Campanha de combate ao preconceito contra mulheres no trânsito segue para sanção
De autoria do deputado Robério Negreiros, a campanha “Dirija como uma Mulher” deverá divulgar informações sobre assédio e outras formas de discriminação contra condutoras do sexo feminino
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, na noite desta quarta-feira (4), um projeto de lei que cria a Campanha Permanente “Dirija como uma Mulher”. De autoria do deputado distrital Robério Negreiros (PSD-DF), a proposta visa combater o assédio, o preconceito e a violência contra as mulheres no trânsito do DF.
O PL 1114/24 foi apresentado à CLDF no mês conhecido pelo movimento Maio Amarelo, uma iniciativa mundial dedicada à segurança no trânsito. Segundo Negreiros, apesar dos avanços e conquistas femininas na sociedade, as mulheres ainda enfrentam preconceito e machismo no trânsito. “Lamentavelmente, é apenas um dos muitos lugares onde ocorrem violências e preconceitos de gênero”, afirma o distrital.
O preconceito contra as mulheres no trânsito, conforme descrito no projeto, é sintetizado na expressão “mulher no volante, perigo constante”. Porém, as estatísticas caminham no sentido contrário: os homens se envolvem muito mais em acidentes de trânsito do que as mulheres.
De acordo com os dados do Detran-DF, das 248 vítimas de acidentes fatais ocorridos em 2023, 202 (81%) eram do sexo masculino e 46 (19%) eram do sexo feminino. Já no ano anterior, das 282 pessoas que morreram no trânsito, 45 eram mulheres, o que corresponde a 16% do total de óbitos.
A campanha também deverá divulgar informações sobre assédio, preconceito de gênero e outras formas de discriminação contra mulheres no trânsito. Também fornecerá os telefones dos órgãos públicos que oferecem apoio e atendimento às mulheres, incentivará a denúncia e promoverá a conscientização tanto do público quanto dos profissionais sobre qualquer ato discriminatório ou violento contra mulheres ao volante, entre outras ações.
O texto foi aprovado em primeiro e segundo turnos e segue para sanção do governador Ibaneis Rocha.
Rentabilidade é o objetivo central de qualquer gestão bem-sucedida, pois garante a sobrevivência e o crescimento organizacional. Mesmo instituições sem fins lucrativos precisam buscar autossuficiência financeira para enfrentar crises e assegurar sua continuidade. Contudo, ainda há quem veja a busca por lucro como algo condenável.
Muitas empresas nacionais falham em estabelecer uma premissa básica: toda despesa precisa gerar receita. Quando isso não ocorre, o resultado é o prejuízo, algo incompatível com um ambiente competitivo.
Outra prática perigosa é depender exclusivamente de capital de giro de terceiros em um mercado volátil como o brasileiro, uma abordagem insustentável e de alto risco.
Negligenciar a rentabilidade é mais prejudicial do que enfrentá-la diretamente. Não é cruel buscar resultados financeiros; cruel é permitir o fechamento da empresa, gerando demissões e prejuízos em cadeia.
Da mesma forma, não ter um programa de avaliação de desempenho eficiente cria um passivo oculto: funcionários que não entregam resultados comprometem a competitividade e o futuro da organização.
Consultorias que pregam soluções superficiais, como “paz e amor”, não preparam empresas para a realidade. O ambiente corporativo exige profissionalismo, ética e foco. Rentabilidade não é apenas uma meta; é uma questão de sobrevivência. E para atingi-la, a equipe deve atuar com responsabilidade e competência, alinhada ao propósito de garantir um futuro sustentável.
Essas práticas não são novidades; elas são adotadas por empresas globais que crescem com responsabilidade. Recomendo-as a todos os clientes cujo propósito seja alcançar um crescimento sólido.
Revista Diária entrevista Hélio Mendes, consultor empresarial e de política, criador do Planejamento Estratégico Reverso: Análises e Recomendações para 2025
Revista Diária: Como você avalia o cenário econômico para 2025?
Hélio Mendes: 2025 será marcado por grandes desafios. O governo, em seu terceiro ano, ainda carece de um plano estratégico claro e resultados consistentes. Internacionalmente, a aproximação com China e Rússia, somada ao distanciamento dos EUA, pode trazer ganhos de curto prazo, mas gera riscos significativos no médio e longo prazo. Isso exigirá das empresas resiliência, adaptabilidade e estratégias inovadoras.
Revista Diária: Qual é sua expectativa para o cenário político?
Hélio Mendes: No Congresso, as emendas parlamentares continuarão sendo utilizadas mais politicamente do que tecnicamente, prejudicando o progresso do país. Por outro lado, esse cenário pode abrir oportunidades tanto para líderes estadistas quanto para populistas, que explorarão as fragilidades do sistema.
Já no plano municipal, podemos observar avanços significativos caso os novos prefeitos compreendam que o atual modelo de gestão urbana está obsoleto.
Revista Diária: Como a estratégia evoluiu nos últimos anos?
Hélio Mendes: No passado, uma boa metodologia e comunicação eram suficientes para se destacar. Hoje, o mercado exige experiência multissetorial, conhecimento em geopolítica e domínio em inteligência artificial. Estar restrito a um único setor ou “bolha” não é mais viável em um mundo tão complexo. É essencial estudar continuamente e estar conectado ao ambiente macro para enfrentar os desafios contemporâneos.
Revista Diária: Que práticas você recomenda para os primeiros meses de 2025?
Hélio Mendes: Recomendo que as organizações reavaliem profundamente seus modelos de gestão, iniciando com uma pergunta fundamental: Qual é, de fato, o seu negócio? Empresas que não adotam estratégias globais tendem a permanecer limitadas ao ambiente doméstico ou a enfrentar grandes dificuldades, especialmente em setores de alta competitividade.
Para os profissionais de todas as áreas, é indispensável compreender e aplicar a inteligência artificial. Quem permanece apenas na teoria, distante das demandas do mercado, corre um sério risco de se tornar irrelevante rapidamente.
PSD VAI LIDERAR A DEFESA DO FUNDO CONSTITUCIONAL DO DF.
Garantia foi dada pelo presidente regional da legenda, Paulo Octávio, em encontro da executiva regional.
O presidente do PSD-DF, Paulo Octávio, afirmou que garantiu apoio da legenda no Congresso Nacional para a manutenção das regras do Fundo Constitucional do DF (FCDF), ameaçado de perder recursos por conta do corte de gastos determinado pelo governo federal. “Já conversei com o governador Ibaneis Rocha e com o nosso presidente (Gilberto) Kassab. O PSD vai estar ao lado de Brasília mais uma vez“, destacou, durante reunião da executiva regional.
Paulo Octávio destacou ainda que a mudança na forma de reajustar o FCDF repete o que foi tentado em 2023. “Tivemos uma luta enorme e foi o PSD que salvou Brasília. Foi o trabalho que fizemos com nossos deputados distritais, com o relator do Arcabouço Fiscal no Senado, senador Omar Aziz (PSD-AM), e com o apoio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG)“, destacou. “Naquela época, o PSD foi o grande vitorioso ao resgatar o Fundo Constitucional do jeito que foi criado lá em 2002“, relembrou Paulo Octávio, um dos autores do projeto que criou o FCDF.
O fundo gera recursos para a manutenção de setores como saúde, educação e segurança em Brasília. “São mais de R$ 24 bilhões que entraram no orçamento do DF, este ano, para pagar essas três áreas importantes. E novamente o governo federal, ao fazer esse pacote de redução de gastos, quer mudar a forma de reajuste. O fundo foi aprovado e sancionado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso em último ato no cargo. A gente vai ter uma nova batalha em defesa de Brasília. E novamente queria convocar todos para nos ajudarem. O líder do governo é nosso, o senador Otto Alencar (PSD-BA), que esteve com a gente semana passada e vamos procurá-lo para evitar que isso aconteça“, definiu.
O presidente do PSD-DF disse ainda que a legenda tem capacidade para conversar com todos os partidos. “Isso é uma vantagem nossa. Se houver dificuldade, a gente pode conversar desde o PSOL até o PL sem problema. Ainda mais que é uma ação em prol da cidade“, detalha. Ele também fez algumas observações em torno do pacote de redução de gastos. “Todo mundo é favorável à isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Só que isso representa um déficit para a União. Então, o governo quer economizar e ao mesmo tempo dar benefício fiscal. Não tem sentido“, afirmou.
BALANÇO ANUAL
O encontro da executiva regional do PSD serviu ainda para alinhar metas visando as eleições de 2026. “O propósito do PSD é crescer. Sempre defendi que a família brasileira é tradicional, cristã e não gosto de radicalismos. A família brasileira não quer pender nem muito para a esquerda, nem muito para a direita. Ela quer o centro, quer o nosso partido, que é de diálogo, de entendimento e de construção, sem ofender ninguém e sem radicalizar, mas construindo o que o Brasil precisa: desenvolvimento, geração de empregos, acolhimento das famílias e de mais encontros, não de desencontros“, definiu.
Para o secretário-adjunto de Saúde do DF, Lucimir Henrique Pessoa Maia, a reunião foi importante para ampliar a união no partido. “Cada um de nós é responsável, na família pessedista, em fazer seu papel para o Distrito Federal. Fico feliz que muitos tenham comparecido para escutar um pouquinho do que a gente tem a falar. O importante é que a gente mantenha a união dentro do partido“, destacou.
“Hoje eu sou secretário-adjunto de Saúde. É um cargo onde as tomadas de decisões influenciam a saúde de milhares de pessoas. E isso é feito com muita moderação para que a gente não deixe ninguém de fora, porque a saúde, a nossa vida, é o nosso bem mais precioso“, definiu.
Já o deputado distrital Jorge Vianna afirmou que o crescimento do PSD deve-se ao fato de a legenda manter sua autenticidade. “O PSD permaneceu o PSD, um partido que deixa livre as políticas dos candidatos e que acomoda todo mundo, sem distinção. E fez com que a sociedade pensasse o seguinte: tem o partido da esquerda, tem o partido da direita, mas qual o partido que eu poderia ir que é leve e não fica entrando em polêmica? O PSD. As pessoas, de forma orgânica, entenderam que o PSD é um partido que pode dar certo em seu projeto político“, resumiu.
“A gente tem que começar a passar às pessoas que o PSD é um partido de bom senso. Ora defende pautas da direita, ora defende pautas da esquerda. Esses dias, subi na tribuna para elogiar a deputada do PSOL, Erika Hilton, porque ela começou o movimento da escala 6 por 1. Talvez seja até antagônico. Um cara como eu, ex-militar, tradicional e tal, elogiar uma pessoa de um partido que é radicalmente da esquerda. Mas é porque é bom senso. Então eu acho que quem quiser vir para o partido já vem com esse sentimento, porque a gente não é extremo de um lado ou de outro“, acrescentou.
Também foram apresentados os novos filiados do PSD-DF, como o desembargador aposentado José Divino de Oliveira. “Fui magistrado durante 35 anos. Agora sou advogado e o (desembargador aposentado) Carlos (Divino) me convidou a ingressar no partido. Quero, nos limites do meu conhecimento, ser útil à sociedade em que vivo. Quero contribuir com o partido e, dentro das minhas possibilidades, ser útil“, contou.
Os políticos americanos usavam uma expressão populista dizendo: “Uma galinha em cada panela“. Henry Ford pensava no consumismo e predispunha-se em fabricar carros mais baratos. Ao invés das galinhas em cada panela, Henry Ford queria um Ford em cada garagem.
Ele era um capitalista muito competitivo, mas não era visto como uma boa pessoa. No capitalismo bruto americano não tem lugar para os inocentes.
Henry Ford era antissemita e não acredita em Wall Strett. Dizia que eram jogos de azar. Do outro lado da mesa estava Sidney James Weinberg, CEO do Banco de Investimentos Goldman Sachs. Sidney nasceu na pobreza no Bairro do Brooklyn em New Yorq. Tinha um talento especial em fazer boas amizades. Começou como zelador no Goldman Sachs ganhando 3 dólares por semana. Em 15 anos atingiu o cargo mais alto do Banco. Na crise de 1929 foi o responsável em não deixar o Banco quebrar. Sua forte influência e credibilidade com grandes relacionamentos comerciais ajudaram nessa gravíssima crise mundial. Ele tinha uma tarefa quase impossível que era abrir o capital da Ford Motor CO.
Henry Ford já tinha falecido e seu neto mais velho, Henry Ford II estava na Presidência da maior companhia da America. Sidney tinha bom relacionamento com Henry Ford II, que era um homem completamente diferente do seu avô.
Confiou em Sidney Weinberg para abrir o capital da Ford. Em 1956 o IPO da Ford foi o maior que os Estados Unidos já viram, arrecadando quase setecentos milhões de dólares (aproximadamente cinco bilhões de dólares em termos atuais) e promovendo consideravelmente a posição do Goldman Sachs em Wall Street como um dos principais bancos de investimento.
Weinberg apoiou o candidato republicano Dwight D. Eisenhower em sua candidatura presidencial de 1952; os esforços de campanha de Weinberg foram essenciais para reunir apoio para Eisenhower entre a comunidade empresarial.
Em troca do apoio de Weinberg, Eisenhower nomeou várias das recomendações de Weinberg para cargos importantes no gabinete, incluindo George M. Humphrey, da MA Hanna Company, para Secretário do Tesouro; Charles Erwin Wilson, da General Motors, para Secretário de Defesa e Robert T. Stevens, da JP Stevens & Co. para Secretário do Exército.
Da mesma forma, depois que Weinberg ajudou Lyndon B. Johnson a ganhar a presidência em 1964, Johnson nomeou as recomendações de Weinberg. John T. Connor para Secretário de Comércio e Henry H. Fowler para Secretário do Tesouro.
O talento de Sidney Weinberg em fazer e conquistar relacionamentos importantes o tirou da miséria e se tornou o Sr. Wall Strett.
O Espírito de Natal e Ano Novo se espalha por ruas e avenidas. Será que o Papai Noel gigante vai tentar entrar novamente pela janela do sobrado do saudoso Daniel Bampa? Quem pode saber é o artista Valter Corsino. Parque do Peão prepara o show country de luzes natalinas sob o comando do monumento Jeromão.
SHOW DE LUZES NO PARQUE DO PEÃO
A arte viva do criativo Cacau e sua equipe brotando ideias no jardim de sunpatiens. Memorial do Peão se transforma em um enorme mural para cenas marcantes do nascimento de Jesus. Filipe Leite, o Cavaleiro das Américas em cima do cavalo escultura em homenagem a sua jornada deseja “Merry Christmas” em vários idiomas.
TURISMO NA GARUPA DA CULTURA
Na arena dos sonhos o silêncio é quebrado por cantos Gregorianos. Coral de Anjos anunciando setenta dezembros de história. Luta e glória na preservação das tradições culturais dos Peões de Boiadeiro e suas Comitivas. Os Independentes vivem escrevendo os principais capítulos do livro das experiências marcantes de Barretos.
DIVIDIR PARA SOMAR
Ao ouvir falar em compras para Ceia, coloquei atenção plena no meu cardápio de emoções vividas. As duas maiores lições que aprendi este ano: a vida é um sopro e as verdadeiras amizades são raras. Nas relações passei a dirigir o foco para as semelhanças que nos une e não para as diferenças que nos mantém afastados. Lembrando que menos as vezes é mais.
DO RIO AO MAR
As lágrimas são as últimas orações quando nada resta e o coração perde a esperança. Eu sou uma pergunta. Por isto vivo buscando respostas em mim, procurando despertar a minha melhor versão. Ciente das minhas imperfeições. Cada um de nós é um rio solitário, que corre rumo a um mesmo oceano.
Abraços cavalares. Marcelo Murta
Marcelo Murta. Publicitário e Presidente do Movimento Filhos da Pátria
Práticas predominantes nas organizações nacionais não podem mais continuar nos próximos anos, pois comprometem a rentabilidade e, certamente, a sobrevivência das empresas:
Não é mais possível revisar apenas o básico da organização. O novo ambiente exige muito mais, ou seja, a necessidade de rever toda a estrutura, que deve estar 100% alinhada ao propósito da empresa.
Todos os objetivos e metas devem estar vinculados ao Planejamento Estratégico e mensurados semanalmente, ou até em menos tempo caso ocorra algo grave no macroambiente.
As equipes precisam ser avaliadas de forma profissional. Em negócios, não há espaço para amizades, mas para interesses; a maioria cultiva uma cultura corporativista, o que pode ser desconfortável, mas é a realidade do mundo dos negócios.
É fundamental compreender plenamente a importância da rentabilidade e o foco no cliente, estando sempre à frente ou em um lugar que os concorrentes não estejam – missão de todas as equipes da empresa.
A inteligência artificial não é um modismo; está transformando o modelo de negócios e, ainda mais seriamente, modelando o comportamento das pessoas, o que exige grande cuidado.
A tecnologia é importante, mas colaboradores e clientes são pessoas. Estas são, de fato, quem deve estar sincronizado com a organização – um ponto que muitas empresas ainda não entenderam.
Os CEOs não podem mais se manter em um pedestal; devem estar entre os colaboradores e ter presença ativa no campo. As salas de diretoria não podem mais ficar fechadas. A reengenharia está de volta, agora com o apoio da inteligência artificial.
O tempo para revisar negócios, produtos e serviços está se reduzindo ano a ano. Quem não se adaptar ficará fora do mercado, pois nenhum setor está imune. É importante enxergar essas mudanças como oportunidades, com o propósito de construir um mundo melhor.
O desempenho econômico de Barra do Piraí vem estabelecendo contornos que sugerem interessante case de desenvolvimento municipal.
Desde que o município tenha como principal objetivo o crescimento econômico, o crítico quadro atual pode se tornar aliado pela capacidade de estimular engajamentos e catalisar convergência da sociedade.
O município de Barra do Piraí, submetido por longo período à desindustrialização instalada no Estado, distraiu-se no controle dos gastos públicos, assistiu o aumento de sua dependência fiscal e perdeu capacidade de investimento, desacelerando o crescimento do PIB. Sequência de fatos que se acumularam, culminando com a transformação de prosperidade em sobrevivência e com a promoção da atual debilidade econômica do município.
O Produto Interno Bruto – PIB de R$ 2,7 bilhões, produzido por Barra do Piraí em 2020, foi realizado por Barra Mansa em 2008 e por Resende em 2006, constatando significativo atraso econômico do município na região.
EVOLUÇÃO NO PIB DE MUNICÍPIOS SELECIONADOS
O retrocesso econômico do município se evidencia na queda, da participação do PIB barrense no PIB dessa micro região de quatro municípios, de 7%, em 2006, para 6,8%, em 2020. Portanto, a economia de Barra do Piraí retrocedeu nesse período de quatorze anos, enquanto outros municípios vizinhos se desenvolveram. Ao considerar toda a região Sul Fluminense, a dimensão do retrocesso barrense é ainda maior.
Diversos são os fatores impactando o crescimento econômico de um município, porém, um dos principais é a gestão fiscal. Com papel de controlar a dívida pública e buscar o empate entre receitas e despesas, a gestão fiscal eficiente possibilita recursos para investimentos corretos em infraestrutura, ensino, saúde e segurança, contribuindo para ambiente de negócios dinâmico e atrativo.
No caso de Barra do Piraí, o fraco desempenho da gestão fiscal sugere intensa relação de causa e efeito com o desenvolvimento do município.
De 2016 em diante, a posição relativa do Índice FIRJAN de Gestão Fiscal – IFGF de Barra do Piraí, entre os 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro, apresentou sistemática queda.
CLASSIFICAÇÃO DA GESTÃO FISCAL BARRENSE NO ESTADO DO RIO
Caiu de sétimo lugar, em 2016, para quadragésimo sétimo lugar em 2022, elevando a dependência fiscal para 77%, volatilizando a sustentação fiscal do município. Performance que explica grande parte do retrocesso.
Sabe-se que se ameaçado por populismo fiscal, que eleva perigosamente os riscos pela incapacidade de equilibrar despesas e de estancar o endividamento público, o município termina naturalmente retardando o crescimento econômico.
Por outro lado, sabe-se também que maquiagens não convencem o investidor que avalia com lupa os possíveis retornos de seu investimento.
Portanto, promover crescimento econômico passa pela maior inclinação na curva do PIB barrense. Essa, por sua vez, necessita investimentos em infraestrutura, cujos recursos podem ser viabilizados/atraídos pela gestão fiscal eficiente.
FORÇAS ARMADAS: INSTRUMENTOS DA NAÇÃO E GUARDIÃS DOS INTERESSES NACIONAIS
As Forças Armadas no Brasil, conforme estabelece a Constituição Federal, não se configuram como um dos poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), mas como instrumentos da Nação, organizados para defender a soberania, a integridade territorial e garantir a lei e a ordem quando solicitadas.
Esta característica de instrumento está claramente definida no artigo 142 da Carta Magna, que determina que seu emprego pode ser solicitado por iniciativa de qualquer um dos poderes republicanos, sempre sob o comando supremo do Presidente da República.
Contudo, essa subordinação não elimina a sua responsabilidade ética e institucional de zelar pelos interesses maiores da Nação, o que não pode ser confundido com os desejos momentâneos de um governante ou de um grupo político.
Trata-se da preservação da soberania, da paz interna e do bem-estar coletivo. Assim, uma ordem que contrarie esses interesses ou que ameace diretamente o ordenamento constitucional ou a integridade do País pode e deve ser questionada.
Desta forma, fica claro que, embora sejam subordinadas ao comando civil, as Forças Armadas não são entes anencéfalos. Sua doutrina, seu preparo e sua história lhes conferem um grau de discernimento que ultrapassa a simples execução mecânica de ordens. Esta capacidade reflexiva é necessária para garantir que suas ações não apenas cumpram a legalidade, mas que também sejam legitimadas pela moralidade, pela justiça e pelo interesse nacional.
Em situações extremas, onde os poderes da República estejam corrompidos, omissos ou inoperantes, as Forças Armadas podem ser compelidas, pelo imperativo moral e institucional, a intervir para proteger a Nação.
Essa possibilidade, ainda que controversa, é sustentada pelo entendimento de que os militares possuem, acima de tudo, um compromisso com o Brasil, e não com governos específicos ou interesses partidários.
Em qualquer caso, a possibilidade de intervenção institucional autônoma, mesmo que remota e excepcional, deve ser vista como um ÚLTIMO RECURSO, sempre com o objetivo de devolver o poder ao controle civil legítimo o mais rápido possível.
Em suma, as Forças Armadas brasileiras são, por definição constitucional, instrumentos à disposição dos poderes da República, mas a sua responsabilidade transcende a obediência cega e inclui, em casos extremos, a tomada de iniciativa para assegurar a sobrevivência do Estado e da Nação.
Essa dualidade – obediência e discernimento – é o que torna seu papel tão complexo e essencial no sistema democrático. A legitimidade de suas ações, no entanto, dependerá sempre de sua fidelidade ao INTERESSE NACIONAL e de sua capacidade de preservar, acima de tudo, o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.
“NENHUMA DITADURA SERVE PARA O BRASIL”
Publicado por General Paulo Chagas em seu Twitter. @GenPauloChagas
Republicado por: Aluízio Torrecillas | Revista Diária
Por que, ao contrário dos militares, alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) arvoram-se deuses da democracia? Garantidores do Estado democrático? Guardiões da liberdade e da pátria?
Outro dia, Gilmar Mendes disse que “O Brasil seria pior” sem seu colega Xandão – o ministro Alexandre de Moraes.
Por quê?
Bem, porque tem conduzido com “mão de ferro” o interminável e “cabe tudo” inquérito das “fake news”, que começou para blindar os próprios ministros.
A diferença de conduta entre togados e fardados é gritante. Uns atuam como pavões e outros, como tartarugas.
Enquanto os militares não transigem com os ditames da Constituição, o mesmo não se pode dizer dos ministros. A importância de ambas as instituições é indiscutível; e idêntica. Exército, Marinha e Aeronáutica são o braço armado da República, sob a égide da tripartição de Poderes.
Já os ministros do Supremo são a última barreira entre o crime e a legalidade. Jamais deveriam [portanto] se achar – e se comportar – como melhores ou mais importantes.
Não há motivo para “estresse” porque, assim como não há bem que nunca acabe, NÃO HÁ MAL QUE SEMPRE DURE!
Publicado por General Paulo Chagas em seu Twitter. @GenPauloChagas
Republicado por: Aluízio Torrecillas | Revista Diária