Enquanto a floresta queima, muitos candidatos a prefeitos e vereadores focam apenas em uma árvore, uma verdadeira miopia política. É como o ditado: enquanto o sábio aponta o céu, o ignorante olha para o dedo.
As eleições municipais são a base do sistema político do país. Ignorar os grandes problemas nacionais, como insegurança jurídica, perda de liberdade, a ineficiência do Congresso e a falta de um projeto de governo, é irresponsável.
Como cidadão e profissional, acompanho de perto as eleições e, principalmente, os debates. Infelizmente, o processo político e a qualidade dos candidatos têm piorado a cada ano, assim como o interesse do eleitor. Existe uma decepção generalizada com os chamados “políticos”, cujo foco é a perpetuação nos cargos, e não no poder real, que vem do apoio popular — algo que perderam há tempos.
Não podemos esperar muito desta eleição, pois a maioria dos eleitores ainda não tem plena consciência da importância do seu voto. As instituições e os grandes empresários estão insatisfeitos, mas nunca se preocuparam verdadeiramente com o país. Sempre investiram em candidatos que agissem como despachantes de seus interesses, e não como defensores das causas nacionais. Agora, permanecem em silêncio, mas a conta, que demorou a chegar, finalmente está sendo cobrada.
É impossível considerar bons políticos aqueles que evitam os grandes temas nacionais. Em um país onde a maioria dos municípios depende do governo federal, a ausência de estadistas é evidente. E, sem estadistas, não há Estado.
HÉLIO MENDES
Hélio Mendes é autor de “Planejamento Estratégico Reverso” e “Marketing Político Ético”. Ele atua como consultor de empresas e já foi secretário de planejamento e meio ambiente na cidade de Uberlândia/MG. Além disso, é palestrante em cursos de pós-graduação e na Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, além de membro do Instituto SAGRES – Política e Gestão Estratégica Aplicada, em Brasília.
SUGESTÃO DE LEITURA: A TRAGÉDIA DOS DEBATES POLÍTICOS: REFLEXO DE UMA SOCIEDADE EM CRISE
Eleições municipais se aproximando. Agitação política, debates acalorados, promessas eleitorais; mentiras, condenações, desconfiança por parte do eleitorado.
Procuram-se verdadeiros líderes; pessoas que realmente se preocupem com o bem-estar coletivo, que tenham integridade, transparência e que estejam dispostas a tomar decisões difíceis em prol de todos, não apenas para seus interesses pessoais ou partidários.
O apelo é por “Homens bons”, justos, honestos, verdadeiros e benfeitores. Àqueles que já fizeram pelo povo e não desviaram dinheiro púbico. Gestores com planos de governo bem estruturados, metas alcançáveis e uma visão de como melhorar áreas críticas como saúde, educação, segurança, infraestrutura, moradia e oportunidades de emprego.
SEPARAR OS JOIOS DOS TRIGOS
Saibamos separar essas duas forças, reconhecendo quem realmente está comprometido em construir e sustentar a vida comunitária, e quem apenas busca destruir ou se beneficiar da destruição.
Temos a oportunidade de nos tornarmos agentes ativos dessa separação, escolhendo líderes que plantem esperança, justiça e ações concretas.
As promessas vazias e o discurso de destruição acabam revelando os “joios” da política, enquanto o trabalho honesto, a responsabilidade e o compromisso com o bem comum indicam os “trigos” que podem alimentar um futuro melhor.
Os justos triunfarão e os malfeitores cairão pela mentira e os crimes que cometeram.
“Por sete vezes cai o justo, e se levanta; mas os ímpios são derribados pela calamidade” (Provérbios 24:16)
Basta! É hora de recuperar o tempo perdido.
Vamos escolher o Messias do povo, líder visionário, capaz de reconstruir o que foi destruído, de trazer soluções reais e de guiar as pessoas para um futuro melhor.
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Por definição, a estatística é uma parte aplicada da matemática em estudos, levantamentos e análises de dados oriundos de observações.
Para o caso da análise estatística empírica de dados experimentais obtidos em condições de campo envolvendo plantas, por exemplo, inicialmente duas devem ser considerados: a casualização dos tratamentos a serem levados em conta e a repetição no espaço e no tempo, com o fito de controlar, especialmente, as variações de solo e clima.
Em seguida, o experimentador deve escolher qual o delineamento experimental mais adequado a ser empregado, dependendo do número de tratamentos e finalidade dos ensaios ou mesmo do determinado experimento, sendo o mais comum, o delineamento de blocos ao acaso, completamente casualizados, esquema fatorial (muito em pesquisas de nutrição de plantas), bem como o delineamento em lattice e box, muito usados em esquemas de genética, quando o número de tratamentos for muito elevado (mas o experimentador deve ter o cuidado para não serem formados subgrupos ao acaso, para não mascarar os resultados). Após a coleta e tabulação dos dados experimentais, os mesmos são conduzidos para o escritório, visando às devidas análises e conclusões.
Geralmente é utilizada a análise de variância, também chamada de ANOVA ou mesmo ANAVA, quando uma tabela é elaborada identificando os tratamentos, interações, resíduo, graus de liberdade, soma de quadrados, quadrado médio e o teste de comparação entre medias, onde o teste de Tukey, Duncan, etc., são os principais para a escolha dos melhores tratamentos. Deve-se ainda considerar que se o experimento envolver a genética, a referida tabela deve incluir a esperança dos quadrados médios (E-QM), para o cálculo da variância genética aditiva (a que mais interessa ao melhorista por passar de pai para filho), além da variância dominante e epistática.
Geralmente, os tratamentos são selecionados no nível de 5% de probabilidade (a intensidade de seleção i é de 2,06), levando em conta o uso de tabelas já preparadas (deve-se ainda levar em consideração que se a pesquisa envolver seres humanos, então a probabilidade não deve ser inferior a 10% por motivos óbvios, que neste caso, a intensidade de seleção i é de 1,76, portanto mais branda).
Outros testes podem ainda ser utilizados, como o teste T, de Student, e o do emérito professor Brieger, que eu tive a grande sorte de assistir a um dos seus seminários na USP/ESALQ.
Além disso, existem muitos outros esquemas experimentais, como o de Sakai, que aliás, eu apliquei na determinação de parâmetros genéticos de seringueira e cacau, cujos artigos estão publicados na Revista PAB, onde não se usa testes de progênies, e apenas o desenho em condições de campo, através de métodos especiais de variação do tamanho das parcelas experimentais.
Na ANOVA, um parâmetro fundamental é o grau de liberdade (gl), cujo não deve ser inferior a 12 para o efeito residual, para não influir negativamente na análise estatística dos dados, pois geralmente é ditado pela curva normal, onde quanto maior for o número de observações, mais facilmente será traçada. Normalmente essa curva pode ser linear ou quadrática, ou mesmo seguir o modelo aritmético ou exponencial, muito explorados em pesquisas de resistência de plantas a doenças fúngicas, por exemplo.
Mas qual é o significado do grau de liberdade (n-1)?
O grau de liberdade corresponde ao número total de observações menos o número de restrições impostas na análise dos dados. Em termos práticos, na análise de observações, o grau de liberdade associado ao desvio padrão é n-1, quando se impõe a restrição de que a soma dos desvios em relação à média é nula.
Nunca em uma ANOVA, o gl residual deve ser inferior a 12, conforme já assinalado acima, sendo que para evitar esse erro experimental, o pesquisador deve considerar o número de tiramentos e número de repetições de maneira adequada, para evitar esse erro oculto que não pode ser corrigido pela análise estatística.
Nas condições do experimento, as parcelas de campo podem ter bordaduras simples ou duplas no formato retangular ou quadrático (este é o preferido se o esquema envolver à contagem de insetos), sendo fundamental que sejam com o mesmo número de plantas, caso haja a perda de genótipos ao longo da condução.
Também nunca se deve efetuar as análises estatísticas com números inteiros para promover a aproximação entre os valores, incidindo na boa construção da curva normal. Assim, se forem dados advindos de contagem, a correção pode ser pela raiz quadrada de n+1, ou mesmo pelo arc. seno de raiz quadrada de P%, se for o caso. Assim, todos os números terão casas decimais.
Dentro dessa visão holística do emprego da estatística experimental e genética, se pode ainda estimar o coeficiente de herdabilidade no sentido amplo e no sentido restrito, onde a variância genética aditiva é de especial interesse, como também o tamanho efetivo da população, além de outros empregos.
Vale ainda destacar a formação de compostos sintéticos de milho e outros, onde se considera os caracteres agronômicos, a heterose, a média alta, a variância genética aditiva e o grau de homogeneidade das gerações de intercruzamento.
Com essa visão estratégica e holística tive a sorte de sintetizar o Composto Manaus, pelo intercruzamento de seis variedades de milho, nas condições ecológicas de Manaus (AM), pesquisa inédita na região, extremamente aplicada nos seus fins. A simples utilização da ANOVA nos diversos ciclos de geração identificou o estádio em que o composto estava homogeneizado, onde neste caso foi na quarta geração.
Tenho que acrescentar com gratidão e dever o quanto foram fundamentais os notáveis ensinamentos nessa feliz trajetória, advindos dos ilustres mestres e saudosos, Virgílio Ferreira Libonati (EAA, atual UFRA), Dirce Pacca Brito e Alberto Penteado (UFRRj e IPEACS, atual Embrapa Agroecologia), Roland Vencovskl, José Branco de Miranda Filho, Almiro Blumenschein e Ernesto Paterniani (USP/ESALQ), a quem rendo as minhas homenagens “in memoriam”.
Vale ainda homenagear o eminente Professor Frederico Pimentel Gomes, do Departamento de Matemática da USP/ESALQ, nobre autor do excelente livro didático de estatística experimental, que se tornou um verdadeiro Vade Mecum! da literatura obrigatória dos métodos estatísticos ligados à agricultura e pecuária do Brasil.
Certa vez, recém formado em engenharia agronômica em dezembro de 1967, muito animado com a estatística experimental e genética, em março de 1968 fui contratado pelo então EPE, depois DNPEA, atual Embrapa, começando por um bem aplicado treinamento em Institutos do EPE e na CEPLAC/CEPEC. Um dos Institutos do EPE foi o IPEACO, atual Embrapa Milho e Sorgo, localizado em Sete Lagoas (MG), que posteriormente eu ajudei na criação e localização. Nesse treinamento em Sete Lagoas, no IPEACO, visitei a sala de um pesquisador com arroz, maranhense como eu, sendo que sobre a sua mesa de trabalho estava um exemplar do livro do Professor Pimentel Gomes acima citado, com a capa desgastada, dando o sinal de uso intenso.
Eu estou me referindo ao Dr. Ericson Pires Coqueiro, atual pesquisador aposentado da Embrapa, meu grande amigo. que de Sete Lagoas veio para Brasília (DF), com lotação no Cenargen (sigla charmosa) e depois na sede da Embrapa, onde foi chefe do Departamento de recursos humanos e chefe do gabinete da presidência da Embrapa. Essa citação do amigo Coqueiro é para atestar que um pesquisador, interessado em estatística experimental, pode ter uma trajetória de realce e motivadora de jovens pesquisadores em início da carreira, como foi o meu humilde caso. Parabéns ao Coqueiro!
Existem muitas outras aplicações da matemática na estatística experimental, onde pode-se destacar a Fitopatometria, cujos ensinamentos básicos me foram oferecidos pelos excelentes Professores do Departamento de Fitopatologia da USP/ESALQ, Dr. Armando Bergamim e Dr. Mentem, em um competente e puxado curso de férias sobre doenças de plantas, naquele Departamento.
Os conhecimentos básicos e aplicados me valeram algumas publicações de realce e reconhecimento, inclusive pelo saudoso e eminente Dr. Norman Borlaug, norte-americano, Prêmio Nobel da Paz de 1970, o pai da revolução verde. Estou me referindo ao tema Resistência Genética de Plantas a Doenças.
Nessas pesquisas tomei como referência a seringueira (Hevea spp), gênero de plantas extremamente didático, onde se pode encontrar praticamente todas as formas de resistência genética de plantas a doenças fúngicas, como: Vertical, Horizontal e Escape, Hipersensibilidade, Completa, Parcial e Imunidade.
No geral, todos esses eventos podem ser qualificados e quantificados através de fórmulas matemáticas especiais doadas Fitopatometria, incluindo o cálculo da meia vida de patógenos.
Afora isso, a determinação do tamanho efetivo da população, emprego dos delineamentos I e II na predição de parâmetros em análises de genética quantitativa são também relevantes.
Ressalto ainda que os professores do Departamento de Genética da USP/ESALQ citados acima, foram fundamentais como meus orientadores e coorientadores na dissertação de mestrado e tese de doutorado, onde a genética quantitativa e qualitativa foram de excelência para os estudos de heterose em milho e comparação quantitativa entre quatro esquemas de seleção. Os artigos estão publicados na Revista PAB, além honrosa citação em livro publicado por universidade norte-americana.
Os bons ensinamentos não só na ESALQ, como também na EAA, também foram primordiais para que eu selecionasse diversos clones de seringueira para resistência a doenças e pragas (insetos) e produção de borracha, além da seleção de genótipos de guaraná, juta, estévia e outros, onde a estatística experimental e o método quantitativo e qualitativo foram essenciais na confirmação dos resultados longevos obtidos. Trata-se da aplicação da ciência em evidência.
Além disso, destaco ainda a bela participação dos professores doutores Mary O’Connell e Melvin Oliver, da NMSU (Estados Unidos da América do Norte), que foram meus distinguidos orientadores nas pesquisas desenvolvidas naquela universidade, no treinamento de pós-doutorado, na duplicação do número de cromossomos da estévia e na fusão de protoplastos entre tomate-jurubeba e tomate-cubiu, para a obtenção de cibridos resistentes a Ralstonia solanacearum, bactéria causadora da famosa e limitante murcha bacteriana das solanáceas.
Os resultados das pesquisas envolvendo a estévia foram tão importantes quê receberam menção especial na Rede de Televisão NBC, divulgadas no âmbito nacional naquele país.
Mas na visão holística, não se deve olvidar que atualmente existem diversos programas de computador que dispensam muitos dos métodos de ANOVA aqui explicados.
No entanto, é de bom alvitre que um pesquisador consciente deve se esforçar para melhor compreender os resultados por ele mesmo obtidos “ficando com os pés no chão”, para calcular e concluir sobre os seus próprios resultados experimentais, onde por exemplo, muitas das vezes ele tem que lançar mão de fórmulas e modelos matemáticos complementares e auxiliares, como a esperança dos quadrados médios acima referida.
Ao finalizar este singelo texto, um pouco longo, peço desculpas por eventuais erros de digitação, ao mesmo tempo que espero receber comentários.
Ainda aproveito para citar que muitas vezes as pessoas interessadas ficam em dúvida sobre o emprego das palavras variância e variabilidade genética, mas acreditem, a primeira é apenas a medição matemática da segunda!
Calcular “no dedo”, com o auxílio de máquinas de calcular, os valores complementares de interesse, inverter matrizes, formular sistemas de equações com variâncias e covariâncias genéticas e fenotípicas, estimar os coeficientes de correlação e determinação, predizer a resposta correlacionada entre caracteres agronômicos e usar artifícios de cálculos compatíveis, são outras técnicas disponíveis, com objetivos e metas factíveis na estatística experimental e predição de parâmetros genéticos.
Em adição, rogo a Deus que nos ajude não só na compreensão das análises estatísticas e genéticas, mas também quanto ao sublime significado da “ecologia do coração”, que se compõe do descanso, contemplação, compaixão e ternura (Angelus, 18/07/21).
Valois
* Afonso Celso Candeira Valois.
Engenheiro Agrônomo, mestre em Genética e doutor em Genética. Pós-doutorado na Universidade do Estado do Novo México (EUA) em genética e biotecnologia de plantas. Pesquisador aposentado da Embrapa.
O Ranking de Eficiência dos Municípios, elaborado pelo jornal Folha de São Paulo, confirmando estudo recente da Confederação Nacional de Municípios – CNM que identificou falta de médicos em um terço dos municípios brasileiros, alertou para a precariedade de um importante indicador do sistema de saúde de Barra do Piraí: a baixa densidade de médicos.
Carência de médicos é reconhecidamente uma das mais graves dificuldades do sistema de saúde de qualquer município, afetando, por exemplo, a atenção básica e a disponibilização de leitos hospitalares, elevando os riscos para a população. De acordo com avaliação da CNM, déficit de médicos significa ineficiência, consequência de gestão e governança.
Ainda segundo avaliação da CNM, uma das principais causas dessa deficiência é, além da escassez de recursos financeiros para a contratação, a falta de uma rede de ensino de qualidade que atraia profissionais qualificados.
A Organização Mundial de Saúde – OMS estima em 2,5 médicos por mil habitantes o parâmetro mínimo para oferecer adequado atendimento, exatamente a densidade de profissionais que o Brasil oferece. Países desenvolvidos, como os da Organisation for Economic Cooperation and Development – OECD, oferecem, em média, 3,4 médicos por mil habitantes.
Barra do Piraí, segundo levantamento do jornal Folha de São Paulo, disponibiliza 1,7 médicos por mil habitantes, resultado comparável à alguns municípios do Norte e Nordeste do Brasil e à alguns países da América do Sul e da África.
Trocando em miúdos, com uma população estimada recentemente pelo IBGE em 98 mil habitantes, a densidade de profissionais divulgada pela Folha significa a existência de cerca de 170 médicos em Barra do Piraí. Contudo, o parâmetro estimado pela OMS (2,5 médicos por mil habitantes) estabelece quantidade mínima de 245 profissionais. Portanto, o atual quadro barrense atende 70% das necessidades de médicos no município e revela lacuna de 75 profissionais, impactando negativamente o atendimento de cerca de 30 mil barrenses.
Conclusão: a defasagem é relevante e não há falta de médicos somente nos Postos de Saúde. Há falta de médicos em todo o município.
Certamente, há propostas e metas para reorganizar não somente o sistema de saúde de Barra do Piraí, mas toda a economia do município de forma a criar oportunidades, atrair profissionais qualificados e passar a oferecer, até 2028, os 245 médicos necessários à mínima garantia de saúde para os barrenses.
Luiz Bittencourt – Eng. Metalúrgico/UFF; M. of Eng./McGill University/Montreal/Canadá; Pós-graduado em Comércio Exterior/Universidade Mackenzie/SP; Consultor em Relações Institucionais
SUGESTÃO DE LEITURA: VISÃO GERAL SOBRE A COMPLEXA SITUAÇÃO DE BARRA DO PIRAÍ
Recentemente, atendi no consultório uma criança que há meses sofria com bolhas e descamação nas mãos. A mãe, já exausta, relatou: “Doutora, já usamos antifúngicos, corticoides, hidratantes, e nada resolve!”
Minha primeira pergunta foi: “Ela brinca com slime?”
A resposta foi afirmativa.
O slime pode causar dermatite de contato, que pode ser de dois tipos:
• Irritativa: quando substâncias presentes no slime agridem a barreira da pele; • Alérgica: quando produtos químicos presentes no slime desencadeiam uma inflamação em peles sensibilizadas.
Os sintomas incluem vermelhidão, bolhas, descamação, coceira e dor.
Os slimes caseiros, muitas vezes feitos com bicarbonato, cola, espuma de barbear e corantes, são ainda mais perigosos, pois aumentam o risco de sensibilização. Crianças com predisposição a alergias, como as que têm dermatite atópica, são ainda mais suscetíveis.
Um ponto importante é que a pele das crianças, e especialmente a das mães, pode absorver essas substâncias de forma ainda mais intensa, pois é mais fina e delicada, o que potencializa os danos. Isso faz com que, além das crianças, os adultos que manipulam o slime também corram riscos, podendo agravar quadros alérgicos e irritativos.
O principal pilar do tratamento é suspender o contato com a substância agressora. No caso que atendi, foi necessário ajustar o tratamento e, principalmente, interromper a brincadeira com slime.
Em casos mais graves, um exame chamado patch teste pode ser realizado para identificar exatamente qual substância está causando a reação alérgica.
A lição é simples: evite o slime. A diversão não compensa o risco para a saúde.
Publicado por: Revista Diária | Aluizio Torrecillas
ALUIZIO TORRECILLAS
Aluizio Torrecillas | Especialista SR em Relações: Institucional, Corporativa e Governamental. Gestor em Marketing, Ombudsman, Gestor de Conflitos, Humanista, Espiritualista. Nas horas vagas, Blogueiro. Colunista no portal Revista Diária – www.revistadiaria.com.br | Redes Sociais: @aluizio.torrecillas
SUGESTÃO DE LEITURA: EX-PACIENTE, PROFESSORA DA UnB ACHA VENENO COM POTENCIAL CONTRA CÂNCER
A JUSTIÇA ELEITORAL E A ELEIÇÃO EM PRESIDENTE PRUDENTE
Presidente Prudente, cidade do interior de São Paulo, vive uma aventura inusitada nesse período pré-eleições, causada pela inoperância da justiça eleitoral.
A justiça eleitoral mantém em análise, por inexplicável período excessivamente prolongado, o pedido de impugnação de uma das candidaturas a prefeito do município, condenado em passado recente a devolver recursos à prefeitura por malversação de recursos públicos, durante sua gestão no executivo de Presidente Prudente.
Essa ineficiência da justiça eleitoral é mais um desserviço ao país, ao criar insegurança nos eleitores prudentinos, pela dúvida que acaba promovendo na percepção do eleitor de que o crime pode compensar.
Não se sabe até onde essa inoperância será mantida, porém o estrago já causado no ambiente eleitoral de Presidente Prudente é enorme.
E agora José?
Você que é eleitor de Presidente Prudente acha justa uma competição envolvendo justos e pecadores?
Você que é eleitor de Presidente Prudente votaria em um condenado?
Da guerra das cadeiras à baixa da guarda na política eleitoral: “Diálogo Cultural” de Alexânia mostrou que a arte faz o progresso dançar e a política pacífica acontecer!
A noite de domingo (15) fez o cenário político paulistano pegar fogo durante o encontro promovido pela TV Cultura no debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo. O candidato José Luiz Datena (PSDB) agrediu Pablo Marçal (PRTB) ao arremessar cadeira contra o adversário.
O assunto é o mais comentado em todos os veículos e redes sociais, e traz um cenário de revanche e brigas. Entretanto, esta visão manchada da corrida eleitoral tem tudo para ter um outro olhar. A guerra pode estar com os dias contados e a arte pode ser a grande precursora deste novo cenário.
No último dia 14 de agosto, a arte venceu uma guerra política socialmente imposta durante diversos períodos eleitorais. Tudo isso foi possível com a mobilização de uma ação intitulada “Diálogo Cultural”, uma iniciativa que buscou mobilizar e estimular os pré-candidatos ao cargo de prefeito de Alexânia-GO em relação às ações culturais que serão implementadas no próximo governo, tendo em vista a inauguração do 1º Teatro do município, construído pelos empresários Edna Pinato e Arnoldo Jacaúna.
Os pré-candidatos ao cargo de prefeito de Alexânia, Warley Gouveia e seu vice, Naldim Magalhães, do Partido Podemos e Matheus Ramos e sua vice Cida do Gelo, do Partido União Brasil, entraram na dança da união pacificadora, ao som do hit “Casca de Bala”. O objetivo do Diálogo Cultural foi promover um encontro entre política e cultura, incentivando os pré-candidatos a incluírem a cultura local em seus planos de governo, com o intuito de fomentar o desenvolvimento cultural sustentável de Alexânia, tendo como epicentro o Teatro Marie Padille, em construção, com inauguração marcada para o início de 2025.
O candidato Warley Gouveia mostrou satisfação em participar desse momento cultural. “Participar deste encontro cultural foi uma oportunidade de lembrar que, acima das disputas políticas, está o bem maior da nossa cidade e do nosso povo. A cultura tem um papel fundamental em nos unir e em fortalecer nossos laços como comunidade. Fazer parte desse momento, no Teatro Marie Padille, reforça a importância de termos espaços que promovam o diálogo, a criatividade e o respeito, independentemente das diferenças políticas. Acredito que, por meio da cultura, podemos superar rivalidades e trabalhar juntos por um futuro de mais união e progresso para Alexânia”, defende.
O Teatro Marie Padille foi cenário pioneiro de uma paz política em um momento em que rivalidades e brigas sempre permeiam essas relações. Envolver temas antagônicos, como política e cultura, foi eleitoralmente possível, e a política e cultura podem até parecer inimigos naturais, mas quando se unem, mostram que são a dupla dinâmica do progresso! Iniciativas como o Diálogo Cultural são o palco perfeito para essa colaboração. Quando criamos espaços para diálogo e trocas, esses dois temas, que à primeira vista parecem opostos, na verdade se fortalecem e ajudam a construir uma sociedade mais criativa e inclusiva.
A empresária Edna Pinato, grande idealizadora desta ação, explica que o Diálogo Cultural vai além de ser só um evento; ele é um divisor de águas que mostra o poder da parceria entre política e cultura. “Ao juntarmos essas forças, criamos políticas públicas que realmente valorizam e promovem a nossa cultura local. Esse projeto prova que a cultura é um motor essencial para o crescimento econômico e social da nossa cidade – e juntos, podemos fazer muito mais!”, enaltece.
A Tragédia dos Debates Políticos: Reflexo de Uma Sociedade em Crise
Os debates políticos, que espetáculo deprimente! Como chegamos aqui? Gente de todas as classes sociais discute, toma partido, às vezes até ironiza um ou outro candidato.
Parece até que estamos assistindo a um reality show de mau gosto. Quem diria que a política se tornaria um passatempo? Não, não é engraçado. É triste. Esse “debate” que estamos vendo, se é que podemos chamar de debate, envolve aqueles que querem nos representar no futuro. E a classe política? Um reflexo direto de nós mesmos.
No Congresso, vendem-se por emendas como se o cargo fosse vitalício, e a alta corte, ah, essa toma para si funções que não são suas. E antes que você pense que é privilégio nosso, relaxe, está tudo acontecendo também na maior potência mundial. Estados Unidos e Europa não escapam dessa tragicomédia.
Os incêndios que assolam o país atualmente são pequenos comparados ao caos na área política. Inclusive, eles são reflexo direto das escolhas que temos feito como sociedade.
Vivemos uma psicose de massa, onde o mais culto se iguala ao menos educado. Precisamos acordar. Estamos caminhando para um futuro desastroso. Hora de parar, pensar e eleger alguém que realmente faça diferença, ou continuaremos nesse ciclo de mediocridade.
HÉLIO MENDES
Hélio Mendes é autor de “Planejamento Estratégico Reverso” e “Marketing Político Ético”. Ele atua como consultor de empresas e já foi secretário de planejamento e meio ambiente na cidade de Uberlândia/MG. Além disso, é palestrante em cursos de pós-graduação e na Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, além de membro do Instituto SAGRES – Política e Gestão Estratégica Aplicada, em Brasília.
SUGESTÃO DE LEITURA: A POUCA EVOLUÇÃO DAS CIDADES BRASILEIRAS
O título acima reflete uma visão clara sobre a relação entre ações desonestas e suas consequências morais. Quem comete roubo faz o mal, tanto por ferir pessoas quanto por agir de maneira imoral.
Eleições 2024 para prefeitos e vereadores na reta final. O que mais se comenta dentre os eleitores é a corrupção na administração das prefeituras.
A corrupção, especialmente o desvio de recursos públicos, tem impactos profundos na sociedade. Quando políticos desviam dinheiro que deveria ser investido em saúde, educação, infraestrutura e outros serviços essenciais, eles não estão apenas cometendo um crime, mas também comprometendo o futuro de muitas pessoas, particularmente as mais vulneráveis.
É fundamental que a população seja consciente da importância de eleger candidatos comprometidos com a honestidade, a transparência e o bem-estar coletivo.
O eleitor deve adotar uma postura crítica, responsável e investigativa, buscando fontes confiáveis para se informar sobre os candidatos. Para tanto, deve:
Pesquisar o histórico dos candidatos na iniciativa privada e na pública. O que fizeram por sua cidade? Cumpriram o que prometeram?
Criaram empregos? Houve melhoras na infraestrutura e no transporte público da cidade?
A limpeza da cidade está a contento? E a saúde, educação e segurança?
O seu candidato é um benfeitor?
Já deu provas de sua capacidade de ser um bom gestor, respeitando o dinheiro público?
Está sendo apoiado por grupinhos e composições politicas duvidosas?
Está sofrendo algum processo que pode torna-lo um condenado?
Eleitores devem apoiar candidatos que se comprometem com transparência. Isso inclui divulgar suas contas de campanha, seus financiadores e as fontes de seus recursos. Políticos que estão dispostos a prestar contas de forma clara e acessível tendem a ser mais comprometidos com a ética.
Não se deixar iludir por promessas vazias
Em períodos eleitorais, muitos candidatos fazem promessas grandiosas. O eleitor deve analisar a viabilidade dessas promessas e desconfiar de soluções milagrosas, pois muitas vezes são usadas como distração para esconder problemas de corrupção ou falta de capacidade.
Esse comportamento responsável é o que pode gerar mudanças reais e efetivas no sistema político, ajudando a reduzir a corrupção e a promover uma política mais justa.
SUGESTÃO DE LEITURA: A VERDADE NUA E CRUA SOBRE CAMPANHAS ELEITORAIS CONDENADAS
A VERDADE NUA E CRUA SOBRE CAMPANHAS ELEITORAIS DE CANDIDATOS CONDENADOS
A verdade nua e crua é que, quando um candidato a cargo eletivo está com sua campanha ‘sub judice’, aguardando uma decisão judicial sobre sua elegibilidade, dúvidas surgem na população que merece saber a verdade.
O eleitor sério não gosta de ser enganado. Mentiras e falcatruas não fazem mais parte do cotidiano de uma população que quer o fim da política do rouba mais faz.
Caso a Justiça decida que um candidato é inelegível, antes das urnas de votação apurarem o resultado, este será impugnado e ficará impedido de disputar qualquer cargo eletivo por um período de até oito anos.
Em sendo eleito e depois condenado, poderá ter o mandato cassado e os votos recebidos serão anulados. Dependendo do caso, uma nova eleição poderá ser convocada, ou o segundo colocado nas eleições poderá assumir o cargo.
Com relação a condenação por mau uso de recursos públicos, o condenado será obrigado a devolver os valores desviados ou mal utilizados ao erário. Isso inclui, por exemplo, gastos irregulares com verbas públicas durante a campanha ou no exercício de algum cargo anterior.
Votar em candidato suspeito de corrupção pode gerar consequências imprevisíveis, colocando em risco a confiança dos eleitores no processo democrático e criando um ambiente de incerteza política.
Os eleitores estão mais informados e conscientes. Não mais desperdiçam seus votos com candidatos mentirosos, enroladores, que só prometem e nada fazem.
Os eleitores sérios e conscientes, querem dar o seu voto de confiança, o voto que elege, ao candidato competente, honesto, cristão e benfeitor.
SUGESTÃO DE LEITURA: NÃO ROUBAR E NÃO DEIXAR ROUBAR