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O PESADELO DO EMPREGO EM BARRA DO PIRAÍ

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Luiz Bittencourt

O PESADELO DO EMPREGO EM BARRA DO PIRAÍ

Mesmo quando o município entra em fase de transição, entre uma administração e outra, a economia não para. Não para porque não pode parar. E o emprego, principal componente da engrenagem econômica, continua desafiando as capacidades criativa e realizadora do município de Barra do Piraí.
Sabe-se que há tempos o município tem sido ineficiente nas entregas econômicas. Nesse ano de 2024, no período de janeiro a setembro, Barra do Piraí se superou, não gerou empregos e ainda perdeu postos de trabalho, em desempenho incompatível com suas necessidades e com o padrão regional.
GERAÇÃO DE EMPREGOS EM MUNICÍPIOS SELECIONADOS
JANEIRO A SETEMBRO DE 2024
Fonte: IBGE/Caged/Caravela
Enquanto Volta Redonda gerou 3 mil novos empregos no período, Resende gerou cerca de 2 mil empregos e Barra Mansa aumentou em quase 900 postos sua oferta de empregos, Barra do Piraí perdeu 67 postos de trabalho.
Por outro lado, a abertura de empresas em Barra do Piraí, no período de janeiro a outubro de 2024, pouco compensou o desemprego gerado e ainda manteve o município em baixa performance no cenário regional.
ABERTURA DE EMPRESAS EM MUNICÍPIOS SELECIONADOS
JANEIRO A OUTUBRO DE 2024
Fonte: Ministério da Fazenda/Caravela
Volta Redonda abriu quatro vezes mais empresas do que Barra do Piraí, enquanto que os resultados de Resende e Barra Mansa corresponderam ao dobro do resultado barrense.
Consequentemente, o município reduziu sua capacidade de consumo, atrasou-se na região e empobreceu.
Aliás, o empobrecimento de Barra do Piraí impõe ao barrense uma dura realidade. O PIB per capita barrense está no mesmo nível dos PIBs per capita estaduais da região Nordeste (os mais baixos do país), encontra-se 44% abaixo do PIB per capita nacional e representa um terço do PIB per capita de Resende, por exemplo.
PIB PER CAPITA DE MUNICÍPIOS SELECIONADOS
Fonte: IBGE
Empobrecimento que se expressou, em outubro de 2024, com 25% dos barrenses se beneficiando do Programa Bolsa Família e 40% da população de Barra do Piraí caracterizados como de baixa renda no Cadastro Único do Governo Federal. Tendência que, se descontrolada, pode transformar o Programa Bolsa Família no maior “empregador” do município, produzindo elevados riscos do ponto de vista do crescimento econômico.
Estamos diante de um cenário complexo, destruidor de perspectivas, intrigante o suficiente para levar o barrense a se perguntar por que o município se permitiu chegar a esse ponto e que destino Barra do Piraí será capaz de construir com esse quadro econômico debilitado?
O desenvolvimento barrense é um gigantesco desafio.

 

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CHINA ESTÁ COMPRANDO MENOS DO BRASIL

EMPRESAS VAREJISTAS PODEM NÃO SOBREVIVER

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ARTIGO

Grandes empresas nacionais que atendem o varejo podem enfrentar sérios desafios para sobreviver.

Empresas globais como Mercado Livre, Amazon, Shein, Temu, Shopee e, no setor de entretenimento, a Netflix, operam com estruturas enxutas, logística eficiente e baixo custo, além de se beneficiarem de ganhos em escala. Essas empresas conseguem atuar em mercados deficitários por longos períodos, compensando com lucros obtidos em outros países.
Em contrapartida, muitas empresas nacionais de varejo são familiares e enfrentam desafios de sucessão, com foco limitado ao mercado interno, o que é insuficiente em um cenário globalizado. Além disso, elas lidam com alta carga tributária, burocracia, juros elevados e falta de apoio governamental. A continuidade no mercado exigirá uma profunda reestruturação, o que pode ser doloroso, mas inevitável.
O ambiente de negócios está em constante transformação, exigindo novos modelos e equipes mais agressivas. O mercado envia sinais contínuos, e a capacidade de interpretá-los corretamente, no momento certo, será o diferencial entre o sucesso e o fracasso nos próximos anos.
A maioria das grandes empresas que atendem o setor de varejo atualmente não dispõe de equipes preparadas para enfrentar esses novos desafios, possuindo uma visão limitada, focada apenas em aspectos setoriais e culturais típicos de países periféricos.

 

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CHINA ESTÁ COMPRANDO MENOS DO BRASIL

 

CHINA ESTÁ COMPRANDO MENOS DO BRASIL

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ARTIGO

CHINA ESTÁ COMPRANDO MENOS DO BRASIL

China, a segunda maior economia e a principal demandante por commodities do planeta, vem reduzindo, especialmente nesse segundo semestre, suas compras do Brasil.
Para quem representa o principal parceiro comercial do Brasil, o maior destino das exportações brasileiras e a principal origem das importações brasileiras, contribuindo para o superavit comercial, a queda de 30% na demanda experimentada de julho para outubro significa extraordinária perda em receitas relevantes para a economia nacional.
EXPORTAÇÕES MENSAIS DO BRASIL PARA A CHINA EM 2024

Os resultados revelam não haver relação de causa e efeito nas variações das exportações do Brasil com as variações nas importações totais chinesas. Maiores importações da China não significaram maiores exportações brasileiras.
Ainda que tenha havido, de setembro para outubro, uma redução de 4% nas importações totais da China, o gigante asiático vinha elevando suas importações nesse segundo semestre, sem que essa maior demanda refletisse na importação de commodities brasileiras.
IMPORTAÇÕES TOTAIS MENSAIS DA CHINA EM 2024

Independente da importância da China e dos motivos da queda nas suas importações, há uma grande diferença na relação de dependência entre o comércio dos dois países. Enquanto a demanda chinesa representou, em outubro, 24% das exportações brasileiras, essa mesma exportação brasileira significou somente 3% das importações chinesas. Diferença relevante a se manter sob constante observação.
Como se isso não bastasse, surge um novo evento relevante.
Há expectativa de que, com a eleição de Donald Trump, a política protecionista e a carga tarifária a serem impostas no comércio exterior pelos EUA, em 2025, alterarão significativamente a pauta do comércio internacional, especialmente na relação bilateral com a China, promovendo oportunidades, e até ameaças, para as exportações das commodities nacionais. Setores têxtil, siderúrgico e agro ganham evidência.

 

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QUAL É O NEGÓCIO DA SUA EMPRESA?

ENTREVISTA COMO O EX-DEPUTADO CARLOS DIAS

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Deputado Carlos Dias, presidente do Instituto Democracia e Liberdade

ENTREVISTA

Revista Diária entrevista o ex-Deputado Carlos Dias, presidente do Instituto Democracia e Liberdade, consultor de diversos parlamentares e um idealista pragmático, que acredita que as recentes eleições no Brasil e nos Estados Unidos representam uma oportunidade, desde que a classe política compreenda que o melhor caminho é a união em torno de um Projeto de Nação.

REVISTA DIÁRIA:
Por que o senhor considera que as eleições recentes representam uma oportunidade, enquanto muitos encaram o resultado com preocupação?
CARLOS DIAS:
As eleições recentes representam uma oportunidade porque apontaram de forma clara o desejo de mudança que população quer. Isso tende a abrir espaços para reformas estruturais alinhadas com princípios da liberdade na economia. É uma chance de promover a descentralização do poder estatal, reduzir a intervenção governamental e combater a corrupção. Como também, permite reafirmar valores fundacionais do Brasil fortalecendo instituições permanentes como a família natural e a defesa da vida em amplo sentido.
REVISTA DIÁRIA:
O que precisa mudar no modelo político brasileiro para que o país alcance uma posição de destaque no cenário mundial?
CARLOS DIAS:
O modelo político brasileiro precisa de uma profunda reforma para reduzir a intervenção estatal e promover a liberdade econômica. É essencial implementar privatizações, garantir a independência do Banco Central e estabelecer um limite rígido para a relação dívida/PIB. Deve-se combater o patrimonialismo e a corrupção, descentralizar o poder e fortalecer as instituições. Além disso, é central eliminar regramentos legislativos que funcionam como verdadeiras barreiras internas ao desenvolvimento do país. É determinante que abramos horizontes de produção e exploremos, na perspectiva do conceito de conservação e não de preservação, os recursos naturais do país, notadamente os na Amazônia.
REVISTA DIÁRIA:
Com eleições previstas para daqui a dois anos, muitos políticos que já possuem mandato apostam nas emendas parlamentares para se reelegerem, embora esse mecanismo receba diversas críticas. O que falta para tornar essas emendas mais legítimas?
CARLOS DIAS:
Para legitimar as emendas parlamentares, é necessário aumentar a transparência e a fiscalização. Entendo que se deve estabelecer critérios técnicos e objetivos para a alocação dos recursos, priorizando projetos que estejam devidamente vinculados a metas de desenvolvimento local. Além disso, é importante promover a participação da sociedade civil na definição das prioridades e no acompanhamento da execução dos projetos, reduzindo assim o clientelismo político.
REVISTA DIÁRIA:
O senhor mantém um grande conhecimento sobre o Congresso e nunca perdeu contato com as demandas do país. O que recomendaria para aqueles que desejam se preparar para disputar as eleições de 2026?
CARLOS DIAS:
Recomendo, inicialmente, um profundo estudo de teorias econômicas de livre mercado e filosofias sociais conservadoras. É básico e necessário compreender os princípios do livre mercado e a importância da descentralização do poder. Devem se preparar para defender a vida desde à concepção até a morte natural, a família formada por um homem e uma mulher e a liberdade individual, incluindo o direito à legítima defesa. Precisam desenvolver propostas concretas para combater a corrupção, reduzir a intervenção estatal e promover o desenvolvimento. É desejável, também, uma formação sólida em áreas como inteligência econômica e relações internacionais.
REVISTA DIÁRIA:
Além do trabalho de assessoria, o senhor dispõe de uma equipe qualificada. O que vocês planejam oferecer aos candidatos a partir de janeiro de 2025?
CARLOS DIAS:
A partir de janeiro de 2025, planejamos oferecer aos candidatos um programa abrangente de preparação. Isso incluirá análises aprofundadas sobre economia, política e geopolítica. Forneceremos treinamento em oratória e debate, focando em temas como defesa da vida, livre mercado, superação do subdesenvolvimento, garantias de direitos fundamentais. Trataremos também de temas como segurança pública, incluindo o direito à legítima defesa e a influência do tráfico de drogas nas cidades, e estratégias para o desenvolvimento econômico e social. Vamos disponibilizar consultoria em relações internacionais e inteligência estratégica, preparando os candidatos para lidar com desafios globais e defender os interesses nacionais de forma eficaz.

 

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FINAL DE ANO: É HORA DE TRAÇAR NOVOS CAMINHOS PARA 2025

AS CAPIVARAS DO LAGO PARANOÁ

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ARTIGO

AS CAPIVARAS DO LAGO PARANOÁ

O Lago Paranoá, localizado em Brasília, é um ecossistema rico em biodiversidade, onde a convivência entre a fauna e a flora se revela de forma fascinante.

Não tem como contemplar o Lago Paranoá sem se deparar com habitantes emblemáticos dessa região, que são as capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris), o maior roedor do mundo, símbolo da fauna local.
As capivaras são frequentemente vistas às margens do Lago Paranoá, onde encontram um habitat ideal. Esses animais são semi-aquáticos, o que significa que dependem tanto de ambientes aquáticos quanto terrestres.
O lago proporciona alimento em forma de vegetação aquática e um espaço seguro para se refugiar de predadores.
As capivaras são sociais e costumam viver em grupos, o que favorece a observação de seu comportamento interativo e curioso. Elas desempenham um papel importante no ecossistema, ajudando a controlar a vegetação aquática e servindo de presa para predadores como jacarés e aves de rapina.

Eu sou suspeita em falar das capivaras. São muito fofas. A vontade é de levar para casa!!

 

 

Matéria publicada no Lindekin: https://www.linkedin.com/in/daniella-brenny/

 

Daniella Brenny

Daniella Brenny é graduada em Tecnologia em Meio Ambiente pelo CEFET/RJ. Consultora e Gestora de Projetos há mais de 20 anos. Sócia e Diretora da DT Ambiental, coordenou projetos de usinas hidrelétricas, aeroportos, rodovias, hidrovias, parques solares e eólicos.
Email: contato@dtambiental.com – contatorevistadiaria@gmail.com

Reprodução: Revista Diária | Aluizio Torrecillas

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O FUTURO DAS CONSULTORIAS NO MUNDO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O REI DO PETRÓLEO

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O REI DO PETRÓLEO

Na década de 60 o mercado de petróleo mundial era dominado por sete empresas, as sete irmãs. Controlavam 95% do petróleo mundial. Apenas 5% poderia ser comercializado fora desse fortíssimo monopólio.
As sete irmãs compravam o óleo cru a 3 dólares por barril dos países produtores. Como eles eram donos da logística, comercialização e refinarias, conseguiam um valor excepcional nas vendas.
Os países produtores estavam descontentes tendo piorado quando o Presidente Richard Nixon anunciou a saída do Tratado de Breton Woods. No tratado, cada dólar teria que ter 30 gramas de ouro de reserva. A paridade dólar e ouro foi extinta. Os crescentes deficits americanos ruíram esse tratado. O dólar chegou a desvalorizar de 30 a 40%. Os países produtores fundaram a OPEP. Não tinham logística, refinarias e nem compradores. Eram países produtores de petróleo.
Essas circunstâncias favoreceram o Trader da Philips Brothers, Marc Rich. Filho de judeus ortodoxos, sua família era da Antuérpia, grande mercado de diamantes, com uma expressiva população de origem judaíca. Seu pai, teve que fugir para os Estados Unidos por causa do nazismo.
Marc Rich se encontrou no mercado de “commodities”. Trabalhava como Trader na empresa dos Irmãos Philips que também eram judeus. Como ele tinha relacionamento com os países produtores de petróleo – e na época os meios de comunicações eram limitados – Marc Rich ficou sendo o intermediário entre esses países e o mercado consumidor.
Também na época para se comprar petróleo tinha que ter contratos de um ano com garantias financeiras robustas. Marc Rich criou o mercado “Spot”, que são compras não planejadas que atendem a necessidades imediatas e pontuais de uma empresa.
O preço de uma compra “Spot” é maior por se tratar de uma venda sem contratos longos. Marc Rich chegou a comprar do Irã mais de 65 milhões de barris/ano já com sua própria empresa. Se tornou um bilionário fazendo negócios com países que tinham restrições comerciais com os Estados Unidos.
Sua empresa era sediada na Suíça. Sofreu processos e se tornou um dos homens mais procurados do FBI. Pagou mais de 200 milhões de dólares, mas continuava na mira do FBI.
Foi importante fornecedor de petróleo para Israel e cooperou com o MOSSAD. Em 1981 o Presidente Bill Clinton deu o perdão final para o Rei do Petróleo, que continuou morando na Suiça até o dia da sua morte, no dia 23 de Junho de 2013.

 

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A GUERRA FRIA

FINAL DE ANO: É HORA DE TRAÇAR NOVOS CAMINHOS PARA 2025

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Final de Ano: É Hora de Traçar Novos Caminhos para 2025

O início de um novo ano representa uma preocupação, mesmo para empresas com equipes consolidadas. Hoje, revisar planejamentos vai além das práticas de antes – como reunir-se, ajustar orçamentos e escolher uma postura estratégica entre recuo, manutenção, crescimento ou expansão. O cenário atual exige mais flexibilidade e rapidez nas adaptações.
Para empresas com longa trajetória, o desafio é ainda maior. Repensar estratégias vencedoras implica mudanças estruturais e processuais, além de ajustes em equipes consolidadas. Essa transformação, que pode ser intimidadora, torna-se essencial para sustentar a competitividade.
Outro ponto crucial é a tendência de muitas organizações seguirem as líderes de mercado. Em tempos de incertezas e avanços constantes, essa postura se torna arriscada. Empresas bem-sucedidas também enfrentam problemas para manter-se no topo, e depender de suas estratégias pode comprometer a própria identidade da organização.
A frase do poeta espanhol Antônio Machado, “caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao andar,” nunca foi tão pertinente. Em um mundo de inteligência artificial e pós-globalização, construir caminhos únicos e adaptáveis é fundamental para o sucesso contínuo.

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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM TEMPOS DE MUDANÇA

OCIDENTE SAI DAS CORDAS

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OPINIÃO

OCIDENTE SAI DAS CORDAS

A avassaladora vitória de Donald Trump na corrida eleitoral dos EUA traz um sinal muito claro: a liberdade e a prosperidade prevalecerão no ocidente.

Sinaliza, ainda, que Breton Woods não será destruída, assim como o poder da democracia.

Trump venceu no voto popular, no colégio eleitoral, fez maioria no Senado e na Casa dos Representantes, revelando liderança que direcionou a nação ao resgate dos valores e princípios norte-americanos.

A população estadunidense percebeu a necessidade de recuperar conceitos que desde sempre fizeram parte de sua cidadania e se engajou na caminhada com a família, com o trabalho, com a segurança do cidadão comum, com a proteção da criança e com a liberdade de religião e de expressão.

Consequentemente, o povo americano promove o resgate da hegemonia dos EUA e um realinhamento no pensamento geopolítico global com inequívocos ganhos para a cidadania e para os valores que construíram a democracia.

Haverá, certamente, um freio de arrumação na nova ordem mundial, com uma profunda reavaliação das relações políticas e comerciais. Não há dúvida de que haverá uma mudança global com o resgate dos sonhos e da potencialidade de todo o ocidente.

As tendências atuais serão redirecionadas e novos cenários prósperos surgirão.

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A GUERRA FRIA

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A GUERRA FRIA

Salvador Allende defendia a filosofia marxista. Era um médico, político, social democrata e fundador do Partido Socialista.
Ganhou as eleições no Chile numa situação geopolítica mundial muito complicada, contrariando os interesses dos Estados Unidos que não queria outra Cuba na América Latina.
A guerra fria estava quente. A dívida do Chile na época era de 4 bilhões de dólares, a segunda maior do mundo.
Allende pregava a reforma agrária e a nacionalização das empresas e de bancos. Os investidores estrangeiros dominavam 45% do país, as minas de cobres eram controladas pelos americanos e 80% das propriedades rurais estava nas mãos de grandes latifundiários.
Allende, com seu discurso socialista agradou as massas. Sua popularidade cresceu, mas suas ideologias não se sustentaram quando a economia começou a dar sinais de fragilidade.
Uma forte sanção econômica dos Estados Unidos contra a política socialista de Allende atingiu em cheio a economia chilena. A produção agrícola caiu, o preço do cobre despencou no mercado internacional, a inflação estava assustadora e o desemprego aumentando. O setor produtivo, insatisfeito com a política de Allende, começou a se mobilizar para tirá-lo do poder.
O Presidente americano Richard Nixon e seu Secretário de Estado Henry Kissinger apoiaram e deram aval para que o Chile destituísse Allende do poder; os fins justificam os meios.
Um militar chamado Augusto Pinochet era respeitado no meio militar e era o militar de confiança de Allende. O General Carlos Prats, que era o Vice Presidente Pinochet, não era o militar mais graduado. O país estava um caos e a beira de uma guerra civil. Carlos Prats aconselha Salvador Allende a decretar estado de sítio. O congresso nega, aumentando a força dos que queriam Allende fora do poder.
O General Prats recusou-se a participar de qualquer golpe de estado, razão pela qual se viu obrigado a renunciar, abrindo assim o caminho para o sangrento golpe militar liderado pelo homem de confiança de Allende, Augusto Pinochet.
Prats morreu no exílio em Buenos Aires. Foi uma das vítimas do regime ditatorial de Pinochet sendo alvo de um atentado a bomba cometido em 1974 pela Dirección de Inteligencia Nacional – DINA, a polícia secreta Pinochetista, em Buenos Aires.
No dia 11 de setembro de 1973 o Palácio de La Moneda é atacado e Salvador Allende se suicida. Augusto Pinochet se torna Presidente do Chile e comanda uma das ditaduras mais sangrentas da América Latina.
Salvador Allende não percebeu que a política não é para os sonhadores e muito menos para os idealistas.
A economia é a base de sustentação de qualquer ideologia ou regime. 

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SUGESTÃO DE LEITURA:

SER OU NÃO SER. EIS A QUESTÃO

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM TEMPOS DE MUDANÇA

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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM TEMPOS DE MUDANÇA: A Necessidade de Ação Imediata.

Pois o hábito tradicional de reavaliar estratégias anualmente já não se adapta ao cenário atual.

O avanço das novas tecnologias exige revisões em tempo real, mas muitas empresas ainda resistem, por serem confortáveis ​​em seus métodos ou não terem estrutura adequada.
O planejamento estratégico, quando bem utilizado e comunicado em todos os níveis da organização, é uma ferramenta transformadora. Contudo, muitas empresas focam apenas em metas de curto prazo, limitando o potencial estratégico.
Elas sobreviveram devido à eficiência em processos, mas enfrentaram dificuldades para crescer em mercados mais competitivos. Esse contexto exige uma revisão contínua com foco no curto, médio e longo prazo.
A metodologia do Planejamento Estratégico Reverso traz metas futuras para o presente, modificando a cultura organizacional e permitindo que as empresas lidem com a inovação e mantenham sua relevância em um mercado dinâmico e em constante evolução.

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