hoffa tinha uma briga de poder com Tony Provenzano, caporegime da Familia Genovese, uma facção de New Jersey. Ficaram inimigos após uma luta quando ambos estavam na prisão federal de Lewisburg, Pensilvânia.

Hoffa estava dando problemas para a Máfia. Foi dada a ordem para o Irlandês “pintar a casa“. Ele sabia que se ele não aceitasse seria descartado e outro iria fazer o serviço. Simularam uma pseudo reunião com Provenzano e quando Hoffa entrou na casa, viu que não tinha ninguém, o Irlandês deu dois tiros na nuca de Hoffa que caiu morto.

A Máfia convocou o agiota Salvatore Brigluglio para ajudar nesse assassinato. O corpo de Hoffa foi cremado e nunca foi descoberto permanecendo um grande mistério até os dias de hoje.

Jornalistas e acadêmicos que estudam a Máfia descartam a versão de Sheeran como falsa, uma conclusão que a polícia concorda.

 

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O CAPITALISMO